PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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A luta contra a corrupção empreendedora

Posted by HWBlog em 01/03/2015

negociação 2O Brasil é um país de corruptos? Após anos pesquisando e sendo professor de empreendedores que atuam em economias emergentes de todo o planeta, posso afirmar categoricamente que nós brasileiros não somos mais corruptos ou menos corruptos do que os cidadãos da grande maioria dos países do mundo.

Da Argentina à China, passando por África, Oriente Médio e Leste Europeu, a realidade é que a maioria dos países do mundo convive com práticas entendidas como corruptas pelos que defendemos maior ética nas relações pessoais e comerciais.

Reconto uma história vivida por um destes alunos: “Num pequeno país do Leste Europeu, uma família tradicional controlava há mais de cem anos um dos principais comércios da principal avenida da capital. Com a abertura do mercado nos anos 1990, rapidamente um concorrente se instalou num endereço próximo, vendendo produtos similares a preços mais competitivos. Após poucas semanas, seus fundadores foram assassinados. Jamais descobriram os autores.”

Como você acha que a esmagadora maioria da opinião pública local reagiu? “Obviamente”, apoiando os assassinatos. Acontece que, para aqueles cidadãos, acostumados com um determinado modo de vida, a consequência pela ousadia daqueles empreendedores “sem escrúpulos” foi “mais do que merecida”. O exemplo demonstra como conceitos aparentemente simples, como o que “é certo” e o que “é errado” podem ser desafiados pela complexidade da vida humana em sociedade.

No curioso sistema capitalista moderno, em vias de globalização, a concorrência e a inovação alheia devem estar sempre no radar do empresário, mas a reação deveria ser apenas através do próprio mercado.

A realidade, porém, é que grande parte dos empreendedores de sucesso, em boa parte do mundo, é levada a corromper ou ser corrompida, em maior ou em menor grau, durante sua trajetória de sucesso. Como em becos aparentemente sem saída, mesmo os mais éticos, religiosos ou preocupados com a lisura e os efeitos de seus atos, terminam aceitando uma realidade que lhes leva não apenas a corromper, mas também a desfalcar ou subornar terceiros, contaminar biomas, sonegar impostos e fraudar, contrabandear ou piratear procedimentos ou produtos.

É precisamente assim que abrimos nossos olhos para um dos maiores tabus da economia moderna, que glorifica o empreendedor “a todo custo” mas não lhe dá a oportunidade de ser ouvido ou aconselhado em questões como estas, tão difíceis e delicadas para a continuidade de seu negócio.

Quase nenhum governo ou escola de negócios possui canais para tratar do assunto, como se o assunto não existisse ou fosse pequeno demais para merecer atenção.

É verdade que manuais de conduta têm sido escrito, leis tem sido aperfeiçoadas e até as polícias têm sido treinadas para melhor identificar crimes econômicos. E mesmo culturalmente, nota-se que temos passado a aceitar menos, ou pelo menos a questionar mais, estas práticas que geram efeitos de longo prazo perversos para a sociedade.

Mas o número de soluções propostas ainda é irrisório, levando-se em consideração a seriedade do tema. Aqueles que ousam “tocar na ferida”, seja internamente, como membros de grandes organizações, seja a nível individual, como fundadores de novas empresas, trabalham com um alvo certo: a promoção crescente da transparência nas decisões e atos do dia-a-dia, através do uso de novas tecnologias.

É assim que sites ou aplicativos premiados, como o indiano “I paid a bribe” (do inglês “Eu paguei um suborno”), têm impulsionado uma reação ainda silenciosa mas potencialmente robusta para amenizar esta complexa relação entre cidadãos, governos e negócios.

Em “I paid a bribe”, denúncias anônimas em massa são contabilizadas ao vivo, com local e nome onde subornos foram pagos, fornecendo evidências de que algo num determinado processo ou organização não está sendo realizado com a transparência necessária.

Gostaria de acreditar que isso é apenas o começo de uma série de soluções que serão propostas e implementadas pela sociedade, incluindo empresas e governos para mitigar os enormes prejuízos causados pela corrupção.

Por Newton Campos

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