PrimeWork (Ano IX)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Archive for the ‘Comportamento’ Category

Complexos femininos inspirados nos contos de fadas

Posted by HWBlog em 02/12/2015

complexo de cinderelaUma pesquisa realizada pelo International Business Report (IBR) aponta que as mulheres ainda são minoria nos cargos de liderança no Brasil. Segundo o levantamento, 47% das empresas brasileiras não possuem mulheres em cargos de liderança, índice que está acima da média global, que é de 33%. Ainda segundo esta pesquisa, apenas 7% das empresas brasileiras têm planos para contratar ou promover mulheres nos próximos 12 meses, índice que representa metade da média global de 14%.

É fato que, quando falamos em promoção de mulheres em cargos de liderança, muitos fatores devem ser considerados, tais como o estabelecimento de políticas adequadas, que possam suprir a demanda feminina. Porém, existe outro fator que pode estar contribuindo para que elas não cheguem ao topo: o comportamento feminino no ambiente de trabalho.

O Institute of Leadership & Management (ILM) entrevistou 3 mil gerentes graduados – homens e mulheres – e publicou suas conclusões em fevereiro de 2011: segundo o ILM, apenas metade das gestoras se descreveu como confiante ou muito confiante, em comparação a 70% dos homens. Metade das administradoras admitiu ter sentimentos de insegurança em relação ao seu trabalho, comparado a 31% dos homens. E 20% da parcela masculina afirmaram que se candidatariam a um cargo, mesmo atendendo parcialmente seus requisitos, contra 14% das entrevistadas. Não me impressionam os resultados dessa pesquisa. Mulheres no ambiente de trabalho, além de serem mais autocríticas que os homens, em sua maioria ainda se sentem menos confiantes no mundo corporativo.

E isto vai contra a dinâmica atual brasileira. Basta que olhemos para o percentual de mulheres chefes de família no Brasil para que isso seja comprovado. Atualmente, segundo dados do IBGE (2013), 38% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, o que confirma que grande parcela da força de trabalho em nosso país hoje é feminina.

O que percebo, no entanto, é que se por um lado as mulheres estão avançando no mercado de trabalho, por outro existem alguns comportamentos femininos que fazem com que elas recuem. O que ocorre é que muitas ainda são totalmente inseguras acerca daquilo que realizam e por vezes acabam deixando de se destacar e crescer profissionalmente, fazendo aquilo em que são realmente boas, agindo assim através de complexos.

Na Psicologia, o complexo é definido como uma série de pensamentos e ideias que se relacionam entre si e levam a pessoa a se comportar, sentir ou pensar de acordo com aquilo que acredita, nem sempre sendo isso uma realidade concreta.

Um exemplo disso é aquela mulher que acredita não saber negociar e assim acaba por encontrar indícios (muitas vezes imaginários) de que realmente não seja boa e por fim acaba levantando barreiras mentais que a impedem de progredir e a fazem tomar, mesmo que de maneira inconsciente, decisões equivocadas.

Para que isso não ocorra, o primeiro passo é se conscientizar de que algo não vai bem. Mas para que essa analise seja feita de forma assertiva, é preciso pensar racionalmente. Procure avaliar seus resultados e também como tem aplicado o que sabe para contribuir com a organização em que trabalha. Analisando esses dois fatores, os comportamentos de insegurança tendem a ser reduzidos, pois o foco está orientado para ações observáveis.

Outro segredo que funciona muito e trago da época da infância é aquilo que chamo de “agir como se”. Quando somos crianças usamos muito essa forma de se comportar. À medida em que nos tornamos adultos, deixamos essa habilidade criativa de lado e assim perdemos boa parte de nossa segurança e espontaneidade.

A diferença do “agir como se” da infância para o “agir como se” do ambiente de trabalho é que se antes tudo não passava de uma brincadeira, agora é o que pode trazer segurança para acreditar em si mesma. Pense no que você gostaria de ser, espelhe-se naquelas pessoas que admira à sua volta e “aja como se”, comporte-se como elas, acredite que é capaz.

Quando uma mulher se comporta baseada em complexos no ambiente em que trabalha, deixa de atuar, mostrando o que tem de melhor, e pode acabar comprometendo sua imagem profissional na empresa, dificultando assim as chances de chegar ao topo e progredir na carreira.

