PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Crie uma cultura em que as pessoas são abertas para feedback

Posted by HWBlog em 27/12/2015

negociação 01Os benefícios de uma cultura aberta – onde discussões francas e saudáveis sobre os problemas são possíveis – são imensos, mas adotar uma postura deste gênero pode ser complicado. Porém, uma vez que você estabelece a prática do feedback aberto na empresa, você verá que ela adquire dinamismo rapidamente. Líderes podem fazer com que a empresa tenha essa postura modelando três comportamentos:

Mostrando apreciação. Substitua a noção negativa de feedback reconhecendo também o bom trabalho dos funcionários. Pesquisas sugerem que você pode compartilhar feedbacks positivos três vezes mais do que negativos.

Mostrando abertura. Tendemos a adotar uma postura defensiva nos feedbacks, mas construir uma cultura aberta requere que líderes escutem o que as pessoas têm a dizer. Demonstre como receber feedback sem levar para o pessoal.

Envolvendo toda a empresa. Grupos podem criar uma mentalidade de “nós x eles”. Faça com que outros departamentos participem sempre que possível.

Adaptado de “Create a Culture Where Difficult Conversations Aren’t So Hard”

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Bons gestores não ignoram suas vidas pessoais

Posted by HWBlog em 21/12/2015

A multi-tasking businessmanBons líderes colocam seus interesses de lado em prol do bem da empresa –  mas isso não significa que eles sacrificam completamente suas vidas pessoais.

Líderes que subjugam suas necessidades de exercícios físicos, sono e diversão, por exemplo, muitas vezes acabam por entrar em colapso: perda gradual de energia, foco e paixão pelo trabalho.

Essa estafa muitas vezes não é percebida, mas afeta uma porcentagem significativa da população. Por mais que seja fácil ficar preso a uma rotina, se dedicar a hobbies, jantar com a família ou refletir sobre o que é importante, reservando um tempo para você, é capaz de torna-lo uma versão melhor e mais realizada de si próprio.

Comece fazendo uma promessa pequena mas importante para você – e a mantenha. Se for bem sucedido, tente outra promessa.

Não vai demorar muito para que os benefícios desse desempenho se evidenciem.

Adaptado de “Treat Promises to Yourself as Seriously as Promises to Others”, por Michael E. Kibler

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Como sua empresa deve se preparar para 2016

Posted by HWBlog em 14/12/2015

networkingdecoração cada vez mais precoce de Natal é apenas mais uma demonstração de como este ano está difícil de passar. Parece que se o ano novo chegar mais rápido, as coisas poderão melhorar.

É como se o sufoco que muitos de nós estão sentindo fosse ser suavizado com as festas de final de ano. O esforço coletivo, talvez de autoilusão, para tornar ou dar a impressão de que as coisas poderão melhorar parece contaminar ou ao menos minimizar o gosto amargo na boca de um dos piores anos da história econômica recente do país.

Nesse post, sugerimos que é política inteligente para as empresas se prepararem para o pior, sempre. Às vezes, o ruim, como se desenhava este ano, acaba tornando-se péssimo, como acabou acontecendo. Pouca gente não foi afetada pela profunda crise deste ano. Afinal, a queda dramática do PIB, inflação e dólar estourando terminaram por destruir qualquer cenário “realista” construído no início do ano.

E as perspectivas para 2016 parecem ser igualmente sombrias e incertas. Se a sua empresa já está construindo os cenários para 2016 e preparando o seu plano estratégico e orçamento, talvez seja o momento de fazer uma reflexão sobre um dos processos mais importantes para qualquer empresa, a definição e o desdobramento da estratégia.

Algumas perguntas podem ajudar. A começar questionando: como foi esse processo nesse contexto de crise econômica que a empresa atravessou? Uma sugestão é definir os marcos temporários em que ocorreram as principais etapas. E mais: como esse processo foi construído? Como foram definidas as metas? Como se engajaram os colaboradores? Ao longo dos meses, as expectativas foram sendo atendidas ou não? Possivelmente não

Mas qual foi o processo de acompanhamento? Esteve apenas na direção? Envolveu a média gerência? E o restante da organização, como foi acompanhando?

