PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Como ser um profissional capaz de encantar as empresas?

Posted by HWBlog em 29/09/2013

mercado trabalhoO mundo enfrenta uma das mais profundas crises financeiras dos últimos tempos, que tem levado a índices alarmantes de desemprego em países como Espanha, Grécia e África do Sul, principalmente entre os mais jovens. Nesses países, mais da metade das pessoas com menos de 24 anos está desempregada.

No Brasil, embora o quadro seja bem melhor, com uma taxa média de desemprego de 5,5% em 2012, o saldo de vagas com carteira assinada (empregos abertos menos empregos fechados) foi o pior dos últimos três anos.

Paradoxalmente, existe uma fatia do mercado em que sempre há vagas abertas. São os postos destinados a profissionais qualificados. Um estudo da consultoria McKinsey & Company, conduzido com 8 000 empresas, educadores e jovens profissionais em nove países, inclusive o Brasil, verificou que apenas 43% dos empregadores afirmam encontrar candidatos adequados nos níveis iniciais de carreira, e 39% preferem não contratar ninguém a escolher uma pessoa fora do perfil.

No Brasil, 48% das empresas afirmaram seguir esse padrão. A explicação para esses números está no descompasso entre a formação oferecida nas faculdades e o conhecimento exigido pelo mercado de trabalho, o que causa na pessoa o desconforto de nunca se sentir totalmente preparada para um cargo. Um pesadelo que deve continuar.

A pesquisa da McKinsey mostra que apenas 31% das companhias pesquisadas estão engajadas em buscar soluções eficazes com os centros universitários e técnicos. No Brasil, esse número cai para 25%. Uma das autoras do levantamento, Mona Mourshed, é categórica ao dizer que não existe interação suficiente entre esses dois lados.

“As organizações que conseguem se comunicar melhor e trocar experiências com universidades são as que não têm problemas em encontrar mão de obra com o perfil que procuram”, diz Mona.

No livro Why Good People Can’t Get Jobs (“Por que boas pessoas não conseguem emprego”), lançado no ano passado nos Estados Unidos e ainda inédito no Brasil, o professor Peter Cappelli, diretor do centro de recursos humanos da escola de negócios Wharton, aponta que parte do problema está nas empresas, que idealizam um candidato perfeito.

Segundo ele, elas querem alguém que preencha todos os requisitos de imediato, sem passar por um treinamento ou um tempo para se qualificar ou se adequar ao novo ambiente. Em sua pesquisa, a McKinsey aponta as 13 características mais valorizadas e menos encontradas pelas companhias — criatividade, ética, comunicação e liderança são algumas delas (veja o quadro O Que as Empresas Buscam).

Com base nesse estudo, uma pesquisa ouviu grandes empresas para saber o que elas, afinal, esperam do profissional e como identificam as capacidades, as habilidades e as atitudes que desejam encontrar. Apesar de o conjunto de competências ser grande, muitos empregadores não abrem mão delas.

“É o essencial para garantir a qualidade dos serviços que prestamos”, diz Paul Fama, vice-presidente de recursos humanos da GE para a América Latina.

O fato é que as empresas aumentam o grau de exigência numa velocidade que a educação formal — superior e técnica — não consegue acompanhar. Além disso, as companhias passaram a ser muito rigorosas com questões comportamentais e valores pessoais, itens que as escolas, em sua imensa maioria, nem pensam oferecer.

“Nossa realidade está mais complexa, especialistas e generalistas já não bastam, procuramos indivíduos capazes de estabelecer conexões entre áreas da organização, que conheçam do negócio, pessoas preparadas para encontrar soluções e gerar resultado”, diz Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian. “Não é fácil.”

Para entender o mercado, você pode usar a velha imagem do copo meio cheio e meio vazio: as oportunidades existem, mas aproveitá-las exigirá um esforço pessoal maior de correr atrás de qualificação. “A forma de enxergar e fazer negócios no Brasil e no mundo mudou, e quem não entender isso fica de fora”, diz Ricardo Garcia, vice-presidente de recursos humanos, tecnologia da informação e relações institucionais da siderúrgica ArcelorMittal Brasil, de Belo Horizonte.

Na visão de alguns especialistas de mercado, como Claudio Garcia, presidente da LHH|DBM para a América Latina, empresa de recolocação e transição de carreira, de São Paulo, as questões de qualificação mais delicadas envolvem liderança, ética e alinhamento com a cultura corporativa. São esses pontos, e não as habilidades técnicas, que estão por trás da maioria das demissões de executivos no país.

“As empresas têm de parar de esperar o profissional pronto, porque ele é muito disputado e pode demorar a surgir”, diz Claudio.

O diretor-presidente do Grupo Pão de Açúcar, Enéas Pestana, concorda com a máxima de que a experiência só vem com o tempo e de que somente a prática possibilita dominar as particularidades de um negócio. Mas ele alerta para os desafios da educação. “O Brasil precisa de profissionais qualificados para continuar crescendo.”

Uma das maneiras que as empresas encontram para se blindar contra a dificuldade de achar profissionais é concentrar os esforços de contratação nos níveis iniciais de carreira, em programas de estágio e trainee.

