PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Archive for the ‘Livros’ Category

A Utopia de um mundo revolto

Posted by HWBlog em 18/03/2017

Utopia for Realists: How We Can Build the Ideal WorldEditora: Little, Brown and Company

Autor: Rutger Bregman. Páginas: 336

A Holanda se safou de uma boa nesta semana, ao reeleger o primeiro-ministro conservador, Mark Rutte. Pró-mercado na economia, com uma sólida defesa do legado do Iluminismo nos valores, é o melhor que a Europa tem a oferecer no momento. O pior dos mundos seria embarcar na aventura populista representada por Geert Wilders, com sua agenda nacionalista, anti-imigração e anti-islâmica.

Dar ao político “estilo Trump” uma vitória agora no continente europeu, além do dano em si, daria uma perigosa impressão de onda irrefreável que fortaleceria muito as chances do populismo na França e por todo o continente. Ainda assim, é preciso dizer que a vitória de de Mark Rutte está longe de ser inspiradora, de apontar para novos caminhos ou para um sonho mobilizador

Para esse tipo de visão de sociedade, temos que nos voltar da política para os livros. E é de um holandês a mais recente e provocadora tentativa de pintar uma utopia. Uma utopia, garante o autor, realista. Estou falando de Utopia for Realists: How We Can Build the Ideal World (“Utopia para Realistas: como podemos construir um mundo ideal”), de Rutger Bregman.

Bregman é um jovem jornalista que poderia ser tranquilamente classificado no campo da esquerda europeia. Valores cosmopolitas, desejo de erradicar a pobreza e uma concepção igualitária de mundo, que recusa colocar os próprios interesses – ou os de uma nação específica – acima dos de qualquer outro. A grande diferença entre ele o restante da esquerda europeia jovem atual é que Bregman superou o preconceito com o funcionamento do mercado. Foi graças ao capitalismo global que a China tirou 700 milhões de habitantes da miséria. Nada a ver com a revolução maoísta. Bregman carece, portanto, de qualquer tentação de planificar ou microgerenciar a economia. As mudanças – bastante radicais – que ele propõe não visam a alterar esse entendimento, e na medida do possível o incorporam. Vamos a elas.

O livro dá três propostas para transformar as sociedades ricas (nós, brasileiros, ainda temos que chegar lá) em verdadeiras utopias: renda básica universal, jornada de trabalho de 15 horas semanais e fronteiras abertas. A primeira proposta é nossa velha conhecida dos discursos do ex-Senador Eduardo Suplicy. A ideia é interessante como um substituto do Estado de bem-estar e há alguma evidência em que dar dinheiro de graça às pessoas reduz o custo dela para a sociedade. Bregman cita o caso de mendigos na Inglaterra. Com menos necessidade de tribunais e serviços assistenciais, o receptor da renda mínima é capaz de resolver sua vida.

O problema é que, fora experimentos limitados, nenhum país jamais implementou essa proposta, que seria, para qualquer valor que possa garantir uma vida digna (Bregman fala em cerca de 12 mil dólares por ano), extremamente caro, exigindo a total reformulação do sistema tributário. Ele cita o exemplo do ex-presidente Richard Nixon, que quase o fez nos Estados Unidos, mas acabou sendo dissuadido. Hoje em dia, o estado do Alasca tem essa política; talvez o único jeito de convencer americanos de morarem lá. Não está claro qual seria o efeito de uma medida dessas sobre a cultura de um povo. Não tenho dúvidas de que holandeses de hoje em dia continuariam industriosos mesmo recebendo dinheiro gratuito. Mas e os filhos deles, nascidos sob a expectativa de ter todas as suas necessidades já cobertas, sem qualquer contrapartida? E para povos cuja cultura valoriza justamente a pessoa que consegue tirar mais para si contribuindo o mínimo possível? Não vou citar nomes…

A renda universal é uma proposta radical, mas ainda dentro do concebível. A jornada de 15 horas, confesso, me foi mais difícil de engolir. Para Bregman, as pessoas trabalham demais e muitos trabalhos são inúteis ou deixam o trabalhador insatisfeito. Ele aposta na tecnologia para tornar obsoleto parte do trabalho humano, o que não é impossível, e também em jornadas mais curtas para que todos possam trabalhar. Mas como seria para empresas ter que contratar, treinar e gerenciar três vezes mais pessoas para produzir a mesma quantidade? Não só os salários, mas também os tempos da jornada obedecem a forças de mercado. Não quer dizer que sejam sempre os melhores, mas imaginar que seja possível mudá-los radicalmente por decreto é temerário. Em nada ajuda que ele considere o PIB uma medida de pouca importância.

Bregman pouco considera que não só o trabalho, mas também – e especialmente – o tempo livre pode entediar e gerar frustração existencial nos homens. A falta de desafios exteriores (ter que se sustentar, ter que aguentar o chefe, etc.) não é algo fácil de se lidar para muita gente.

