PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Questões básicas para saber para empreender

Posted by HWBlog em 22/05/2017

Trabalhar sendo chefe de si mesmo é o sonho de muitas pessoas ao redor do mundo, O que nem todas pessoas percebem, porém, é que as vantagens nem sempre são maiores que as dificuldades encontradas pelo caminho.

Realismo é fundamental para quem pretende essa guinada na vida, alerta o especialista Jon Levy, que escreve para o Inc. Ele cita 5 fatos que devem ser levados em consideração antes que se tome decisões drásticas. Confira:

+ Vai demorar

Ninguém se torna um empreendedor de sucesso do dia para a noite. Para isso, o especialista estima entre sete a dez anos de trabalho com quase nenhum reconhecimento, com raras exceções. “Seu empreendimento deve ser algo atrás de que você está disposto a correr” enfatiza. “Tenha certeza”.

+ Não se arrisque cedo demais

Apostar todas as fichas em um novo negócio deve ser uma ação tomada com cautela. Desistir do emprego para apostar na sua ideia pode parecer a atitude correta, mas nem sempre ter mais tempo para a sua startup no início significa maior produtividade. Tenha certeza da sua segurança antes de tomar atitudes drásticas, caso contrário, o estresse pode atrapalhar mais do que o tempo ajudaria.

+ Tenha bons contatos

Conectar-se com as pessoas corretas é essencial para fazer um negócio deslanchar. Isso vale para investidores, clientes, mídia, entre outros. Mantenha por perto as pessoas que podem ajudar sua empresa.

+ Tenha uma boa equipe

Afinidade pessoal não é o melhor critério de escolha para montar a equipe de uma empresa. A equipe de fundadores da empresa deve ser ocupada por pessoas que tenham todas as habilidades necessárias para fazê-la prosperar.

+ Otimize a produtividade

Habilidades voltadas a eficiência e produtividade são absolutamente necessárias para quem quer ser um empreendedor. Ter mais tempo não é tão importante quanto usar o tempo disponível da melhor maneira possível.

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Onde está a inovação.

Posted by HWBlog em 14/05/2017

Inovação é, desde meados da década de 1990, o Santo Graal do mundo dos negócios: todos a buscam com ferrenha dedicação. E, quando não a encontram, não se fazem de rogados – apelidam de inovador qualquer processo que tenham à mão. Com tamanha ansiedade em relação à inovação, é natural que tenha se espraiado a noção de que vivemos em uma era chacoalhada por transformações. Ante esse consenso quase absoluto, porém, levanta-se vez ou outra uma voz da resistência.

A pesquisadora Youn Hyejin, da Universidade de Oxford, é uma delas. Na pesquisa que liderou, analisando patentes americanas, ela verificou que quase metade das patentes concedidas no século 19 era para invenções de um único código – indicando que grande parte delas inauguravam campos tecnológicos. Hoje em dia, 90% das invenções têm pelo menos dois códigos, a classe e a subclasse. Ou seja, são modificações ou combinações dentro dos campos tecnológicos.

Essa constatação reforça a ideia de que as inovações do século 19 eram mais, digamos, inovadoras, por terem aberto avenidas. É um argumento forte: a vida mudou tremendamente na primeira metade do século 20, com a chegada dos carros e aviões, da luz elétrica, dos antibióticos, do rádio e, pouco depois, da televisão e da energia nuclear. Ante essa avalanche, a virada para o século 21 contrapõe basicamente os computadores e a internet: não dá nem para a saída.

Mas quem defende que nós vivemos hoje uma era de inovações sem precedentes não se intimida. Seu principal argumento é que o impacto da internet mal começou a ser sentido. Como diz Jeff Bezos, o criador da Amazon, ainda estamos no primeiro dia dessa era. Para Bill Gates, a ideia de que o ritmo de inovações está diminuindo é estúpida. Estaríamos, ao contrário, assistindo a uma aceleração estonteante das mudanças.

Segundo essa linha de raciocínio, a internet das coisas, a economia do compartilhamento, os automóveis que dispensam motoristas, a medicina genética, as próteses robóticas e, num futuro próximo, uma revolução biológica similar à da informática vão provocar transformações sociais tão grandes ou maiores que as do século passado. Gates está errado, dizem os economistas suecos Fredrik Erixon e Björn Weigel, autores de um segundo tipo de ataque ao consenso dos “tempos de mudança”. No livro The Innovation Illusion (“A ilusão da inovação”, numa tradução livre), os dois apontam que apenas duas das 30 maiores empresas alemãs foram criadas depois de 1970. Na França, a taxa é de uma em 40 e, na Europa como um todo, se você computar as 100 maiores companhias, nenhuma foi criada há menos de 40 anos.

Um terceiro ataque contra a suposta ilusão de inovação é o recém-lançado livro do economista e filósofo americano Tyler Cowen, professor da George Madison University e autor do badalado blog de economia Marginal Revolution, além de colunista do jornal The New York Times.

