PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Archive for the ‘Empresas’ Category

A onda bilionária dos coworkings

Posted by HWBlog em 31/03/2017

O edifício Brazilian Financial Center, que ocupa o número 1.374 da Avenida Paulista, em São Paulo, abrigou por anos executivos do antigo banco Real. Em breve, empreendedores de startups deverão lotar dois andares do prédio. Pelo menos é isso que a empresa americana WeWork espera. A maior companhia mundial de coworking (os espaços compartilhados de trabalho) abrirá as portas de seu primeiro escritório no Brasil no dia 1º de julho. No espaço de 13.700 metros, as pessoas pagarão um preço para alugar uma mesa ou escritório, trabalhar e trocar ideias com os vizinhos.

Com um design inspirado na Semana de Arte Moderna de 1922 e uma cafeteria com café, chá e cerveja disponível o dia todo, a WeWork espera preencher rapidamente as 800 estações de trabalho que estarão disponíveis. “A WeWork Paulista pode acomodar um freelancer, uma pequena empresa que precisa de um escritório privado de 10 pessoas, ou uma empresa global que precisa de um escritório privado para mais de 100 pessoas”, diz Lucas Mendes, gerente geral da WeWork no Brasil.

Não é só a gigante americana que está interessada em ocupar prédios Brasil afora. A holandesa Spaces inaugurará em maio seu primeiro espaço, de 5.000 metros, no bairro Vila Madalena. A Spaces é uma das empresas do International Work Group. O grupo é dono da empresa de escritórios compartilhados Regus, no Brasil há 23 anos.

“O coworking é uma tendência. A Regus tem escritórios mais tradicionais, mas há um grande público que busca escritórios compartilhados, no modelo coworking. Acreditamos que há um grande potencial para a Spaces no Brasil. A meta é ter pelo menos 15 unidades no país até 2020, uma em cada grande cidade”, diz Tiago Alves, presidente da Regus no Brasil.

A chegada dos grandes

O mercado de coworking no Brasil, e no restante do mundo, ainda é relativamente novo. A Spaces foi fundada em 2006, a WeWork em 2010. Por aqui, os primeiros espaços nos moldes dessas empresas começaram a aparecer em 2010. Desde 2013, o número dos coworkings passou de 73 para mais de 400.

A chegada das duas grandes companhias representa a sofisticação do mercado. As pequenas empresas ainda dominam o setor – cada coworking tem uma média de 42 posições de trabalho (menos de 1.000 metros quadrados). Mas há cada vez mais empresas com grandes espaços para locação. O exemplo mais antigo no país é o Cubo, coworking do Banco Itaú, inaugurado em 2015, com 5.000 metros quadrados.

Nos últimos anos algumas empresas brasileiras ganharam mercado. A curitibana Nex, fundada em 2011, tem atualmente dois espaços. O primeiro, de 2.000 metros, fica em Curitiba e o segundo, com 2.500 metros, foi aberto em agosto do ano passado no Rio de Janeiro. Somando as duas unidades, a empresa tem 535 posições de trabalho. Para financiar sua expansão, a Nex já recebeu dois aportes, que foram liderados pelo empresário paranaense Wilson De Lara, ex-sócio da empresa de logística ALL, e totalizaram 11 milhões de reais.

Neste ano, a Nex planeja abrir mais dois coworkings e para 2018 o plano é abrir mais quatro. “A gente tem empreendedores, pequenas empresas e também grandes empresas, como a Renault, que alugaram um espaço para tirar seus funcionários do ambiente corporativo tradicional e trazê-los para mais perto da inovação”, afirma André Pegorer, fundador da Nex.

Além de dois espaços em São Paulo, a empresa de coworkings Plug abriu um escritório em Boston para atrair tanto startups americanas interessadas no Brasil, quanto brasileiros que estão iniciando suas operações nos Estados Unidos. “Nosso foco é inovação e hoje temos até fila de espera de pessoas interessados em entrar para a Plug”, diz Jorge Pacheco, um dos fundadores da Plug.

O fim dos pequenos?

A expansão das estrangeiras e o crescimento das companhias brasileiras vem deixando claro uma nova dinâmica: neste mercado, ou a empresa é grande e ganha com escala, ou é de nicho, para um público muito específico. Quem ficar no meio do caminho terá dificuldades.

“A gente não olha espaços menores de 1.500 metros, porque sabe que não vai ser algo viável”, diz um dono de coworking. Além disso, quanto mais endereços, maior a capacidade de investir em tecnologia – como internet de alta velocidade. A margem de lucro da WeWork hoje é de 43%. Para as brasileiras, é de cerca de 20%.

Coworkings pequenos também acabam deixando de entregar um dos principais objetivos do espaço: a conexão com outras empresas e investidores. “A maioria dos espaços promete algo que não consegue entregar: o relacionamento com empresas e investidores”, diz um empreendedor que já passou por cinco espaços diferentes.

A falta de privacidade também é tida como um problema conforme as empresas vão crescendo. O custo é outro. Em média, o aluguel de uma estação de trabalho em um coworking custa 600 reais por pessoa. A conta só faz sentido em empresas menores. “O coworking resolve um problema muito importante no começo da empresa. Ter escritório, internet e energia custa caro e é algo burocrático para uma empresa que está começando. Mas o coworking só vale a pena quando se tem um time pequeno, de três ou quatro pessoas. Acima disso acaba não compensando. Sai mais caro”, afirma Igor Marchesini, presidente da empresa de pagamentos SumUp, que utilizou espaços de coworking em 2013.

Na WeWork da Avenida Paulista, o preço mínimo será de 900 reais. Criada por um israelita e um norte-americano em 2010, a WeWork atualmente é a oitava startup mais valiosa do mundo, segundo o jornal americano Wall Street Journal, com valor estimado em 17,2 bilhões de dólares. A companhia tem cerca de 160 endereços em países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Israel, Índia, Coreia do Sul e China. Em 2016 a WeWork conseguiu dobrar o número de membros, que chegou a 80.000.

A ambição da WeWork é ter mais de cinco milhões de metros quadrados em espaços de trabalho compartilhado até 2018. Para 2017 a companhia estima que seu faturamento deve chegar a 1 bilhão de dólares. Segundo Informações , o plano é lançar mais um escritório em São Paulo e um no Rio de Janeiro ainda este ano.

Fundada em 2006, a holandesa Spaces foi adquirida pela Regus em 2015. A empresa tem hoje 16 coworkings ao redor do mundo em locais como Amsterdã, Londres, Nova York, Melbourne e Sydney. Além do Brasil, estão previstas mais 28 inaugurações de espaços ainda este ano.

“A WeWork tem uma estratégia super agressiva, já andaram abordando alguns clientes meus. É claro que muita gente vai pro WeWork. É o lado negativo. Por outro lado, vão tornar o coworking mais conhecido, mais popular e isso é bom para todo o mercado”, diz Pacheco, da Plug.

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O jeito Google de ser

Posted by HWBlog em 14/06/2015

google 05Fundado há 17 anos por dois estudantes da Universidade Stanford — Larry Page, de 42 anos, e Sergey Brin, de 41, o Google é um símbolo indiscutível de inovação, sucesso e liderança. A empresa tem hoje cerca de 50.000 funcionários espalhados por mais de 40 países e faturou 55 bilhões de dólares em 2014.

No livro Como o Google Funciona, o diretor de comunicação da companhia, Alan Eagle, juntou depoimentos exclusivos de Eric Schmidt (CEO entre 2001 e 2011) e Jonathan Rosenberg (ex-vice-presidente responsável por produtos como Gmail, Android e Chrome). O resultado é uma imersão no mundo do Google e nas suas práticas de gestão, numa época de rápidas mudanças tecnológicas.