Por fim, fronteiras abertas é uma medida possível e que, no que diz respeito à economia, Bregman está certo. Deixar que incentivos e forças de mercado determinem o emprego e levem a migrações aumentaria a produtividade mundial e tiraria outras centenas de milhões da pobreza (embora significasse também uma transição delicada para os trabalhadores nativos que teriam salários menores). O problema está nos aspectos culturais e sociais que ele insiste em ignorar, como se não existissem. E foi esse tipo de negação de questões reais que fortaleceu os piores demagogos corajosos o bastante para mencioná-las.

Se milhões de sudaneses e sírios entrassem na Holanda para viver de renda universal e trabalhar 15 horinhas, a sociedade holandesa continuaria de pé? Ou viraria um novo Sudão, incapaz de sustentar as próprias instituições que fizeram da Holanda um lugar propício para criar riqueza e viver em paz? Há, afinal de contas, bons motivos pelos quais a política imigratória deve, sim, buscar acolher imigrantes, mas fazê-lo de maneira controlada, não com a avalanche que a abertura das fronteiras permitiria, nesses tempos de alta mobilidade global.

No final das contas, não me convenço da utopia de Bregman. Mas ela permanece uma tentativa inspirada de fazer o que poucos fazem: criar visões de sociedades que nos inspirem a trabalhar por um ideal. Algo para sonhar e que nos tire da triste obsessão de apenas acompanhar a variação do PIB. Como brasileiro, no entanto, penso que seria bom que, pelo menos em sonho, o PIB continuasse a subir.

Joel Francisco Pinheiro

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Livros de 2016

Posted by HWBlog em 14/12/2016

leitura 01Os melhores livros lidos em 2016.

The Grid: The Fraying Wires Between Americans and Our Energy Future: Bretchen Bakke

Classifico o livro de Gretchen Bakke na categorias “livros sobre coisas mundanas que são, na verdade, fascinantes”. A obra fala sobre o envelhecimento do sistema elétrico nos Estados Unidos. Eu acho que viram como modernizar a rede elétrica é complexo e crítico para a construção de um futuro de energia limpa. O livro ainda não tem tradução em português.

The Myth of the Strong Leader: Archie Brown

O livro foi escrito pelo cientista político de Oxford, Archie Brown, que criou a teoria de que os líderes mais eficientes da história não fazem o tipo “durão” e nem são todos “líderes fortes”. Um exemplo era Nelson Mandela, que tinha um poder mais discreto, por meio de delegação e diplomacia. Com a eleição de Trump, o livro torna-se ainda mais relevante. Brown não poderia prever o quão provável seu livro poderia ser em 2016.” O livro ainda não tem tradução em português.

Gene: Uma História Íntima: Siddharta Mukherjee

Apesar da ciência não ser um assunto cotidiano e que faz parte da vida de todos, o livro de Siddhartha Mukherjee consegue mostrar como o assunto está presente no dia a dia das pessoas. Mukherjee escreveu o livro para uma audiência leiga porque sabe que a nova tecnologia genética afeta a todos de maneira profunda.

A Marca da Vitória: Phil Knight

O exemplar conta a história de Phil Knight, cofundador da Nike e que lançou o primeiro livro sobre a marca este ano. O livro é um “memorando honesto” sobre o caminho de empreender e ter sucesso e mostra como a estrada nunca é uma reta, e sim cheia de problemas.

String Theory: David Wallace

O livro de David Foster Wallace ainda não tem tradução para o português. E, apesar do nome, não é sobre nenhuma teoria de física. A obra é uma coletânea de textos do autor sobre tênis. Você não precisa jogar ou assistir tênis para amar o livro. E Wallace segurou a caneta tão bem quanto Roger Federer segura a raquete.

Enjoy.

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Criar um ambiente inovador

Posted by HWBlog em 18/08/2016

inovação 7A inovação não nasce do dia para a noite e não é possível forjá-la na marra, movida pela simples vontade de fazer algo diferente. Como já foi dito, é preciso que o tema seja absorvido pela cultura organizacional. E para isso acontecer, entre outras coisas, é fundamental que a companhia invista no desenvolvimento de um ambiente que estimule o processo inovador.

Mas, afinal, como fazer isso? Com base no livro “O poder da inovação”, de Luiz Serafim, Head de marketing da 3M Brasil, elencamos aqui 4 dicas que vão auxiliar você e sua organização nesse desafio:

Diversidade

Grandes iniciativas até podem surgir da cabeça solitária de mentes geniais. Mas o mundo não é feito só de gênios. Na verdade, esses são espécimes bem raros. Depender somente deles pode ser um tiro no pé. Por isso, é fundamental estimular a trocar de ideias entre quem pensa diferente. Nesse sentido, ao pensar seu ambiente de trabalho pela ótica da inovação, garanta que haja espaços para interação. Como ressalta Luiz Serafim, “as inovações nascem da colisão de ideias, na qual uma porta leva a outra, e conhecimentos acumulam e se reorganizam”.

