PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Matriz SWOT: Entenda como usar e as vantagens para sua empresa

Posted by HWBlog em 30/09/2015

swot1Imagine que você tenha a opção de viajar para um país novo mês que vem e vai fazer um quadro de pós e contras para tomar essa decisão. Você vai pesar fatores que dizem respeito a você, como disponibilidade de tempo, de dinheiro e aptidão física, mas também se fará sol ou chuva nesse destino, se a moeda está favorável, se há boas condições de segurança, entre diversas características que fogem do seu controle.

Nas empresas, a Matriz SWOT cumpre esse papel de colocar na balança o que há de vantagem e desvantagem em uma empreitada.

Conhecida no Brasil como Matriz FOFA, ela mede as forças (S, de stregths) fraquezas (W, de weakenesses) do negócio – fatores internos – assim como oportunidades (O, de opportunities) e ameaças (T, de threats) do macroambiente – fatores externos.

Muito utilizada pelas empresas durante o planejamento estratégico e para novos projetos, a Matriz SWOT consiste em uma análise detalhada da situação do negócio no cenário econômico, o que ajuda o empreendedor na tomada de decisão. Seu principal objetivo é dar um diagnóstico estratégico que deve prever e prevenir condições negativas, além de firmar diretrizes que façam o empreendimento se diferenciar.

Como montar uma matriz SWOT?

O primeiro passo para colocar em prática essa técnica estratégica é definir quais são os pontos fracos e fortes do ambiente interno do negócio, ou seja, o que é controlado pela empresa. Os pontos fracos ou fraquezas consistem em analisar o que pode ser feito para melhorar o negócio: se os funcionários possuem as capacidades que o cargo exige, quais as deficiências de seus funcionários, produtos e/ou serviços, e porque seus clientes não voltam após uma compra.

Em seguida, definem-se os pontos fortes, que devem ser algo como: o que você faz de melhor na empresa, de quais recursos o empreendimento dispõe, o que seu negócio possui de melhor em relação ao concorrente e o que faz seus clientes retornarem à empresa.

Por fim, deve-se analisar o ambiente externo do negócio, ou seja, o que a empresa não consegue controlar.  Nesse quesito, são observadas as oportunidades que existem no mercado, como as tendências/novidades, expansão da linha de produtos, chances de conquistar novos clientes, ou seja, o que pode gerar receita e valor. Também são exploradas as ameaças que a empresa pode sofrer, como novas empresas para o mesmo nicho, queda no padrão de consumo, investimento de novas tecnologias por concorrentes ou o que puder afetar negativamente a receita ou a imagem do negócio.

Uma dica é listar todos os pontos levantados em um quadrante, separado nesses 4 aspectos. Depois, dê uma nota de prioridade para cada item, seguindo o critério de sua preferência, e classifique cada item da lista de 5 (excelente) a 1 (fraco). Multiplique a nota de prioridade pela classificação, logo obterá um valor x sobre aquele item final, que te dará uma visão ampliada sobre onde focar esforços.

Mantendo a empresa preparada para os desafios

Em tempos incertos, a Matriz SWOT cai como uma luva para definir relações existentes entre os pontos fortes e fracos da empresa com o que se verifica de mais importante no mercado, seja a nível local ou global. A análise permite entender a posição de sua empresa comparada a seus concorrentes, conferindo mais confiança, segurança e força para lidar com os imprevistos e situações desafiadoras.

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Contemplar o capim

Posted by HWBlog em 29/09/2015

capim1Em livro, neurocientista desmonta o mito das multitarefas e mostra que descansar a mente libera espaço para as grandes ideias

Quem tem tempo de se espalhar na grama e admirar a lança de capim em vez de conferir a tela do smartphone? Em 1855, o poeta Walt Whitman não sabia nem precisava saber o que era ser multitarefas, mas já ensinava, em seu poema clássico, que a mente precisa vadiar. Vivemos uma era de aceleração de fontes de informação como nenhuma outra na história da humanidade. Mas o nosso cérebro tem a mesma capacidade fisiológica de enfrentar esse ataque de dados que tinha o cérebro do poeta. Em um livro best-seller escrito para você e para mim, não para cientistas, o celebrado autor Daniel Levitin oferece recursos para impedir que o leitor seja soterrado pela avalanche diária de informação. A Mente Organizada combina a apresentação das descobertas recentes em estudos sobre o cérebro e sugere rotinas para assumir o controle do ecossistema de informação, e não ser controlado por ele. Levitin é um neurocientista, especialista em psicologia cognitiva e músico, autor de outro best-seller, A Música no Seu Cérebro.