Veja as recomendações:

Faça planos de curto prazo

Em 2011, quando entrou para o Google, Jonathan Rosenberg criou um plano de negócios que indicava quais produtos a empresa lançaria ao longo dos próximos dois anos. Havia várias etapas bem definidas de desenvolvimento, revisão e aprovação. Rosenberg estava certo de que deveria trazer esse tipo de disciplina para o Google. “Era uma obra-prima do pensamento tradicional”, escrevem os autores do livro.

Acontece que Larry Page detestou. “Você já viu algum cronograma ser cumprido à risca? Suas equipes já entregaram produtos melhores do que os que estavam no papel?”, perguntou ele. “Qual é o sentido de ter um plano? Ele está nos atrasando.” Na era da internet, dizem os autores, as empresas devem ser constituídas sobre um forte conjunto de princípios estratégicos, e não sobre um plano inflexível aprendido em MBAs ultrapassados.

Atualmente, dois anos é um prazo em que muita coisa pode mudar no mundo dos negócios. Desde sempre, a solução encontrada pelos engenheiros do Google foi fazer experimentações. Com a popularização da computação em nuvem e das impressoras 3D, pequenas equipes podem criar produtos e serviços fabulosos e distribuí-los com custos baixíssimos.

Também ficou mais fácil testar protótipos com um conjunto limitado de clientes, medir exatamente o que dá certo e o que não funciona e, se necessário, começar de novo. “Você pode ter um plano, mas ele vai mudar, provavelmente muito”, afirma Schmidt.

Priorize a qualidade

Fazer experimentações não significa entregar produtos me­díocres. Antigamente, as empresas podiam dedicar 30% do tempo para a construção de um produto ou serviço e 70% para divulgá-lo. Os autores discorrem sobre as empresas que estabeleceram seus negócios no período pré-internet, quando havia escassez de informações, de distribuição e de opções — todos eles fatores abundantes nos dias de hoje.

“Para garantir uma boa margem de lucro, bastava criar um produto decente, controlar a divulgação com um grande orçamento de marketing e limitar as opções do consumidor usando a força da distribuição”, diz Rosenberg. Agora a regra se inverteu — os clientes têm acesso a um mundo de opções, informações e opiniões.

Na prática, fica complicado para uma empresa infame sobreviver por muito tempo, independentemente de sua verba de comunicação. Por outro lado, é fácil para um negócio novo, de alta qualidade, ganhar espaço baseado no boca a boca. O livro cita um estudo feito pela Universidade Harvard sobre o impacto do Yelp (uma espécie de Apontador americano) no faturamento dos restaurantes.

As avaliações positivas dos clientes fizeram o movimento dos estabelecimentos independentes aumentar proporcionalmente mais do que as vendas das grandes redes de alimentação. O próprio Google tem exemplos de produtos que não fizeram sucesso entre os usuários, ainda que tivessem à disposição os poderosos canais de marketing da companhia.

“Não eram bons o suficiente”, diz Rosenberg. Entre os projetos encerrados está o iGoogle, ferramenta que permitia criar páginas personalizadas com notícias e fotos, e o Wave, que juntava recursos de mensagens instantâneas e de rede social com a missão declarada de matar os e-mails.

Simplifique os processos

A maioria dos processos em vigor nas empresas foi projetada muitas décadas atrás, numa época em que erros custavam caro e apenas os executivos mais importantes tinham acesso a informações estratégicas. O objetivo era diminuir os riscos e concentrar as decisões no alto escalão.

“No mundo de hoje, isso quer dizer que, no exato momento em que as empresas precisam acelerar, a hierarquia trabalha contra elas”, diz Eagle. Do ponto de vista organizacional, o Google se parece muito com outras corporações de dimensões semelhantes.

Há uma estrutura de comando que gerencia várias divisões. A diferença é que o Google estabeleceu parâmetros para não deixar o organograma engessar o dia a dia. Um deles é a “regra dos sete”. Em algumas empresas, ela significa que os gerentes podem ter, no máximo, sete subordinados diretos.

A versão do Google sugere que os gestores tenham um mínimo de sete subordinados. Com muita gente para administrar (de 15 a 20 pessoas, em média), o gerente não tem tempo para se envolver com os detalhes de cada tarefa e dá mais liberdade aos funcionários.

O Google também desestimula a criação de protocolos ou etapas de aprovação, a não ser que existam razões comerciais muito fortes. Há alguns anos, numa reunião semanal da diretoria, os funcionários apresentavam os testes de um novo recurso para a reprodução de vídeos em alta definição no YouTube.

Os testes iam bem. Tão bem que o ex-presidente do YouTube Salar Kamangar perguntou se havia algum motivo para a tecnologia não ser lançada imediatamente. “O cronograma diz que ainda não deve ser lançada para que possamos fazer novos testes e garantir que funcione”, respondeu alguém. Kamangar retrucou: “Certo, mas, fora o cronograma, há algum bom motivo que nos impeça de lançar agora?”

Ninguém conseguiu pensar numa razão, e o YouTube em alta definição foi inaugurado no dia seguinte. “Nada explodiu, nada quebrou e milhões de usuários felizes foram beneficiados com semanas de antecedência pelo comprometimento de um homem em dizer sim”, conta Eagle.

Contrate executores

Certa vez, Schmidt perguntou ao investidor Warren Buffett o que ele procura quando prospecta determinadas empresas. “Líderes que não precisam de mim”, foi a resposta. “As equipes internas funcionam de forma semelhante”, afirma Schmidt. “Você deve investir em pessoas que farão o que acham ser o certo, quer recebam permissão para isso ou não.” Em outras palavras, é preferível que uma empresa tenha funcionários que façam as coisas acontecer, mesmo que seja errando.

A esse perfil, os autores dão o nome de “criativos inteligentes”. Eles são intelectualmente versáteis ao combinar habilidades técnicas com tino comercial e talento criativo. No Google, a preferência é por quem seja formado em engenharia, computação e análise de sistemas — não importa o cargo ou a função. Faz sentido: o coração da empresa é baseado em tecnologia.

Schmidt conta no livro que Page e Brin vetaram sua primeira tentativa de contratar a economista Sheryl Sandberg, atual diretora de operações do Facebook, por ela não ser engenheira. À medida que o Google cresceu, os fundadores cederam nessa predileção, mas apenas um pouco.

Atualmente, cerca de metade dos funcionários precisa ter conhecimento técnico suficiente para colocar a mão na massa — ou seja, programar e aperfeiçoar seus produtos. É a materialização do perfil de profissional que o pai das teorias modernas da administração, Peter Drucker, enxergava quando cunhou a expressão “trabalhador do conhecimento”, 40 anos atrás.

Para Drucker, todo funcionário de uma empresa seria também um executivo, com a responsabilidade de tomar decisões com impacto no resultado do negócio. No livro, Schmidt sugere uma forma intuitiva de medir o “viés de ação” de qualquer empresa. “Durante uma reunião de diretoria, observe se pelo menos metade das pessoas ali presentes é especialista ou responsável direto pelo desenvolvimento dos produtos e serviços”, diz ele

“Componentes acessórios, como os departamentos de finanças, RH e jurídico, são fundamentais para o sucesso de um negócio, mas não devem dominar as conversas.” A propósito: Sheryl acabou passando mais de seis anos muito bem-sucedidos na área comercial do Google.

Crie ambiente colaborativos

Os escritórios do Google são projetados para facilitar a livre circulação de ideias — não o isolamento e o status. Na maioria das empresas, quanto mais alguém sobe na hierarquia, mais espaço e silêncio tem. No Google, do estagiário ao presidente, todos ficam amontoados em salões abertos e barulhentos. O resultado costuma ser uma relação de trabalho mais integrada e produtiva.

