PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Archive for the ‘Sustentabilidade’ Category

Ataque a cultura da mentira

Posted by HWBlog em 18/04/2017

Os executivos tendem a ser mais mentirosos, e talvez isso seja até necessário em um tempo em que relacionamentos e inovação são tão importantes. Mas o fato é que as mentiras são descobertas cada vez mais rápido e minam o crucial ativo da confiança

Todos nós mentimos ou criamos fantasias. No Brasil da Operação Lava-Jato, no entanto, o assunto nunca esteve tão quente. O fato, segundo dados publicados em um blog da revista The Economist, os homens e mulheres de negócios mentem mais do que a média da população. Um estudo revelou que 56% dos norte-americanos que cursam mestrado em administração de empresas admitiram ter mentido. Índice 10% superior ao encontrado entre os que cursam mestrados em outras áreas e que também assumem ter trapaceado em algum momento.

Lá fora é muito conhecido o caso de Scott Thompson, ex-CEO do Yahoo, que ficou no cargo apenas quatro meses, pois mentiu sobre sua formação. Ele afirmou que era graduado em contabilidade e ciências da computação, mas apenas o primeiro título era autêntico.

No Brasil, recentemente houve grande repercussão em relação à empreendedora Bel Pesce e seu currículo. Mantras da gestão como “nossos funcionários estão em primeiro lugar”, “nossos clientes estão em primeiro lugar”, “essa foi uma decisão muito racional”, “as promoções aqui são meritocráticas” muitas vezes são mentiras, embora talvez sejam ambições verdadeiras.

O psicólogo social Dan Ariely, autor de A Mais Pura Verdade sobre a Desonestidade, e professor de economia do comportamento na Fuqua School of Business da Duke University, Durham, Estados Unidos, passou anos estudando as motivações da mentira e da trapaça.

“A desonestidade tem uma natureza paradoxal. Mentimos para tirar vantagem, no entanto, continuamos tendo uma visão positiva de nós mesmos. Ou seja, achamos que algumas armações são inofensivas e até necessárias.

Por exemplo, se um estudante guardar Coca-Cola e dinheiro em sua república, o refrigerante tende a desaparecer muito antes que o dinheiro, pois os integrantes deste grupo não gostam de ser vistos como ladrões, mas estão sempre com sede”, compara Ariely para exemplificar nosso complexo parâmetro sobre as desonestidades permitidas e as proibidas.

O autor sustenta que a maioria das pessoas está propensa a mentir porque, apesar de querer parecer honesta, também gosta de desfrutar das pequenas vantagens advindas de mentirinhas que ressaltam as qualidades e encobrem os defeitos.

Ou seja, segundo essa visão, algumas inexatidões não fazem mal a ninguém. É mesmo?

Mentiras prejudicam; encurte suas pernas

Não, não é. Na era digital, mais cedo ou mais tarde a verdade vem à tona, com o Google, os smartphones e as redes sociais, apagar o rastro da mentira está a cada vez mais difícil. E, quando isso acontece, os efeitos são devastadores para quem mentir. O nível de tolerância à mentira é cada vez menor, segundo as mais diferentes pesquisas.

Hoje, desde a regulamentação da Lei Sarbanes-Oxley, nos Estados Unidos, em 2002, a qual criou mecanismos para vigiar a conduta das empresas presentes na bolsa de valores, os CEOs e os diretores financeiros são responsáveis legais em caso de divulgarem resultados fraudulentos sobre suas empresas (vide os casos da Enron e da WorldCom): se mentirem podem ser condenados a até 10 anos.

De acordo com Ariely, há algumas estratégias simples que podem ajudar os executivos a não cair em tentação, tais como criar códigos de honra, gerar mais mecanismos de supervisão e, especialmente, trabalhar com os incentivos adequados e os castigos corretos.

O paradoxo

Sim, há um paradoxo, porque em tempos complexos não há nada tão simples. Se pensarmos que para inovar, muitas vezes, é preciso quebrar regras e isso pode ser interpretado como trapaça, como um movimento de Pinóquio.

O outro ponto é que os relacionamentos são considerados uma vantagem competitiva cada vez maior e, como diz David Livingstone Smith, autor de Por que Mentimos: os fundamentos biológicos e psicológicos da mentira, faltar com a verdade às vezes é obrigatório para o cultivo do relacionamentos, seja de empregados e empregadores, seja de empresas e clientes, seja de e casais, pais e filhos, governos e cidadãos.