Abaixo, elenco o que considero os principais complexos femininos no ambiente de trabalho:

Complexo de Cinderela – É a mulher que prefere se acomodar, inutilizando assim seu potencial criativo e intelectual deixando de competir no mercado de trabalho, assumindo uma postura passiva e resignada, sempre à espera de que algo bom aconteça, mas sem fazer nada para que isso ocorra. No ambiente de trabalho, é aquela que fica sempre à espera de algum milagre ou “uma fada madrinha” que venha modificar sua vida profissional.

Complexo de Rapunzel – É o tipo de mulher que se acostuma com o ambiente em que vive e se acostuma com a rotina, não buscando novos desafios por medo de arriscar sua carreira. Assim como a Cinderela, espera por um “milagre”. A diferença é que a Rapunzel não convive com os outros e não tem a perspicácia de enxergar além do óbvio. Acredita em tudo o que lhe dizem e não procura confirmar se as informações são de fato verdadeiras.

Complexo da Bruxa Má – Complexo de Bruxa Má representa aquela mulher que vive se comparando com as colegas de trabalho, que acredita ser a melhor em todos os sentidos e não aceita crítica. É a mulher que quando sente que sua competência pode ser ameaçada, trata logo de tirar a “rival” do caminho, usando para isso fofocas, exclusão social, desmerecimento, desdém da outra pessoa ou até mesmo o bullying no ambiente de trabalho.

Complexo da Rainha de Copas – A Rainha de Copas é uma personagem que aparece nos capítulos finais do livro Alice no País das Maravilhas. Tem um pavio curto, é autoritária, tendo somente um modo de resolver todas as dificuldades, grandes ou pequenas: “cortem sua cabeça!” sem pensar duas vezes e sem mesmo olhar em volta. No ambiente de trabalho, é aquela mulher autoritária, que resolve tudo com demissão ou pelo menos ameaça de que isso aconteça. No fundo, é insegura e se sente a todo momento ameaçada, precisando provar poder, não utiliza o pensamento estratégico nem faz uma analise da situação, apenas ameaças como forma de persuadir as pessoas.

Complexo de Chapeuzinho Vermelho – Sempre insistindo em fazer as coisas do seu jeito, sem analisar os riscos da situação, não escuta o que os outros têm a dizer e não analisa as consequências. A Chapeuzinho Vermelho do mundo corporativo sempre acaba caindo em enrascada e precisa que alguém a salve do Lobo Mau. Apesar de ter boa vontade, é teimosa e pode colocar em risco sua vida profissional.

Complexo de Branca de Neve – É aquela mulher de quem todos gostam, simpática e graciosa, mas muito ingênua. Faz tudo na empresa e não se importa de passar café, fazer a ata da reunião e organizar tudo sem que lhe peçam. Não sabe dizer não e por saberem disso é para ela que sempre pedirão ajuda. Na tentativa de agradar, faz tudo pelos outros e esquece de si mesma, virando assim a carregadora de pianos da empresa. Dificilmente chegará a um cargo de liderança.

Complexo de Mulan – No filme da Disney Mulan, se mostra uma corajosa jovem chinesa que se passa por um guerreiro no lugar de seu pai debilitado e ajuda o exército imperial chinês a expulsar os invasores hunos. No ambiente de trabalho é uma profissional excelente, mas que acaba por se masculinizar para conseguir o que quer. Assim como no filme, é preciso que a Mulan do universo corporativo vença como profissional, utilizando-se também de sua essência feminina.

Seja você mesma. Não existe nada mais promissor para a carreira de uma mulher do que ser ela mesma. Nem sempre é fácil, mas acredite, esse é o melhor caminho. Ninguém conhece melhor suas potencialidades do que você mesma, é preciso saber disso para se tornar a melhor versão de si mesma a cada dia.

Gisele Meter

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Compreenda os quatro componentes da influência

Posted by HWBlog em 30/07/2015

influencias1Você já deve ter encontrado pessoas que falam pouco, mas que quando abrem a boca, o que dizem tem relevância. Elas sabem usar o silêncio para controlar uma negociação. Exercer influência significa mais do que apenas argumentar; trata-se de assumir o comando e compreender o peso das emoções, do conhecimento, dos sinais não verbais e do poder posicional. Dominar esses quatro aspectos de influência é essencial para ser um líder de sucesso.