Outra vantagem é acabar com a inveja por causa das instalações. Quando ninguém tem uma sala particular, ninguém reclama disso, dizem os autores. É claro que os funcionários devem ter a opção de se retirar para um lugar sossegado quando precisam de privacidade. Mas, quando voltam para suas mesas, eles devem estar cercados por seus colegas.

“Seja sovina com coisas que não importam, como a mobília chique, mas seja muito generoso em mimar os funcionários com recursos e tecnologias necessárias ao trabalho em equipe”, diz Eagle. “Investimos em nossos escritórios porque queremos que as pessoas trabalhem lá, não em casa.”

Quando assumiu a presidência do Yahoo! em 2013, Marissa Mayer, até então executiva do Google, levou essa cultura para lá. Logo nos primeiros meses, ordenou que todos os funcionários que trabalhavam a distância voltassem a frequentar o escritório todos os dias. “Muitas de nossas melhores decisões nascem da troca casual de ideias no corredor”, disse ela.

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3 maneiras de (eficientemente) perder o controle de sua marca

Posted by HWBlog em 04/10/2013

Os dias são passado (se é que existiram) quando uma pessoa, empresa ou marca podia controlar rigorosamente sua reputação – conversas e opiniões on-line significam que, se você é relevante, haverá uma conversa constante e livre  acontecendo sobre você, e que você não tem controle sobre isso.

Tim Leberecht oferece três grandes ideias para aceitar essa perda de controle, e até se preparar para isso — e utilizar isso como impulso para renovar o compromisso com seus valores.

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O que constrói (e destrói) a reputação de uma empresa?

Posted by HWBlog em 02/10/2013

empresa 01Conheça os processos que protegem a reputação da sua empresa e saiba como agir em casos de crise para revertê-la e até usá-la para melhorar a imagem da sua empresa.

Não é nenhuma novidade o fato de que é muito difícil e demorado construir uma reputação e ao mesmo tempo muito fácil e rápido destruí-la. Dependendo da atividade em que se está inserido, essa vulnerabilidade é ainda maior. Na área de alimentos, por exemplo, basta surgir um boato de que algo estranho foi encontrado em determinado produto para aniquilar completamente o negócio. Sendo assim, alguns cuidados básicos devem ser tomados para a construção e a proteção da reputação de um negócio.

O primeiro item está associado à qualidade dos produtos e serviços. Como qualidade, entende-se, além do básico e óbvio já conhecido, transparência e consistência. Nesse caso, transparência significa mostrar de forma clara para o cliente que tipo de produto ou serviço ele receberá e consistência, entregar sempre aquilo que ele está esperando. Isso não minimiza, claro, a importância de surpreender o cliente, mas, pior do que não surpreendê-lo, é decepcioná-lo.

Embora essas afirmações pareçam óbvias, para conseguir trilhar esse caminho o empreendedor deverá se preocupar constantemente com os processos – os quais podem ser divididos em três pilares: Gente, Excelência e Crescimento das vendas. Todos eles tendo em vista uma preocupação extrema com a qualidade. Ou seja, se estamos preocupados com pessoas (retenção, qualidade de vida, clima organizacional, entre outros) não podemos considerar treinamentos que impactarão decisivamente na qualidade da entrega. Da mesma forma, ainda que todos almejem o crescimento das empresas, o mesmo jamais poderá acontecer se for em sacrifício da qualidade. E, finalmente, a excelência deve ser uma obsessão dos empreendedores que querem chegar ao topo.

Mesmo assim, qualquer empresa ainda está sujeita a sofrer um problema de qualidade ou boatos que se tornem públicos e coloquem em risco sua reputação e, como consequência, seu negócio. Para gerenciar esse tipo de crise, algumas ações são fundamentais: Em primeiro lugar, deve-se criar imediatamente um pequeno comitê de crise, formado pelos principais envolvidos no assunto, incluindo o presidente da empresa e se possível algum assessor de comunicação. A partir desse comitê, deve-se verificar o que aconteceu, que ações foram e serão tomadas para resolver o assunto e definir a comunicação a fazer com os clientes ou imprensa, se for o caso. Sobre a imprensa, é importante destacar que esta nunca deve ser ignorada ou ficar sem resposta para questionamentos relativos a um eventual problema. Frases como “nada a declarar” são arrogantes e dão margem para a presunção de que a empresa está errada ou não sabe como resolver seus problemas ou está escondendo algo ou qualquer outra coisa que se possa imaginar. Embora, como disse anteriormente, uma crise de imagem seja capaz de destruir um negócio, uma boa gestão de crise pode reverter completamente um quadro negativo ou, dependendo do caso, até melhorar a imagem do seu negócio.

Por fim, se você ainda não sofreu alguma crise desse tipo, nem mesmo pequena, esteja ciente de que ou o seu negócio está de parabéns por seus processos ou um dia ainda passará por isso ou – o que é a pior alternativa – já passou, mas você não ficou sabendo.

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13 sinais mostram como o império de Eike Batista se desfaz

Posted by HWBlog em 26/06/2013

eike batista 4A cada dia, desde o início do ano, uma nova informação sobre as empresas X chega ao mercado de maneira indigesta

X de preocupações

O Eike Batista é um dos poucos empresários “estrelas” do país, admirado e questionado sobre seus negócios, investimentos e fortuna bilionária acumulada ao longo de anos, fato que o coloca em evidência na mídia. Porém, desde o início deste ano, o empresário não tem saído dos holofotes por outro motivo: a preocupação com o futuro das empresas X.

O grupo EBX do empresário enfrenta uma reestruturação que inclui demissão de pessoas, revisão de projetos, venda de ativos e participações – sinais que fazem com que investidores coloquem em xeque a capacidade do império X superar a crise de confiança e a queda livre das ações. A estimativa é que as dívidas das empresas de Eike ultrapasse 10 bilhões de reais, enquanto os papéis da OGX seguem em queda de 66% de 25 de março a 25 de junho.

Veja, a seguir, alguns dos motivos que acabaram por colocar o império X em xeque.

Parceria com o BTG

Em março, a EBX fechou uma parceria com o banco BTG, de André Esteves, por meio do qual o BTG fará aconselhamento financeiro, avaliará linhas de crédito e poderá fazer futuros investimentos de capital de longo prazo em projetos do grupo.
O acordo não implica exclusividade do BTG Pactual na prestação de serviços financeiros para o EBX e a remuneração do banco de investimentos será calculada com base no desempenho das companhias do conglomerado

Redesenho da EBX

Redesenhar o grupo, reavaliar projetos e analisar o quadro de funcionários faz parte da missão da reestruturação da dívida do grupo EBX. Apenas no início deste mês, 50 funcionários de uma diretoria inteira, a de Sustentabilidade, criada há três anos, foram demitidos. Outras áreas, como tesouraria, jurídico e suprimentos, também sofreram demissões.
Na última quinta, Eike informou que a reestruturação da dívida do grupo havia sido concluída. Segundo o comunicado, existem “tão somente dívidas com vencimento de longo prazo, em clara evidência ao elevado comprometimento do Grupo EBX para com as obrigações perante os seus stakeholders”.