Não é só trabalho

Nas empresas onde o trabalho é sempre realizado dentro de atmosfera rígida e ciclos ininterruptos sem válvulas de escape, a inovação se torna mais escassa. Muitas vezes, aquela grande ideia, o ponto de virada na busca por uma solução que vem sendo maturada há muito tempo, aparece em uma situação totalmente alheia à rotina corporativa. Estimular momentos de descontração em espaços desconectados do operacional é importante para empresas que querem inovar.

Derrube os muros

Quanto menos barreiras você mantiver em sua empresa, mais chances ela terá de ser inovadora. “Organizações muito hierarquizadas, divididas em feudos administrativos, que apostam na postura incontestável dos chefes todo-poderosos, que negam acesso entre as pessoas, especialmente aos líderes de maior nível, bloqueiam a vitalidade de suas redes internas”, explica Luiz.

Enfim: sua empresa pode até manter a hierarquia e salas separadas, desde que o tráfego entre elas seja o mais livre possível, sem burocracia. E se puder derrubar literalmente as paredes, melhor ainda.

Home office integrado

Gerir equipes remotas é hoje um dos grandes desafios das organizações. Mas esse é um caminho sem volta. Os profissionais querem mais flexibilidade e as empresas precisam acompanhar esse ritmo se quiserem manter os melhores consigo. Por isso, desenvolver metodologias eficientes que permitam a integração e o diálogo entre colaboradores diversos em home-office é um caminho importante para estimular a inovação. Todos têm experiências distintas e podem contribuir com coisas novas.

 

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Decisões Éticas nas Empresas – Como e por que adotar 

Posted by HWBlog em 12/08/2016

Como decidir o destino dos colaboradores que são flagrados cometendo desvios morais sem chafurdar no pântano dos achismos? Ao mergulhar em dezenas de casos reais, esta obra contribui para capacitar os leitores a se posicionar de modo articulado frente aos dilemas que as práticas empresariais ensejam. 

Robert Henry Srour, é doutor em sociologia, consultor e professor. Publicou 8 livros que foram adotados por universitários e executivos. Já ocupou a presidência de empresas, a diretoria de faculdades e cargos na administração pública. 

Recomendamos.

 

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Livrarias começam a imprimir livros na hora

Posted by HWBlog em 14/07/2016

LIVROS IMPRESSOSLivrarias têm aquele cheiro específico de livros exalando das prateleiras. Caminhar entre eles é um ritual para muita gente. Mas todo esse ambiente custa caro: o aluguel do espaço geralmente é pesado demais para a quantidade de livros vendida.

Foi o que aconteceu com a Les Puf, a Publicadora Universitária da França, que tinha uma loja tradicional no centro de Paris. Com a especulação imobiliária e a queda nas vendas, ela fechou – mas voltou esse ano com uma proposta totalmente nova: uma livraria que imprime na hora o livro de acordo com o interesse do cliente.

Quem visita a Les Puf escolhe as opções do catálogo em um tablet: são 5 mil títulos e outros 3 milhões disponibilizados pela empresa americana que criou a impressora portátil de livros, a On Demand Books.

Uma vez que o livro é selecionado, a Espresso Book Machine puxa o PDF original do volume, imprime, cola e encapa o título com uma qualidade impressionante. O nome da impressora é inspirado no cafézinho italiano, uma vez que ela leva o mesmo tempo para aprontar o livro que o cliente para tomar seu café.

A máquina já foi adotada por diversas bibliotecas e livrarias universitárias no mundo todo – de Nova York a Alexandria, no Egito – e também por lojas tradicionais, como a Barnes and Noble, nos Estados Unidos.

Com isso, a livraria pode escolher não ter livros em estoque. A Les Puf mantem só um mostruário. Caem tanto os custos com distribuição quanto o aluguel: a livraria ocupa um espaço de menos de 80 m² e vende cerca de 40 livros por dia.

Por conta da legislação francesa, a loja também consegue cobrar o mesmo preço pelo volume impresso na hora do que cobraria uma livraria tradicional.

Se você já está com saudade dos corredores de prateleiras, o novo modelo tem uma enorme vantagem para os leitores: ele torna possível a impressão de livros raros, que já saíram de estoque.

São títulos inviáveis economicamente para lojas normais, porque só vendem, no máximo, 10 edições por ano. A própria Les Puf vai trazer de volta 2 mil livros esgotados para o seu catálogo.

Com o novo negócio, a Les Puf se tornou um mix de todos os nichos da indústria de livros: é publicadora, gráfica, distribuidora e livraria ao mesmo tempo. E tudo isso sem que o leitor precise perder a magia de ler um livro físico.