Conquiste o poder posicional. Com ele, a influência pode se tornar relativamente simples. Pessoas com autoridade sobre outras tendem a falar e interromper mais, além de conduzir conversas com maior frequência, escolhendo os temas, por exemplo.

Saiba que, se você não ocupar esse lugar numa determinada situação, provavelmente terá menores chances de colocar seu ponto de vista, cortar a palavra de outros ou propor pautas de discussão. Afinal, exercer o direito de falar mais sobre os assuntos que lhe são importantes é uma das maneiras pelas quais pessoas com poder posicional demonstram autoridade.

O que fazer para desafiar o poder posicional? Imagine que você tenha um produto, uma ideia ou uma empresa que pretende vender e encontra algum interessado. Como tentar controlar a situação?

O segundo aspecto da influência está relacionado com as emoções. Usá-las a seu favor pode ajudar a neutralizar a autoridade e dominar a conversa. Quando um lado tem o poder, mas o outro tem maior habilidade para controlar as emoções, as chances de equilibrar a relação aumentam. De fato, a paixão pode dissipar a autoridade, mas somente se as coisas forem conduzidas com muito cuidado e o outro lado puder ser capaz de suportar isso. É bem provável que a maioria de nós tenha assistido a concursos de talento em que um jovem artista desconhecido consegue conquistar e persuadir os juízes e, assim, ganhar a competição. A suavidade e o poder das emoções na apresentação são suficientes para calar — e “ganhar” — os juízes, apesar de sua autoridade. O discurso apaixonado, o pedido de clemência e o contexto levam o júri às lagrimas — Hollywood usa esse material para criar clímax em suas histórias.

Paixão geralmente se relaciona com experiência, o terceiro aspecto da influência. E, de fato, se você dominar esses dois elementos tem maiores chances de liderar uma conversa e dissipar o poder posicional. A voz tímida de um especialista pode ficar abafada diante do clamor de pessoas que querem ser ouvidas. Expertise sem paixão nem sempre é eficaz, mas, com paciência, a pessoa pode ser a última a permanecer num debate e assim conseguir sua vez.

O aspecto final de influência é o mais sutil dos quatro, e, como tal, raramente pode superar a autoridade posicional ou paixão. Mas, em casos raros e habilmente manobrados, pode prevalecer. O que é? O domínio do jogo das interações humanas.

Temos pouquíssimo conhecimento consciente sobre isso, mas todos, com maior ou menor experiência, participamos. Aprendemos em uma idade bem precoce que a conversa é como um pas de deux, um jogo entre duas (ou mais) pessoas, que envolve respiração, piscar de olhos, movimentos com a cabeça, contato com os olhos, inclinações, gestos com as mãos e diversos outros traços sutis e não verbais que nos ajudam a nos comunicarmos.

De fato, o diálogo pode ser menos funcional sem esses sinais não verbais. Conversas telefônicas nem sempre são gratificantes como encontros presenciais. E teleconferências, na maioria das vezes, envolvem interrupções, confusões e assuntos cruzados. Nessas situações, deixamos de receber as dicas que estamos acostumados para nos ajudar a entender quando o interlocutor está pronto para entregar o bastão durante o diálogo, e vice-versa.

É possível exercer influência usando apenas esse quarto aspecto? Já observei isso acontecer em algumas situações, mas os outros elementos, em geral, triunfam sobre esse. Certa vez, porém, assisti a um executivo sênior controlar com grande facilidade uma sala lotada — um grupo de pesquisadores de várias partes do mundo que se reuniu para discutir o futuro da TI. Em poucos minutos os participantes começaram a concordar, sem se dar conta, com o executivo, mesmo que ele não tivesse poder posicional nem fosse apaixonado pelo assunto. Seu domínio em relação a sinais sutis de conversas era profundo; assim, conseguiu rapidamente trazer todos para o seu ritmo verbal. Fiquei impressionado. Ele mostrou essa incrível habilidade ao vivo e a cores.

A influência, portanto, é uma medida de quanto os participantes se colocam no jogo — e inconscientemente a maioria das pessoas é especialista em perceber isso. Para exercê-la, você precisa se sobressair em pelo menos um de seus quatro aspectos, e de preferência em mais de um.

