PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Empreendedor, não deixe uma boa crise ser desperdiçada

Posted by HWBlog em 29/10/2015

Quando algo vai mal na sua empresa, para muitos o instinto inicial é manter as coisas sob os panos, o máximo possível, para evitar desesperos dentro do time. Eu diria que é melhor reconhecer a crise e usá-la em sua vantagem.

É difícil trazer mudanças para uma organização, e um momento de crise é o momento perfeito para fazer aqueles ajustes que você já estava querendo há um tempo. Ela cria o cenário e o contexto ideais para fazer isso.

Talvez você esteja no meio de uma crise financeira, provocada por um ambiente hostil para investimento. Talvez você esteja vivendo um tumulto na sua gestão. Talvez você tenha perdido seu maior cliente. Talvez você esteja sendo massacrado por uma notícia falsa na imprensa. Não importa muito a causa da sua crise, mas todas são possíveis de resolver com alguma mudança.

Já vi uma empresa do meu portfólio reagir a uma crise financeira fazendo mudanças importantes consideráveis e já atrasadas em seu modelo de negócios e organização. A crise acabou e a empresa emergiu com bem mais força que antes.

Já vi um empreendedor reagir à perda de vários membros importantes da sua equipe com uma grande virada na empresa, pivotando o roadmap do produto e operando com um time bem mais enxuto. A companhia se recuperou da perda de seus colaboradores-chave, lançou um novo produto muito bem sucedido e entrou num caminho de lucros extraordinários.

Tenho muito dessas histórias para contar, porque é a crise que nos traz clareza e foco. Você leva um soco no estômago, você se levanta e você cuida do seu negócio.

Por isso, se você está no meio de uma crise com sua empresa nesse momento, pense em usá-la como oportunidade para fazer algumas mudanças. Nunca houve um momento tão propício.

Que a economia brasileira está em crise todos já perceberam. Mas isso não é motivo para jogar a toalha e apenas lamentar o mau momento. Principalmente se você é um empreendedor.

Dicas para sua empresa superar de vez a crise e crescer

1 – Dispense a vítima

Num cenário de crise, é importante que o empresário assuma o controle da situação e não se coloque na posição de vítima. É o que aconselha o especialista em gestão de pessoas Alexandre Rangel, da Alliance Coaching. Ou seja, foque seus esforços na parte do problema que você pode resolver.

“Em vez de ficar reclamando, o empreendedor deve se perguntar: ‘Que parte deste problema eu posso controlar?’ Olhar apenas para o que não tem solução é pura perda de tempo”, sentencia. Essa postura também ajuda a manter a equipe motivada e confiante neste momento difícil, caso contrário, fica bem mais difícil garantir a produtividade.

2 – Não culpe a economia

“Culpar o governo, a economia, a Dilma, não vai adiantar de nada. O empreendedor deve assumir integralmente a responsabilidade por ter que tomar medidas para superar as dificuldades”, afirma Rangel. Para ajudar nessa tarefa, o especialista sugere que o empresário pergunte-se de forma objetiva: “Como eu posso contribuir para melhor a situação?”

3 – Tenha um plano de negócios

Você já deve estar cansado de ouvir que sua empresa precisa ter um plano de negócios bem estruturado. Pois adivinhe: isso é ainda mais necessário em épocas de crise. “Num período como este, às vezes a empresa tem que diminuir de tamanho, e isso depende de um plano de negócios bem estruturado”, afirma Rafael Caldeira sócio da S&H Consultoria Financeira. E não vale ter o plano apenas “para ficar na prateleira”, alerta Caldeira. É preciso um trabalho bem feito.

4 – Diferencie-se

Na crise, quem vende commodities fica mais vulnerável, explica Caldeira. Por isso, estude uma forma de diferenciar seu produto dos concorrentes. “Acompanho casos de empresas que estão crescendo fortemente porque se diferenciaram de alguma com seu produto ou serviço”, afirma.

5 – Estude seu modelo de negócio

Além de inovar o produto, você também pode ter novas ideias para o seu modelo de negócio. “Às vezes o produto não é diferente, mas sim o modelo. Há casos de empresas do mesmo setor, com a mesma tecnologia, e simplesmente mudando o modelo a empresa se diferencia”, afirma Caldeira.