Com essa medida, as companhias têm a intenção de educar o jovem do modo que consideram mais adequado e, ao mesmo tempo, de controlar a folha salarial, pagando menos para quem entra e fugindo da disputa por pessoas gabaritadas, que são mais caras.

“Na P&G não há outro caminho para entrar se não for por meio de estágio ou casos de fusão. Nós desenvolvemos internamente os líderes, e por esse motivo não sentimos essa crise de falta de talento”, diz Alejandro Cabral, diretor de recursos humanos da P&G Brasil.

Essa aposta majoritária nos jovens, contudo, é vista como um erro pelo economista Wilson Amorim, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA). “A população está envelhecendo — isso é um fato. Deixar de fora um público de profissionais mais seniores é uma solução de curto e médio prazo que as organizações têm de repensar”, diz o economista.

Apesar de os empregadores estarem mais exigentes, ainda há quem esteja mais preocupado em manter os bons profissionais do que em encontrar a pessoa certa. Essa é uma boa notícia, principalmente para quem está em áreas nas quais a falta de profissionais no mercado não é por qualificação, mas pela baixa oferta de mão de obra, como é o caso das carreiras nos setores de óleo e gás, telecomunicações e tecnologia da informação.

Para quem já está empregado e planeja crescer, o momento é esse. Investir no desenvolvimento e na melhoria dos pontos considerados indispensáveis pelas companhias e se fazer ser visto.

O que a educação pode fazer

A pesquisa da McKinsey aponta uma discrepância entre as visões que universidades e empresas têm dos profissionais. Enquanto 67% dos educadores consideram que os jovens saem da universidade preparados, apenas 31% dos empregadores concordam com essa afirmação. Na prática, significa que fazer uma faculdade não é mais garantia de acesso a melhores empregos.

“As pessoas acham que a escola é muito melhor do que ela realmente é, por isso não cobram melhorias”, afirma o economista Gustavo Ioschpe, especialista em educação e autor do livro O Que o Brasil Quer Ser Quando Crescer? (Editora Paralela), que identifica a formação de professores como um dos pontos críticos do processo.

“Eles passam por cursos extremamente teóricos e carregados de ideologias. O que eles menos aprendem é efetivamente o que fazer dentro da sala de aula e como conseguir que seus alunos se desenvolvam”, diz Gustavo. “A maioria se acomoda e não se prepara para ensinar.”

Os professores sofrem com salários achatados e grandes quantidades de alunos em classe. “O que vemos em parte das instituições são professores horistas, que precisam dar muitas aulas para ter uma renda razoável. Além disso, encontram dificuldade de se comunicar com eficiência diante de turmas enormes”, diz Maurício Queiroz, diretor-geral da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo

Quem aposta todas as fichas na pós-graduação para ganhar em troca o emprego dos sonhos também pode estar em descompasso com o que as empresas buscam.

“Em geral, os cursos de formação continuada insistem nesse modelo técnico pragmático — ensinam a fazer um plano de marketing, mas não a pensar sobre ética ligada ao consumidor”, diz Tânia Casado, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).

As escolas devem trazer para as aulas questões da natureza humana. “Mesmo com esforços para melhorar a educação, não vejo como adequar perfeitamente os currículos das escolas às necessidades do mercado de trabalho. A não ser em matérias técnicas”, diz o economista Naercio Menezes, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, em São Paulo.

Os entrevistados acreditam que o ideal é juntar forças, aproximando as corporações do mundo da educação pública e privada. Vai levar tempo. A solução no curto prazo está nas mãos do profissional, que pode fazer valer o investimento no estudo e aproveitar as oportunidades que aparecem ao longo da carreira.

-Luiz de França e Marcia Kedouk

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O que aprendemos com o fim da Shoes4You

Posted by HWBlog em 29/09/2013

Pile of various female shoes over whiteCientes do valor para qualquer empreendedor de encarar experiências malsucedidas como uma fonte de aprendizado – vendo-as até como mais enriquecedoras do que o progresso – o Startup Network, programa da Endeavor Brasil destinado às startups de tecnologia, organizou um bate-papo entre os empreendedores participantes e Olivier Grinda, fundador da Shoes4you.

Criada em 2011, com a proposta de ser “a primeira marca fashion online do mercado brasileiro associada a uma experiência personalizada de consumo”, a empresa apostou em um modelo de vendas por assinatura: o cliente (em sua maioria, mulheres) fazia uma inscrição e pagava um valor fixo mensal para ter direito a comprar um par de sapatos por mês. Se nenhum produto interessasse, podia congelar o plano.

A Shoes4you contava com investimentos de grandes fundos, como Flybridge Capital Partners (que aposta na OpenEnglish, por exemplo), Accel Partners (investidora do Facebook e Groupon), Redpoint Ventures (Netflix), IG Expansión e Romero Rodrigues (Buscapé), além do histórico de sucesso de Olivier nas startups ClickOn e BrandsClub.

O conjunto todo parecia uma ótima aposta: bons investidores, bom empreendedor e modelo já provado no exterior. Mas, menos de três anos depois da sua criação, em abril de 2013, a empresa teve de encerrar suas atividades. Neste bate-papo, Olivier Grinda compartilhou o que deu errado e os ensinamentos que podemos tirar sobre criar, desenvolver e fechar uma empresa.