Nesses momentos, muitas vezes as empresas parecem fechar as informações e as decisões achando que as pessoas não podem saber das más notícias. E as decisões impactantes, como reduzir pessoal, ficam restritas e tomam de surpresa a empresa, criando um clima extremante negativo para quem fica e também representando uma perda de conhecimentos e capacitação, arduamente construída ao longo dos anos.

Outra alternativa é comunicar sempre a realidade para, assim, poder engajar mais todos os colaboradores. Evidente que a diferença entre os resultados concretos esperados e os resultados realmente conquistados para o ano merecem uma avaliação profunda. Os principais indicadores financeiros, como o faturamento, o comportamento dos custos, as margens, merecem ser avaliados, como sempre.

Mas tão importante quanto olhar para esses números é entender o processo para poder melhorar em 2016. O que a empresa aprendeu este ano? Quais foram as novas iniciativas? O que a empresa fez diferente este ano que não estava dentro do planejamento? E como isso funcionou? É bem possível que a sua empresa tenha tentado algumas coisas novas para enfrentar o “tsunami” que estava chegando. Mas o que aconteceu efetivamente? Funcionou de acordo com o esperado? Por quê?

Esse aprendizado será muito útil neste novo ano que ainda vai demorar um pouco para chegar, mesmo com a nossa eventual torcida. Na construção de cenários para 2016, muitos poderão dizer que as coisas podem melhorar. É verdade. Mas continue incluindo um cenário muito pessimista e, mais importante, prepare-se bem para ele, quer ele venha ou não.

Preparar-se para o pior sempre ajuda. Se o pior não vier, você estará adequadamente preparado, sempre. Aprender como sua empresa definiu e desdobrou sua estratégia ao longo deste ano turbulento que se esvai pode ser um aprendizado fundamental para ajudar a navegar em um novo ano que parece igualmente difícil. Ainda dá tempo de fazer isso nessas próximas semanas.

José Roberto Ferro

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Livros que irão despertar seu guru financeiro interior

Posted by HWBlog em 07/12/2015

Livros 5Leituras podem se tornar base para investimentos de sucesso e entendimento do mercado financeiro

Avesso a leitura até chegar na universidade, Sam Lustgarten, autor do blog Frugaling, passou a tentar adotar uma regra básica de leitura afirmada por, ninguém menos, que Warren Buffett: Leia 500 páginas por dia. Não precisa necessariamente ser de um livro, mas o guru número 1 do mundo dos investimentos absorve tudo e afirma que, ao ler esta quantidade de informações, você está efetivamente investindo em si mesmo. “O conhecimento se acumula, assim como juros compostos”, afirma.

Pensando nisso, Lustgarten reuniu 3 livros que podem se tornar a base para que investidores tenham sucesso e despertem seu lado guru.

  1. Confessions of a Street Addict (Confissões de um Viciado em Wall Street, em tradução livre) por Jim Cramer

“Quando eu estava na faculdade pensei que poderia seguir carreira no mundo dos negócios”, inicia Lustgarten. O mundo dos investimentos e finanças parecia-lhe tentadora e o sonho era conseguir um emprego em Wall Street. “Essas ideias nasceram a partir de uma leitura exaustiva e repetitiva de Confessions”, relembra.

Este livro foge dos conselhos e dicas e tem seu foco no ponto de vista de um guru financeiro e o que ele passou, sofreu e conquistou em seus tempos de Wall Street. “Confession é uma ótima leitura, bem escrito e até desagradável às vezes”, avisa. “Cramer não pinta o mundo financeiro em uma luz bonita, pelo contrário, ele chama atenção para algumas das partes mais loucas do mercado”, comenta Lustgarten.