6 – Profissionalize-se

Para fazer com que sua empresa tenha sucesso na crise, é fundamental profissionalizar seus processos para ganhar eficiência. “É preciso ter governança corporativa, com transparência, visão estratégica e um conselho de administração que seja imparcial. Vejo isso como uma estratégia de defesa para momentos de turbulências, mas a maior parte das pequenas e médias empresas ainda não tem”, lamenta Caldeira.

7 – Verifique o tamanho real da crise

Para superar a crise na sua empresa, é necessário saber quais são exatamente os seus efeitos sobre o negócio. “Uma crise pode significar perda de clientes, cancelamento de contratos com fornecedores parceiros, adiamento de promoções internas e até demissões. O empresário precisa saber a dimensão real do problema, para olhar para isso de forma racional, menos dramática”, afirma o especialista em gestão de pessoas Alexandre Rangel.

8 – Enxugue sua estrutura

Uma dica básica: economize. Como? Corte custos, reduza estoque, diminua sua estrutura, alongue os prazos de suas dívidas. “Não existe receita de bolo, mas em geral as empresas que atravessam algum tipo de dificuldade têm a necessidade de redesenhar seu passivo de curto prazo”, afirma o consultor Artur Lopes, autor dos livros “Negócios Sem Crise” e “Quem matar na hora da crise”.

9 – Mantenha o foco

Se sua empresa está sofrendo com pouca liquidez, é hora de focar no que ela faz melhor. “Em momentos como esse uma boa estratégia é focar as energias no seu cor business, aquilo que sua empresa faz melhor”, afirma Caldeira, da S&H Consultoria Financeira .

10 – Procure exportar

Com o dólar nas alturas, quem consegue exportar seus produtos está se dando bem. E não se engane: vender para o exterior não é privilégio de grandes companhias. Pequenas e médias empresas também podem procurar essa alternativa. Mas atenção: “A empresa não pode investir nisso de forma ingênua, ela precisa saber se é competitiva e verificar em que mercado o produto dela pode funcionar”, alerta Caldeira.

11 – Seja objetivo

“Se algo não está bem, muitas vezes os empresários são levados por simpatias, ilações, e isso não dá muito certo. É necessário concentração e objetividade. Você não imagina um cirurgião preocupado se o corte vai deixar cicatriz. Se é necessário fazer, ele vai e faz”, compara especialista Artur Lopes. Resumindo: faça o que precisa ser feito.

12 – Seja rápido

Para superar a crise, é necessário ser ágil. “Precisa de agilidade no diagnóstico do que está acontecendo. Após identificar o que precisa ser feito, faça”, aconselha Lopes. “Se ficar adiando a situação, a empresa sangra e pode acabar morrendo”, alerta o autor de “Negócios sem crise”.

13 – Trabalhe mais

Se o empreendedor já trabalha duro em épocas de bonança, quando a coisa aperta ele deve se dedicar ainda mais. “É necessário dobrar o afinco quando a economia do país não vai bem”, afirma Lopes. Isso porque, numa crise que envolve todo o país, as empresas não lidam apenas com suas variáveis internas, mas também com fatores que elas não podem controlar. “Ou seja, tem que fazer mais com menos, e fazer melhor”, resume o especialista.

14 – Enxergue o fim da crise

As crises não duram para sempre e você ter isso sempre em mente. “Existem pessoas que não enxergam o fim do problema, acham que a situação difícil vai durar para sempre. O empreendedor não pode ser assim. Assim como outras crises que já passaram, o momento atual terminará em outra curva ascendente”, analisa Rangel, da Alliance Coaching.

15 – Mude a perspectiva

Quando atravessa uma crise, a empresa chega fortalecida ao final desse período de dificuldades. “Muito poucas organizações no mundo não tiveram sua continuidade desafiada. A grande maioria delas, em algum momento, se viu desafiada, e passou por crises que a tornaram mais forte”, afirma Lopes.