Ele dirige um laboratório de percepção musical na McGill University, em Montreal, e é cofundador e diretor do programa de Ciências Sociais do Projeto Minerva, universidade fundada em 2012 em San Francisco. O Minerva é um programa de graduação com 120 alunos que visa a reformar a educação superior do século 21 para enfrentar as rápidas mudanças em vários campos de conhecimento. “Não achamos honesto cobrar altas anuidades de estudantes que, ao se formar em certos campos profissionais, não podem mais usar o que aprenderam porque seu conhecimento já está superado”, diz Levitin, em entrevista exclusiva ao Aliás. “Temos foco em pensamento crítico, solução de problemas e 25% do currículo é concentrado em promover a comunicação efetiva.” Engraçado: na era dos nerds esquisitões da tecnologia, uma escola de vanguarda privilegia o diálogo.

Em A Mente Organizada, Levitin observa o que têm em comum as pessoas bem-sucedidas e produtivas. Sugere estratégias de organizar a memória – esvaziá-la com exercício e instrumentos que chama de extensões do cérebro, como calendários eletrônicos, smartphones e cadernos de anotação. Curiosamente, ele notou, entre seus mais ocupados interlocutores, um apego físico a objetos analógicos, pequenos cadernos de anotação, fichas, canetas e lápis. E especula sobre as vantagens de manter esse hábito.

O cérebro precisa de resets neurais. São esses resets que nos tiram de situações como a de um carro atolado na lama. É frequente, depois de uma pausa de repouso, encontrar a solução para um problema que parecia fora de alcance. A neurociência, conta Levitin, comprova que contemplar a natureza oferece um poderoso reset – até mesmo olhar imagens da natureza.

A eficiência em organizar a informação nos torna mais do que produtivos. É um instrumento de libertação para o ócio, para os momentos em que podemos contemplar a grama e ter grandes ideias. Como ter inspiração para escrever o maior clássico da poesia norte-americana.

Por que falamos em sobrecarga de informações?

Para os cientistas, a sobrecarga é a diferença entre a quantidade de informação com que somos bombardeados e a capacidade do nosso cérebro de lidar com ela.

O que é a obsolescência evolucionária, que o senhor aponta como parte do obstáculo para lidar com o excesso de informação?

Todos os organismos vivos estão constantemente se adaptando ao meio ambiente. A seleção natural exerce influência sobre essa adaptação. Por exemplo, nós nos adaptamos à erosão da camada de ozônio e pessoas que adquirirem maior resistência aos raios ultravioleta transmitirão aos descendentes o gene de sobrevivência a eles. Mas é um longo e lento processo. Nosso cérebro evoluiu para lidar com um ambiente que existia há 10, 20 mil anos. O genoma humano precisa de tempo para se adaptar. Para você ter uma ideia, em 30 anos quintuplicou a quantidade de informação que recebemos a cada dia. Pense nisso como o equivalente a ler 175 jornais de ponta a ponta diariamente. Outro número extraordinário: em 1976, nos Estados Unidos, havia cerca de 9 mil produtos únicos à venda num supermercado. Hoje, há cerca de 40 mil. O consumidor americano, que compra uma média de 150 produtos, tem que navegar entre uma quantidade muito maior de escolhas

Embora a evolução do cérebro esteja “atrasada”, há duas gerações essa obsolescência era muito menos sentida, certo?

Vamos considerar um aprendizado que foi necessário para nossos avós. Eles tiveram que aprender a usar o telefone uma ou duas vezes – tiveram que fazer chamadas com ajuda de telefonistas e depois aprenderam a discar. Hoje, os smartphones não param de mudar. Você troca de modelo e tem que aprender inúmeras funções, que daqui a poucos anos serão trocadas.

Há um site chamado “Deixe eu googlar isto pra você” inspirado na exasperação que muitos sentem quando alguém faz uma pergunta que pode ser respondida online. Qual a importância de ter tanta informação disponível em poucos segundos?