Dá até para imaginar que o cheiro de livro novo fique ainda mais forte. Afinal, ele acabou de sair do forno.

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O segredo de Bill Gates, Warren Buffet e outros bilionários

Posted by HWBlog em 25/05/2016

leitura 01Algo já esperado, Gates era um leitor ávido. Todo tipo de livro o interessava, mas ele tinha uma predileção por enciclopédias e livros de ficção científica. O pai de Gates conta que ficava muito feliz por ser filho gostar tanto de ler. Mas ele e sua esposa tinham que colocar algumas regras sobre a leitura. Bill Gates era proibido de ler enquanto jantava.

A paixão por ler hoje está explícita em seu blog, Gates Notes. O fundador da Microsoft escreveu resenhas e recomendações de mais de 150 livros. Os temas são variados: de romances tradicionais a histórias de ficção científica.

A paixão pelos livros e por estudar é algo comum a muitas pessoas ricas e bem sucedidas. O milionário Steve Siebold, autor do livro “Como as Pessoas Ricas Pensam”, entrevistou mais de 1.200 milionários de todo o mundo nas últimas três décadas e percebeu que se auto educar é algo que todos fizeram ao longo da vida.

O investidor Warren Buffet diz gastar 80% do seu dia lendo. Ele sempre dá dicas de leitura a seus acionistas nos relatórios anuais de seu grupo empresarial.

Mark Zuckerberg é outro bilionário que cultiva o hábito da leitura. Em 2015, o criador do Facebook resolveu ler um livro a cada duas semanas, e até começou um clube do livro chamado “A Year of Books” para que ele pudesse discutir os livros com a comunidade Facebook.

A magnata da mídia Oprah Winfrey seleciona um livro a cada mês para os leitores discutirem numa espécie de clube do livro online. E quando o bilionário do setor de tecnologia Elon Musk é perguntado sobre como aprendeu a construir foguetes, ele responde: “Eu leio livros.”

Especialistas dizem que a leitura é fundamental para qualquer pessoa em uma posição de liderança. O autor John Coleman, da Harvard Business Review, argumenta que a leitura pode fazer de você um melhor comunicador e mais compreensivo.

Enquanto isso, Scotty McLennan, professor de economia política na Universidade de Stanford, sugere que ler romances pode aumentar a capacidade de liderança, pois mostrando os leitores a realidade de uma forma que estudos de caso e livros de negócios não conseguem.

É claro que não existe uma fórmula para se tornar extremamente bem sucedido. Mas, ao que tudo indica, uma visita semanal à biblioteca vai, com certeza, aumentar seu nível de conhecimento e seu desempenho no trabalho.

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Lições de estratégia que aprendemos com o mestre do xadrez

Posted by HWBlog em 19/03/2016

xadrez 1A importância do planejamento e da estratégia para a administração é mais que essencial. É o alicerce de tudo o que se faz. Por isso, ter uma base e um objetivo do que vamos fazer é primordial para o sucesso de qualquer projeto e até mesmo para a construção de uma empresa.

A estratégia é realmente um dos assuntos mais intrigantes dos estudos em gestão, ainda mais no atual mercado competitivo, burocrático e com altas taxas tributárias em que vivemos. Diante disso, que tal conhecer algumas dicas de Garry Kasparov, um dos maiores estrategistas do xadrez de todos os tempos?

Em “How Life Imitates Chess”, ou simplesmente Xeque-mate, Kasparov ensina o leitor a tomar decisões corretas através do planejamento e estratégia, buscando sempre o autoconhecimento e o desafio para, enfim, fazer boas escolhas. Kasparov é considerado um dos maiores campeões de xadrez de todos os tempos, com títulos mundiais consecutivos de 1985 a 2001. Aos 22 anos, tornou-se o mais jovem campeão do mundo no xadrez. A publicação é da Editora Campus/Elsevier.

Abaixo você confere 4 lições de estratégia que aprendemos com o mestre do xadrez:

1 – Decisões que você toma hoje impactam o futuro

Segundo Kasparov, “um grande mestre faz os melhores movimentos porque ele se baseia na aparência que ele quer que o tabuleiro tenha dez ou vinte lançes à frente”. Por isso, ter um objetivo claro e honesto é o primeiro grande passo para que o futuro seja mais concreto e estável. Ter visão e planejamento.

“Objetivos intermediários são essenciais. Eles são os componentes necessários para criar condições favoráveis à nossa estratégia. Sem eles estaremos tentanto construir uma casa a partir do telhado. Em primeiro lugar, preciso entender que objetivos estratégicos me ajudarão a alcançar minha meta de atacar o rei e, só então, começarei a planejar a forma precisa de realizá-los e a examinar os lançes específicos que conduzirãoà execução com bons resultados”, diz o estrategista.

2 – Você nem sempre pode determinar o campo de batalha

“Você não se torna um campeão mundial sem ser capaz de jogar em estilos diferentes quando necessário”.