Segundo o especialista, olhar para este momento com essa perspectiva ajuda muito a enfrenta-lo de forma mais leve. “Ajuda muito olhar dessa forma, traz um alento. Em vez de pânico, recomenda-se foco e energia”, conclui.

Fred Wilson

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Dicas para ter sucesso nos negócios

Posted by HWBlog em 28/10/2015

A palavra “empreendedor” provém do francês “entrepreneur”, que denota “assumir riscos” ou “desenvolver novos projetos”, e que hoje se aplica às pessoas que têm uma sensibilidade especial para detectar oportunidades.

No dicionário da língua portuguesa “Houaiss”, empreender significa “decidir fazer (tarefa difícil e trabalhosa); tentar; pôr em execução; realizar”.

E quais são as características ou atributos que o empreendedor precisa ter para obter  êxito nos seus negócios?

Segundo o consultor de desenvolvimento pessoal e coach e co-autor de quatro livros, entre eles “Ser + com Saúde Emocional”, Roberto Hirsch, a primeira questão a ser considerada é que nem todo mundo está capacitado para ser um empresário.

Segundo ele, para manter um projeto vivo, apesar das dificuldades, são necessárias características pessoais e profissionais específicas e, na falta de algumas delas, o projeto pode não ir para frente. Para o especialista, ser empreendedor significa possuir motivação.

“Para alcançar o êxito nos negócios, um projeto precisa ter um líder persistente, que gosta de correr riscos, comprometido e autoconfiante.

Confira abaixo a lista de características e atitudes de empreendedores de sucesso:

1 – Planejamento:

Nunca comece um projeto sem um plano de negócios. Também é preciso se  informar, investigar o preço de seu produto e serviço, entender a necessidade de seus clientes e buscar formação específica.

“O empreendedor deve ir além do conhecimento técnico e da operação do negócio. E preciso traçar uma estratégia e se dedicar para que ela seja alcançada “

2 – Prioridades:

Trace objetivos. Desta forma, é possível estabelecer um cronograma e saber se está cumprindo ou não as suas metas.

3 – Inovação:

De acordo com especialistas, os novos negócios surgem hoje por meio das oportunidades e não pela necessidade. O motivo? Os empreendedores estão inovando na prestação de serviços e na improvisação da solução de problemas.

4 – Riscos:

A superação dos problemas e a agilidade para recomeçar, se necessário, são características essenciais para se ter sucesso. “Ao estabelecer os riscos, o empreendedor assume e entende o que pode perder, sem medo de fracassar”.

5 – Comprometimento:

Esta característica implica em respeitar um cronograma e estabelecer compromissos. Com isso, o empreendedor se mantém fiel no cumprimento das demandas da empresa, dos fornecedores e dos clientes.

6 – Divisão:

Segundo Hirsch, um erro frequente na administração da empresa é o profissional não separar a pessoa física da jurídica. “O empreendedor não pode deixar de lado aspectos legais de seu negócio, como o pagamento de impostos, por exemplo, e direcionar seus primeiros lucros para bancar gastos pessoais”.

7 – Networking:

A capacidade de persuadir e criar uma rede de contatos é essencial para a saúde do negócio. Por meio dela é possível falar sobre a utilidade de seus produtos e serviços e, com isso, conquistar novos clientes.

8 – Liderança:

Este atributo implica também em ser proativo. O empreendedor precisa estar atento tanto aos aspectos humanos quanto às novidades do setor. “Ele deve saber conduzir a empresa e definir a alma do negócio”.

9 – Qualidade:

Esta é uma das características mais importantes que o empreendedor deve manter no seu negócio.

“O empresário precisa ter em mente qual é a necessidade do cliente, o que ele espera da sua empresa e a forma que ele deseja ser atendido.”

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Dicas para reter talentos na sua empresa

Posted by HWBlog em 24/10/2015

As pessoas são peças fundamentais para a boa gestão. Mas conquistar o comprometimento dos colaboradores não é tarefa fácil. Treinar, repassar os valores, os objetivos e a cultura da empresa, orientar sobre os processos e os padrões de trabalho são atividades que consomem tempo. Muitas vezes, as empresas investem recursos no treinamento de seus funcionários e, muitas vezes, percebem que prepararam equipes para os concorrentes.