Quando eu cursava a Universidade Stanford, na Califórnia, gostava de estudar dentro da enorme biblioteca principal. Havia ali respostas para tudo o que eu queria saber. Mesmo se eu me distraísse e quisesse conferir algo que não tinha ligação direta com o trabalho em questão, era preciso levantar, localizar um livro ou publicação num sistema de classificação. Hoje, a nossa atenção é desviada o tempo todo para novas fontes e isso afeta a possibilidade de recuperar o foco inicial. Há enorme variação na nossa capacidade de virar a chave da atenção. Mulheres e jovens tendem a ser mais rápidos do que homens e idosos. Mas varia muito. Se me distraio de algo, demoro uns cinco minutos para retomar a concentração.

A palavra multitarefas, executar várias tarefas ao mesmo tempo, é indissociável da rotina do século 21. Mas o senhor diz que multitarefas não passam de ficção.

Não existem multitarefas, é um mito. O cérebro simplesmente não comporta isso. A pessoa pensa que está lidando com várias coisas ao mesmo tempo quando, de fato, o cérebro está experimentando rápidas mudanças de foco que mal percebemos, o que resulta numa atenção fragmentada a várias coisas e nenhuma atenção sólida a uma que seja. Recentemente ficou provado que conseguimos prestar atenção a, no máximo, três ou quatro coisas de uma vez. O cérebro é eficaz em provocar autoilusão. Achamos que estamos no controle das coisas. Mas executar várias tarefas ao mesmo tempo libera um hormônio de estresse, o cortisol. O cortisol tem um papel evolucionário, mas também provoca ansiedade, nervosismo e afeta a clareza de pensamento. Comparo o ato de fazer várias tarefas ao mesmo tempo com uma espécie de embriaguez. Há trabalhos que exigem essa capacidade, como tradutor simultâneo ou controlador de tráfego aéreo. E não é à toa que, nessas funções, as pessoas são obrigadas a fazer várias pausas de descanso para recuperar a capacidade de se concentrar.

No entanto, há uma noção de que as pessoas bem-sucedidas, e o senhor entrevistou mais de 100 para escrever o livro, são as que têm o poder de acumular mais tarefas do que os outros.

Exato, mas a história e a ciência de laboratório nos provam o contrário. Estudos mostram que o trabalho de quem mantém o foco numa tarefa é mais criativo. Isso vale tanto para grandes empresários, atletas e inovadores como para artistas. Valia para Da Vinci e Michelangelo. Olhe para o alto na Capela Sistina, considere grandes conquistas como o cubismo, a 5ª Sinfonia de Beethoven, a obra de William Shakespeare – tudo é resultado de atenção sustentada ao longo do tempo.

Por que o senhor diz que as crianças devem aprender na escola, já aos 10 anos, a enfrentar a sobrecarga de informação?

Qualquer criança alfabetizada sabe que pode encontrar uma informação em segundos. Mas a maior parte do que está online é desinformação. Ficções mascaradas de fatos. Até estudantes universitários se deixam confundir. Recolhem informações sem perguntar quem está por trás. Como saber que a fonte é confiável? Na escola, os professores devem ensinar, para começo de conversa, que websites não são iguais. Devem incutir um questionamento crítico na pesquisa. À medida que os alunos crescem, vão adquirindo mais nuances para se informar. Por exemplo, se a criança quer um brinquedo, pode-se ensinar a ela que o website do fabricante não é a fonte mais confiável sobre a segurança do brinquedo. Antes, no ecossistema analógico, tínhamos curadores de informação, era mais fácil distinguir a credibilidade de fontes.

O senhor diz que as pessoas mais produtivas são as que melhor estabelecem prioridades.

A maioria de nós chega ao trabalho hoje em dia e é bombardeada com o “por fazer”. É como entrar cambaleando num ambiente em que há muitas exigências e começamos a atacar o que passa pela frente. Não fazemos um esforço consciente e deliberado de evitar que o ambiente em volta nos domine. Isso aumenta o cansaço e diminui a produtividade. Todas as pessoas altamente bem-sucedidas com quem converso têm em comum o fato de que elas anotam o que há por fazer e já começam a trabalhar cientes de prioridades.

O senhor diz que uma ferramenta útil para priorizar são os chamados exercícios de limpeza da mente.

Sim. O David Allen, um guru da produtividade e autor de A Arte de Fazer Acontecer, aponta para a importância de externalizar a informação. Recomenda anotar tudo o que está se passando na sua cabeça, coisas que têm a ver com a tarefa em questão e preocupações que podem distrair a pessoa. É um processo neurológico, porque o cérebro teme esquecer o que é importante. Quando o cérebro sabe que a informação foi arquivada externamente, nas anotações, e o efeito é de nos acalmar, é libertador. Retira o entulho mental que prejudica a atenção.