 

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Como aplicar a mudança de hábitos em sua própria empresa?

Posted by HWBlog em 24/06/2015

metas-ano-novo1 – A engrenagem dos hábitos angulares

Quando as pessoas começam a fazer exercícios habitualmente, mesmo com uma frequência baixa como uma vez por semana, elas começam a mudar outros padrões relacionados em suas vidas, muitas vezes sem sequer desconfiar disso. Notavelmente, pessoas que fazem exercícios físicos começam a adotar uma alimentação melhor e se tornar mais produtivas no trabalho naturalmente. Elas até começam a sentir menor necessidade de fumar e demonstram mais paciência com colegas e familiares. O motivo não é tão claro, mas para muitas pessoas, o exercício é um hábito angular que deflagra mudanças disseminadas, “transbordando” para outras áreas a melhora adquirida, facilitando a aderência por mudanças em outros hábitos.

De algum modo, essas mudanças iniciais deflagram reações em cadeia, como uma engrenagem que uma das peças ativa outras ajudando outros bons hábitos a se firmarem, cooperando para a prosperidade de novas estruturas e estabelecendo culturas onde a mudança se torna contagiosa.

É de extrema importância que você consiga compreender quais são os hábitos angulares, aqueles mais importantes que, quando começam a mudar, desalojam e reformulam outros padrões e vale lembrar que no ambiente de trabalho, as rotinas são o equivalente dos hábitos nas organizações.

2 – Vá por partes!

Invariavelmente, afirmo: as pequenas vitórias tem um poder imenso, uma influência desproporcional às realizações das vitórias em si. Afinal, pequenas vitórias são uma aplicação constante de uma pequena vantagem, pois uma vez que uma pequena vitória foi alcançada (um marco em seu projeto, por exemplo) forças que favorecem outra pequena vitória, destrinchada e mais exequível, são postas em ação. Pequenas vitórias alimentam mudanças transformadoras, elevando vantagens minúsculas a padrões que convencem as pessoas de que conquistas maiores estão dentro de seu alcance.

É o que chamamos de fenômeno de vitória crescente, como se os seus hábitos começassem a assumir o controle de uma mente de outrora que via um obstáculo e não sabia como lidar com a situação. Atletas treinados em diversas ocasiões de dificuldades e desgaste físico e emocional, quando chegam no momento de competições e provas, já se sentem como se tivessem passado da metade do plano e se sentem vitoriosos em cada estágio de superação. Isso é uma injeção de ânimo constante e combustível para qualquer conquista.

3 – Crie novos valores!

Hábitos angulares nos transformam criando culturas que deixam claros os valores que, no calor de uma decisão difícil ou de um momento de incerteza, talvez acabássemos esquecendo.

Os hábitos angulares tornam escolhas difíceis em mais fáceis, porque, quando uma pessoa viola a cultura em uma organização, ela claramente precisa ir embora, pois os valores ditam o que deverá ser realizado dentro de uma empresa com hábitos arraigados em sua cultura organizacional. Conceitos como força de vontade, autodisciplina, aprendizado compartilhado e garra são só tidos como valores quando os mesmos estão intrínsecos à mentalidade de toda a equipe, conduzindo as suas reflexões e, por consequência, norteando seus atos para o bem da comunidade corporativa.

Espero que vocês tenham sido instigados a adotar esses passos e comecem desde já a implementar as mudanças de hábitos com seus companheiros de trabalho.

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Atitudes de empreendedores de sucesso

Posted by HWBlog em 20/05/2015

empreendedor, atitudesA história de cada empreendedor é única, mas todas possuem um ponto em comum: elas começam com alguém criando algo e se arriscando em um sonho.

 E para que isso dê certo, o comportamento do empreendedor quando o negócio já superou a fase inicial e está em funcionando é essencial, nesse caso, eles têm que ter uma abordagem diferente das demais pessoas. Pensando nisso, o Entrepreneur selecionou as cinco atitudes diferentes que os empreendedores possuem com relação às outras pessoas.