A retenção de talentos é, portanto, fator-chave para não perder os investimentos feitos em capacitação. Nesse cenário, as micro e pequenas empresas levam vantagem, pois os líderes estão mais próximos dos colaboradores. Envolver o funcionário em reuniões decisivas, saber seu papel na organização, transitar entre as diversas áreas da empresa são diferenciais que podem pesar positivamente na retenção de talentos.

Outro fator que deve ser levado em consideração é a participação no mercado, cada vez maior, da geração Y, que tem como uma de suas principais características o engajamento com uma causa. É fundamental que essa geração perceba sua participação nos negócios e tenha suas ideias levadas em consideração. A seguir, algumas dicas que podem ajudar na retenção dos colaboradores.

1. Estabeleça um plano de carreira para que o funcionário possa visualizar as possibilidades internas e, assim, investir no seu crescimento.
2. Crie um ambiente que possibilite ao colaborador desenvolver projetos com maior autonomia e novas competências.
3. Envolva os funcionários nos processos de decisão ou engaje-os em projetos em andamento, escutando suas sugestões de forma apreciativa.
4. Crie ações para melhorar o clima no ambiente de trabalho. Estimule a prática de esportes, promova campeonatos internos ou disponibilize áreas de lazer.
5. Crie um ambiente mais familiar, com confraternizações e happy hours, ou incentive o colaborador a contribuir com uma planta, fotos ou objetos que tornem o ambiente mais acolhedor.
6. Estimule a troca de ideias e crie oportunidades para ouvir as pessoas. Evite eventuais críticas não construtivas.

A retenção de colaboradores engajados está intimamente ligada à valorização das pessoas. Um bom começo para alinhar as expectativas é a aplicação de uma pesquisa de clima organizacional para identificar os pontos fortes e as oportunidades de melhoria. Isso criará um canal de comunicação com a alta direção e gerará material para trabalhar a própria retenção de talentos.Tornar o funcionário corresponsável no planejamento de sua carreira é a chave do engajamento

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Quer ficar mais motivado? Experimente quase ganhar algo

Posted by HWBlog em 22/10/2015

Você já deve ter ficado frustrado quando quase ganhou algo e só não conseguiu por um tris. Por outro lado, deve ter ficado com vontade de tentar de novo. Agora, o que talvez você não saiba é que esse efeito motivacional pode influenciar positivamente em outras tarefas.

Essa descoberta foi feita por Monica Wadhwa e JeeHye Christine Kim do Insead. Os pesquisadores fizeram vários experimentos para chegar à conclusão.

Entre eles, identificaram que os participantes que quase ganharam um jogo se envolveram com mais ênfase em outra tarefa subsequente.
No caso, foram estimulados a organizar cartas, o que ocorreu de 23 a 45 vezes mais rápido, se comparado com as pessoas que ganharam o jogo ou perderam por uma margem muito grande.

Em outro experimento, as pessoas correram mais que as demais para conseguir uma barra de chocolate.

O senso comum mostra que ganhar é obviamente muito mais motivador que perder. Mas, segundo os pesquisadores, quando você não ganha por muito pouco, o efeito motivacional na realização imediata de uma tarefa não relacionada com a primeira e que quase o faz perder ou até ganhar, é mais abrangente e positivo, por incrível que pareça.

Em outro experimento, eles perceberam que os participantes, após uma experiência de quase ganhar, gastaram mais dinheiro para consumir um produto que desejavam.

Porém, os pesquisadores notaram que quando o evento desencadeador era interrompido, ou seja, quando o foco era desviado, o efeito de quase ganhar era atenuado.

Esses resultados sugerem que somos muito influenciados por nossos instintos ou desejo competitivo de ganhar, caso tenhamos uma nova chance imediata e, assim, pensamos menos racionalmente na tomada de decisão de gastar ou não mais dinheiro, por exemplo.

Muitos empreendedores já sabem disso há um bom tempo e, por isso, criam eventos, competições, jogos etc. para atrair clientes sedentos por recompensas.