8 mentiras corporativas óbvias

O autor norte-americano Walizard, conhecido por satirizar o meio corporativo, elencou no livro How to Steal Your Boss’ Job o que seriam os paradigmas de mentira das empresas. Vale a observação do consultor brasileiro Fábio Steinberg de que o livro se concentra demais nas mentiras em relação aos funcionários, e de menos na mentiras em relação ao mercado e aos reguladores. Além disso, a necessidade de ser engraçado, que é o estilo do autor, às vezes sacrifica questões importantes.

1 – Você está sendo desenvolvido, preparado para uma promoção. Segundo Walizard, trata-se de uma mera manipulação das pessoas. Nem todos podem ser promovidos; não há cargos suficientes e o trabalho de base é necessário.

2 – Cursos e certificações são vitais para quem quer ocupar posições mais altas. Essa é, de acordo com Walizard, uma desculpa para a empresa promover quem ela escolheu e evitar o motim dos não promovidos.

3 – A função de recursos humanos (RH) existe para ajudar você. Negativo, diz Walizard. Há um conflito de interesses de lealdade do RH, ele é leal com a empresa ou com o funcionário? Com a empresa – sua missão é evitar que a empresa seja processada pelos empregados.

4 – Valorizamos o equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida. Essa, então, é uma mentira esfarrapada segundo o satírico autor. Toda empresa quer maior resultado e menor custo, e qualidade de vida não contribui para isso à primeira vista.

5 – Seu líder está do seu lado. Geralmente, isso não acontece, segundo Walizard, porque a razão de existirem líderes na vida real é para eles vigiarem os funcionários, fazendo-os ser produtivos. Como eram os feitores de escravos, se pensarmos bem.

6 – Preferimos promover gente nossa. A maioria das empresas pensa o contrário: é mais seguro contratar gente de fora, já testada e com muita experiência acumulada, do que correr o risco com alguém que não sabe fazer aquilo ainda. A prata da casa não é tão valorizada como dizem.

7 – O melhor caminho para você ascender na carreira é seguir os bem-sucedidos. Isso geralmente não acontece porque os bem-sucedidos não querem ninguém em seu pé – quem sobe nos degraus hierárquicos pode nutrir o apoio alheio durante um tempo por conveniência, mas depois não quer saber de carregar peso.

8 – Você pode confiar em seus colegas e agir de modo colaborativo. A competição é feroz, até entre amigos que trabalham juntos, seja competição por bônus, por recursos, por cargos. E o pior é que os colegas conhecem suas vulnerabilidades, como lembra Walizard.

Florência Lafuente

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O mundo sustentável não começa pela elite

Posted by HWBlog em 10/11/2012

O mundo sustentável não começa pela elite

O especialista em sustentabilidade, Stuart Hart, defende que a introdução de tecnologias verdes comece na base da pirâmide

Desde que a sustentabilidade ambiental passou a ser uma das preocupações das empresas, muitos recursos têm sido investidos para o desenvolvimento de tecnologias limpas. Esse esforço inovador, no entanto, resulta em poucos ganhos efetivos e significativos para a preservação do meio-ambiente.

Segundo Stuart Hart, um dos palestrantes de sustentabilidade corporativa mais importantes do mundo, isso acontece porque os produtos e serviços que são criados a partir dessas iniciativas sustentáveis são pensados apenas para a elite da população e quase nunca são viáveis entre os mais pobres. Em sua participação na HSM Expo Management 2012, Hart defendeu a introdução de tecnologias verdes a partir da base da pirâmide social.

“O desafio para o mundo nos próximos cinco anos é promover a convergência entre tecnologia limpa e as iniciativas que são criadas para a população mais pobre, na base da pirâmide. Chamo a isso de salto verde”, declarou Hart. “Como acontece em momentos de disruptura econômica, acredito que há grandes oportunidades para serem exploradas nesse sentido.”

Hart trouxe o exemplo da Tsinghua Solar, que conseguiu sucesso no mercado chinês ao comercializar aquecedores solares para a população mais pobre. “No início, o produto foi rejeitado pela população mais rica. Desesperada, a empresa fez alguns ajustes no produto e tentou vendê-lo nas cidades mais pobres. Sem querer, acabaram descobrindo um grande mercado.”

O palestrante ainda ressaltou que o desenvolvimento de iniciativas sustentáveis para a população mais pobre não obedece à mesma lógica da criação de produtos tradicionais. “É preciso desenvolver uma proposta de valor muito mais ampla do que apenas ter foco no produto. A empresa precisa encontrar mais benefícios do que a simples venda de produto.”, disse o norte-americano, que arrematou: “Não adianta querer criar algo no laboratório e depois usar o marketing para tentar vender para os pobres. Se o objetivo da empresa é criar um produto verde para tirar dinheiro dos pobres, a iniciativa já está fracassada.”

