PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Dicas de um empreendedor solitário

Posted by HWBlog em 30/03/2015

planejamento 04Profissionais do mundo corporativo são frequentemente assediados pela tentação de abandonar as suas modorrentas vidas (nem todos, mas uma grande maioria certamente) de escritório, para tornarem-se donos dos seus próprios negócios.

Sem nenhuma dúvida livrar-se de uma vez por todas de uma rotina com reuniões improdutivas e sem sentido (novamente pondero, nem todas, mas muitas), e abandonar os ritos e jogos de poder ou as escaramuças de corredor é muito sedutor e atrai muita gente.

Um sonho ambicionado por muitos, mas que também causa arrepios, em função dos riscos envolvidos, e também das mudanças de estilo profissional e de vida inerentes aos empreendedores. É verdade que alguns se preparam com antecedência, pois desde cedo sabiam que aquele não era o seu lugar, outros tomam consciência aos poucos, e há ainda aqueles que decidem repentinamente, como um salto no escuro.

O fato é que preparados ou não, pouquíssimos podem inaugurar a sua existência empreendedora forrados com recursos e reservas, ou mesmo com modelos de negócio maturados e definidos. Uma grande maioria inicia a sua jornada solitariamente – e isso vale especialmente aos profissionais liberais e prestadores de serviços – com pouca clareza sobre o que se vai fazer ou realizar. Uma experiência de tentativa e erro que demanda coragem, persistência, nervos de aço, convicção flutuante e muita, mas muita capacidade para lidar com a solidão.

No final, aqueles que sobrevivem afirmam em unanimidade que valeu a pena, mas algumas dicas preliminares podem ajudar bastante. Vamos lá:

1- Esteja preparado para uma longa jornada;

2- Aprenda a conviver bem sozinho, com você mesmo, sem a necessidade de plateias ou colegas de jornada;

3- Saiba motivar-se sem a assistência de ninguém, e por favor, fuja dos manuais de auto ajuda. Você corre o risco de uma atrofia intelectual e nenhum negócio sobrevive a um empresário assim. No lugar disso, caso necessite de apoio profissional psicológico – e não há nenhum demérito nisso – recorra a um psicanalista, ele poderá ser bastante útil;

4- Conquiste o apoio da família e daqueles que lhes são caros. Isso envolve esposa, marido, namorado, namorada, os próprios pais, irmãos e grandes amigos;

5- Adquira rapidamente um profundo senso de disciplina e organização;

6- Ao fundar a empresa com sua razão social, contrate um eficiente escritório de contabilidade. Nesse caso evite contadores amigos ou parentes, priorizando a capacidade e profissionalismo. Depois de contratado organize-se ao máximo com toda a documentação e não se esqueça de fiscalizar a organização do próprio contador;

 7– Estabeleça um local de trabalho. Pode ser na sua casa inicialmente, e nesse caso tente estabelecer o seu canto da forma mais funcional possível de forma que ao entrar no recinto se sinta desconectado da sua residência. Outra alternativa ainda melhor, seriam os serviços de coworking ou de escritório virtual.

8- Em casa ou fora dela, trabalhe ancorado em uma rigorosa rotina cotidiana. Isso garante disciplina, produtividade e resultados, além de ser preventivo a uma eventual depressão em função do stress associado ao conjunto de tantas mudanças;

9- Cuide da saúde. Ela é o seu principal ativo. Caso adoeça e tenha que sair do ar, a sua empresa simplesmente deixa de existir. Pense nisso;

10- Encare com naturalidade o fato de ter que ajustar o seu modelo de negócios ou forma de trabalho com uma certa frequência. Esse processo faz parte do período de maturação.