  1. I Will Teach You To Be Rich (Eu te Ensinarei a Ser Rico, em tradução livre) por Ramit Sethi

“Quando cheguei à faculdade, eu percebi que eu precisava equilibrar meu orçamento e entender melhor o meu fluxo de caixa. Eu estava gastando dinheiro como se não houvesse amanhã. “Viver o momento” me fazia gastar mais do que o eu tinha e estava me fazendo contrair dívidas”, relembra. E, foi com o livro de Sethi que ele aprendeu uma variedade de princípios básicos que o fez voltar aos trilhos.

O livro leva os leitores a uma jornada de aulas e mudanças financeiras. Sethi ensina as pessoas a automatizar finanças e facilmente controlar os gastos. Assim como sugere uma variedade de investimentos que tem como objetivo ajudar o investidor a maximizar sua renda passiva.

Repleto de dicas práticas, o livro é perfeito para os millennials que estão começando sua jornada financeira. “Volto a esse livro com bastante frequência para recordar quais os passos que eu deveria estar tomando para maximizar o meu retorno sobre os investimentos”, comenta Lustgarten.

  1. The Big Short (A Grande Venda, em tradução livre) por Michael Lewis

“Lewis é um pesquisador e escritor talentoso, que tece tramas e intrigas em histórias de forma muito natural. De repente, instrumentos financeiros complexos são conceitos fascinantes e de fácil entendimento”, elogia

The Big é uma leitura obrigatória para pessoas que querem entender melhor crises financeiras e ver quem realmente lucra com quando o mercado financeiro está uma bagunça

 

 

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Brasil caminha para uma depressão econômica

Posted by HWBlog em 07/12/2015

brasil 1Banco (Goldman Sachs) revisou a sua previsão para o PIB para contração de 3,6% em 2015 (com a demanda interna devendo cair mais de 6%) e recuo de 2,3% no ano que vem

O que começou com uma recessão impulsionada pelas necessidades de ajuste de uma economia com grandes desequilíbrios macroeconômicos acumulados agora está se transformando em uma depressão econômica dada a profunda contração da demanda interna.

Esta é a avaliação do economista para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, que revisou a sua previsão para o PIB para contração de 3,6% em 2015 (com a demanda interna devendo cair mais de 6%) e recuo de 2,3% no ano que vem após os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na previsão anterior, o Goldman esperava uma queda de 3,2% da economia este ano e de 1,6% ano que vem.

O IBGE divulgou que a queda do PIB foi de 4,5% no terceiro trimestre de 2015 ante igual período de 2014, o maior recuo nessa base de comparação desde o início da série do instituto, iniciada em 1996.

O economista ressalta que o consumo privado registra queda por três trimestres consecutivos, as despesas de investimento têm baixa por nove trimestres seguidos, enquanto a FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) caiu 21% desde o segundo trimestre de 2013, o que impacta o crescimento da produtividade e deve impactar ainda mais o PIB potencial.

“Surpreendentemente, enquanto o setor privado tem registrado ajuste, o consumo do governo cresceu 0,3% na comparação trimestral. Isto atesta a incapacidade das autoridades para entregar o ajuste fiscal prometido fora os severos cortes no investimento e uma carga fiscal mais elevada”, afirma.

As projeções para baixo do PIB e a queda da demanda doméstico têm como base os contratempos enfrentados pelo País, tais como: (1) condições financeiras desafiadoras, (2) alta inflação, (3) a deterioração adicional do mercado de trabalho, (4) os níveis mais elevados de estoques nos principais setores industriais, (5) tarifas públicas mais altas, (6) os elevados níveis de endividamento das famílias, (7) fraca demanda externa, (8) os preços das commodities mais baixos, (9) a incerteza política crescente, e (10) a baixa confiança dos consumidores e para os negócios.

No lado positivo, uma taxa de câmbio mais competitiva e a fraca procura interna deverá gradualmente elevar a contribuição das exportações líquidas para o crescimento e fornecer um piso para a contração esperado do PIB em 2015 e 2016, afirma o banco.