Em tempos de clientes escassos, talvez caiba usar os resultados desta pesquisa e da criatividade para atrair consumidores para seu empreendimento e, assim, tentar aumentar suas vendas.

Já se você é consumidor, cabe seguir o conselho antigo de respirar fundo, contar até dez e só depois tomar decisões quando percebe que está agindo por impulso. A dica parece simples e é, mas, paradoxalmente nada fácil de seguir de bate pronto.

José Dornelas

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“Fazendo burradas se aprende muito” : veja 5 dicas do brasileiro mais rico

Posted by HWBlog em 20/10/2015

Jorge_Paulo_LemannNum evento para empreendedores promovido pela Endeavor, o empresário Jorge Paulo Lemann contou um pouco sobre sua trajetória profissional e deu dicas a quem tem ou pretende abrir o próprio negócio. “Eu acho que os empreendedores é que salvarão o Brasil. Não desanimem na primeira dificuldade”, diz.

Considerado o homem mais rido do Brasil , Lemann é dono da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que possui marcas como Burger King e Heinz. No Brasil, ele é sócio da Ambev, fabricante das cervejas Brahma, Skol, Antarctica, entre outras.

Um dos pontos de sua apresentação foram os erros cometidos ao longo de sua história. “Fazendo burradas se aprende muita coisa. Pais, deixem seus filhos errarem porque isso rende aprendizados valiosos no futuro”, afirma.

Das dificuldades que enfrentou, Lemann extraiu lições que moldam seu estilo gerencial até hoje. Veja abaixo 5 lições do empresário.

1. Saiba perder e aprenda com os erros

Jogador de tênis desde os sete anos, Lemann diz que o esporte lhe ensinou que sem esforço não há resultados e que nem sempre é possível ganhar. “O tênis foi importante para eu me habituar a não ganhar sempre. Quando perdia, eu tentava analisar o que tinha dado errado e como poderia melhorar na próxima vez.”

2. Desenvolva métodos para manter o foco

De tenista e surfista do Arpoador, Lemann foi para a universidade de Harvard aos 17 e teve dificuldades para se adaptar a uma rotina de estudos. Foi ameaçado de expulsão no primeiro ano por soltar fogos no campus e percebeu que teria que se esforçar se quisesse sair de lá com um diploma.

“Tive que desenvolver métodos para focar nos estudos. Reduzia meus cursos às cinco coisas básicas que eu tinha que aprender neles e estudava seis horas por dia, além das aulas. Hoje, nas empresas, temos cinco metas básicas e cada funcionário também tem cinco metas básicas.”

3. Cerque-se de pessoas diferentes e cuide da administração

Formado e de volta ao Brasil, Lemann se juntou a amigos economistas e fundaram uma empresa financeira, que faliu em quatro anos. “Foi um baque colossal, eu tinha 26 anos, me achava o máximo e descobri que não era tão esperto ou inteligente assim. Novamente, as dificuldades me ensinaram muita coisa”, diz.

Segundo o empresário, o negócio não deu certo porque os sócios tinham perfis parecidos, todos queriam vender, mas ninguém cuidava da administração. “Aprendi que em sociedades e quando se contrata gente, não se deve escolher apenas pessoas parecidas com você, precisa diversificar. Depois disso, também passei a dar muita atenção à administração das minhas empresas.”

4. Esteja aberto a mudanças de planos

Seu próximo negócio foi uma corretora de ações, que ele comprou com sócios aos 31 anos. Mas, um mês após a aquisição, a Bolsa de Valores teve uma grande queda e o negócio de corretagem acabou. Eles viraram operadores do Tesouro Direto.

“Pretendíamos uma coisa que não deu certo, mas conseguimos outra oportunidade. Em alguns anos, éramos os maiores naquilo. A dificuldade nos obrigou a isso. O caminho nunca é uma linha reta, por isso é importante aprender com as dificuldades e procurar nelas uma oportunidade”, diz.

5. Contrate gente boa

Depois da corretora frustrada, ele fundou o banco Garantia. Foi nessa época que ele desenvolveu o sistema de atrair profissionais bons e remunerá-los bem.