11- Trabalhe com clareza de objetivos e metas, zelando para que sejam executáveis e realistas. Caso contrário nem você mesmo vai conseguir levar a sério aquilo que estabeleceu;

12- Compense a falta de porte ou a inexistência de uma “placa” famosa e renomada com eficiência, velocidade de resposta, organização, metodologia e rigor no cumprimento de prazos. Tenha certeza, você não apenas vai surpreender, mas vai conquistar espaços reservados a grandes nomes;

13- Seja acessível e veloz nos retornos. Isso vale para o telefone fixo, o celular, o e-mail. Parece uma dica básica demais, mas acredite, não é;

14- Usufrua do seu novo estilo de vida. Respeite sua rotina, mas não deixe de reservar tempo para você mesmo, quando quiser, e sem dar satisfações a ninguém desde que suas obrigações estejam em dia;

15- Comemore todos os êxitos e sucessos por menores que sejam.

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Como perder o medo do networking

Posted by HWBlog em 24/03/2015

networkingQuando a jornalista americana Sarah Weld percebeu que perderia o emprego como editora de uma revista mensal da Califórnia por causa de um corte geral de funcionários, o que mais a assustou foi a ideia de que, ao sair dali, teria que começar a se dedicar ao chamado networking para se manter na carreira.

Weld não está sozinha em seu horror à atividade de expandir sua rede de contatos, algo muito comum no mundo corporativo e considerado essencial no competitivo mercado de trabalho de hoje.

“Quando você conhece alguém pessoalmente, tem muito mais chances de receber uma oferta de emprego ou ser chamado para uma entrevista do que se for apenas mais um dentre centenas de currículos”, explica Dan Schawbel, criador do site de empregos australiano InterviewIQ e autor do livro Promote Yourself and Me 2.0.

Sua sócia, Karalyn Brown, lembra que um dos motivos que afastam as pessoas do networking é o fato de muita gente ainda associar a atividade com estar desesperado em busca de um trabalho ou tentando se vender demais, o que não é verdade. Ela lembra também que outras pessoas têm uma personalidade menos sociável, enquanto muitas simplesmente não sabem como fazer networking. Então, como começar?

Aprenda os primeiros passos:

“Comece sendo sociável em seu círculo imediato de contatos e, de preferência, envolva-se mais em atividades comunitárias, em seu bairro ou na escola de seus filhos”, sugere Brown.

Outra maneira fácil de começar é fazer trabalhos voluntários, especialmente se você está pensando em mudar de carreira. “Trata-se de uma ótima maneira de demonstrar quem você é e quais são os seus valores, sem ter que dizer nada”, diz a especialista. “Muitas pessoas bem relacionadas também fazem trabalho voluntário e podem ajudá-lo a encontrar um emprego se, depois de uma certa convivência, você mencionar que está à procura de novas oportunidades”.

Se você não tem planos de mudar de setor, pode tirar vantagem de outras pessoas que já conhece na área: antigos chefes ou colegas de trabalho, por exemplo. Eles podem ser grandes fontes para saber que empresas estão contratando e até para colocá-lo em contato com os profissionais responsáveis pela seleção de candidatos.

Quem está no início da carreira deve aproveitar para reencontrar antigos colegas de faculdade. “Os networkers mais espertos sabem que têm que começar pela rede de conhecidos que eles já possuem”, diz Schawbel.

Outra maneira de entrar no mundo do networking é se inscrever para eventos profissionais relacionados à sua área. “Assim você pode puxar conversa sobre o tema do evento, em vez de simplesmente se apresentar e dizer o que faz”, afirma Brown.

Comportamento adquirido:

“Muita gente comete o erro de acreditar que são ‘networkers natos'”, aponta Ashley Ringger, diretora da consultoria Set Sails Social Media, na Suíça. “No entanto, fazer networking é algo que precisa ser aprendido”.

Rinnger recomenda que você estabeleça um objetivo simples, como por exemplo, só ir embora de um evento quando tiver conhecido pelo menos três pessoas novas e ter trocado cartões de visitas com elas.

Mas não pare por aí. “Ao chegar em casa, busque os nomes dessas pessoas em plataformas como o LinkedIn, e se conecte com elas. Se possível, acrescente uma mensagem pessoal mencionando onde e quando se conheceram, agradeça as informações que elas lhe deram e manifeste seu interesse em se manter conectado. Se essas pessoas tiverem seu próprio negócio, siga essas empresas nas mídias sociais”, sugere Rinnger.