 Confira:

1. Reconhecem as soluções para os problemas

Empreendedores de sucesso estão constantemente descobrindo como superar da melhor maneira os obstáculos e desafios com que se deparam diariamente – não encaram como problemas, mas sim oportunidades. Eles estão constantemente encontrando maneiras para fazer as ideias e soluções funcionarem.

2. Continuam investindo em ideias de negócios viáveis

Eles não procuram conquistar o que é “suficiente”. Normalmente, gastam bem menos do que ganham e investem a renda em melhores maneiras de trabalhar a mesma ideia. Para eles, investir é um jogo que não tem fim.

3. Investem em suas próprias habilidades

Algo com que nunca é possível errar é investir em si mesmo – e empreendedores de sucesso sabem disso.

Verdadeiros empreendedores investem seu tempo semanalmente em fontes que os farão sentir-se melhor. Eles são conhecidos por usar seu tempo livre para ampliar suas habilidades e conhecimento. Também conhecem o valor de aprender constantemente.

4. Possuem ativos que combinam

A maneira mais eficiente de construir riqueza é possuir parte de uma empresa. Os empreendedores mais ricos de hoje em dia são donos de grande porcentagem de seus negócios.

5. Jogam com sua força

Eles sempre se concentram no que fazem melhor e jogam com sua força e terceirizam suas fraquezas. Por exemplo, os maiores empreendedores do mundo contrataram algumas das pessoas mais inteligentes de sua indústria para trabalhar no que não podem, mas têm que fazer.

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Resiliência: o quê, por que e como

Posted by HWBlog em 28/04/2015

resiliente“Mais do que educação, mais do que experiência, mais do que treinamentos, o nível de resiliência de um indivíduo determinará quem terá sucesso e quem se perderá pelo caminho. Isso é verdade para pacientes com câncer, é verdade para atletas olímpicos, e é verdade para executivos e empreendedores na sala de reunião”, afirma Dean Becker num artigo da Harvard Business Review.

Resiliência, portanto, é a habilidade de controlar sua resposta a situações física ou mentalmente estressantes. A ciência mostra que quanto mais resiliente o indivíduo é mais longe ele irá na sua vida pessoal e profissional. Faz sentido. Sucesso é o reflexo de inúmeras quedas e derrotas que foram encaradas como oportunidades de aprendizado e crescimento.

Na minha experiência convivendo e trabalhando com indivíduos extremamente talentosos fica claro que os mais interessantes são aqueles que passaram por adversidades às vezes pesadas e tiveram força para se reerguer ainda maiores. Eles têm uma energia interna contagiante, empatia e humanidade ao mesmo tempo que demonstram força e determinação certeiras.

Claramente, o indivíduo resiliente não é aquele que evita stress de toda e qualquer forma, mas sim aquele que aprende como controlá-lo e transformá-lo em energia produtiva. A pessoa resiliente provavelmente entortará, mas não quebrará, quando confrontada com adversidade, traumas, tragédias e ameaças. Ela é, na maior parte do tempo, ativa e não passiva em relação ao o que acontece ao seu redor e em sua vida, sempre acreditando ser autora do seu presente e futuro, e não uma vítima do seu passado.

Posso me tornar mais resiliente?

Bom, mas felizmente muitos de nós não passaram por situações dramaticamente impactantes que balançaram nossos valores e nos fizeram questionar nossa missão no mundo, o que frequentemente se ouve de gente extremamente resiliente (já ouviu a história de alguém que sobreviveu a um grave acidente ou doença?). Então, o que fazer se sua vida é confortável e relativamente linear? Os cientistas Steven Southwick e Dennis Charney, da Yale University School of Medicine, recomendam 4 estratégias comprovadas cientificamente para dar um boost em sua resiliência:

1) Trabalhe com seu físico: fisiologicamente, atividade física moderada promove a liberação de endorfina e dos neurotransmissores dopamina e serotonina, os quais reduzem sintomas de depressão e melhoram o humor. Um experimento com animais mostrou que correr frequentemente diminui fobias diversas e aumenta a coragem para exploração de novos ambientes. O recomendado é uma hora e 15 minutos por semana de atividade aeróbica intensa como corrida e natação, ou duas horas e 30 minutos de atividades moderadas como caminhada, por exemplo.