MMX em negociação

Na noite de segunda-feira, o empresário Eike Batista admitiu, em comunicado, o que há muito se especulava no mercado: ele realmente está tentando negociar a venda de ativos ou parte da sociedade de sua mineradora, a MMX. O grupo estaria negociando o Porto Sudeste para a Glencore Xstrata, segundo informações da coluna Lauro Jardim, de Veja.
De acordo com a nota, o empresário teria jantado com Ivan Glasenber, CEO da Glencore, e alguns executivos da compradora interessada estiveram ontem no porto para avaliar o negócio, que seria fechado em parceria com o BTG. A Folha de S.Paulo informou ontem que a holandesa Trafigura também entrou na disputa por ativos ou uma fatia da mineradora

Projetos adiados

Em meio a tantas mudanças, grandes projetos das empresas X têm sido adiados. Um deles é o da Mina de Serra Azul, de Minas Gerais, um dos principais projetos da MMX, que teria início em 2014 e acabou sendo empurrado para 2017, segundo informações da coluna de Lauro Jardim
Em resposta, a empresa não comenta o assunto e afirma que “em nenhum momento informou prazos bem como novas datas para a implantação do projeto”.
Segundo a Folha de S. Paulo, tanto a holandesa, quanto a Glencore, já estariam na fase de “due dilligence” da MMX, ou seja, uma auditoria detalhada de suas contas

Cortes na OSX

Desde o início do ano, a OSX, responsável pela construção do estaleiro no Porto do Açu, em São João da Barra, passa por uma reestruturação com o intuito de trazer mais rentabilidade à companhia. Mais de 300 funcionários diretos e indiretos foram, desde então, demitidos da empresa para reduzir gastos e adequar o quadro às necessidades de operação.
Os planos, antes baseados na necessidade de 48 plataformas de petróleo até 2020, foram desacelerados. A OSX decidiu adiar a construção de seu estaleiro no porto de Açu e só seguirá adiante com a obra se houver novas encomendas – fatores que acabaram por desagradar os investidores.

Possível calote

Para piorar um pouco mais a situação, nesta semana uma matéria publicada na Folha de São Paulo afirma que o estaleiro do empresário teria dado um calote de cerca de 500 milhões de reais à construtora Acciona, uma de suas principais fornecedoras. A matéria afirma que as obras estão quase abandonadas, mas a empresa rebateu a informação, afirmando que nada foi nem será paralisado.
De acordo com o jornal, a dívida da empresa com fornecedores é de 724 milhões de reais e os débitos bancários, que vencem nos próximos 12 meses, são de quase 2 bilhões de reais.

IMX na mesa

A empresa de entretenimento de Eike, que reúne negócios como a franquia do Cirque de Soleil no Brasil, UFC e ainda detém metade do Rock in Rio, estaria à venda, segundo informações antecipadas de Lauro Jardim, da Veja. A IMX teria colocado parte de suas ações à venda por estimados 500 milhões de reais, o equivalente ao valor de mercado da sua concorrente, Time For Fun. Um dos interessados seria a A.R Live, empresa do ramo recém-criada pelo empresário de Luan Santana, Anderson Ricardo
Isoladamente, os negócios da IMX prosperam. A empresa faz parte do consórcio vencedor da licitação para concessão do Maracanã por 35 anos. Apesar disso, o atual cenário dificulta – e muito – os planos de abertura de capital da companhia em um futuro próximo

Ativos à venda

Para aumentar a liquidez de suas empresas, uma das alternativas foi colocar à venda alguns de seus ativos. O tradicional Hotel Glória, na capital carioca, foi um deles. Inaugurado em 1922, o hotel foi comprado em 2008 pelo REX, braço do setor imobiliário do grupo, e agora estaria à venda por 80 milhões de reais.
O BTG Pactual estaria ainda propondo a venda do porto do Açu a algumas empresas, segundo informações divulgadas na coluna Radar, de Lauro Jardim. A informação foi negada pela EBX, mas o blog reforçou sua publicação após a divulgação do posicionamento oficial da holding de Eike Batista. Além de refutar a venda, a LLX divulgou cronograma de operação do porto, com início marcado para este ano.
O empresário Eike Batista ainda tenta vender ativos de carvão da CCX e de ouro da AUX, além de participação na produtora de minério de ferro MMX.

Ativos vendidos

Em maio, com a finalidade de levantar caixa, a OGX vendeu 40% de participação nos blocos BM-C-39 e BM-C-40 , o Campo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, para a Petronas por 850 milhões de dólares. A Petronas, segundo comicado da empresa, ainda conseguiu o direito a opção de comprar 5% do capital total da OGX de Eike Batista a um preço de 6,30 reais por ação
No mesmo mês, o bilionário teria colocado um de seus jatos à venda: o modelo Legacy 600, da Embraer, por um preço estimado de US$ 14 milhões. Encomendado por Eike em 2006, a aeronave foi entregue pela Embraer dois anos depois. A queda do preço das ações das empresas X listadas fizeram com que o patrimônio do empresário estimado pela Bloomberg caísse a ponto do empresário sair da lista dos 200 mais ricos do mundo.

CCX: OPA adiada

No último dia 20, Eike desistiu de fechar o capital da CCX, empresa colombiana de carvão controlada por ele, por conta das condições desfavoráveis do mercado. O fato desagradou os investidores e as ações da companhia, que perderam 36,72% de seu valor após o anúncio. Com a operação, os acionistas colocariam todos as ações a venda e em troca receberiam ações da MMX, OGX, da elétrica MPX, LLX e da OSX, todas controladas por Batista.

OGX é rebaixada

Em junho, a agência de classificação de risco Fitch cortou a nota de crédito de longo prazo em moeda estrangeira da OGX de B- para CCC, nível considerado como “lixo”. O rating nacional passou de BB+ para CCC. A perspectiva é negativa. As preocupações são em relação à liquidez da companhia nos próximos 12 a 18 meses, dados os elevados investimentos necessários para aumentar a produção e o fluxo de caixa operacional.
Depois do rebaixamento, uma notícia do Wall Street Journal estimou que a companhia poderia ficar sem caixa em 2014 se os negócios continuarem seguindo esse rumo. “O valor já indica que os investidores estão vendo uma empresa em um cenário de liquidação”, afirmou Marco Sá, analista do Credit Agricole Securities, ao jornal americano.
Eike Batista vendeu cerca de 70,4 milhões de ações da petroleira nos últimos dias de maio. A informação foi publicada pela própria empresa na segunda-feira à noite para atender as exigências do artigo 11 da instrução 358 da CVM. A reação do mercado foi ruim e as ações caíram 9,3% naquele dia.

Investidores mais pobres

Enquanto o valor das ações X despencam na bolsa – a OGX vale menos de um real há tempos – alguns investidores perdem dinheiro. E o BNDES acabou sendo um deles. O banco de fomento investiu R$ 600 milhões em títulos de dívida da MPX Energia, em março de 2011, valor convertido em ações da MPX e da CCX. Hoje, as mesmas ações valem R$ 521 milhões
O BNDES já era acionista minoritário da MPX e ficou com 11,7% da companhia após a conversão. Agora tem 10,34%. Quando a CCX foi separada da MPX – para a entrada da alemã E.ON no capital da MPX -, todos seus acionistas ganharam a mesma participação na CCX

Controle questionado

Nesta segunda, uma grande reportagem do influente jornal americano The New York Times sobre Eike destaca a implosão da fortuna do bilionário no último ano. A preocupação apontada no texto é dos problemas de caixa, demanda e gestão das empresas resultarem em perda de controle do grupo.
“Se a holding do Sr. Batista continuar a encolher em valor, os analistas dizem que seus credores, que incluem alguns dos maiores bancos brasileiros, poderiam levá-lo a uma reestruturação que poderia lhe custar o controle das companhias”, afirma o NYT, no trecho final da reportagem.

13 signs show how Eike Batista’s empire crumbles

Every day since the beginning of the year, a new business information X hits the market so indigestible

X concerns

The Eike Batista is one of the few entrepreneurs “stars” of the country, surprised and questioned about their businesses, investments and billion dollar fortune accumulated over years, a fact that highlights the media. However, since the beginning of this year, the business has not been out of the spotlight for another reason: concern about the future of the company X.