“Não tínhamos dinheiro nem nome, então tínhamos que competir atraindo as melhores pessoas. Hoje em dia, esse é o ponto forte das nossas empresas. Fazemos os negócios e as compras que estamos fazendo porque temos equipe para mandar às novas empresas e introduzir nossa cultura.”

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Livros para você inovar em seu negócio e se tornar um melhor empreendedor

Posted by HWBlog em 20/10/2015

A literatura business serve muitas vezes como modelo e inspiração para os empreendedores. Com a ilustração de cases, essas histórias podem provocar reflexões definitivas e impactar na construção das ideias. 

1 – Satisfação Garantida: Delivering Happiness. Tony Hsieh, editora Thomas Nelson Inc

Em narrativa que conta a trajetória da Zappos, varejista de calçados estadunidense comprada pela Amazon por US$ 1bi, o livro retrata como a empresa buscou a diferenciação na hora de atender o cliente.

2 – Confiança Inteligente. Stephen M. R. Covey e Greg Link, editora Leya

O aumento das vendas está na transparência. É o que o autor explica neste livro que parte da confirmação de que a confiança é um importante aliado na evolução da produtividade e no bem-estar dentro das empresas. Uma leitura fortemente indicada para quem tem como diferencial o capital humano.

3 – Business Model Generation. Osterwalder, Alexander, editora Alta Books

Muitas vezes, o empreendedor não encontra o caminho ideal para diferenciar e valorizar seus produtos e serviços. Este livro servirá como um guia para gerar um modelo de negócio.

4 – O Poder do Hábito. Charles Duhigg, editora Objetiva

Criar e manter hábitos saudáveis ajudam a resolver tarefas cotidianas de forma mais prática, liberando o microempreendedor  para funções mais estratégicas. De acordo com Bruno Rodrigues,  um profissional que não se preocupa com a saúde, pode sentir mais dificuldades para chegar ao sucesso.

5 – A Loja de Tudo. Stone Brad, editora Intrínseca

O livro conta a história da Amazon e como o fundador, Jeff Bezos, buscou o sucesso e acreditou no seu projeto desde o início. “A leitura de biografias ajuda a compreender e aceitar que todos os empreendedores passam por dificuldades”, afirma Rodrigues.

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Empresas avaliam até perfil psicológico e valores pessoais para filtrar candidatos

Posted by HWBlog em 11/10/2015

Já não bastam cinco anos de experiência e inglês fluente no currículo: para acertar na escolha, os processos seletivos passaram a traçar também o perfil psicológico e até os valores pessoais dos profissionais por meio de testes e dinâmicas em grupo.

Quem se cadastra no 99jobs, que faz seleções para Microsoft e Votorantim, responde a perguntas como “Qual o seu carro dos sonhos?” e “O que você faria se ganhasse R$ 20 milhões?”.

Guilherme Hashimoto, 25, trainee da Whirlpool (dona das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid) acredita que o teste de valores foi o que o levou a ser selecionado pela organização e eliminado da disputa de outro processo do qual participava.

Apesar da “reprovação” em uma das seleções, ele defende esse tipo de exame, porque não faz sentido trabalhar em uma empresa que não tem a ver com sua personalidade, afirma.

FILTRO

Cerca de 7.500 pessoas se inscreveram no último processo seletivo da Microsoft organizado pela 99jobs. Para filtrar os candidatos, a primeira peneira aplicada não foi uma avaliação dos conhecimentos técnicos, como lógica ou idiomas, mas sim de compatibilidade de valores.

Se um candidato não se enquadrava no perfil de pessoas que gostam de interagir com clientes, ele provavelmente não passou pelo funil, exemplifica Eduardo Migliano, presidente da 99jobs.

Entender o comportamento do profissional é hoje uma prioridade das empresas, e em alguns casos chega a ter mais peso na seleção do que uma boa faculdade no currículo.

“As pessoas são demitidas por falta de habilidade comportamental, não técnica”, afirma Roseluci Mafia, professora de MBA em gestão de pessoas do Ibmec-MG.

Na empresa de recrutamento de executivos Talenses, o principal instrumento de avaliação de comportamento é o teste Disc (dominância, influência, estabilidade e conformidade). O formato é simples: diante de uma situação descrita, o candidato responde se concorda ou discorda.