No lado da demanda, a despesa de investimento tem assumido a maior parte do ajuste e a indústria permanece presa em uma profunda e longa recessão (a produção industrial está atualmente no mesmo nível de setembro de 2005).

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Errou? Que bom. Corrija

Posted by HWBlog em 04/12/2015

gestão 02O dever da perfeição é o maior empecilho à inovação

O filósofo Mario Sergio Cortella, me ensinou uma frase que tenho usado muito em processos de coaching: “Um erro deve ser corrigido, e não punido”. O medo de errar é um verdadeiro vaporizador paralisante para profissionais em qualquer momento da carreira. O dever da perfeição, que não deixa de ser uma herança totalitária e positivista, é o maior empecilho à criatividade e à inovação. Claro, estou falando dos erros que representam uma falha, algo que não foi feito com dolo ou má-fé.

Estou falando do erro comum que todos podem cometer, mas que somente poucos admitem. O erro na gestão, nas condições que descrevi anteriormente, tem de ser visto não como uma parada obrigatória no que se está fazendo, mas como um simples atraso. Não pode ser visto, quando ele ocorre, como um beco sem saída, mas como um desvio de rota. Pior ainda é o profissional falso e hipócrita que acredita que a melhor atitude é esconder o erro ou não falar dele. O erro é para ser discutido, analisado e, aí sim, corrigido.

O dever da perfeição é o maior empecilho à inovação

O processo de correção tem de ser um momento de crescimento, de transparência, de abertura. Nunca de crucificação. Pior do que constatar o erro é não aproveitar o momento para aprender. A história cansa de contar o número de vezes que todos os famosos cientistas e inventores erraram. Se Thomas Edison, Benjamin Franklin ou Albert Einstein tivessem parado no primeiro erro, várias invenções do mundo moderno não existiriam ou teriam sido adiadas. E Steve Jobs e Bill Gates? Vocês acham que nunca erraram? É claro que o erro atrapalha, atrasa, incomoda, constrange.

Mas a excelência em tratá-lo traz um efeito multiplicador incrível. Estamos lutando, nas empresas brasileiras, para melhorar a criatividade e incentivar a inovação. Garanto, com a experiência de quem educa há mais de 30 anos, que não falta inteligência ao brasileiro para inovar. Falta, sim, competência para fazer a gestão. E gestão moderna significa ter atitude positiva e corajosa de entender e ajudar a corrigir os erros dos que trabalham à sua volta. O ser humano é imperfeito e por isso maravilhosamente humano. Errou? Apague e faça de novo.

O dever da perfeição é o maior empecilho à inovação.

 

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Mostrar compaixão pode ajudar colaboradores a aprender com erros

Posted by HWBlog em 03/12/2015

portal1Pode ser frustrante quando um empregado não está apresentando bom desempenho ou comete algum erro.

Mas ao invés de expressar seu estresse e raiva reprimindo a pessoa, uma aproximação melhor é mostrar compaixão e interesse.

Deixando de lado os julgamentos, separando um tempo para entender o que aconteceu e aconselhando o empregado para o futuro, você construirá lealdade e confiança, que podem ser convertidos em uma melhor performance.

Uma resposta dada com raiva, por outro lado, abala a confiança e inibe a criatividade, elevando os níveis de estresse dos colaboradores.

Então, primeiro, dê um jeito em suas emoções.

É o momento de refletir sobre como você se sente e dar uma resposta mais consciente, razoável e plausível.

Você deve querer ver a situação com um nível maior de detalhes.

Então, coloque-se nos lugar do funcionário.

Tente criar empatia por ele ou ela.

Empatia, é claro, ajuda você a perdoar.

E isso fortalece a relação, ao passo que promove lealdade.