Corpo a corpo eficiente:

“É comum pensarmos em grandes festas e eventos quando falamos em networking. Mas trata-se de algo muito maior do que grandes acontecimentos sociais. Networking é construir relacionamentos”, explica David Van Rooy, diretor-sênior de Desenvolvimento de Liderança Global da rede Walmart nos Estados Unidos e autor de livros de autoajuda profissional.

Ele enfatiza a importância do networking individual. “Pense que se trata de uma conversa informal com outra pessoa. Isso tira um pouco do estresse e da ansiedade associados com os contatos profissionais”, afirma.

Caso você conheça alguém que tenha uma posição interessante e tenha interesse em se fazer conhecer melhor, o Van Rooy sugere marcar um encontro informal, como um almoço ou um café.

Procure assuntos em comum, como o interesse por um esporte, o fato de terem filhos ou um destino de férias que ambos conheçam. “Os relacionamentos que você forma fazendo networking individual também abre muitas portas”, diz o executivo.

Não se esqueça dos amigos:

Não cometa o erro de achar que você só precisa fazer networking com estranhos. A jornalista americana Weld decidiu marcar um café com amigos semanalmente, e se prometeu sair de cada encontro com pelo menos dois novos nomes com quem entrar em contato.

Mesmo tendo encontrado seu atual emprego como consultora de marketing em um anúncio, ela ainda acredita que o networking é uma ferramenta poderosa.

“Quando consegui a entrevista, estava muito bem treinada em me apresentar da melhor maneira possível”, conta. “Não foi um processo que eu curti, mas respirava fundo e encarava cada encontro porque sabia que era essencial”.

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Por que é tão difícil simplificar a vida?

Posted by HWBlog em 23/03/2015

simplificar bbcSe tem uma coisa que a maioria das pessoas tem em comum, independentemente de o quanto trabalham e do que fazem nas horas de folga, é que elas estão sempre ocupadas, sempre alertas, sempre tentando cumprir uma longa lista de tarefas e desafios que aparecem em seus caminhos.

Mesmo quando elas estão cientes de tudo o que precisam fazer, o próprio volume de post-its com lembretes, o bloco de notas do smartphone e até a velha e boa lista de tarefas a serem cumpridas já significam uma grande dose de complicações.

A tecnologia está aqui para ajudar a tornar o dia-a-dia mais eficiente, mas, ironicamente, ela também contribui com sua parcela de complexidade desnecessária, com os infinitos pedidos de “log in” e nossas caixas de entrada se enchendo com centenas de e-mails por dia.

E a pilha de simplificadores tecnológicos que complicam a vida só cresce – de quantas senhas precisamos lembrar para entrarmos em todos os aparelhos e sites que usamos em casa e no trabalho?

Espaços sem complexidade:

Será que a solução seria criar espaços na vida que sejam livres de complexidade, nos quais, ao menos de vez em quando, pudéssemos nos sentir equilibrados e menos estressados?

A ideia não é tão louca quanto parece. Muitos de nós provavelmente já participamos de atividades cujo principal benefício é a sensação de simplicidade gerada, ainda que fugaz. Se você pratica ioga ou meditação, vai entender o que estou dizendo.

Psicólogos se referem a isso ao poder da plena consciência, o que também pode ser entendido como viver o momento presente e não sobrecarregar o cérebro com muitas outras coisas.

Aceitar a verdadeira simplicidade no cotidiano nem sempre é algo simples, mas também não é impossível. E há maneiras de criarmos mais áreas livres de complexidade. Aqui estão algumas ideias que podem ajudar:

Resista a verificar seu e-mail constantemente:

A única maneira de fazer isso é saindo do programa de e-mail que você utiliza. A tentação de verificar cada nova mensagem que entra é muito grande. Determine um período no qual você ficará desconectado. Comece com 20 minutos e tente chegar a duas horas ou mais.

Se não conseguir fazer isso, o problema pode não ser a quantidade de tarefas pendentes, mas talvez um possível vício por e-mail. Lembre-se: os telefones ainda funcionam, então fechar a caixa de entrada não é a mesma coisa que se trancar em um mosteiro.