A sobrecarga de informação se estende ao excesso de objetos. Por que o senhor defende uma gaveta de bagunça?

Um profissional precisa saber exatamente onde estão seus instrumentos. Pode ser um cirurgião, um dentista, um bombeiro. Este tipo de organização nos libera para pensar e tomar decisões. Mas excesso de organização é contraprodutivo, uma perda de tempo. O importante é deixar visíveis os objetos que utilizamos regularmente. Quantas vezes você encontra um parafuso, uma peça e não se lembra de onde vem? Jogue na gaveta de bagunça, a que tem objetos de utilidades diferentes. Isso é uma forma de fazer economia cognitiva, porque não é preciso classificar tudo.

O senhor aponta a correlação entre eliminar o excesso de informação e de pertences e a felicidade.

Se quiser destilar tudo o que se conhece sobre pessoas que se consideram felizes, a frase é a seguinte: elas se satisfazem com o que têm. E são as que querem conquistar algo, não receber prêmios e elogios. O que é diferente de não ter ambição pessoal ou criativa. O empresário Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo, com uma fortuna de mais de US$ 70 bilhões, mora na mesma casa há mais de cinco décadas. Ele inventou o neologismo “satisficing”, sobre as coisas que bastam. Não perde tempo com o que não lhe interessa e tem uma agenda diária de trabalho quase vazia, de poucas reuniões, que o deixa livre para ser produtivo.

Lúcia Guimarães, jornalista

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Como a internet das coisas vai atropelar o capitalismo

Posted by HWBlog em 21/09/2015

Jeremy RifkinNos últimos 300 anos, o mundo passou por duas revoluções industriais: a primeira liderada pela Inglaterra no fim do século XVIII, e a segunda, pelos Estados Unidos, algumas décadas depois. O pioneirismo transformou esses paí­ses em potências mundiais.

De acordo com o pensamento do economista norte-americano Jeremy Rifkin, foi dada a largada para uma nova corrida industrial entre as nações, e desta vez a Alemanha saiu na frente. Guru de executivos e chefes de estado, como a alemã Angela Merkel, Rifkin explica em seu último livro, The Zero Marginal Cost Society: The Internet of Things, the Collaborative Commons, and the Eclipse of Capitalism (A sociedade do custo marginal zero: a internet das coisas, os bens comuns colaborativos e o eclipse do capitalismo), como a internet das coisas está dando origem à economia do compartilhamento, que deverá superar o capitalismo até a metade do século. 

P: O senhor diz que o capitalismo vai ser colocado em segundo plano pela economia colaborativa. Muita gente se assusta com a ideia de um mundo onde o capitalismo não é o único caminho?
Sim, mas talvez o mesmo tanto de pessoas ache essa possibilidade intrigante e mesmo esperançosa. O capitalismo está dando à luz uma espécie de filho, que é a economia do compartilhamento e dos bens comuns colaborativos. Ela é o primeiro sistema econômico a emergir do capitalismo desde o socialismo no século XX. Nós viveremos em um sistema econômico híbrido, composto pela economia de troca no mercado capitalista, e pela economia do compartilhamento.

P: O senhor considera o capitalismo obsoleto para as necessidades atuais?
De tempos em tempos, novas revoluções tecnológicas emergem para gerenciar mais eficientemente a atividade econômica. Creio que agora estejamos em um longo e perigoso “fim de jogo”, um pôr do sol da segunda revolução industrial. Em 1905, 3% da energia era utilizada na cadeia de produção e 97% era perdida. Em 1980 tivemos um pico de 18% de eficiência, e parou nisso. Estamos empacados. O que está acontecendo agora é que estamos no curso de uma terceira revolução industrial. A internet das coisas vai conectar campos de agricultura, linhas de produção de fábricas, lojas de varejo e armazéns, veículos autônomos e casas inteligentes. É uma transição épica, que pode conectar a raça humana inteira em tempo real e nos mover para uma produtividade extrema, com custo marginal baixo ou mesmo zero em todos os setores da economia.

P: O senhor acha que os Estados Unidos continuarão sendo a maior potência nesse novo sistema?
Os líderes agora são a Alemanha e a China. Os chineses entenderam que os britânicos lideraram a primeira revolução, e os norte-americanos, a segunda, e que essa era a chance deles.