O resultado é um mapa dos pontos fracos e fortes do avaliado: ele exerce bem liderança, mas se atenta pouco às regras, exemplifica Gabriel Almeida, da Talenses.

Mas mesmo os testes cognitivos, como os de lógica e de idioma, estão sendo repaginados. Manuela Silva, 24, conta que o exercício de inglês para ingressar na Votorantim foi enviar um vídeo pelo aplicativo de mensagens WhatsApp.

INTERPRETAÇÃO

Outro exame utilizado pela Talenses é o MBTI (Tipologia de Myers-Briggs) para definir o perfil psicológico do profissional. A aplicação é terceirizada pela consultoria Fellipelli, que conta com mais dez testes do tipo em seu catálogo. O preço varia de R$ 50 a R$ 500 por prova.

Segundo Adriana Fellipelli, presidente do negócio, todas as avaliações possuem embasamento científico, e por isso têm a vantagem de serem mais objetivas do que uma entrevista pessoal, que pode ser influenciada por fatores como empatia, por exemplo.

A professora Mafia, porém, discorda que a subjetividade possa ser eliminada, porque os resultados da avaliação ainda precisam de interpretação. “Um perigo que vemos no mercado são pessoas sem preparo para fazer uma análise consistente, e acabam com uma leitura rasa.”

Na consultoria de recrutamento Page Personnel, a avaliação comportamental é acompanhada por entrevista pessoal e checagem de referências. “O teste ajuda, mas não é tudo”, diz Ricardo Haag, diretor da empresa.

A professora de psicologia Acácia dos Santos, editora da revista “Avaliação Psicológica”, diz que muitos testes são importados e usados no Brasil sem validação pelo Conselho Federal de Psicologia. “Quando começamos a registrá-los no conselho, dos cem pedidos que recebemos, aprovamos apenas 30”, afirma.

Segundo Santos, o problema de um exame importado é que ele trabalha com conceitos como “liderança” que são definidos de modo diferente em cada cultura. Sem validação, não há garantia de que eles sejam compatíveis com os brasileiros, o que distorce o resultado.

DINÂMICA

As atividades em grupo estão entre as mais temidas por quem participa de um processo seletivo. Com a primeira fase de testes on-line, à distância, acaba sendo na famigerada dinâmica o momento de se provar aos olhos de avaliadores e concorrentes.

Mônica Böhme, presidente da Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos, explica que o método evoluiu de uma abordagem maniqueísta (os avaliadores aprovavam quem se comportava como eles esperavam) para uma leitura de perfil: como essa pessoa se coloca? Ela se impõe sobre os outros, interrompe? Como ela negocia?

Essas respostas servem tanto para traçar a personalidade do profissional como para confirmar o resultado dos testes de comportamento, aplicados a distância.

Entre as atividades mais comuns usadas em dinâmicas, destacam-se os estudos de caso, em que um problema relacionado ao negócio da empresa é apresentado para ser discutido em grupo. Assim, avalia-se tanto o conhecimento do profissional sobre o tema como sua postura, explica Böhme.

Tarefas mais lúdicas, como jogos de tabuleiro, também têm despertado o interesse dos empregadores.

Na seleção para o programa de trainee de 2014 da Votorantim, os candidatos tiveram que brincar com Lego.

A avaliação levou em conta quanto cada um se preocupou em ajudar um colega com uma peça que faltava, ou como negociou para obter algo que faltava para ele, diz Manuela Silva, 24, que participou da atividade e hoje é uma das coordenadoras do programa de treinamento.

Já Hashimoto resolveu inovar por conta própria. Na última etapa da disputa por uma vaga de trainee na Whirlpool, a empresa pediu a todos os concorrentes que fizessem uma apresentação de três minutos sobre si.

Em vez de exibir slides, como era esperado, ele usou camisetas, para mostrar como “vestia a camisa” do que acreditava: foi colocando, uma por cima da outra, uniformes da escola, intercâmbio, atlética da faculdade, até chegar na Whirlpool. Foi aprovado.

Fernanda Perrin

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