Reaja menos:

Muitos chefes passam a maior parte do dia apagando incêndios, reagindo ao que está acontecendo, em vez de se dedicar mais a controlar os eventos. É possível quebrar esse ritmo introduzindo um “intervalo para reflexão” de 15 minutos no maior número de dias possível.

Esse será o seu momento para pensar – algo cada vez mais raro no nosso mundo non-stop.

Tente refletir sobre o que você poderia fazer melhor, o que poderia realizar de maneira diferente e até no que você não deveria executar. Aproveite esse tempo para ser mais proativo em vez de reativo.

A sensação de controle que vem com a reflexão vai compensar na forma de estresse reduzido.

Use seus recursos:

Imagine se você pudesse, num passe de mágica, criar uma equipe de pessoas para ajudá-lo em vez de ser você a fazer tudo. Uma boa notícia para que tem um cargo de chefia: provavelmente já existem pessoas se reportando a você.

Os melhores chefes são os grandes distribuidores de tarefas. Se esse é o seu caso, aproveite.

Se não, entenda que os princípios de delegar são bem simples. Estabeleça metas claras. Prepare as pessoas para assumirem mais responsabilidades. Peça para que elas prestem contas. Oriente-as. Você saberá se está no caminho certo quando se sentir confiante para ter seus intervalos de reflexão todos os dias.

Todas essas sugestões trarão um resultado que vale mais do que qualquer outro: elas criam tempo.

E mais tempo traz mais controle e menos estresse.

A simplicidade é um desses raros momentos em que o velho ditado de que “menos é mais” realmente faz sentido.

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As perguntas que todo plano de negócios deve responder

Posted by HWBlog em 20/03/2015

Human hand checking the checklist boxesO plano de negócios deve ser elaborado por todo aspirante a empreendedor para auxiliar no desenvolvimento de sua ideia. Ele serve tanto para ajudar a definir uma estratégia executável quanto para apresentar o negócio que está sendo planejando para outras pessoas. Veja quais são as perguntas que esse documento deve responder.

1. Qual será o modelo de negócio utilizado?
A primeira pergunta que o plano de negócios deve responder é qual será o modelo de negócio utilizado para viabilizar que a ideia inicial seja desenvolvida e explorada comercialmente.

Para responder a esta pergunta é preciso explicar qual o mercado que a empresa pretende se inserir e de que forma ela irá atuar para gerar dinheiro neste mercado. Note que definir o modelo de negócios vai além de definir o produto que a empresa pretende comercializar.

2. Quem são as pessoas envolvidas no negócio?
Também é preciso responder quem serão as pessoas envolvidas no negócio. Neste caso me refiro ao time de executivos que irá liderar o processo empreendedor. Ao responder essa pergunta é preciso dizer se esse time de empreendedores já foi escolhido ou se novas pessoas serão procuradas no mercado, assim como demonstrar que são pessoas capacitadas para enfrentar o desafio que está sendo proposto.

3. Como implementar o modelo de negócios proposto?
Outra pergunta que deve ser respondida é qual a estratégia que será utilizada para implementar o modelo de negócios proposto. Como estratégia entende-se desde as metas e cronogramas previstos para a implementação, passando pelo plano de marketing que será adotado e a análise das estruturas e operações necessárias para início e desenvolvimento do novo negócio.

4. Quais são os recursos necessários?
Por fim, mas não menos importante, as perguntas anteriores devem ajudar a responder um dos principais dilemas do plano de negócios. Quais são os recursos necessários para implementação do negócio e quais os possíveis retornos que ele oferece.

Ou seja, deve existir um planejamento financeiro que se traduza em números claros sobre o investimento necessário e a possibilidade de retorno em qual prazo.

Com essas perguntas básicas respondidas o plano de negócios estará completo. Lembre-se que o plano deve contar a história que você está projetando, ou seja, ao ler o plano deve-se entender qual será o caminho que você pretende trilhar da ideia que teve até o negócio estar estabelecido.