Adaptado de “Why Compassion is a Better Managerial Tactic than Toughness” 

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Complexos femininos inspirados nos contos de fadas

Posted by HWBlog em 02/12/2015

complexo de cinderelaUma pesquisa realizada pelo International Business Report (IBR) aponta que as mulheres ainda são minoria nos cargos de liderança no Brasil. Segundo o levantamento, 47% das empresas brasileiras não possuem mulheres em cargos de liderança, índice que está acima da média global, que é de 33%. Ainda segundo esta pesquisa, apenas 7% das empresas brasileiras têm planos para contratar ou promover mulheres nos próximos 12 meses, índice que representa metade da média global de 14%.

É fato que, quando falamos em promoção de mulheres em cargos de liderança, muitos fatores devem ser considerados, tais como o estabelecimento de políticas adequadas, que possam suprir a demanda feminina. Porém, existe outro fator que pode estar contribuindo para que elas não cheguem ao topo: o comportamento feminino no ambiente de trabalho.

O Institute of Leadership & Management (ILM) entrevistou 3 mil gerentes graduados – homens e mulheres – e publicou suas conclusões em fevereiro de 2011: segundo o ILM, apenas metade das gestoras se descreveu como confiante ou muito confiante, em comparação a 70% dos homens. Metade das administradoras admitiu ter sentimentos de insegurança em relação ao seu trabalho, comparado a 31% dos homens. E 20% da parcela masculina afirmaram que se candidatariam a um cargo, mesmo atendendo parcialmente seus requisitos, contra 14% das entrevistadas. Não me impressionam os resultados dessa pesquisa. Mulheres no ambiente de trabalho, além de serem mais autocríticas que os homens, em sua maioria ainda se sentem menos confiantes no mundo corporativo.

E isto vai contra a dinâmica atual brasileira. Basta que olhemos para o percentual de mulheres chefes de família no Brasil para que isso seja comprovado. Atualmente, segundo dados do IBGE (2013), 38% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, o que confirma que grande parcela da força de trabalho em nosso país hoje é feminina.

O que percebo, no entanto, é que se por um lado as mulheres estão avançando no mercado de trabalho, por outro existem alguns comportamentos femininos que fazem com que elas recuem. O que ocorre é que muitas ainda são totalmente inseguras acerca daquilo que realizam e por vezes acabam deixando de se destacar e crescer profissionalmente, fazendo aquilo em que são realmente boas, agindo assim através de complexos.

Na Psicologia, o complexo é definido como uma série de pensamentos e ideias que se relacionam entre si e levam a pessoa a se comportar, sentir ou pensar de acordo com aquilo que acredita, nem sempre sendo isso uma realidade concreta.

Um exemplo disso é aquela mulher que acredita não saber negociar e assim acaba por encontrar indícios (muitas vezes imaginários) de que realmente não seja boa e por fim acaba levantando barreiras mentais que a impedem de progredir e a fazem tomar, mesmo que de maneira inconsciente, decisões equivocadas.

Para que isso não ocorra, o primeiro passo é se conscientizar de que algo não vai bem. Mas para que essa analise seja feita de forma assertiva, é preciso pensar racionalmente. Procure avaliar seus resultados e também como tem aplicado o que sabe para contribuir com a organização em que trabalha. Analisando esses dois fatores, os comportamentos de insegurança tendem a ser reduzidos, pois o foco está orientado para ações observáveis.

Outro segredo que funciona muito e trago da época da infância é aquilo que chamo de “agir como se”. Quando somos crianças usamos muito essa forma de se comportar. À medida em que nos tornamos adultos, deixamos essa habilidade criativa de lado e assim perdemos boa parte de nossa segurança e espontaneidade.

A diferença do “agir como se” da infância para o “agir como se” do ambiente de trabalho é que se antes tudo não passava de uma brincadeira, agora é o que pode trazer segurança para acreditar em si mesma. Pense no que você gostaria de ser, espelhe-se naquelas pessoas que admira à sua volta e “aja como se”, comporte-se como elas, acredite que é capaz.