2) Aceite desafios e saia da zona de conforto: dar um passo além do que você normalmente faria, seja nas férias, no final de semana, ou no trabalho, estica sua zona de conforto e potencialmente aumenta sua segurança. Não há limites e cada um sabe o que isso significa para si, mas pode ser vencer um medo, fazer uma apresentação num idioma novo, explorar um outro país com poucos recursos e infraestrutura, ou começar a dizer não ao invés de sempre se moldar para agradar os outros.

3) Medite, e desenvolva uma visão positiva do mundo: como explicado no artigo sobre mindfulness, meditar frequentemente pode lhe trazer clareza, foco e facilitar a priorização de onde investir sua energia. Meditar lhe conecta com o presente, evitando lamentações sobre o passado e preocupações excessivas com o futuro. Isso comprovadamente reduz o stress e lhe permite maior controle sobre sua vida e decisões, e você acaba se tornando uma pessoa mais segura e determinada.

4) Amigos & relações humanas: a última tática para aumentar sua resiliência é passar mais tempo com pessoas com as quais você demonstra aceitação, respeito e admiração mútua. Só funciona, no entanto, se você estiver realmente conectado àquela pessoa e pode contar com ela para conselhos, dicas ou apenas um ombro amigo. Ajuda se sua network for recheada de indivíduos que são exemplos de resiliência em pessoa, pois você terá role models a observar e seguir. Imitar comportamentos e práticas que deixam os outros mais fortes também pode ser de alto valor. Por exemplo, quando estiver desanimado e pronto para desistir vale lembrar que existe uma “fera” dentro de cada um de nós.

Finalmente, escrever sua história ciente de que você é autor e protagonista, de que você decide gastar mais tempo comemorando pequenas vitórias do que lamentando sobre como o mundo é injusto, aumenta sua motivação, determinação, produtividade e, ultimamente, felicidade. É por isso que as universidades e empresas mais concorridas do mundo esperam escutar histórias de superação e resiliência em seus processos seletivos.

Dado tudo isso, eu pergunto a você, leitor, e também a mim mesmo: qual o próximo capítulo?

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Os otimistas enfrentam melhor os momentos de adversidade

Posted by HWBlog em 24/04/2015

6 dicas para influenciar pessoasEstamos vivendo um momento que para quem tem mais de 40 anos não deixa de ser um déja vu. Um ano que chegou trazendo muitas incertezas e mudanças, além de surpresas que têm nos atingido no dia a dia, impactando nossa vida pessoal e, em especial, nossa carreira. Não é nada confortável vivenciar o nevoeiro. Ele que nos deixa com a sensação de não termos controle. Esse cenário por tempo prolongado, produz uma série de sentimentos negativos que, ao nos acompanhar para a vida corporativa, acaba de drenar as nossas energias e a capacidade de entregarmos o que temos de melhor de resultados. Não me refiro ao cansaço por trabalhar acima da média, mas sim ao desgaste emocional, à inevitável frustração, sensações que vão abrindo caminho para o estresse e para a baixa autoestima.

Em momentos de crise e de incertezas é natural aflorar o senso de preservação, ou seja, investimos muita energia para que seja garantida a nossa continuidade. Os fantasmas, reais ou imagináveis, tomam conta do ambiente de trabalho. Se a situação se agravar, a empresa pode precisar reduzir custos. E aí, quem fica e quem vai embora? Trabalhar com essa sombra deslizando pelos corredores acaba com os espírito de equipe, o tão falado e fundamental engajamento fica comprometido. A má notícia é que, nesse estado, qualquer profissional tem seu equilíbrio afetado. É comum, nessa fase, a perda da criatividade, a queda da produtividade e o surgimento de um quadro de estresse. Mais lenta e avessa ao risco, dificilmente uma pessoa tomas as decisões mais acertadas.

Sei que é difícil enfrentar esse cenário. Dependendo do grau de estresse, o bom senso oscila. Mas minha sugestão é que o profissional enfrente a situação com atitude positiva, fazendo tudo de melhor que esteja ao seu alcance. A grande questão é focar naquilo que é possível fazer, influenciar os outros a se manterem produtivos e ativos, colaborar para conservar a integridade e o alinhamento de todos com os valores da organização.