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Os 4 erros mais perigosos para startups

Posted by HWBlog em 10/03/2015

marketing 05Você tem uma ideia brilhante. A ideia mais brilhante da sua vida. Uma ideia que vai mudar o mundo. Com grande relutância [erro #1: relutância], você diz a alguns amigos próximos, os quais vão dizer algo do tipo “talvez dê certo” e “boa ideia”. Você entende isso tudo como um feedback de que você está no caminho certo [erro #2: ouvido “seletivo”].

Você mergulha na pesquisa de mercado e cuidadosamente divide sua ideia com alguns clientes em potencial. A maioria concorda que você tem algo interessante [erro #3: maioria não é número]. A partir daí, talvez faça uma pesquisa mais tarde, ou mais uma rodada de conversas, e você já terá se convencido de que tem em mãos uma grande invenção — com a certeza de que, assim que tiver o produto em mãos (ou o serviço em nuvem), as vendas vão começar a rolar.

Por anos, você tem lido notícias sobre histórias de sucesso da noite para o dia: Facebook, Twitter, Instagram, WhatsApp, FarmVille, Angry Birds, Candy Crush, eBay, Amazon, e, era uma vez, Yahoo [erro # 4 sonhar em ganhar a loteria da startup]. Eu já vi essa história centenas de vezes antes e continuo vendo. Também li essa história algumas vezes, lá atrás, quando as histórias de sucesso eram Atari, Lotus e Palm.

Por algum motivo, cada onda de empreendedores continua a cometer os mesmos erros, e a maioria segue o mesmo padrão, desde a ideia até o fracasso, em vez de ter uma ideia capaz de tornar uma empresa sustentável. Vamos rapidamente dar uma olhada nesses erros, para que assim você não os repita agora — de novo.

#1. Relutância para compartilhar

Empreendedores de primeira viagem são frequentemente receosos de que suas brilhantes ideias serão roubadas. Em primeiro lugar, com 7 bilhões de pessoas no planeta, pelo menos 10% de empreendedores, é mais provável que sua ideia não seja a única do tipo. Por outro lado, há pelo menos 6 bilhões de pessoas aptas a pensarem a mesma coisa que você, e elas têm não só ideias, mas conselhos e feedbacks dos quais você precisa para transformar sua boa ideia em algo mais bacana.

#2. Ouvido seletivo

Se todo mundo está te falando que sua ideia é legal, então você está fazendo as perguntas erradas. A única exceção para isso é se as carteiras deles serão abertas no fim da conversa e eles insistirem em comprar o que você está construindo. Se não for o caso, então pergunte a eles o que está faltando. Sério, pergunte o que precisa para que eles tirem a carteira do bolso agora para financiar sua ideia. Você precisa ser curto e grosso para entender do que os clientes estão precisando.

#3. Maioria não é um número

Nenhuma quantidade de pesquisas é capaz de dizer se os seus clientes irão comprar seu produto ou serviço. Eric Reis acertou na mosca: a única pesquisa de mercado útil é uma “sales call” com o produto que será vendido em mãos. Seu ouvido seletivo vai rapidamente desaparecer quando 90% ou mais das interações não terminarem em uma venda.

#4. A loteria da startup

Se você está tentando criar o próximo Instagram/WhatsApp, planejando em vender sua startup sem receita para o Facebook no ano que vem, te sugiro fortemente arranjar um emprego e apostar na Mega Sena. As chances de ganhar a bolada são as mesmas e o nível de estresse é muito menor. Começar a construir uma startup é um estilo de vida que consome sua energia. As chances de achar uma startup que valha um bilhão de dólares são de 1 em um milhão.

Se você vai dedicar os próximos 5-10 anos da sua vida a uma startup, trabalhe em algo que faça diferença para o mundo. Algo que te entusiasme a levantar da cama de manhã e ir para o trabalho.

Algo de que sua mãe ficará toda orgulhosa ao contar para os amigos dela.

Construa um negócio lucrativo e sustentável que poderá estar funcionando em 5-10 anos, em vez de um negócio cujo único propósito seja ganhar destaque na última onda de sucessos meteóricos, para depois ser jogado fora ou se tornar algo menor.

Ninguém precisa repetir esses velhos erros de novo.

É hora de dar o próximo passo e cometer novos erros.