The EBX entrepreneur faces a restructuring that includes firing people, project review, sales of assets and interests – signals that cause investors put into question the ability of the empire X overcome the confidence crisis and the fall in stock prices. The estimate is that the debts of companies Eike exceed 10 billion dollars, while the roles of OGX follow in fall of 66% from March 25 to June 25.

See, then, some of the reasons that eventually put the empire X in check.

Partnership with BTG

In March, EBX has partnered with the bank BTG, André Esteves, whereby BTG will make financial advice, evaluate credit lines and may make future capital investments in long-term projects of the group.
The agreement does not imply exclusivity BTG Pactual in providing financial services to EBX and remuneration of the investment bank will be calculated based on the performance of companies of the conglomerate

Redesign of EBX

Redesigning the group, reevaluate projects and analyze the workforce is part of the mission of the debt restructuring of the EBX Group. Just earlier this month, 50 employees of an entire board, the Sustainability, created three years ago, were dismissed. Other areas such as treasury, legal and supplies, also suffered layoffs.
Last Thursday, Eike said the debt restructuring of the group had been completed. The statement said there are “so only debt maturing long-term, clear evidence of the high commitment of the EBX Group for obligations towards its stakeholders.”

MMX trading

On the night of Monday, the businessman Eike Batista admitted, in a statement, which has long been speculated in the market: he really is trying to negotiate the sale of assets or part of his mining company, MMX. The group was negotiating the Southeast Port for Glencore Xstrata, according to the column Lauro Jardim of View.
According to the note, the businessman had dinner with Ivan Glasenber, CEO of Glencore, and some executives were interested buyer at the port yesterday to assess the business, which would be closed in partnership with BTG. The Folha de S. Paulo reported yesterday that the Dutch Trafigura also entered the race for assets or a slice of mining

Delayed projects

Amidst all these changes, large enterprises X projects have been postponed. One is Mine Serra Azul, Minas Gerais, one of the main projects of MMX, which would start in 2014 and ended up being pushed to 2017, according to the column Lauro Jardim
In response, the company does not comment on the matter and states that “at no time informed deadlines and new dates for the implementation of the project.”
According to Folha de S. Paul, both Dutch, as Glencore, would already be in the process of “due diligence” MMX, ie, a detailed audit of their accounts

Cuts in OSX

Since the beginning of the year, OSX, responsible for the construction of the shipyard in the Port of Acu, in São João da Barra, undergoes a restructuring in order to bring more profitability to the company. More than 300 direct and indirect employees were since then, dismissed the company to reduce costs and adapt the framework to the needs of operation.
Plans, based on need rather than 48 oil platforms by 2020, were slowed. OSX has decided to postpone the construction of its shipyard in the Port of Acu and just go ahead with the work if new orders – factors that ultimately displease investors.

Possible default

To worsen the situation a little more, this week published an article in the Folha de Sao Paulo said the shipyard entrepreneur would have given a default of about 500 million dollars to the construction company Acciona, one of its main suppliers. The article states that the works are almost abandoned, but the company rejected the information saying that nothing has been or will be paralyzed.
According to the newspaper, the company’s debt to suppliers is 724 million dollars and bank debt, which matures in the next 12 months are almost 2 billion dollars.

IMX on the table

The entertainment company Eike, which brings together business and franchise Cirque de Soleil in Brazil, UFC and owns half of Rock in Rio, would be for sale, according to advance information of Lauro Jardim’s View. IMX would put part of its shares for sale for an estimated 500 million, equivalent to the market value of its competitor, Time For A Fun stakeholder would be the AR Live, branch company recently established by entrepreneur Luan Santana Anderson Ricardo
Separately, the company’s IMX thrive. The company is part of the consortium that won the bidding for the concession of Maracana for 35 years. Nevertheless, the current scenario difficult – a lot – plans IPO of the company in the near future

Assets for sale

To increase the liquidity of their firms, an alternative was put up for sale some of its assets. The traditional Hotel Gloria, Rio de Janeiro the capital, was one of them. Opened in 1922, the hotel was purchased in 2008 by REX, the real estate arm of the group, and now would be for sale for 80 million dollars.
BTG Pactual would still proposing the sale of the Port of Acu some companies, according to reports in the Radar column, Lauro Jardim. The information was denied by EBX, but the blog has reinforced its publication after the release of the official position of holding Eike Batista. Besides refuting the sale, LLX released schedule operation of the port, scheduled to start this year.
The entrepreneur Eike Batista still trying to sell coal assets of CCX and gold AUX, plus participation in iron ore producer MMX.

Assets sold

In May, in order to raise cash, OGX has sold 40% stake in the BM-C-39 and BM-C-40, the Shark Hammer Field, in the Campos Basin, to Petronas for $ 850 million. Petronas, according comicado company also won the right option to purchase 5% of the total capital of Eike Batista’s OGX at a price of 6.30 dollars per share
In the same month, the billionaire would have put one of their jets for sale: model Legacy 600, Embraer, for an estimated price of $ 14 million. Commissioned by Batista in 2006, the aircraft was delivered by Embraer two years later. The fall in the price of the shares of listed companies X made the entrepreneur’s equity fell by Bloomberg estimated the entrepreneur’s point out the list of the 200 richest in the world.

CCX: OPA postponed

On Feb. 20, Eike gave up delisting the CCX, Colombian coal company controlled by him, on account of unfavorable market conditions. The fact displeased investors and the company’s shares, which have lost 36.72% of its value after the announcement. With this transaction, the shareholders would put all the shares sale and in return receive shares of MMX, OGX, MPX’s electric, LLX and OSX, all controlled by Batista.

OGX is lowered

In June, the rating agency Fitch cut the credit rating of long-term foreign currency OGX B-to CCC, a level considered as “rubbish”. The national rating went from BB + to CCC. The outlook is negative. The concerns are regarding the company’s liquidity over the next 12 to 18 months, given the high investment needed to increase production and cash flow from operations.
After the downgrade, the news from the Wall Street Journal estimated that the company could run out of cash in 2014 if businesses continue following this path. “The value already indicates that investors are seeing a company in a liquidation scenario,” said Marco Sá, an analyst at Credit Agricole Securities, the American newspaper.
Eike Batista has sold approximately 70.4 million shares of oil in the last days of May. The information was published by the company on Monday evening to meet the requirements of Article 11 of CVM Instruction 358. Market reaction was bad and the stock fell 9.3% that day.

Investors poorest

While the value of the shares on the stock plummet X – OGX worth less than a real long time – some investors lose money. And BNDES ended up being one of them. The development bank has invested U.S. $ 600 million in debt securities of MPX Energia, in March 2011, an amount converted into shares of MPX and CCX. Today, the same shares are worth £ 521 million
The BNDES was already a minority shareholder of MPX and got 11.7% of the company after the conversion. Now has 10.34%. When the CCX was separated from the MPX – the entrance to the German E.ON stake in MPX – all won their shareholders share equally in the CCX

Control questioned

In the second, a great story of the influential American newspaper The New York Times about Eike highlights the implosion of the billionaire’s fortune last year. The concern is indicated in the text of the box problems, demand, and corporate management result in loss of control of the group.
“If the holding of Mr. Batista continue to shrink in value, analysts say its creditors, which include some of the largest banks, could lead you to a restructuring that could cost him control of companies,” says the NYT, the final section of the report.

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Sua empresa tem um propósito, uma razão de existir?