P: O senhor sugere que essa transição de paradigma do capitalismo para os bens comuns colaborativos vai ocorrer de maneira suave, e não como as grandes revoluções políticas que já acompanhamos. Não existem pessoas e instituições interessadas em estancar esse processo de mudança?
Há interesses poderosos, governos e indústrias querem ter voz, mas o que realmente me preocupa são as companhias de internet. Eu adoro o Google, uso todos os dias, mas ele já assume a forma de um monopólio global. O mesmo acontece com o Facebook. A pergunta é: o que fazer? No século XX, mantivemos no mercado privado companhias de eletricidade, telefônicas, gasodutos, coisas de que todos precisavam – mas regulamos suas atividades por meio do governo. Seria ingênuo acreditar que essas empresas privadas tão grandes e importantes, que estabeleceram bens de que gostamos e que queremos, não serão reguladas por alguma forma de autoridade global.

P: No livro, o senhor concebe essa nova sociedade como uma “civilização empática global”. Por quê?
O que está acontecendo é uma mudança fundamental na forma como as gerações mais novas pensam. Não se trata apenas de os jovens estarem produzindo e compartilhando seu próprio entretenimento, notícias e informações, eles também estão começando a compartilhar todo o resto – carros, roupas, apartamentos. A internet permite que eles eliminem os agentes intermediários e criem uma cultura do compartilhamento. As gerações mais novas não querem ter um carro, isso é coisa do vovô. Os millenials das gerações mais novas querem acesso, e não posse. Eles estão realmente começando a ver a si próprios como parte de uma grande família humana, e as outras criaturas em certa medida também como parte dessa mesma família.

DICIONÁRIO RIFKIN

Entenda alguns dos conceitos mais usados pelo economista

TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:processo desencadea­do pela internet das coisas, liderado pela Alemanha e pela China. Deve promover níveis de produtividade e eficiência energética sem precedentes, reduzindo os custos de bens e serviços e consolidando a economia do compartilhamento e dos bens comuns colaborativos.

CUSTO MARGINAL: conceito econômico que se refere à variação no custo total de produção quando se aumenta a quantidade produzida de bens. O custo marginal zero representa uma situa­ção ideal de produtividade, na qual se pode fabricar mais objetos sem pagar mais por isso, reduzindo drasticamente o valor final do produto, que pode até ser compartilhado gratuitamente.

CIVILIZAÇÃO EMPÁTICA: termo criado para se referir à nova civilização que Rifkin acredita que deverá surgir a partir do processo de transição pelo qual estamos passando. Trata-se de uma mentalidade não mais adaptada ao capitalismo, mas à economia do compartilhamento. É uma visão que concebe a humanidade como uma única família e o planeta ou a biosfera como a comunidade que se compartilha.

André Jorge de Oliveira, Jornalista

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Aprenda com as PMEs que exportam para vencer a crise

Posted by HWBlog em 14/09/2015

containerAs pequenas e médias empresas são as que mais contribuem para o comércio brasileiro, gerando 53,4% do PIB do setor. Mas, diante de uma preocupação crescente com quantos brasileiros irão de fato comprar, uma estratégia adotada para fortalecer a marca e conquistar outros mercados é investir na exportação.

Essa alternativa, porém, ainda é pouco usada. “O Brasil é um país de pequenas empresas. No entanto, a participação delas no comércio exterior brasileiro é limitada”, afirma José Manuel de Sousa, coordenador do curso de Comércio Internacional da Universidade Anhembi Morumbi.

Entre os entraves, alguns citados pelo docente são a burocracia e a falta de uma cultura de internacionalização dentro das empresas. “Hoje, nós temos uma cultura de exportação e ponto. É interessante ao caixa da empresa, mas não ao desenvolvimento. Temos de aprender a ser ricos, e não apenas fonte de riqueza”.

Por qual razão um pequeno negócio escolheria exportar como estratégia de mercado? Porque tem tudo para se dar bem. “As PMEs conseguem atingir mercados de nichos que muitas grandes não conseguem. Essa é uma oportunidade que pode e deve ser explorada”, afirma. Outro fator destacado é a entrada de produtos mais baratos no Brasil, como os chineses e indianos, o que complicaria a concorrência dentro do Brasil.

Há várias formas de conseguir exportar os produtos oferecidos pela sua empresa, e todas irão crescer, na visão do professor. Uma forma que vem ganhando cada vez mais força é o comércio eletrônico, seja por meio de um site próprio ou por plataformas usadas por várias empresas (os chamados marketplaces).