O ataque de Cowen é mais abrangente e de certa forma mais filosófico, englobando um paradoxo apresentado logo em seu título: The Complacent Class – The Self-Defeating Quest for the American Dream (“A classe complacente – a busca auto-derrotada do sonho americano”, numa tradução livre).

A febre das startups é ilusória

O paradoxo em que Cowen se baseia não é de todo novo. Trata-se da ideia de que o sucesso traz um embrião do fracasso. Se você for afeito a misticismos orientais, pode encarar isso como a eterna dança entre yin e yang, as forças opostas e complementares que engendram tudo no universo. Se for mais ligado ao materialismo, pode considerar que é o fenômeno da reversão à média: estatisticamente, a variação para um estado positivo tende a ser compensada, no futuro, por uma variação rumo a um estado negativo.

No caso da economia americana – que em vários níveis contamina a economia mundial –, o enriquecimento da sociedade produziu, segundo a análise de Cowen, uma renitente estagnação. A “classe complacente” é um termo que ele criou para definir o crescente número de pessoas que “aceitam, recebem e até promovem a resistência a coisas novas, diferentes ou desafiadoras”.

Para Cowen, o fenômeno da estagnação (o oposto da inovação e das mudanças) não se dá apenas no mundo dos negócios. Os americanos de hoje mudam menos de emprego, mudam menos de cidade, saem menos de casa, interagem menos com pessoas diferentes de si mesmas, brigam e se revoltam menos, tomam mais antidepressivos.

Não é um fenômeno inteiramente negativo. Ele responde, diz o autor, pela redução nas taxas de criminalidade, por exemplo. Mas é um fenômeno que pode limitar as oportunidades de progresso.

Ao contrário da percepção popular, revela Cowen, os Estados Unidos não vivem uma explosão de startups. O número de novas empresas, em relação ao número total de companhias, vem caindo no país desde os anos 90: eram entre 12% e 13% nos anos 80, são de 7% a 8% hoje, segundo uma estimativa.

Esse declínio perpassa quase todos os setores da economia. A impressão de que nós vivemos uma febre de empreendedorismo surge, diz Cowen, do fato de que muitas das novas empresas são orientadas para o consumo, como Airbnb e Uber, e por isso ganham muita atenção.

As empresas com menos de cinco anos de vida respondiam por 18,9% dos empregos americanos nos anos 80, hoje respondem por 13,5%, uma queda de quase 30%. De acordo com John Lettieri, da ONG Economic Innovation Group, voltada a promover o empreendedorismo, os millennials rumam para se tornar a geração menos empreendedora da história recente.

Em média, as empresas mais velhas estão tomando o lugar das mais novas. Não apenas por sobreviver mais tempo, mas pela crescente consolidação nos diversos mercados.Em 1992, de acordo com um estudo do Deutsche Bank, as quatro maiores empresas de cada setor controlavam mais da metade do mercado total em 30% dos casos. Em 2007, a taxa havia subido para 40%.

Em parte, a consolidação é fruto da transformação do país. O enriquecimento levou a economia da indústria para os serviços. Com isso, o valor de bens intangíveis passou de menos de 20% do total das grandes empresas, na década de 70, para mais de 80% agora. Isso significa que marcas valem mais do que máquinas, patentes valem mais do que fábricas, reputação conta mais do que imóveis.

Ocorre que os bens intangíveis são mais difíceis de construir. A confiança requer tempo, além de investimentos em propaganda e marketing. Daí que as companhias tendem a preferir comprar outras, já estabelecidas, em vez de arriscar novas ideias ou novas linhas de produto.

De novo, como diz Cowen, o ambiente favorece a busca da estabilidade. O sucesso traz estagnação. E as companhias vão engolindo umas às outras e se tornando mais gigantescas.

Um novo tipo de segregação

Cowen cita o estudo da socióloga Corina Graif, que analisou o que aconteceu com 711 famílias obrigadas a se mudar depois que o furacão Katrina arrasou Nova Orleans, em 2005. Em suas novas casas, a renda dessas famílias subiu em média 4.400 dólares por ano e a taxa de pobreza caiu de 26% para 22%. Esse tipo de movimentação era típica nos Estados Unidos, mas está diminuindo. A segregação racial encontra-se praticamente eliminada, mas foi substituída por uma segregação econômica, promovida por pessoas que em geral detestam a ideia de segregação.“No final das contas, muitos residentes de Park Slope, no Brooklyn, ou Ann Arbor, no Michigan, são moralmente opostos à segregação e ficariam horrorizados se você a apontasse em suas vizinhanças, mas o processo continua e até se intensifica”, escreve Cowen.

Funciona assim: os negros não são impedidos de morar em algum lugar específico, mas os residentes dos locais mais elitizados, preocupados em garantir bons ambientes e especialmente boas escolas para seus filhos, aprovam regras estritas de construção e uso da terra, às vezes até limitações de infra-estrutura, que repelem novos moradores.