Segundo ele, na vida nós somos obrigados a combater em um território desconhecido, o que pode gerar um desconforto. Porém, é necessário. Não é possível lutar somente em nosso próprio território. “A capacidade de adaptação é fundamental para o sucesso”, acredita Garry.

3 – Viver mudando de estratégia é o mesmo que não ter estratégia alguma

Mudar pode ser algo bom, claro. No entanto, mudanças só devem ser feitas por motivos justos. Além disso, todo o processo de mudança deve ser feito de forma meticulosamente planejada. Segundo o autor, precisamos caminhar na linha tênue entre flexibilidade e coerência. “Um estrategista precisa de ter fé em sua estratégia e coragem para mantê-la, e ainda ter vistas largas o suficiente para perceber quando é necessário mudar de curso. Além disso, alerta o especialista, cada mudança deve ser avaliada com cuidado e, quando feita, aplicada com firmeza.

“Devemos também evitar que a concorrência nos devie do nosso caminho estratégico. Se você está empregando uma estratégia poderosa e bem-sucedida, ganhando espaço no tabuleiro de xadrez ou numa fatia de mercado no comércio global, a concorrência tentará fazê-lo tropeçar para que você desista. Se seus planos forem sólidos e sua percepção tática for boa, o adversário só poderá vencer com a sua ajuda.”, orienta.

Por fim, Kasparov acredita que contra uma estratégia sólida, táticas diversivas serão insuficientes ou falhas.”Se forem insuficientes, você pode e deve ignorá-las, continuando no seu curso. Se forem radicais ao ponto de obrigá-lo a se desviar, provavelmente serão falhas em algum aspecto, a menos que você tenha cometido um erro”, explica.

4 – Preocupe-se mais consigo do que com a concorrência

“Quando estou em um confronto direto com o oponente, como em um match do campeonato mundial, só tenho um sujeito para observar e ele está bem à minha frente, do outro lado do tabuleiro. É uma situação de soma zero: eu venço, ele perde, ou vice-versa. Todavia, em um torneio com 12 jogadores, o que acontece nos outros jogos pode causar um impacto no meu sucesso. É como qualquer empresa com vários sócios e concorrentes; a Continental tem de prestar atenção se a United e a American iniciaram negociações”, explana o autor.

Segundo ele, os resultados de outros jogos implicam diretamente em sua estratégia e isso acontece em qualquer negócio da vida. Por isso, antes de determinadas partidas – ou negociações -, é preciso decidir se o jogo será cauteloso ou agressivo, dependendo apenas do adversário. Porém, estar preparado e bem consido é, por muitas vezes, mais importante do que saber do histórico e das jogadas do outro. “Não podemos passar muito tempo nos preocupando com o outro sujeito, pois perdemos de vista nossos próprios objetivos e desempenho”, finaliza Garry Kasparov.

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Livros que irão despertar seu guru financeiro interior

Posted by HWBlog em 07/12/2015

Livros 5Leituras podem se tornar base para investimentos de sucesso e entendimento do mercado financeiro

Avesso a leitura até chegar na universidade, Sam Lustgarten, autor do blog Frugaling, passou a tentar adotar uma regra básica de leitura afirmada por, ninguém menos, que Warren Buffett: Leia 500 páginas por dia. Não precisa necessariamente ser de um livro, mas o guru número 1 do mundo dos investimentos absorve tudo e afirma que, ao ler esta quantidade de informações, você está efetivamente investindo em si mesmo. “O conhecimento se acumula, assim como juros compostos”, afirma.

Pensando nisso, Lustgarten reuniu 3 livros que podem se tornar a base para que investidores tenham sucesso e despertem seu lado guru.

  1. Confessions of a Street Addict (Confissões de um Viciado em Wall Street, em tradução livre) por Jim Cramer

“Quando eu estava na faculdade pensei que poderia seguir carreira no mundo dos negócios”, inicia Lustgarten. O mundo dos investimentos e finanças parecia-lhe tentadora e o sonho era conseguir um emprego em Wall Street. “Essas ideias nasceram a partir de uma leitura exaustiva e repetitiva de Confessions”, relembra.

Este livro foge dos conselhos e dicas e tem seu foco no ponto de vista de um guru financeiro e o que ele passou, sofreu e conquistou em seus tempos de Wall Street. “Confession é uma ótima leitura, bem escrito e até desagradável às vezes”, avisa. “Cramer não pinta o mundo financeiro em uma luz bonita, pelo contrário, ele chama atenção para algumas das partes mais loucas do mercado”, comenta Lustgarten.

  1. I Will Teach You To Be Rich (Eu te Ensinarei a Ser Rico, em tradução livre) por Ramit Sethi

“Quando cheguei à faculdade, eu percebi que eu precisava equilibrar meu orçamento e entender melhor o meu fluxo de caixa. Eu estava gastando dinheiro como se não houvesse amanhã. “Viver o momento” me fazia gastar mais do que o eu tinha e estava me fazendo contrair dívidas”, relembra. E, foi com o livro de Sethi que ele aprendeu uma variedade de princípios básicos que o fez voltar aos trilhos.