Posted by HWBlog em 12/06/2013

empresa 02Durante várias décadas, nós brasileiros aprendemos muito com outros Países, especialmente com os EUA, sobre como fazer e gerir negócios de sucesso. Quem acompanha o maior encontro de varejo mundial – que acontece anualmente no mês de janeiro, em Nova York – pôde presenciar nos últimos anos algo diferente e até inusitado: o Brasil sendo mencionado positivamente em vários aspectos, desde gestão até inovação, e empresas Brasileiras sendo premiadas e reconhecidas pelo seu desempenho em várias categorias.

A grande questão é que conhecimento nunca está em uma única mão e nem tampouco deve existir uma verdade única e exclusiva para qualquer questão que envolva “gente”. A base para se criar ou gerir uma empresa são as pessoas e, por esse motivo, tanto podemos aprender como ensinar. Essa é a grande riqueza de se transformar e se aprimorar continuamente.

Um dos pontos mais abordados neste ano foi sobre o propósito de existir de cada empresa. Isso, sem dúvida, é uma questão bastante profunda. Mais do que isso, é um “retorno ao básico”. Trata-se de resgatar o que o fez um dia se arriscar. Ou fará, no caso daqueles empreendedores que ainda pretendem abrir seu negócio.

Quanto mais verdadeira for a essência, maior será a chance de sucesso

Esse questionamento me parece muito importante para os negócios que visam ter perenidade, pois eles falam da essência de existir de uma empresa. Quanto mais verdadeira for essa essência, maior será a chance de sucesso, pois os clientes compram com mais facilidade uma causa que seja pura do que uma inventada para uma época específica e que sempre precisará de mudanças e novos discursos.

Esse exercício, com toda a certeza, é bastante novo. Tanto que, se perguntássemos aos colaboradores de diversas empresas atuantes no mercado, ou até mesmo aos seus fundadores, qual o propósito de existência de cada uma delas, seriam bem poucos os que saberiam responder. Esse propósito não pode ser somente o lucro. O lucro deve ser a consequência de uma missão que faça as pessoas “arregaçarem as mangas” e fazerem acontecer.

Tente lembrar o que o impulsionou a arriscar e empreender algo novo, que fosse do seu jeito e com a sua cara. Caso você não se lembre, pare tudo e reflita: neste momento, qual a razão de existir da sua empresa? Se isto ficar claro para você e para todos os seus colaboradores, provavelmente nenhum concorrente o alcançará, pois falar ao coração dos consumidores gera uma forte identificação, não apenas com a marca, mas com o propósito de ser da empresa.

Your company has a purpose, a reason to exist?

For several decades, we have learned much from other Brazilian countries, especially the U.S., about how to make and manage successful businesses. Anyone who follows the largest gathering of worldwide retail – held annually in January in New York – in recent years could witness something different and even unusual: Brazil being mentioned positively in many ways, from management to innovation, and Brazilian companies being rewarded and recognized for their performance in various categories.

The big question is that knowledge is never in one hand and neither should be a really unique and exclusive to any question involving “people.” The basis for creating or managing a company are the people and, therefore, both can learn how to teach. This is the great wealth to transform and improve continuously.

One of the most discussed this year was about the purpose of existence of each company. This undoubtedly is a rather deep. More than that, it is a “return to basics”. This is what the rescue did one day venture. Or will, in the case of entrepreneurs who still want to open your business.

How much more true is the essence, the greater the chance of success

This question seems very important for businesses that seek to have continuity, they speak of the essence of existence of a company. How much more true is this essence, the greater the chance of success, as customers buy more easily a cause that is pure than an invented for a specific time and always need changes and new discourses.

This year, for sure, is fairly new. So much so that if you asked the employees of several companies active in the market, or even to its founders, what is the purpose of existence of each one of them would be very few who would know the answer. This purpose can not be only profit. The profit must be the consequence of a mission to make people “roll up their sleeves” and do happen.

Try to remember what prompted him to take risks and undertake something new, it was his way and with his face. If you do not remember, stop everything and think: this time, the reason to exist in your company? If this be clear to you and all your employees probably no competitor to reach as speak to the hearts of consumers creates a strong identification with not just the brand, but with the purpose of being of the company.

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As cinco partes de qualquer empresa

Posted by HWBlog em 23/01/2013

empresa 01“Um negócio é um processo que pode ser repetido e gera dinheiro. Todo o resto não passa de um hobby”

– Paul Freet, empreendedor serial e especialista em comercialização

Em termos gerais, uma empresa é um processo que pode ser repetido e que:

1. Cria e entrega algo de valor;

2. que as pessoas querem ou de que precisam;

3. a um preço que elas estejam dispostas a pagar;

4. de uma maneira que satisfaça as necessidades e expectativas dos clientes;

5. de forma que a empresa gere lucro suficiente para valer a pena para os proprietários manter as operações.

Não importa se você estiver operando um empreendimento “solo” ou uma marca de bilhões de reais. Retire um desses cinco fatores e você não terá mais um negócio, terá alguma outra coisa.

Um empreendimento que não cria valor para os outros é um hobby. Um empreendimento que não chama a atenção é um fracasso. Um empreendimento que não vende o valor que cria é uma organização sem fins lucrativos. Um empreendimento que não cumpre o que promete é uma fraude. Um empreendimento que não gera dinheiro suficiente para manter as operações inevitavelmente fechará as portas.

Em sua essência, toda empresa é fundamentalmente uma coletânea de cinco processos interdependentes, sendo que cada um deles leva ao próximo:

1.Criação de Valor: Descobrir aquilo de que as pessoas precisam ou que querem e se encarregar de sua criação;

2. Marketing: Chamar atenção e desenvolver a demanda para o que você criou;

3. Vendas: Transformar clientes potenciais em clientes pagantes;

4. Entrega de Valor: Dar aos seus clientes o que você prometeu e se assegurar de que eles fiquem satisfeitos;

5. Finanças: Gerar dinheiro suficiente para manter as operações e para que seus esforços valham a pena

Se esses cinco elementos soam simples, é porque são. Os negócios não são (e nunca foram) um bicho de sete cabeças, trata-se simplesmente de um processo de identificar um problema e encontrar a maneira de solucioná-lo que beneficie os dois lados. Qualquer pessoa que tente fazer os negócios soarem mais complicados do que são está tentando impressionar ou tentando lhe vender algo de que você não precisa.

As cinco partes de qualquer empresa constituem a base de qualquer boa ideia e plano de negócios. Se você puder definir com clareza cada um desses cinco processos para qualquer empresa, terá um entendimento completo de seu funcionamento. Se você está pensando em abrir um negócio, pode ser um bom ponto de partida definir com seriam esses processos para a sua empresa. Se você não conseguir descrever a sua ideia ou organizá-la em um diagrama em termos desses processos essenciais, você ainda não a entendeu o suficiente para fazê-la dar certo.

– Haroldo Wittitz

The five parts of any company

“A business is a process that can be repeated and generates cash. Everything else is just a hobby ”

– Paul Freet, serial entrepreneur and marketing expert

In general, a company is a process that can be repeated and where:

1. Creates and delivers something of value;

2. that people want or need;

3. at a price they are willing to pay;

4. in a way that meets the needs and expectations of customers;

5. so that the company generates enough profit to be worth to the owners maintain operations.

No matter if you are operating a business “solo” or a mark of billions of dollars. Remove one of these five factors and you will no longer have a business, you have something else.

An enterprise that does not create value for others it is a hobby. An enterprise that does not draw attention is a failure. An enterprise that does not sell the value that creates is a nonprofit organization. A business that does not keep your promises is a fraud. An enterprise that does not generate enough money to keep operations inevitably close the doors.