Confira a seguir:

Foco e modelo de negócio Em novembro de 2012, a Shoes4you estava fechando uma nova rodada de investimentos para começar a escalar. O processo de funding tirou o foco do empreendedor da operação e, já em dezembro, surgiu uma questão relacionada à falta de pagamento por parte dos assinantes.

O problema, que começou pequeno, aumentou: os clientes estavam cancelando a assinatura do site no cartão de crédito, mas não na Shoes4you, e a falta de transparência nos meios de pagamento impossibilitava a empresa de identificar quem estava deixando de pagar. Pior: a margem ainda não cobria os custos de marketing quando os clientes desistiam da assinatura. Dois meses se passaram até que reconhecessem a movimentação do mercado.

No fim, diante de um custo já alto de equipe e operação e um problema que invalidava o modelo de negócio, viram-se na situação de decidir entre: usar o capital levantado recentemente para “pivotar” (mudar o modelo) ou encerrar as atividades da empresa. Depois de muita conversa, resolveram encerrar a empresa, pois o risco de continuar diminuía a oportunidade.

Mantenha a transparência No processo de fechamento, o empreendedor manteve a transparência. Assim que identificou o problema, em vez de tentar escondê-lo, avisou aos investidores com rapidez.

Conversou individualmente com eles e revelou as opções que tinham pela frente. A decisão do fechamento foi consensual. Em pouco tempo, o estoque foi liquidado, o que devia aos consumidores foi pago e, o restante, devolvido aos investidores. Um dos pontos destacados por Olivier é que é muito importante que você, como CEO, procure fazer um bom negócio para todos envolvidos, não apenas para um dos investidores ou para os fundadores. Sempre vale ser justo e pensar em como gerar mais valor compartilhado entre todos no negócio.

Pense lean!

Um aprendizado claro que extraímos desse caso é o bom e velho: “save your pennies”, ou seja, antes de pensar em crescer, comprove o modelo. Em outras palavras, pense lean startup.

A Shoes4you sentiu na pele os efeitos de escalar prematuramente. Começaram com um time de 4 fundadores, com muita experiência, sob as seguintes justificativas: o mercado parecia ser competitivo e precisavam avançar rápido; se não se preparassem para escalar prejudicariam os rendimentos da empresa; e, com o mercado aquecido, parecia mais fácil levantar dinheiro para suprir a ineficiência. Acabaram descobrindo que times muito grandes geram muitos custos e diluem os investimentos de uma startup.

Modelo de assinatura
Para o empreendedor Olivier Grinda, as vantagens do sistema de assinaturas são: estender o tempo de rendimento e trazer praticidade e preços interessantes para o consumidor. Mas a nova tendência é oferecer pacotes diversificados de serviços, mesclando venda direta, assinatura e outros. Um bom exemplo é a Wine.com, que faz um mix de venda direta e assinatura.

De olho nos preços
Muitos imaginam que estabelecer um preço competitivo desde o lançamento do e-commerce é a melhor forma de atrair clientes e crescer. Mas, muitas vezes, se a concorrência é baixa, é mais vantajoso manter as margens altas e incluir o valor do frente. Afinal, você não vai querer o valor da sua marca atrelado apenas um preço baixo, certo? A estratégia de segurar as margens dá espaço para que você reduza o preço quando fizer sentido ou quando for necessário, sem passar aperto com o consumidor ao aumentá-lo.

Não prometa o que não pode cumprir
O mesmo serve para os benefícios extras. Você não precisa necessariamente oferecer logo de cara milhares de benefícios, como entrega em 24h ou frete grátis. O consumidor insatisfeito certamente fará mais barulho do que os felizes com a marca. Por isso, o melhor é prometer o mínimo e entregar o máximo.

Um bom negócio
Serviços extras, qualidade do produto, conveniência e atendimento podem ser mais importantes para o consumidor do que o valor absoluto do produto. Preocupe-se em entender qual é o “bom negócio” para o seu cliente. Esta percepção pode ser elaborada e aprimorada junto com as áreas de marketing e comunicação.

Estratégias e ações de marketing digital
• Uma prática efetiva para vender mais é destacar na campanha o produto que vende melhor. Isso funciona no mundo offline e também no online. Procure promovê-lo em mídia display (banners e variações).
• Na opinião de Oliver, ao divulgar marca própria, o display (que permite ao público ir conhecendo a marca) e o Facebook Ads (que permite uma adequação ao perfil do consumidor) são boas alternativas. Ao vender produtos de outras marcas, com nomes conhecidos no mercado, o Google Adwords costuma ser mais efetivo, pois as buscas são maiores.
• Qualquer anúncio deve sempre levar o cliente à página de venda do produto. No caso da Shoes4you, mais de 10% das vendas vinha direto do Facebook: muito mais pelas interações entre os usuários do que por um esforço da marca em promover ações de venda.
• Quanto a fazer o marketing digital dentro ou fora de casa, a Shoes4you teve boas experiências terceirizando os serviços, principalmente com o Google Adwords, pois ficava mais barato. Mas não tem muita regra. Vale testar e comparar o que funciona melhor no seu caso: serviço interno ou externo, contratação por performance, preço fechado, etc.