O livro leva os leitores a uma jornada de aulas e mudanças financeiras. Sethi ensina as pessoas a automatizar finanças e facilmente controlar os gastos. Assim como sugere uma variedade de investimentos que tem como objetivo ajudar o investidor a maximizar sua renda passiva.

Repleto de dicas práticas, o livro é perfeito para os millennials que estão começando sua jornada financeira. “Volto a esse livro com bastante frequência para recordar quais os passos que eu deveria estar tomando para maximizar o meu retorno sobre os investimentos”, comenta Lustgarten.

  1. The Big Short (A Grande Venda, em tradução livre) por Michael Lewis

“Lewis é um pesquisador e escritor talentoso, que tece tramas e intrigas em histórias de forma muito natural. De repente, instrumentos financeiros complexos são conceitos fascinantes e de fácil entendimento”, elogia

The Big é uma leitura obrigatória para pessoas que querem entender melhor crises financeiras e ver quem realmente lucra com quando o mercado financeiro está uma bagunça

 

 

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Livros para você inovar em seu negócio e se tornar um melhor empreendedor

Posted by HWBlog em 20/10/2015

A literatura business serve muitas vezes como modelo e inspiração para os empreendedores. Com a ilustração de cases, essas histórias podem provocar reflexões definitivas e impactar na construção das ideias. 

1 – Satisfação Garantida: Delivering Happiness. Tony Hsieh, editora Thomas Nelson Inc

Em narrativa que conta a trajetória da Zappos, varejista de calçados estadunidense comprada pela Amazon por US$ 1bi, o livro retrata como a empresa buscou a diferenciação na hora de atender o cliente.

2 – Confiança Inteligente. Stephen M. R. Covey e Greg Link, editora Leya

O aumento das vendas está na transparência. É o que o autor explica neste livro que parte da confirmação de que a confiança é um importante aliado na evolução da produtividade e no bem-estar dentro das empresas. Uma leitura fortemente indicada para quem tem como diferencial o capital humano.

3 – Business Model Generation. Osterwalder, Alexander, editora Alta Books

Muitas vezes, o empreendedor não encontra o caminho ideal para diferenciar e valorizar seus produtos e serviços. Este livro servirá como um guia para gerar um modelo de negócio.

4 – O Poder do Hábito. Charles Duhigg, editora Objetiva

Criar e manter hábitos saudáveis ajudam a resolver tarefas cotidianas de forma mais prática, liberando o microempreendedor  para funções mais estratégicas. De acordo com Bruno Rodrigues,  um profissional que não se preocupa com a saúde, pode sentir mais dificuldades para chegar ao sucesso.

5 – A Loja de Tudo. Stone Brad, editora Intrínseca

O livro conta a história da Amazon e como o fundador, Jeff Bezos, buscou o sucesso e acreditou no seu projeto desde o início. “A leitura de biografias ajuda a compreender e aceitar que todos os empreendedores passam por dificuldades”, afirma Rodrigues.

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Contemplar o capim

Posted by HWBlog em 29/09/2015

capim1Em livro, neurocientista desmonta o mito das multitarefas e mostra que descansar a mente libera espaço para as grandes ideias

Quem tem tempo de se espalhar na grama e admirar a lança de capim em vez de conferir a tela do smartphone? Em 1855, o poeta Walt Whitman não sabia nem precisava saber o que era ser multitarefas, mas já ensinava, em seu poema clássico, que a mente precisa vadiar. Vivemos uma era de aceleração de fontes de informação como nenhuma outra na história da humanidade. Mas o nosso cérebro tem a mesma capacidade fisiológica de enfrentar esse ataque de dados que tinha o cérebro do poeta. Em um livro best-seller escrito para você e para mim, não para cientistas, o celebrado autor Daniel Levitin oferece recursos para impedir que o leitor seja soterrado pela avalanche diária de informação. A Mente Organizada combina a apresentação das descobertas recentes em estudos sobre o cérebro e sugere rotinas para assumir o controle do ecossistema de informação, e não ser controlado por ele. Levitin é um neurocientista, especialista em psicologia cognitiva e músico, autor de outro best-seller, A Música no Seu Cérebro.

Ele dirige um laboratório de percepção musical na McGill University, em Montreal, e é cofundador e diretor do programa de Ciências Sociais do Projeto Minerva, universidade fundada em 2012 em San Francisco. O Minerva é um programa de graduação com 120 alunos que visa a reformar a educação superior do século 21 para enfrentar as rápidas mudanças em vários campos de conhecimento. “Não achamos honesto cobrar altas anuidades de estudantes que, ao se formar em certos campos profissionais, não podem mais usar o que aprenderam porque seu conhecimento já está superado”, diz Levitin, em entrevista exclusiva ao Aliás. “Temos foco em pensamento crítico, solução de problemas e 25% do currículo é concentrado em promover a comunicação efetiva.” Engraçado: na era dos nerds esquisitões da tecnologia, uma escola de vanguarda privilegia o diálogo.