Segundo Alex Tsai, líder de marketing e desenvolvimento de negócios do grupo chinês Alibaba, um benefício que os empreendedores podem encontrar ao exportar de forma online é a redução de custos. “Tradicionalmente, as pequenas empresa têm de ganhar acesso aos seus compradores internacionais. Isso requer muito investimento: elas precisam ter uma penetração no mercado e fazer marketing. O Alibaba.com já abre essa possibilidade, porque compradores de diversos países visitam o site diariamente”.

Para quem se interessa em exportar desta forma, um conselho do especialista é realmente se engajar. Ou seja: sempre manter seu produto atualizado e fazer uso de SEO (“otimização de sites”) para que seu comprador ache o produto de forma mais rápida.

Seja a exportação cara a cara ou por meios digitais, as transações internacionais tendem a crescer. Por isso, conheça três formas que negócios brasileiros adotaram para exportar. Em comum, todos afirmam que não sentem os efeitos da crise econômica no Brasil:

  1. Ter um contato pessoal com parceiros internacionais

Desde 2006, o empreendedor e químico Bruno Martins se juntou ao pai, Miguel Martins, para entrar no ramo dos cosméticos veterinários. O empreendimento, chamado Pet Clean, já fabrica cerca de 120 produtos, como shampoos, condicionadores e hidratantes: tudo focado nos animais de estimação.

Bruno explica que a empresa é focada em realizar parcerias com distribuidores regionais, que revendem os produtos para lojistas locais. Há três anos, a marca começou a exportar: além de estar em 20 estados brasileiros, hoje o negócio também exporta para a Angola e para a Namíbia. Os próximos países na lista são Portugal e Colômbia.

Essa nova estratégia se deu porque a Pet Clean viu uma oportunidade. “Os cosméticos veterinários do Brasil são muito valorizados, por conta dos extratos naturais que temos aqui. Essa fabricação própria dos produtos tem um valor agregado e uma aceitação muito boa fora do país, até mais do que aqui dentro”, explica o empreendedor, que destaca que a empresa cresceu 30% ao ano desde a época que começou a exportar.

Mas como foi estabelecer o contato com esses importadores? Bruno explica que a estratégia que a Pet Clean costuma adotar quando sonda um novo mercado de exportação é marcar presença, de preferência pessoal. O principal alvo são em feiras do setor no país do futuro parceiro. “A nossa venda é algo muito conceitual, para parceiros, e perde um pouco do conceito colocar o produto em uma plataforma. Na parte digital, nós atuamos mais com videoconferências, conversas por Skype”.

Para o empreendedor, o começo na exportação foi um pouco burocrático e foi preciso contratar alguns consultores. “Nas duas primeiras exportações tivemos algumas dificuldades, mas agora já não temos”. Hoje, 5% das vendas totais são feitas por exportação. O empreendedor afirma que a empresa pretende investir mais na área, para chegar a uma participação de 15% do comércio internacional no total de negócios fechados.

A exportação é um mercado lucrativo, mas requer investimento de qualidade, diz o empreendedor. “Temos muitos aventureiros no mercado, ao menos no nosso setor. Vá até o país, faça uma pesquisa de mercado, veja se tem aceitação e só aí faça o investimento”.

  1. Montar uma loja virtual própria

Camila Sallaberry teve uma ideia de negócio enquanto procurava uma forma de presentear seu namorado (hoje marido). O ano era 2012 e o casal havia acabado de fazer um mochilão por diversos países. “Tive uma ideia de fazer um álbum de figurinhas personalizado, com as nossas fotos. Procurei papelarias especializadas e as pessoas nem entendiam o que eu queria. Fiz sozinha e deu certo: as pessoas começaram a me pedir para fazer”.

Em agosto do mesmo ano, a empreendedora abriu um blog para vender os álbuns. O primeiro pedido já foi internacional: os clientes queriam mandar um álbum para uma amiga, que estava na Espanha. No ano seguinte, o negócio foi registrado como empresa e ganhou um e-commerce mais sofisticado, vendendo produtos descolados com o uso de fotografias.

Hoje, o empreendimento, chamado Fotoploc, conta com Camila e outros três sócios. Todos trabalharam na organização estudantil de intercâmbio Aiesec, o que justifica a política de internacionalização do empreendimento. “A gente não acha que é uma barreira sair do Brasil. Às vezes, é até mais fácil, porque a situação econômica pode ser bem melhor em outro país, durante um certo momento. Vemos como uma estratégia para crise. Apesar de estarmos bem quanto a isso, pensamos que há mercados que podemos nos apresentar”.