In essence, every company is fundamentally a collection of five interdependent processes, and each leads to the next:

1. Value Creation: Discover what the people need or want and take charge of their creation;

2. Marketing: Calling attention and develop demand for what you have created;

3. Sales: Turning prospects into paying customers;

4. Delivering Value: Give your customers what you promised and ensure that they are satisfied;

5. Finance: Raise enough money to maintain operations and that their efforts are worthwhile

If these five elements sound simple, it’s because they are. Businesses are not (and never were) a rocket science, it is simply a process of identifying a problem and finding a way to solve it that benefits both sides. Anyone trying to make the business sound more complicated than they are trying to impress or trying to sell you something you do not need.

The five parts of any business are the foundation of any good idea and business plan. If you can clearly define each of these five processes for any company, you have a complete understanding of its functioning. If you are thinking of starting a business can be a good starting point would be to define these processes for your business. If you can´t describe your idea or organize it in a diagram in terms of these core processes, you have not understood it enough to make it work.

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Sua corporação conhece a cooperação?

Posted by HWBlog em 17/12/2012

cooperaçãoSua corporação conhece a cooperação?

Já pensou em enxergar a sua empresa como uma cooperativa?  Em linhas gerais, estamos falando de um arranjo social e produtivo baseado na ideia de que, ao contribuir com o grupo, cumprindo os papéis que lhe foram designados, é possível promover tanto o bem coletivo como o individual. Ou seja, ao mesmo tempo em que os resultados gerados são positivos para a pessoa que o alcançou, eles fazem com que todos envolvidos naquele projeto possam ser beneficiados.

Os “blocos do eu sozinho”

Empresas em que há apenas um número muito reduzido de profissionais realmente comprometidos com um objetivo maior, que vai além da busca por remunerações mais elevadas e prestígio, são comuns. Vemos que muitas organizações possuem em seu quadro de funcionários uma série de “blocos do eu sozinho”. Em uma metáfora, podemos dizer que se tem uma seleção e, não, um time.

Muitas vezes, esse comportamento é gerado pela falta de uma plataforma eficiente de comunicação, que não é capaz de fazer com que os profissionais sintam que há algo em comum entre eles. Além disso, a liderança também pode ser um fator decisivo para que uma empresa valorize apenas as conquistas individuais ou, de forma responsável, busque sempre alcançar o máximo possível em grupo.

Amplie suas práticas

Uma das características mais interessantes do cooperativismo é a ação gerada pela livre vontade, conhecida pelos departamentos de RH como pró-atividade. Ao contrário dos sistemas hierárquicos em que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, vive-se uma situação em que todos utilizam sua capacidade de transformação para promover o bem-estar e o sucesso do grupo. Imagine como seria bom substituir a pergunta “já fez tal tarefa?” pelo agradecimento “muito obrigado por já ter cuidado disso”.

E existem muitos outros pontos interessantes. Por exemplo, o espírito das cooperativas opera com base na gestão democrática e justa da divisão dos recursos financeiros. Nas empresas, podemos ver que essas duas modalidades têm sido pensadas pela formação dos comitês e da pulverização de parte dos lucros entre os colaboradores. Não seria, então, o momento de fortalecer essas práticas e fazer com que elas sejam, de fato, os grandes diferenciais e pilares de uma organização?

Sustentabilidade

Para além dos simples atos que buscam preservar a natureza, a sustentabilidade só existe quando se atua de acordo com o conceito Triple Botton Line. Ou seja: uma organização deve ter atitudes ecologicamente corretas, promover o bem-estar social e ainda obter lucro. Bem, isso é que muitas cooperativas fazem, já que sua filosofia é baseada na preocupação com a comunidade.

Além disso, é muito comum que elas atuem também na formação e capacitação de seus integrantes, oferecendo cursos e oficinas constantemente. Nesse sentido, quanto do seu tempo tem sido investido na sua educação, tanto no sentido do aprendizado quanto no da transmissão dos conhecimentos que adquiriu com o passar do tempo?

“Cooperative-se!”

E, então, quão cooperativo é o espírito da sua organização? Deixe de lado os velhos padrões de comportamento e busque o novo para trazer ares inovadores para a sua empresa. Caminhamos para um futuro permeado pela coletividade, em que, respeitando a individualidade e as diversidades pessoais, temos consciência de que podemos caminhar juntos criando modelos mais valiosos e eficazes do que o individuo sozinho pode atingir, promovendo o intercâmbio de ideias, a cooperação e a realização do trabalho em conjunto, aumentando o desempenho corporativo e a concretização de resultados.

– Eduardo Shinyashiki, consultor

Your cooperation corporation knows?

Ever thought about seeing your company as a cooperative? In general, we are talking about a social arrangement and production based on the idea that, to contribute to the group, fulfilling the roles assigned to it, you can promote both the individual as well as collective. That is, while the results generated are positive for the person who has achieved, they make sure everyone involved in that project might benefit.

The “blocks me alone”

Companies where there is only a very small number of professionals actually committed to a higher purpose, that goes beyond the quest for higher earnings and prestige, are common. We see that many organizations have on its staff a series of “blocks me alone.” In a metaphor, which has a selection and not a team.

Often, this behavior is generated by the lack of an efficient communication platform, which is not capable of making professionals feel that there is something in common between them. Moreover, the leadership can also be a deciding factor for a company to only values ​​individual achievements or responsibly, always seek to achieve the maximum possible group.

Expand your practice

One of the most interesting features of cooperative action is generated by free will, known by HR departments as proactivity. Unlike hierarchical systems in which “whoever can obey and who has judgment,” lives up a situation in which all utilize its processing capacity and to promote the welfare and success of the group. Imagine how good it would replace the question “has done such a task?” thanks for the “thank you for having already taken care of that.”

And there are many other interesting points. For example, the spirit of cooperatives operates based on democratic management and equitable division of funds. In business, we can see that these two modalities have been thought by forming committees and spraying of the profits among employees. There would then be the time to strengthen these practices and make them are, in fact, large differentials and pillars of an organization?

Sustainability

Beyond the simple acts that seek to preserve nature, sustainability exists only when it acts according to the Triple Bottom Line concept. That is: an organization should have environmentally friendly attitudes, promote the welfare and still make a profit. Well, this is that many cooperatives do, since their philosophy is based on concern for the community.

Moreover, it is very common that they act in the formation and training of its members, offering courses and workshops constantly. Accordingly, much of your time has been invested in their education, both in the sense of learning as the transmission of knowledge gained over time?

“Cooperative up!”

And then how is the cooperative spirit of your organization? Let go of old patterns of behavior and seek to bring new innovative air for your business. We walked for a future permeated by society, in which, respecting the individuality and personal differences, we realize that we can walk together creating models more valuable and effective than the individual alone can achieve by promoting the exchange of ideas, cooperation and achievement work together, increasing business performance and achieving results.

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Onde erram as empresas com Vicente Falconi

Posted by HWBlog em 10/10/2012

Toda empresa precisa de um grupo com experiência em gestão de pessoas capaz de envolver toda a empresa naquilo que eles desejam, e uma ferramente muito eficaz, é a motivação dos funcionários.

Entrevista com Vicente Falconi: “http://www.youtube.com/embed/O1yWx74vNl8

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4 lições que as grandes empresas precisam aprender com as feiras livres

Posted by HWBlog em 18/09/2012

4 lições que as grandes empresas precisam aprender com as feiras livres

Apesar de todas as tecnologias e métodos modernos que grandes companhias oferecem, os consumidores se sentem mais realizados nos tradicionais mercados. Entenda por quê.

Em meio à explosão do comércio online, aplicativos que comparam preços através de fotos, tecnologias de pagamento via celular, códigos QR e etiquetas de identificação via rádio frequência, surpreendem os resultados do estudo conduzido pela empresa de pesquisa SAX, a qual aponta as feiras livres como os locais que oferecem as experiências de consumo mais satisfatórias.