Outras lições importantes
• Mesmo para um negócio online, é importante observar o comportamento dos negócios offline. Muitas coisas no comportamento do consumidor não mudam e independem da plataforma.
• Muito dinheiro não é necessariamente algo bom. Isso pode trazer ineficiência se o empreendedor não tiver cuidado. Às vezes, vale mais o crescimento por bootstrapping para que aconteça de forma consistente.
• Não importa se não há concorrentes, é preciso ter atenção total às métricas financeiras, como lifetime value (LTV), custo de aquisição de cliente, ticket médio, taxa de conversão etc. Lembre-se de que, em um mercado onde não há competidores, o seu maior inimigo é você mesmo.
• Levando em conta que, no caso da Shoes4you, lançar novos modelos de sapato requeria aumentar muito a quantidade de SKU (unidade de estoque), por causa dos diferentes tamanhos, eles decidiram adotar os exemplos americanos equivalentes e optaram pela diversificação de portfólio, vendendo também bolsas, relógios e bijuterias.

O lembrete que fica é: nem sempre o que funciona no exterior funciona localmente. É preciso adaptar o modelo ao contexto em que se está inserido!

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A primeira mulher de negócios

Posted by HWBlog em 25/09/2013

viuva cliquotEla criou um dos melhores champanhes do mundo, peitou Napoleão Bonaparte e conquistou a Europa

Quanto um empresário arrisca para ver o seu produto conquistar o mundo? Para a francesa Nicole Clicquot, que viveu no século 19, a resposta era simples: tudo. Pois enganar Napoleão, o homem mais poderoso da Europa na época, podia significar a morte.

Madame Clicquot não era uma mulher que se intimidasse diante de obstáculos. Em 1805, aos 27 anos, herdara do marido uma vinícola em Reims, na França, ao norte de Paris. Em poucos anos, transformou a pequena vinícola num dos maiores centros franceses de produção de espumantes. Ousada, batizou a empresa como Maison Veuve Clicquot-Ponsardin, a “casa da viúva Clicquot-Ponsardin”.

O seu champanhe seco, de cor dourada, logo arregimentou fãs, como o dramaturgo Prosper Mérimée (autor da ópera Carmen) e a alta cúpula militar francesa. Não tardou para que o próprio Napoleão se rendesse aos encantos do champanhe, batizado simplesmente de Veuve Clicquot, e fizesse questão de conhecer a viúva em pessoa. Napoleão, como muitos militares franceses, não abria o champanhe pela rolha, mas decepava com a espada o bico da garrafa, técnica conhecida como sabrage. Essa era apenas uma demonstração do que ele podia fazer com sua lâmina.

Mesmo assim, em 1814, madame Clicquot decidiu enfrentar o amigo imperador. “Nós temos de conquistar a Rússia”, ela falou para o gerente da Maison, Louis Bohne. Na época, Napoleão havia imposto um bloqueio comercial ao país e desrespeitá-lo seria uma sentença de morte. Mas Moscou era um dos mais importantes centros da vida boêmia na Europa e conquistar os russos significava abrir as portas do mundo para Veuve Clicquot.

Louis Bohne elaborou, então, um complicado plano de ação: uma carga da bebida seria levada secretamente até a Holanda. Ali, embarcaria num navio que rumaria à costa do mar Báltico. Por fim, seria transportada por terra à capital do império russo. O plano deu certo. Moscou acabou servindo de trampolim do Veuve Clicquot para todo o Ocidente. Desafiar Napoleão acabou valendo a pena: Nicole Clicquot se transformou na primeira grande mulher de negócios da era moderna. Sua receita? Arriscar tudo.

Grandes momentos de Nicole Clicquot

• Napoleão costumava dizer, sobre o champanhe da viúva: “Na vitória, o mereço; na derrota, o necessito”.

• A safra do ano de 1811 foi excepcional ( alguns diziam que graças à passagem do cometa Halley). Foi ela que embarcou para Moscou 3 anos depois.

• Nicole Clicquot morreu em 1866, aos 89 anos. Ainda estava na direção dos negócios da Maison.

• Em 1997, a produtora de efeitos especiais de George Lucas foi contratada para rejuvenescer um retrato da madame Clicquot. Lucas, apreciador do champanhe, topou a parada. O resultado pode ser conferido em http://www.clicquot.com.

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Dicas de como as Franquias podem economizar dinheiro para abrir novos pontos

Posted by HWBlog em 24/09/2013

franquia-como-economizar-dinheiro-300x199O valor dos aluguéis dobrou nos últimos 4 anos. Quando o preço dos alugueis começou a aumentar as Franqueadoras viram a necessidade de diminuir o tamanho das lojas e procurar alternativas, pois estes altos valores de ocupação estavam corroendo os resultados dos Franqueados.

Além de mais caros, os pontos comerciais também ficaram mais escassos. Com a alta do preço dos espaços comerciais em shoppings centers, a alternativa encontrada por algumas Franqueadoras foi investir em outros pontos comerciais, como hospitais, prédios comerciais, faculdades etc., mas sem deixar de lado as praças de alimentação, pois a presença nos shoppings é estratégica para fortalecer a imagem da rede com o consumidor. Com a inauguração de 72 novos Shoppings no Brasil até o final de 2013, a expectativa é que o valor dos aluguéis pare de aumentar.