Hoje, os pedidos que envolvem exportação representam 5% das vendas totais do e-commerce, porque o foco foi em divulgação nacional neste ano. Já para 2016, conta Camila, a meta é que os pedidos internacionais cheguem a 50% do total. A ideia é não só traduzir o e-commerce para diversas línguas, mas ter representantes para cada uma das culturas que irão receber os produtos. Possíveis regiões de expansão são Chile, Alemanha e Estados Unidos.

Para a empreendedora, exportar por meio da internet faz com que a chegada aos novos mercados seja feita de forma mais barata e fácil do que pelo contato físico. Mas, ao mesmo tempo, ela considera que investir em uma loja virtual própria foi necessário para a Fotoploc. “É onde conseguimos que as pessoas nos vejam como marca, não só como produto. O site mostra nosso sentimento de trazer para o mundo real as fotos de celular, algo que é completamente virtual e que está banalizado. As pessoas se engajam com a nossa causa, então é imprescindível termos nossa loja, mas não descartamos usar também outras plataformas”.

  1. Participar de uma plataforma de vendas

Fernanda Stefani já conhece o comércio internacional há muito tempo. A economista trabalhou por quinze anos na área, o que incluiu trabalhar para uma empresa americana na área de desenvolvimento de uma cadeia de produtos amazônicos.

Com a experiência, Fernanda decidiu ficar na região e fundar sua própria empresa: a 100% Amazônia, que opera no Alibaba.com. Criada em 2009, a empresa começou a exportar alguns meses depois e, hoje, vende para empresas de mais de 45 países (o negócio não foca em consumidores finais). “O nível de know-how de exportação é baixíssimo, e nisso vimos uma oportunidade de se destacar, trabalham um bioma importantíssimo para o Brasil de uma forma sustentável, ambiental e socialmente”, afirma.

A empreendedora explica que usar a plataforma é como estar em um shopping center gigante: uma vitrine maior do que teria com um site próprio, por exemplo. “Olhamos a possibilidade de sermos conhecidos pela internet, e, nesse sentido, o Alibaba nos coloca para as massas a um custo relativamente baixo. O que impulsiona nossa trabalho é estarmos localizados na Amazônia e criarmos uma estratégia vencedora na internet. Não basta só ter, é preciso usar a ferramenta. Você pode ter um violão super bacana, mas, se você não sabe tocar, ele vira só enfeite”.

A 100% Amazônia é feita por Fernanda e pela sócia Josiane Alvez. O empreendimento trabalha com três linhas principais: frutas (com produtos como polpas concentradas), semestes oleaginosas (como óleos) e biojóias (bijuterias feitas com produtos naturais). Além da exportação em si, há também consultoria para empresas que querem montar uma cadeia produtiva na região. Os negócios com viés internacional representam, hoje, 95% da empresa.

Segundo a empreendedora, exportar não é tão difícil quanto pode parecer: o maior entrave é o valor. “Há um custo envolvido, sim. Nós procuramos entender o que acontece em cada transação, pesquisando o tipo de licença que nós precisamos para exportar e que o cliente precisa para que o produto entre no seu país. Se preciso, a gente entrega no aeroporto ou na fábrica do cliente. A gente viabiliza negócios que, de outra forma, nunca aconteceriam”

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Sinais que seu chefe não gosta de você

Posted by HWBlog em 12/09/2015

resiliencia3Todos querem ser amados no ambiente trabalho, especialmente pelos patrões, já que são eles que tomam decisões sobre as promoções e aumentos salariais, avaliam performances e geralmente desempenham um papel significativo na felicidade geral dos empregados.

E, se eles não gostam de você, nem sempre é fácil tentar reverter a situação. “Se o seu chefe não gosta de você, ele provavelmente não vai te dizer isso”, diz Michael Kerr, autor do livro “A vantagem do Humor”. “Os sinais podem ser bastante sutis, mas eles geralmente são fáceis de detectar se você está olhando para eles”, garante.

Lynn Taylor, especialista em ambiente de trabalho, diz que não é preciso ser o melhor amigo do chefe, mas é mais fácil ser criativo e bem-sucedido se o funcionário se sente querido, apoiado e respeitado por seu chefe.

Veja abaixo 17 sinais que mostram que o chefe odeia seu funcionário, segundo Kerr e Taylor.