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A luta contra a corrupção empreendedora

Posted by HWBlog em 01/03/2015

negociação 2O Brasil é um país de corruptos? Após anos pesquisando e sendo professor de empreendedores que atuam em economias emergentes de todo o planeta, posso afirmar categoricamente que nós brasileiros não somos mais corruptos ou menos corruptos do que os cidadãos da grande maioria dos países do mundo.

Da Argentina à China, passando por África, Oriente Médio e Leste Europeu, a realidade é que a maioria dos países do mundo convive com práticas entendidas como corruptas pelos que defendemos maior ética nas relações pessoais e comerciais.

Reconto uma história vivida por um destes alunos: “Num pequeno país do Leste Europeu, uma família tradicional controlava há mais de cem anos um dos principais comércios da principal avenida da capital. Com a abertura do mercado nos anos 1990, rapidamente um concorrente se instalou num endereço próximo, vendendo produtos similares a preços mais competitivos. Após poucas semanas, seus fundadores foram assassinados. Jamais descobriram os autores.”

Como você acha que a esmagadora maioria da opinião pública local reagiu? “Obviamente”, apoiando os assassinatos. Acontece que, para aqueles cidadãos, acostumados com um determinado modo de vida, a consequência pela ousadia daqueles empreendedores “sem escrúpulos” foi “mais do que merecida”. O exemplo demonstra como conceitos aparentemente simples, como o que “é certo” e o que “é errado” podem ser desafiados pela complexidade da vida humana em sociedade.

No curioso sistema capitalista moderno, em vias de globalização, a concorrência e a inovação alheia devem estar sempre no radar do empresário, mas a reação deveria ser apenas através do próprio mercado.

A realidade, porém, é que grande parte dos empreendedores de sucesso, em boa parte do mundo, é levada a corromper ou ser corrompida, em maior ou em menor grau, durante sua trajetória de sucesso. Como em becos aparentemente sem saída, mesmo os mais éticos, religiosos ou preocupados com a lisura e os efeitos de seus atos, terminam aceitando uma realidade que lhes leva não apenas a corromper, mas também a desfalcar ou subornar terceiros, contaminar biomas, sonegar impostos e fraudar, contrabandear ou piratear procedimentos ou produtos.

É precisamente assim que abrimos nossos olhos para um dos maiores tabus da economia moderna, que glorifica o empreendedor “a todo custo” mas não lhe dá a oportunidade de ser ouvido ou aconselhado em questões como estas, tão difíceis e delicadas para a continuidade de seu negócio.

Quase nenhum governo ou escola de negócios possui canais para tratar do assunto, como se o assunto não existisse ou fosse pequeno demais para merecer atenção.

É verdade que manuais de conduta têm sido escrito, leis tem sido aperfeiçoadas e até as polícias têm sido treinadas para melhor identificar crimes econômicos. E mesmo culturalmente, nota-se que temos passado a aceitar menos, ou pelo menos a questionar mais, estas práticas que geram efeitos de longo prazo perversos para a sociedade.

Mas o número de soluções propostas ainda é irrisório, levando-se em consideração a seriedade do tema. Aqueles que ousam “tocar na ferida”, seja internamente, como membros de grandes organizações, seja a nível individual, como fundadores de novas empresas, trabalham com um alvo certo: a promoção crescente da transparência nas decisões e atos do dia-a-dia, através do uso de novas tecnologias.

É assim que sites ou aplicativos premiados, como o indiano “I paid a bribe” (do inglês “Eu paguei um suborno”), têm impulsionado uma reação ainda silenciosa mas potencialmente robusta para amenizar esta complexa relação entre cidadãos, governos e negócios.

Em “I paid a bribe”, denúncias anônimas em massa são contabilizadas ao vivo, com local e nome onde subornos foram pagos, fornecendo evidências de que algo num determinado processo ou organização não está sendo realizado com a transparência necessária.

Gostaria de acreditar que isso é apenas o começo de uma série de soluções que serão propostas e implementadas pela sociedade, incluindo empresas e governos para mitigar os enormes prejuízos causados pela corrupção.

Por Newton Campos

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