Segundo os entrevistados, as feiras apresentam atendimento personalizado, são democráticas, tolerantes e pouco burocráticas, além de não apresentarem problemas operacionais. Em épocas de call centers e 0800, os velhos bordões: o sistema caiu, está lento ou precisa ser reinicializado mais se parecem desculpas velhas e esfarrapadas. Como era de se esperar, bancos e empresas de telefonia tiveram os piores índices. Basta consultar os rankings dos procons ou sites de reclamações.

Como a grande maioria dos moradores das capitais, assumo que há tempos deixei de frequentá-las, trocando-as por sacolões ou supermercados. Para escrever este artigo, visitei uma feira que costumava ir com meu pai quando criança, o que fazia em troca de um grande pastel e um bom caldo de cana, ajudando-o a carregar as pesadas sacolas. Como já era de se esperar acabei indo sozinho, apesar dos insistentes convites a minha filha, cujo apetite não se comoveu com minha calórica oferta.

Comecei pelo mesmo caminho: barracas de roupas, consertos de panelas, salgadinhos e laticínios, verduras e legumes, tomates, frutas, cebolas, batatas, carnes, frangos, peixes e enfim as famigeradas bancas de pastel e caldo de cana, apinhadas às nove horas da manhã. A não ser algumas novidades, tais como produtos eletrônicos, CDs e DVDs piratas, quase tudo permanecia do mesmo jeito. Com uma lista na mão e muita disposição fui às compras.

Seguem as lições colhidas em campo, confirmadas pela pesquisa.

Atendimento personalizado

Apesar de não ser um cliente frequente, vulgo freguês, fui muito bem atendido em todas as bancas, em especial as de frutas, onde pude experimentar de jabuticabas às laranjas, passando por melões e abacaxis. Para um leigo como eu, poder levar para casa frutas doces e sem risco de estarem passadas ou muito verdes, foi uma grande conquista. Apesar do preço um pouco mais elevado, o aproveitamento, as degustações e o atendimento cortês valeram a pena.

Democráticas e tolerantes

Creio que Michael Porter não conhecia este espaço quando desenvolveu a teoria das estratégias genéricas, através da qual as empresas devem optar entre custo ou diferenciação. Na feira, estas estratégias migram conforme o horário. Senhoras distintas em carros importados e motoristas logo nas primeiras horas da manhã, e pessoas mais simples na hora da Xepa. Os mais antigos talvez se lembrem de Yara Cortes interpretando o papel de uma feirante em novela de Gilberto Braga no final dos anos setenta.

Pouco burocráticas

Não me faz falta o som característico da leitura dos códigos de barras, assim como as perguntas padrões: faltou algum produto? É com ou sem CPF? – repetidas durante todo o dia por funcionárias cuja identificação se dá apenas pelo nome do crachá. O fechamento da venda na feira é uma etapa a parte. Com a caneta que se acomoda na orelha e um pedaço de papel improvisado em uma prancheta, os valores são anotados e somados, sempre se arredondando em favor do consumidor, cuja sensação de ter feito um bom negócio é invariável.

Problemas operacionais

Quem nunca se sentiu um verdadeiro idiota, aguardando na fila ou na linha, até que o sistema voltasse a funcionar? Em geral temperamentais, não raro costumam gerar problemas nos horários de maior movimento. Totalmente dependentes da tecnologia, varejistas e comerciantes perdem vendas por não poder registrá-las. Felizmente, abobrinhas, bananas e alfaces são abobrinhas, bananas e alfaces na feira, não códigos de barras.

Não obstante as limitações em transpor os exemplos da feira livre e do armazém de bairro, as redes de hipermercados, eletroeletrônicos e franquias, tornar o atendimento mais gentil, flexível, democrático e tolerante são ações que se podem colocar em prática, tornando a vida dos consumidores mais fácil e descontraída.

Apesar da experiência positiva, não acredito que vá mudar meus hábitos de compra devido ao estilo de vida corrido que levo. Porém, colocarei como um hábito esporádico frequentá-las, lembrando-me dos bons tempos nos quais éramos tratados pelo nome, por comerciantes que conheciam a fundo seus produtos, fregueses e a arte de encantá-los.

Marcos Morita, Administrador e Professor de Estratégia na Universidade Mackenzie

4 lessons that large companies need to learn from the fairs

Despite all the modern methods and technologies that large companies offer consumers feel more fulfilled in traditional markets. Understand why.

Amid the explosion of online commerce, applications that compare prices through photos, mobile payment technologies, QR codes and identification tags via radio frequency, the surprising results of the study conducted by research firm SAX, which points to the fairs the places that offer the most satisfying consumer experiences.

According to respondents, the fairs provide personalized service, are democratic, tolerant and somewhat bureaucratic, and not having operational problems. In times of call centers and 0800, the old slogans: the system crashed, is slow or needs to be rebooted more excuses look old and tattered. As one might expect, banks and phone companies had the worst rates. Just check the rankings of sites procons or complaints.

As the vast majority of the residents of capital, assume that there are times I stopped attend them, exchanging them for retail shops or supermarkets. To write this article, I visited a fair that used to go with my father as a child, which made in exchange for a large pastel and a good cane juice, helping him carry the heavy bags. As was to be expected I ended up going alone, despite repeated invitations to my daughter, whose appetite was unmoved by my caloric supply.

I started the same way: stalls of clothes, pots repairs, snacks and dairy products, vegetables, tomatoes, fruits, onions, potatoes, meat, poultry, fish and finally the notorious stalls pastel and sugarcane juice, crowded at nine the morning. Unless some new features, such as electronic goods, CDs and DVDs, almost everything remained the same. With a list in hand and great disposition went shopping.

Here are the lessons learned in the field, confirmed by research.

Personalized service

Despite not being a frequent customer, aka customer, I was very well attended in all newsstands, especially fruit, where I try to jabuticabas oranges, melons and pineapples passing. To a layman like me can take home sweet fruit and without risk of being passed or too green, it was a great achievement. Despite the slightly higher price, recovery, courteous service and the tastings were worth.

Democratic and tolerant

I think Michael Porter did not know this place when he developed the theory of generic strategies by which companies must choose between cost or differentiation. At the fair, these strategies migrate as time. Ladies different imported cars and drivers in the first hour of the morning, and people simpler time of Xepa. The oldest may remember Yara Cortes playing the role of a marketer in novel Gilberto Braga in the late seventies.

Shortly bureaucratic

Do not foul the characteristic sound of reading bar codes as well as the standard questions: lacked some product? With or without CPF? – Repeated throughout the day for employees whose identification is given only by the name badge. The closing of the sale at the fair is a stage piece. With the stylus that fits in the ear and improvised a piece of paper on a clipboard, values ​​are noted and added, always rounding in favor of the consumer, whose feeling of having done a good deal is invariable.

Operational problems

Who has not felt a real idiot, waiting in line or on the line, until the system back up and running? In general temperamental, often tend to cause problems in peak hours. Totally dependent on technology, retailers and traders lose sales by not being able to register them. Fortunately, zucchini, lettuce and bananas are zucchini, bananas and lettuce on Wednesday, no barcodes.

Despite the limitations in translating the examples of free and fair warehouse district, hypermarket chains, franchises and consumer electronics, making the service more gentle, flexible, democratic and tolerant are actions that can be put into practice, making the lives of consumers easier and relaxed.

Despite the positive experience, do not think it will change my buying habits due to the lifestyle I lead run. But put such a habit sporadic attend them, remembering the good times in which we were treated by name, by traders who knew the background its products, customers and art to enchant them.

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