Cocriação

Segundo Hart, é muito difícil criar produtos para os mais pobres porque sabemos muito pouco sobre as verdadeiras necessidades desse grupo. “Precisamos ser humildes e admitir que não sabemos como fazer isso corretamente”, explicou Hart.  As empresas acostumaram-se a desenvolver produtos para a elite, criando necessidades em mercados já existentes. No entanto, para atingir a população da base da pirâmide, é preciso aprender a criar mercados a partir de necessidades já existentes.

Para abrir espaço na base da pirâmide, a chave está no envolvimento legítimo da empresa com o público em questão, afirma Hart. Segundo ele, muitas empresas enviam seus funcionários para conviver em comunidades carentes durante um período para compreender as reais necessidades das pessoas em cada local. “Por que algumas iniciativas funcionam muito bem e outras não? É muito difícil descobrir. Creio que o desenvolvimento de produto para esse público deve ser como uma obra aberta. A empresas cria algo e convida a comunidade a dar sua contribuição”.

São estes os caminhos mostrados por Hart para que as empresas possam desenvolver produtos verdes para a população mais pobre:

•Envolver-se com grupos marginalizados em parcerias mútuas de negócios.

•Estabelecer relações de confiança duradouras com comunidades na base da pirâmide.

•Conciliar criativamente as tecnologias da empresa com as habilidades das comunidades na base da pirâmide por meio de um processo de cocriação.

•Desenvolver o modelo de negócio a partir do zero.

Sobre a dificuldade de se desenvolver uma tecnologia limpa, Hart deixou uma valiosa sugestão: “Existem diversas tecnologias limpas que foram criadas dentro das universidades, mas não foram levadas ao mercado. porque trariam rupturas para os atuais modelos de negócio. As empresas podem trazer estas inovações para o mercado”. O palestrante também fez referência à BoP Global, uma rede mundial de instituições que trabalham com o propósito de levar tecnologias limpas para a base da pirâmide.

Stuart Hart, fundador e presidente do programa Enterprise for Sustainable World.

The sustainable world does not begin by elite

The sustainability expert, Stuart Hart argues that the introduction of green technologies start at the base of the pyramid

Since environmental sustainability has become one of the concerns of businesses, many resources have been invested into the development of clean technologies. This innovative effort, however, results in few gains effective and significant for the preservation of the environment.

According to Stuart Hart, one of the speakers corporate sustainability world’s most important, this is because the products and services that are created from these sustainable initiatives are designed just for the elite of the population and are almost never viable among the poorest. In its participation in HSM Expo Management 2012, Hart defended the introduction of green technologies from the base of the social pyramid.

“The challenge for the world in the next five years is to promote the convergence of cleantech and initiatives that are designed for the poorest, at the base of the pyramid. I call it green jump, “said Hart. “As happens in times of economic disruption, I believe there are great opportunities to be explored in this regard.”

Hart brought the example of Tsinghua Solar, which achieved success in the Chinese market to commercialize solar heaters for the poorest. “At first the product was rejected by the population richer. Desperate, the company made some adjustments on the product and tried to sell it in the poorest cities. Unwittingly, they discovered a big market. ”

The speaker also stressed that the development of sustainable initiatives for the poorest population does not follow the same logic of creating traditional products. “We must develop a value proposition much broader than just to focus on the product. The company needs to find more benefits than simply selling product. “Said the American, who scooped” No use trying to create something in the lab and then use marketing to try to sell to the poor. If the company’s goal is to create a green product to take money from the poor, the initiative already failed. ”

Cocreation

According to Hart, it is very difficult to create products for the poorest because we know very little about the real needs of this group. “We must be humble and admit that we do not know how to do it properly,” said Hart. Companies accustomed to develop products for the elite, creating needs in existing markets. However, to reach the population base of the pyramid, we must learn to create markets from existing needs.

To make room on the base of the pyramid, the key is involvement in legitimate business with the public concerned, says Hart. According to him, many companies send their employees to live in poor communities for a period to understand the real needs of people at each site. “For some initiatives that work very well and others not? It is very difficult to find. I think the product development for this audience should be like an open work. The company creates something and invites the community to make a contribution. ”

These are the paths shown by Hart to enable companies to develop green products for the poorest:

• Engaging with marginalized groups in mutual business partnerships.

• Establish lasting relationships of trust with communities at the base of the pyramid.

• Reconciling creatively technologies company with the skills of the communities at the base of the pyramid through a process of co-creation.

• Develop the business model from scratch.

About the difficulty of developing a clean technology, Hart made a valuable suggestion: “There are several clean technologies that have been created within universities, but were not brought to the market. why bring disruption to existing business models. Companies can bring these innovations to market. ” The speaker also referred to the BoP Global, a worldwide network of institutions working with the purpose of bringing clean technologies to the base of the pyramid.

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