Em A Mente Organizada, Levitin observa o que têm em comum as pessoas bem-sucedidas e produtivas. Sugere estratégias de organizar a memória – esvaziá-la com exercício e instrumentos que chama de extensões do cérebro, como calendários eletrônicos, smartphones e cadernos de anotação. Curiosamente, ele notou, entre seus mais ocupados interlocutores, um apego físico a objetos analógicos, pequenos cadernos de anotação, fichas, canetas e lápis. E especula sobre as vantagens de manter esse hábito.

O cérebro precisa de resets neurais. São esses resets que nos tiram de situações como a de um carro atolado na lama. É frequente, depois de uma pausa de repouso, encontrar a solução para um problema que parecia fora de alcance. A neurociência, conta Levitin, comprova que contemplar a natureza oferece um poderoso reset – até mesmo olhar imagens da natureza.

A eficiência em organizar a informação nos torna mais do que produtivos. É um instrumento de libertação para o ócio, para os momentos em que podemos contemplar a grama e ter grandes ideias. Como ter inspiração para escrever o maior clássico da poesia norte-americana.

Por que falamos em sobrecarga de informações?

Para os cientistas, a sobrecarga é a diferença entre a quantidade de informação com que somos bombardeados e a capacidade do nosso cérebro de lidar com ela.

O que é a obsolescência evolucionária, que o senhor aponta como parte do obstáculo para lidar com o excesso de informação?

Todos os organismos vivos estão constantemente se adaptando ao meio ambiente. A seleção natural exerce influência sobre essa adaptação. Por exemplo, nós nos adaptamos à erosão da camada de ozônio e pessoas que adquirirem maior resistência aos raios ultravioleta transmitirão aos descendentes o gene de sobrevivência a eles. Mas é um longo e lento processo. Nosso cérebro evoluiu para lidar com um ambiente que existia há 10, 20 mil anos. O genoma humano precisa de tempo para se adaptar. Para você ter uma ideia, em 30 anos quintuplicou a quantidade de informação que recebemos a cada dia. Pense nisso como o equivalente a ler 175 jornais de ponta a ponta diariamente. Outro número extraordinário: em 1976, nos Estados Unidos, havia cerca de 9 mil produtos únicos à venda num supermercado. Hoje, há cerca de 40 mil. O consumidor americano, que compra uma média de 150 produtos, tem que navegar entre uma quantidade muito maior de escolhas

Embora a evolução do cérebro esteja “atrasada”, há duas gerações essa obsolescência era muito menos sentida, certo?

Vamos considerar um aprendizado que foi necessário para nossos avós. Eles tiveram que aprender a usar o telefone uma ou duas vezes – tiveram que fazer chamadas com ajuda de telefonistas e depois aprenderam a discar. Hoje, os smartphones não param de mudar. Você troca de modelo e tem que aprender inúmeras funções, que daqui a poucos anos serão trocadas.

Há um site chamado “Deixe eu googlar isto pra você” inspirado na exasperação que muitos sentem quando alguém faz uma pergunta que pode ser respondida online. Qual a importância de ter tanta informação disponível em poucos segundos?

Quando eu cursava a Universidade Stanford, na Califórnia, gostava de estudar dentro da enorme biblioteca principal. Havia ali respostas para tudo o que eu queria saber. Mesmo se eu me distraísse e quisesse conferir algo que não tinha ligação direta com o trabalho em questão, era preciso levantar, localizar um livro ou publicação num sistema de classificação. Hoje, a nossa atenção é desviada o tempo todo para novas fontes e isso afeta a possibilidade de recuperar o foco inicial. Há enorme variação na nossa capacidade de virar a chave da atenção. Mulheres e jovens tendem a ser mais rápidos do que homens e idosos. Mas varia muito. Se me distraio de algo, demoro uns cinco minutos para retomar a concentração.

A palavra multitarefas, executar várias tarefas ao mesmo tempo, é indissociável da rotina do século 21. Mas o senhor diz que multitarefas não passam de ficção.