Sendo assim, para minimizar o problema de falta de pontos com preços mais acessíveis, não comprometer a expansão da Rede , a consolidação da Marca e a rentabilidade dos Franqueados, algumas alternativas podem ser adotadas pelas Franqueadoras:

– Lojas em tamanhos reduzidos.

– Formatar a loja para Quiosques.

– Store in Store, (em tradução literal, uma loja dentro de outra loja). Um exemplo são as cafeterias dentro de livrarias.

– Pontos comerciais maiores, compartilhado com outras lojas, onde os custos fixos com aluguel, equipe de limpeza, investimento em equipamentos de uso comum, são divididos entre as lojas.

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10 dicas de linguagem corporal que podem mudar os rumos da sua carreira

Posted by HWBlog em 24/09/2013

linguagem corporal1A maneira como você se apresenta fisicamente no trabalho pode ajudar ou prejudicar sua carreira.

Se você quer garantir que a postura represente ajuda, conhecer algumas dicas de linguagem corporal vai ser útil. Veja a seguir 10 dicas de linguagem corporal que vão tornar você alguém mais articulado, com melhores habilidades de negociação e até mesmo com poder de incentivar a colaboração entre a equipe:

1. Sinais de engajamento
Se você quer fechar acordos, envie sinais de engajamento como sorrisos, acenos de cabeça e gestos espelhados. Isso gera resultados positivos para grupos de trabalho mesmo que a exibição do produto ou projeto seja considerada inconsistente.

2. Sorrisos
Para fazer com que tarefas complicadas pareçam mais fáceis, uma boa estratégia é sorrir. Isso vai, basicamente, fazer com que seu corpo acredite que a tarefa é simples. Ao fazer caretas enquanto realiza uma tarefa, você envia uma mensagem ao seu cérebro, portanto, sorrir vai mostrar que você está apreciando essa tarefa, ainda que não seja verdade no início.

3. Postura aberta
Se você quer reduzir a resistência das pessoas, mantenha uma postura aberta. Estar em uma reunião ou evento e permanecer com os braços cruzados ou olhando para baixo vai desmotivar as pessoas a abordarem você. Mantenha uma postura aberta para incentivar o contato, mostre que você está interessado nas outras pessoas.

4. Controle de entusiasmo
O excesso de animação pode fazer com que você pareça fraco. Por isso, se a sua intenção é maximizar a sua autoridade, controlar o entusiasmo pode ser uma boa ideia. Respire fundo, controle os gestos para não exagerar e faça pausas no seu discurso. Quando você age de maneira calma e contida, parece mais poderoso.

5. Alinhamento corporal
Grande parte das discussões é gerada quando uma pessoa acha que não está sendo ouvida. Uma maneira eficiente de fazer com que ela se sinta melhor, além de mostrar liderança, é alinhar-se fisicamente a essa pessoa, seja ficando em pé ou se sentando perto dela. Por outro lado, uma postura desleixada vai piorar as coisas, assim como se aproximar demais da pessoa com quem está discutindo.

6. Interesse aparente
Se a sua intenção é aumentar a participação das pessoas, mostrar interesse pelo que elas estão dizendo é fundamental. E fazer isso é mais fácil do que você pensa: para começar, deixe seu telefone de lado. Olhe nos olhos dela, acene com a cabeça para mostrar que está entendendo.

7. Eliminação de barreiras
Se você quer encorajar a colaboração entre seus colegas de trabalho, literalmente remova todas as barreiras. Tire tudo que bloqueia a sua visão ou forma uma barreira entre você e o resto da equipe, mesmo que seja uma régua mal posicionada. Lembre-se de manter esse comportamento em outras ocasiões, como almoços de negócios.

8. Aperto de mãos
Se seu objetivo é estabelecer uma conexão imediata com as pessoas, nada é melhor do que um bom aperto de mãos. O toque é a maneira de contato não-verbal mais primitiva e poderosa, de modo que isso cria um vínculo.

9. Espelho de expressões e postura
Para mostrar que você concorda com uma pessoa, espelhar posturas e expressões é uma ótima estratégia. Quando você faz isso intencionalmente, isso pode ser uma parte importante da construção do relacionamento, além de nutrir sentimentos de mutualidade.

10. Uso das mãos
O uso das mãos pode ser uma ferramenta poderosa para melhorar os seus discursos. Ainda que às vezes as pessoas digam que fazer muitos movimentos com as mãos seja sinal de nervosismo, isso só acontece se você utiliza a estratégia errada. O gesto deve estar ligado à sua fala, para mostrar que você é articulado.

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Todos dizem que é preciso mudar e ser flexível. Será mesmo?

Posted by HWBlog em 24/09/2013

mudarAdaptar-se, ser flexível, ser amante da mudança já são chavões que supostamente estão intimamente ligados à questão da sobrevivência das empresas e dos próprios profissionais no mercado.

A máxima de que mudar o mais rapidamente e o mais constantemente possível perece nortear o planejamento e as ações de muitas empresas e profissionais. Mas será que este é mesmo o caminho a ser seguido? Na minha opinião não!

As mudanças e suas respectivas urgências (em prol de uma maior competitividade e “atualização profissional”) podem ser as responsáveis por deformar profissionais e, por consequência, as empresas nas quais trabalham. Na minha opinião a velocidade sem criticidade e avaliação cria verdadeiros “Frankensteins” corporativos, sejam eles empresas ou carreiras dos executivos.