Pressentimento ruim

Se você sente que seu chefe não gosta de você, pode ser apenas coisa da sua cabeça. Mas também pode ser verdadeiro. Se ele o trata de forma muito diferente do resto das pessoas, você provavelmente não é a pessoa favorita dele. Confie na sua intuição e procure outros sinais caso você tenha um forte sentimento sobre isso.

Fora das grandes decisões

Ao não inclui-lo nas grandes decisões, isso pode indicar que seu chefe não confia em sua opinião. Quando pedem sua contribuição, a mensagem enviada é de que você é valorizado, então não pedir nada pode revelar o recado oposto: “Eu realmente não me importo com o que você pensa”.

Sem contato visual

É difícil para um chefe que está com raiva de você olhar diretamente nos seus olhos. Pode ser indício de que ele tem medo de que você possa ser capaz de detectar a hostilidade dele. Portanto, ele evita o olho no olho ou mesmo ficar perto sempre que possível.

Sem sorrisos

Se o seu chefe fizer um esforço consciente para não sorrir quando você está na sala, algo não está certo.

Faz de tudo para te evitar

Se você perceber que seu chefe só vai pela escada quando você está esperando o elevador, ou se ele monta a agenda de tal forma que ele raramente te encontra, podem ser sinais de que está evitando você.

Ignora a presença

Se seu chefe nunca diz “Bom dia” quando você chega ou “Tenha uma ótima noite” na hora de ir embora, ele pode estar dizendo que ele não gosta de você.

Curto e grosso

Se você perguntar: “Como vai?” e ele sempre responder “Ok” ou “tudo bem”, se nos e-mails ele vai sempre direto ao ponto e nunca começa com um simpático “Olá” ou “Boa tarde” podem ser sinais de que o chefe não é seu maior fã. Ainda mais se ele sempre parece um adolescente mal-humorado.

Linguagem corporal negativa

Se seu chefe está sempre de braços cruzados sobre o peito ou nunca olha para cima da tela do computador quando você entra no escritório, a linguagem corporal do seu chefe revela os verdadeiros sentimentos dele em relação a você.

Conversas só virtuais

Seu chefe se comunica com você principalmente via e-mail, evitando conversas pessoalmente. Assim, se ele não gosta de você, uma mudança em direção a uma comunicação mais virtual pode ser um sinal.

Exclui de projetos e reuniões

Ele nunca te convida para participar de reuniões importantes ou projetos especiais.

Desacordo constante

Se o seu chefe não concorda com nenhuma ideia sua ou com o que você diz, mas não faz o mesmo com os outros, é um sinal de que ele secretamente te odeia.

Conversas só profissionais

Seu chefe nunca pergunta sobre sua vida pessoal ou familiar, só mantém conversas profissionais. Se você perceber que seu chefe fala com todo mundo sobre seus filhos ou hobbies, mas nunca coloca esses assuntos para você, provavelmente não está interessado em ouvir sobre sua vida.

Tarefas que ninguém quer

Se o seu chefe só passa tarefas bem abaixo do seu nível de experiência ou competência, como o chamado “trabalho pesado”, é um sinal de que ele não confia ou não respeita as suas habilidades. Ou pior, que ele está encorajando-o a procurar trabalho em outros lugares.

Sem feedback

Um chefe que quer ajudá-lo a crescer dará sempre feedback para o bem e para o mal. Mas a ausência disso mostra completa indiferença com o desempenho e crescimento futuro como empregado. Ou se o chefe apenas dá feedback negativo, e geralmente em público, é sinal de desrespeito.

Exclui das brincadeiras

Se seu chefe nunca te inclui nas brincadeiras com os demais empregados e você nota que essa prática de fazer piadas ou ter momentos de descontração é costumeira, mas você nunca foi incluído neles, pode ser um sinal de que ele não se importa com você. Brincadeiras podem ser feitas para mostrar que os empregados são parte da equipe.

Louros vão para ele

Seu chefe rouba o crédito de suas ideias para ele. Isso pode acontecer inclusive entre os que gostam dos empregados, mas se ele realmente te odeia, vai detestar a ideia de lhe dar crédito para qualquer ideia ou trabalho.

Paciência curta

Se o seu chefe parece desinteressado no que você tem a dizer ou perde a paciência facilmente enquanto fala com você, ele provavelmente não gosta de você, ainda mais se com os outros ele age de forma oposta.

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