Não existem multitarefas, é um mito. O cérebro simplesmente não comporta isso. A pessoa pensa que está lidando com várias coisas ao mesmo tempo quando, de fato, o cérebro está experimentando rápidas mudanças de foco que mal percebemos, o que resulta numa atenção fragmentada a várias coisas e nenhuma atenção sólida a uma que seja. Recentemente ficou provado que conseguimos prestar atenção a, no máximo, três ou quatro coisas de uma vez. O cérebro é eficaz em provocar autoilusão. Achamos que estamos no controle das coisas. Mas executar várias tarefas ao mesmo tempo libera um hormônio de estresse, o cortisol. O cortisol tem um papel evolucionário, mas também provoca ansiedade, nervosismo e afeta a clareza de pensamento. Comparo o ato de fazer várias tarefas ao mesmo tempo com uma espécie de embriaguez. Há trabalhos que exigem essa capacidade, como tradutor simultâneo ou controlador de tráfego aéreo. E não é à toa que, nessas funções, as pessoas são obrigadas a fazer várias pausas de descanso para recuperar a capacidade de se concentrar.

No entanto, há uma noção de que as pessoas bem-sucedidas, e o senhor entrevistou mais de 100 para escrever o livro, são as que têm o poder de acumular mais tarefas do que os outros.

Exato, mas a história e a ciência de laboratório nos provam o contrário. Estudos mostram que o trabalho de quem mantém o foco numa tarefa é mais criativo. Isso vale tanto para grandes empresários, atletas e inovadores como para artistas. Valia para Da Vinci e Michelangelo. Olhe para o alto na Capela Sistina, considere grandes conquistas como o cubismo, a 5ª Sinfonia de Beethoven, a obra de William Shakespeare – tudo é resultado de atenção sustentada ao longo do tempo.

Por que o senhor diz que as crianças devem aprender na escola, já aos 10 anos, a enfrentar a sobrecarga de informação?

Qualquer criança alfabetizada sabe que pode encontrar uma informação em segundos. Mas a maior parte do que está online é desinformação. Ficções mascaradas de fatos. Até estudantes universitários se deixam confundir. Recolhem informações sem perguntar quem está por trás. Como saber que a fonte é confiável? Na escola, os professores devem ensinar, para começo de conversa, que websites não são iguais. Devem incutir um questionamento crítico na pesquisa. À medida que os alunos crescem, vão adquirindo mais nuances para se informar. Por exemplo, se a criança quer um brinquedo, pode-se ensinar a ela que o website do fabricante não é a fonte mais confiável sobre a segurança do brinquedo. Antes, no ecossistema analógico, tínhamos curadores de informação, era mais fácil distinguir a credibilidade de fontes.

O senhor diz que as pessoas mais produtivas são as que melhor estabelecem prioridades.

A maioria de nós chega ao trabalho hoje em dia e é bombardeada com o “por fazer”. É como entrar cambaleando num ambiente em que há muitas exigências e começamos a atacar o que passa pela frente. Não fazemos um esforço consciente e deliberado de evitar que o ambiente em volta nos domine. Isso aumenta o cansaço e diminui a produtividade. Todas as pessoas altamente bem-sucedidas com quem converso têm em comum o fato de que elas anotam o que há por fazer e já começam a trabalhar cientes de prioridades.

O senhor diz que uma ferramenta útil para priorizar são os chamados exercícios de limpeza da mente.

Sim. O David Allen, um guru da produtividade e autor de A Arte de Fazer Acontecer, aponta para a importância de externalizar a informação. Recomenda anotar tudo o que está se passando na sua cabeça, coisas que têm a ver com a tarefa em questão e preocupações que podem distrair a pessoa. É um processo neurológico, porque o cérebro teme esquecer o que é importante. Quando o cérebro sabe que a informação foi arquivada externamente, nas anotações, e o efeito é de nos acalmar, é libertador. Retira o entulho mental que prejudica a atenção.

A sobrecarga de informação se estende ao excesso de objetos. Por que o senhor defende uma gaveta de bagunça?

Um profissional precisa saber exatamente onde estão seus instrumentos. Pode ser um cirurgião, um dentista, um bombeiro. Este tipo de organização nos libera para pensar e tomar decisões. Mas excesso de organização é contraprodutivo, uma perda de tempo. O importante é deixar visíveis os objetos que utilizamos regularmente. Quantas vezes você encontra um parafuso, uma peça e não se lembra de onde vem? Jogue na gaveta de bagunça, a que tem objetos de utilidades diferentes. Isso é uma forma de fazer economia cognitiva, porque não é preciso classificar tudo.

O senhor aponta a correlação entre eliminar o excesso de informação e de pertences e a felicidade.

Se quiser destilar tudo o que se conhece sobre pessoas que se consideram felizes, a frase é a seguinte: elas se satisfazem com o que têm. E são as que querem conquistar algo, não receber prêmios e elogios. O que é diferente de não ter ambição pessoal ou criativa. O empresário Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo, com uma fortuna de mais de US$ 70 bilhões, mora na mesma casa há mais de cinco décadas. Ele inventou o neologismo “satisficing”, sobre as coisas que bastam. Não perde tempo com o que não lhe interessa e tem uma agenda diária de trabalho quase vazia, de poucas reuniões, que o deixa livre para ser produtivo.

Lúcia Guimarães, jornalista

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