Isto não quer dizer que mudar rapidamente ou estar sempre atento às mudanças requeridas pelo mercado, não seja essencial à sobrevivência corporativa. Mas a mudança precisa levar em conta a manutenção da essência. Como dizia Rui Barbosa, no mundo moral como no mundo físico, todas as coisas mudam sempre sobre uma base que não muda nunca.

Este dizer resume uma das razões do sucesso de empresas e profissionais na minha opinião. Encontrar uma essência que orientará sua empresa ou mesmo você como profissional, ajudará a focar esforços e a fugir de modismos, que nos são vendidos como a solução para os nosso problemas atuais, mas que raramente o são.

Se você quiser chamar esta essência de cultura organizacional, valores corporativos ou sistema de gestão tanto faz. Mas é preciso que esta base imutável seja atemporal e reforçada sempre que sua validade for colocada em xeque.

Se isto não for feito de maneira profissional e adequada, serão criadas organizações esquizofrênicas, onde as pessoas não enxergam propósito no que fazem e o insucesso pode ser uma questão de tempo. Um profissional que não consegue estabelecer uma essência (esta base imutável) que norteará suas ações durante toda sua carreira, corre o risco de acordar um dia e não se reconhecer mais ao se olhar no espelho pela manhã. E isto pode levar profissionais a fazerem escolhas arriscadas para suas carreiras.

Quase sempre tomada como a alternativa certa, a mudança desenfreada precisa agora ser melhor avaliada e questionada! E é fato que saber o quê mudar, o quê não mudar e quando, definirá as empresas e profissionais de sucesso. Hoje, amanhã e depois.

– Marcelo Cuellar

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Não adianta exigir demais sem ter um horizonte de conquistas.

Posted by HWBlog em 21/09/2013

liderança 08O Brasil é um mercado que ainda concentra a atenção de muitas empresas. Multinacionais com operações na região têm expectativas bastante altas sobre os resultados do país e as equipes são normalmente cobradas para atingir performances acima da média. Toda essa importância alcançada pelo país, porém, trouxe um nível de pressão elevado sobre as equipes das empresas de todos os setores. Os profissionais são muito cobrados – principalmente aqueles de alto potencial, dos quais se espera um desempenho brilhante.

O outro lado da moeda é que os profissionais, sabendo a sua importância dentro da engrenagem corporativa, também passaram a ter altas expectativas sobre as empresas nas quais trabalham. Eles querem reconhecimento (financeiro e não-financeiro), planos de crescimento e desenvolvimento, desafios constantes e visibilidade na organização. E, como a velocidade dos negócios é muito rápida, eles querem tudo “para já”.

A ansiedade por obter retorno de ambos os lados cria um círculo que pode se tornar vicioso caso as expectativas sejam mal gerenciadas. Líderes e gestores devem equilibrar o nível de cobrança que aplicam sobre suas equipes com o retorno que podem oferecer no curto, médio e longo prazo. Não adianta exigir demais sem ter um horizonte de conquistas.

Os profissionais, por sua vez, precisam entender que as recompensas são resultado de um processo mais demorado, que leva diversos fatores em consideração. Um deles é a resiliência, a capacidade de lidar com pressão, cada vez mais valorizada pelas empresas nesse cenário. Outro é o comprometimento com a companhia no longo prazo – e isso requer tempo, dedicação e um conjunto de resultados consistentes para ser mostrado.

Trabalhar com metas agressivas, buscar resultados constantes e mirar a superação são atitudes benéficas e essenciais no mercado corporativo. Esse plano de ação, porém, precisa vir acompanhado de projeções alinhadas por parte de empresas e profissionais. Quando ambos falam a mesma língua, as expectativas trabalham a favor do sucesso.

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Conselhos de Warren Buffett para jovens profissionais

Posted by HWBlog em 19/09/2013

Warren BuffetEm uma sessão de debates no site de carreira Levo League, Warren Buffet ofereceu diversos conselhos para jovens profissionais. Durante a conversa, que aconteceu via live stream, o CEO da Berkshire Hathaway respondeu à perguntas e compartilhou suas experiências com os jovens.

O site Business Insider listou os oito melhores conselhos de Buffet para quem está começando a carreira. Veja abaixo:

1. Encontre sua paixão

“Nunca desista de encontrar um emprego pelo qual você seja apaixonado”, afirmou Buffet. “Tente encontrar um emprego que gostaria de ter, mesmo se fosse muito rico. Esqueça o pagamento. Quando você está com as pessoas que ama, fazendo o que ama, nada é melhor”.

2. Cuidado com as pessoas que você admira

“Se você me disser quem são os seus heróis, eu vou dizer quem você se tornará. Na vida, é importante ter os heróis certos. Eu sempre tive sorte em relação a isso, me inspirei em meia dúzia de pessoas e nenhuma me decepcionou. Você deve se cercar de pessoas melhores que você. Não se esqueça, você se move na mesma direção das pessoas com quem se associa.”