Quando uma mulher se comporta baseada em complexos no ambiente em que trabalha, deixa de atuar, mostrando o que tem de melhor, e pode acabar comprometendo sua imagem profissional na empresa, dificultando assim as chances de chegar ao topo e progredir na carreira.

Abaixo, elenco o que considero os principais complexos femininos no ambiente de trabalho:

Complexo de Cinderela – É a mulher que prefere se acomodar, inutilizando assim seu potencial criativo e intelectual deixando de competir no mercado de trabalho, assumindo uma postura passiva e resignada, sempre à espera de que algo bom aconteça, mas sem fazer nada para que isso ocorra. No ambiente de trabalho, é aquela que fica sempre à espera de algum milagre ou “uma fada madrinha” que venha modificar sua vida profissional.

Complexo de Rapunzel – É o tipo de mulher que se acostuma com o ambiente em que vive e se acostuma com a rotina, não buscando novos desafios por medo de arriscar sua carreira. Assim como a Cinderela, espera por um “milagre”. A diferença é que a Rapunzel não convive com os outros e não tem a perspicácia de enxergar além do óbvio. Acredita em tudo o que lhe dizem e não procura confirmar se as informações são de fato verdadeiras.

Complexo da Bruxa Má – Complexo de Bruxa Má representa aquela mulher que vive se comparando com as colegas de trabalho, que acredita ser a melhor em todos os sentidos e não aceita crítica. É a mulher que quando sente que sua competência pode ser ameaçada, trata logo de tirar a “rival” do caminho, usando para isso fofocas, exclusão social, desmerecimento, desdém da outra pessoa ou até mesmo o bullying no ambiente de trabalho.

Complexo da Rainha de Copas – A Rainha de Copas é uma personagem que aparece nos capítulos finais do livro Alice no País das Maravilhas. Tem um pavio curto, é autoritária, tendo somente um modo de resolver todas as dificuldades, grandes ou pequenas: “cortem sua cabeça!” sem pensar duas vezes e sem mesmo olhar em volta. No ambiente de trabalho, é aquela mulher autoritária, que resolve tudo com demissão ou pelo menos ameaça de que isso aconteça. No fundo, é insegura e se sente a todo momento ameaçada, precisando provar poder, não utiliza o pensamento estratégico nem faz uma analise da situação, apenas ameaças como forma de persuadir as pessoas.

Complexo de Chapeuzinho Vermelho – Sempre insistindo em fazer as coisas do seu jeito, sem analisar os riscos da situação, não escuta o que os outros têm a dizer e não analisa as consequências. A Chapeuzinho Vermelho do mundo corporativo sempre acaba caindo em enrascada e precisa que alguém a salve do Lobo Mau. Apesar de ter boa vontade, é teimosa e pode colocar em risco sua vida profissional.

Complexo de Branca de Neve – É aquela mulher de quem todos gostam, simpática e graciosa, mas muito ingênua. Faz tudo na empresa e não se importa de passar café, fazer a ata da reunião e organizar tudo sem que lhe peçam. Não sabe dizer não e por saberem disso é para ela que sempre pedirão ajuda. Na tentativa de agradar, faz tudo pelos outros e esquece de si mesma, virando assim a carregadora de pianos da empresa. Dificilmente chegará a um cargo de liderança.

Complexo de Mulan – No filme da Disney Mulan, se mostra uma corajosa jovem chinesa que se passa por um guerreiro no lugar de seu pai debilitado e ajuda o exército imperial chinês a expulsar os invasores hunos. No ambiente de trabalho é uma profissional excelente, mas que acaba por se masculinizar para conseguir o que quer. Assim como no filme, é preciso que a Mulan do universo corporativo vença como profissional, utilizando-se também de sua essência feminina.

Seja você mesma. Não existe nada mais promissor para a carreira de uma mulher do que ser ela mesma. Nem sempre é fácil, mas acredite, esse é o melhor caminho. Ninguém conhece melhor suas potencialidades do que você mesma, é preciso saber disso para se tornar a melhor versão de si mesma a cada dia.

Gisele Meter

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