Não é algo distinto do que ocorre nas grandes cidades brasileiras. Pense nas ruas fechadas e arborizadas, até nas modificações de vias para proteger regiões residenciais. Ninguém quer segregar, mas pouquíssima gente das classes mais abastadas aceita uma “favelização”, ou poria seus filhos em escolas com muitas crianças vindas de lares problemáticos.Esse processo natural (baseado no instinto de proteção dos seus familiares) eleva os preços dos terrenos nas vizinhanças mais privilegiadas e toma o lugar da segregação oficial, diz Cowen.

As estatísticas até mostram um aumento de miscigenação nos Estados Unidos, mas ela se dá primordialmente entre asiáticos, latinos e negros. O aluno negro médio no país estuda num colégio que tem apenas 8,3% de brancos (e cerca de 10% de asiáticos e 10% de latinos).

A falta de mobilidade geográfica é apenas um dos elementos da tendência à formação de bolhas. Nas redes sociais, as pessoas encontram, curtem e seguem pessoas que pensam igual a elas.

No trabalho, a ascensão das mulheres criou um efeito colateral perverso. Antes, era comum que homens bem-sucedidos se casassem com secretárias ou assistentes, um impulso para a mistura de classes. Hoje, os encontros amorosos se dão majoritariamente entre homens e mulheres da mesma classe educacional e socioeconômica. Quando esses encontros não acontecem no trabalho ou nas universidades, há agora uma indústria do acasalamento online para que os iguais se unam.

Um recente estudo mostrou que decisões pessoais, como a escolha do par romântico, a entrada das mulheres no mercado de trabalho e uma taxa de divórcio menor entre os casais mais ricos, respondem por um terço no aumento da desigualdade de renda nos EUA entre 1960 e 2005.

Os problemas da riqueza

Todas essas tendências se combinam, de acordo com Cowen, num decréscimo de inovação. Em relação à quantidade de pessoas no mercado de trabalho, o número de patentes tríplices (requeridas nos Estados Unidos, na Europa e no Japão) caiu 25% em relação a 1999.

Se levarmos em conta que as empresas hoje patenteiam coisas como a compra com um único clique ou o movimento do dedo para ativar o smartphone, essa queda se revela ainda mais expressiva – mesmo sem entrar no mérito das patentes de classe ou subclasse, discutidas no início do texto.

Em 2013, a indústria automobilística registrou 4.275 patentes, de acordo com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, a maior parte delas para atender novas regulamentações contra a poluição. São inovações, sem dúvida, e os carros de hoje são mais rápidos, mais confortáveis, mais econômicos, mais seguros. Mas são carros, pouco diferentes dos primeiros automóveis.E andam cada vez mais devagar nas grandes cidades, desde os anos 70, graças ao trânsito lento.

A falta de transformações radicais pode ser encontrada na própria história da criação de grandes fortunas. Não é que os Estados Unidos não produzam mais exemplos de gente extraordinariamente rica. Estão aí Travis Kalanick, do Uber, e Mark Zuckerberg, do Facebook, para provar.

Mas nenhum dos dois tem a típica história do começo do século 20, de sair do nada para a fortuna – como por exemplo Jack Ma, fundador do Alibaba, na China, que mal tinha o que comer na infância. Tanto Zuckerberg como Kalanick já eram da classe média alta. Mas será isso evidência de falta de transformação ou de diminuição da pobreza?

De certa forma, os problemas que Cowen aponta não são exatamente problemas. Ou melhor, são problemas – mas do tipo que todo mundo quer ter. Os protestos do Occupy Wall Street são burocráticos e voltados para ganhar atenção na mídia indicam uma estranha complacência com o sistema que combatem, está certo, mas isso é bem melhor que as revoltas violentas dos anos 60 e 70.

Até o código de vestimentas casual é para ele um motivo de alerta: quanto menos estrito o código de roupa, mais difícil é se encaixar, diz ele, porque as diferenças não estão mais na aparência. “Uma cultura do casual é uma cultura das pessoas que já atingiram algo e podem prová-lo. É uma cultura do estático e do estabelecido”, diz.Mas é também uma cultura mais maleável, que permite a possibilidade de inclusão pela via da diferença.

O alerta de Cowen é bem fundamentado e válido: há inúmeros riscos no sucesso, especialmente a formação de bolhas de pensamento e o aumento da desigualdade.

Quanto à estagnação, provavelmente teremos de esperar alguns anos para saber quem está certo. Se vingarem os carros autônomos, a inteligência artificial, a internet das coisas, a biogenética e outras promessas, é possível que a classe complacente se revele ter sido apenas uma classe que estava tomando fôlego para um novo salto.

David Cohen

The Complacent Class: The Self-Defeating

Quest for the American Dream

Autor: Tyler Cowen

Editora: St. Martin’s Press

Páginas: 256

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