3. Aprenda a se comunicar com eficiência

Enquanto participava do MBA na Universidade de Columbia, Buffet afirmou que tinha “muito medo de falar em público”, e então se inscreveu em uma aula ministrada por Dale Carnegie (autor de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas). “Eu me uni a 30 outras pessoas na sala. Eu não conseguia ficar em pé e dizer meu próprio nome. Era patético. Mas essa aula mudou a minha vida”.

4. Desenvolva hábitos saudáveis estudando as pessoas

“Escolha uma pessoa com hábitos saudáveis, que seja alegre, generosa e que saiba valorizar os outros pelo que fazem. Observe todas as qualidades que você admira nela e faça uma avaliação: ‘quais dessas qualidades eu pesso adquirir?’. Por que você é capaz de ter, todas elas.”

5. Aprenda a dizer ‘não’

“Você não terá o controle do seu tempo, a não ser que aprenda a dizer ‘não’. Nunca deixe outras pessoas cuidarem da sua agenda”.

6. Não trabalhe para alguém que remunera mal

“Eu negocio pouco com as pessoas. E elas negociam pouco comigo. Se eu fosse uma mulher e percebesse que o meu salário era menor que o de outra pessoa na mesma função, eu não trabalharia lá. Se alguém é injusto com você no salário, será injusto em diversos outros momentos”.

7. Se envolva em novos negócios

“Você quer entrar em um trem que vai a 90 km/h, e não naquele que vai a 30 km/h, então aprenda a fazer o transporte andar mais rápido. Algumas empresas possuem mais oportunidade que outras”.

8. Estude muito sobre a sua área de atuação.

Buffet afirma que lê seis horas por dia por que acredita que isso ajudará a melhorar sua capacidade intelectual e ajudar a resolver problemas futuros. “Eu já entendia muito sobre o meu trabalho aos 20. Eu lia bastante, e sempre tive a ambição de saber tudo sobre esse assunto”.

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Como se valorizar no mercado de trabalho

Posted by HWBlog em 18/09/2013

escadaProatividade é a palavra de ordem para quem deseja ser mais valorizado

O aumento do valor de mercado de um profissional passa, necessariamente, pela adoção de uma postura proativa. É o que defende a coach Marcia Luz, autora do livro “Construindo um Futuro de Sucesso” (Qualitymark).“As pessoas proativas constroem a sua história e não são reféns dela, como os reativos, que se comportam a partir do estilo do ambiente”, explica.

Ricardo Reis, gerente do Grupo Multi, concorda. “As oportunidades nas empresas aparecem para os profissionais proativos”, diz. De acordo com os especialistas, algumas atitudes que revelam esta proatividade são essenciais na para quem quer aumentar o valor do seu “passe” no mercado. Confira quais são elas:

1. Seja melhor do que o salário que recebe
“E faça isso não pela empresa, mas pela sua carreira”, diz Marcia. Reclamações a respeito do salário são muito frequentes. Quem nunca disse ou mesmo ouviu de um colega: “não ganho para isso”?

No entanto, diz Marcia, mesmo que a sua empresa não mereça, o ideal é deixar a reclamação de lado e arregaçar as mangas. “Enquanto estiver ali, seja o melhor. Quando o trabalho é bem feito, o mercado reconhece e oferece mais”, diz Marcia.

De acordo com ela, um profissional sabe que está ganhando muito aquém do que oferece quando recebe uma proposta de outra empresa. “Quando uma empresa concorrente fizer uma oferta de emprego para a pessoa ganhar o dobro do que recebe, ela vai perceber que estava ganhando pouco”, explica.

Mas, ressalta Reis, só consegue fazer isso quem não tem dúvidas a respeito da escolha da carreira. “Gostar do que faz é o ponto de partida”, diz. O especialista também recomenda um novo jeito de encarar a situação. “É olhar como se fosse o dono do negócio”, diz.

2. Ofereça mais do que estabelece seu ‘job description’
Profissionais que vão além de suas atribuições tendem a ser mais valorizados. “Digamos que tenha sido contratado para realizar as tarefas A e B. Faça A e B e C, D e E também”, recomenda a especialista.

Ao fazer isso espontaneamente você cuida da sua imagem profissional e evolui. A percepção do seu valor será uma questão de tempo. “As pessoas devem se perguntar: será que estou fazendo tudo o que eu posso para a empresa me oferecer uma oportunidade melhor”, diz.

3. Prepare-se para a oportunidade antes de ela chegar
“Não é na linha do ‘ deixa a vida me levar’ que as pessoas vão conseguir o crescimento profissional desejado”, diz Marcia. Ou seja, esteja preparado para assumir um cargo acima, mesmo que não tenha, ainda, uma promoção em vista.

Marcia conta a história de uma profissional contratada para ser analista de RH em uma empresa que teve esta visão mais ampla e de deu bem. “Ela fazia muito mais do que o trabalho de analista, e certo dia a empresa percebeu que ela já era uma gerente de RH, embora não existisse o cargo lá ainda e a promoveu, hoje ela é diretora”.

Não espere uma promoção para mostrar o seu diferencial. “O ideal é fazer investimento em você como profissional, fazer cursos para se manter empregável e isso deve ser feito enquanto estiver trabalhando”, diz Reis. Ele lembra que ao investir em qualificação, o profissional tema chance de se tornar especialista em determinado assunto e garante o tão sonhado ‘upgrade’ na carreira.

4. Ao invés de apontar problemas, proponha soluções
“Sempre que levar uma questão ao superior, leve alternativas de solução”, diz Marcia. Você pode não ter autonomia para tomar decisões a respeito da resolução do problema mas pode sugerir caminhos . “Vá atrás de solução, elabore três pequenos planos de ação”, recomenda a especialista.

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Sete dicas para motivar sua equipe em tempos de incertezas

Posted by HWBlog em 17/09/2013

cooperaçãoRosabeth Moss Kanter lista sete princípios que devem ser levados em consideração na aplicação dos reconhecimentos informais

Apesar das palavras de otimismo do ministro Guido Mantega – o qual parece viver num conto de fadas – analistas e economistas apontam que o crescimento de 1,5% do PIB no segundo trimestre não se sustentará a médio e longo prazo, confirmando a velha tese do voo de galinha, característico da economia brasileira. Em suma, nada mudará: dólar nas alturas, inflação sobre pressão, desemprego em alta, além de confiança e consumo em baixa, derrubando o otimismo de quem compra e de quem vende.

Olhando as empresas o que se enxerga não é muito diferente: corte de investimentos e custos, congelamento de vagas, promoções e aumentos, demissões em massa, greves e um clima de salve-se quem puder. Neste cenário, empresários, executivos e gerentes se veem com a difícil missão de manter seus colaboradores motivados e valorizados. Um recurso que pode ajudar a amenizar o clima tenso nas equipes são os reconhecimentos informais, uma ferramenta barata e efetiva quando bem utilizada, as quais serão exploradas neste artigo.

Pare para pensar quando foi a última vez que reconheceu um de seus colaboradores por um trabalho bem feito. Não se culpe caso pertença aos grupos “não me lembro” ou “faz muito tempo”. O corre-corre, a pressão do dia a dia por resultados e a luta corporativa costumam causar este tipo de sintoma. Em épocas de economia em crescimento, os reconhecimentos formais oferecidos pelas empresas, tais como participação nos resultados e bônus por atingimento de vendas costumam suprir este déficit.

Coloque-se agora na posição de seus colaboradores. Endividados com as últimas aquisições, não podem contar com o dinheiro extra que costumava salvar a pátria, já que atingir as metas está fora de cogitação em épocas de PIB magro. Por outro lado, amedrontados com a próxima lista de demissões, amplificada pela rádio peão, trabalham muito e se esforçam para que não sejam os próximos, não recebendo no final do dia uma mísera palavra de incentivo de seus gestores. Nem o ministro conseguiria manter o moral elevado nestas condições.

Rosabeth Moss Kanter, renomada professora de Harvard e autora de publicações sobre liderança, lista sete princípios que devem ser levados em consideração na aplicação dos reconhecimentos informais.

1° – Enfatize o sucesso e não o fracasso. É provável que você não perceba os pontos positivos, caso se ocupe na busca pelo que há de negativo.

2°- Promova o reconhecimento e a premiação de forma aberta e pública. Quando não se torna de conhecimento geral, o reconhecimento perde muito do seu impacto e do seu propósito.

3° – Realize o reconhecimento de maneira pessoal e honesta. Evite algo muito meloso ou demasiadamente elaborado.

4° – Faça com que o reconhecimento e a premiação estejam de acordo com as necessidades exclusivas das pessoas envolvidas. Dispor de opções habilitará o gerente a agradecer pelas realizações de acordo com as particularidades da situação.

5° – A escolha do momento oportuno é crucial. Reconheça uma contribuição durante todo o curso de um projeto. Premie assim que possível. Os atrasos enfraquecem o impacto da maioria das premiações.

6° – Estabeleça uma conexão clara entre realizações e premiações. Faça com que as pessoas entendam por que receberam os prêmios e os critérios usados para determiná-los.

7° – Reconheça o reconhecimento, ou seja, valorize os colaboradores que enaltecem os colegas por fazerem o que é melhor para a empresa.

Bob Nelson, autor do livro: “Faça o que tem que ser feito”, lista alguns exemplos de reconhecimentos informais: elogios pessoais, por escrito, eletrônicos ou públicos, maior autonomia e autoridade, folgas e horários flexíveis de trabalho, aprendizagem, treinamento e desenvolvimento de carreira, maior disponibilidade de tempo do gerente, pequenas premiações em dinheiro, vale presentes, jantares, passeios com a família e celebrações em grupo custam pouco ou quase nada além do tempo, criatividade e boa vontade dos gestores, trazendo em geral bons resultados e motivação dos colaboradores. O autor dá ainda algumas dicas por onde começar, como criar metas diárias ou semanais, ter no bolso cartões para elogios ou escrever uma lista com os possíveis eleitos.

Em tempos em que a ética, a moral e os valores andam de cabeça para baixo e que a falta de educação e o espírito de levar vantagem perduram em nossas relações cotidianas, seja no trânsito, na fila ou no estacionamento de um shopping, um simples obrigado ou uma pequena gentileza podem fazer a diferença em sua equipe. Tente. O máximo que poderá ocorrer é incorporá-la em sua vida, deixando o dia a dia daqueles que convivem com você menos duro e áspero, já que viver no país das maravilhas é privilégio para poucos.

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