Todo o cuidado é pouco quando o assunto é o poder de influenciar. Esse processo leva às emoções positivas, cria um ambiente mais otimista, onde cada um pode ser e dar o que tem de melhor. Pessoas que são otimistas, sem deixarem de ser realistas, têm um grande diferencial competitivo que sempre contará a favor das suas respectivas carreiras. É uma característica que extrapola o ser ou não otimista. Pessoas com mais equilíbrio emocional são capazes de manter o grupo mais motivado. Se o momento já é complicado e cada um precisa administrar suas renúncias e adversidades, imagina enfrentar essa situação com alguém de mau humor, de temperamento explosivo e negativista? Muito complicado.

O fato é que, no decorrer da vida, todos nós vamos moldando por meio das nossas experiências. São esses momento pessoais que nos habilitam a sermos maduros para enfrentar as adversidades. Podemos ser desesperados e chatos, ou podemos seguir com nossa vida com mais confiança e otimismo. Ao mesmo tempo, o equilíbrio íntimo, combinado a outros comportamentos e talentos, vai permitir que cada um administre o dia a dia na vida profissional com mais desenvoltura e encontre meios de sofrer o menos possível, neutralizando ao máximo as situações negativas.

David Mezzapelle, autor do livro “Contagious Optimism”, e Jason Wachob, co-fundador e CEO do site MindBodyGreen, destacam algumas características das pessoas otimistas. Confira algumas delas a seguir:

Gratidão até pelas pequenas coisas da vida e resiliência para enfrentar desafios são características marcantes. Doar tempo e energia, estar disponível para alguém que precisa, ter interesse genuíno pelo outro, exercitar a escuta ativa e reforçar a esperança. Cercar-se de pessoas com perfil parecido e que geram e absorvem energia positiva faz muita diferença. Ter perseverança e acreditar nos seus objetivos e capacidade de atingi-lo, não se deixando afetar pelo pessimismo e realidade do outro.

Uma pessoa otimista tem maior disposição para perdoar, pois não se prende tanto ao passado, prefere esquecer o agressor. E, por fim, o otimista tem o sorriso que contagia o ambiente e diminui o estresse. A maioria das pessoas funciona melhor em lugares que tenham uma equipe assim, especialmente quando há uma dose de realismo presente. O ambiente otimista cria um clima de maior confiança entre seus membros e ajuda a estimular a criação de planos e ideias.

Destaco, ainda, a importância do pensamento positivo na evolução da carreira. Pois sempre iremos nos deparar com situações e cenários como o atual e, é certo que os otimistas terão mais energia, serão capazes de se renovarem, motivarem em meio ao caos e buscarem soluções e oportunidades diferentemente dos pessimistas ou conformados.

Cabe a você escolher de que lado quer estar.

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De bem com a segunda-feira

Posted by HWBlog em 13/04/2015

super manComo descobrir se aquela empresa dos seus sonhos é mesmo um lugar no qual as pessoas trabalham satisfeitas e felizes?

O Love Mondays é um serviço onde o profissional pode conhecer companhias por meio da avaliação dos próprios fincionários.

Numa entrevista de emprego, o candidato tem um conhecimento limitado das empresas observa a cofundadora Luciana Caletti.

A consulta é gratuita.

lovemondays.com.br

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Por que é tão difícil simplificar a vida?

Posted by HWBlog em 23/03/2015

simplificar bbcSe tem uma coisa que a maioria das pessoas tem em comum, independentemente de o quanto trabalham e do que fazem nas horas de folga, é que elas estão sempre ocupadas, sempre alertas, sempre tentando cumprir uma longa lista de tarefas e desafios que aparecem em seus caminhos.

Mesmo quando elas estão cientes de tudo o que precisam fazer, o próprio volume de post-its com lembretes, o bloco de notas do smartphone e até a velha e boa lista de tarefas a serem cumpridas já significam uma grande dose de complicações.

A tecnologia está aqui para ajudar a tornar o dia-a-dia mais eficiente, mas, ironicamente, ela também contribui com sua parcela de complexidade desnecessária, com os infinitos pedidos de “log in” e nossas caixas de entrada se enchendo com centenas de e-mails por dia.

E a pilha de simplificadores tecnológicos que complicam a vida só cresce – de quantas senhas precisamos lembrar para entrarmos em todos os aparelhos e sites que usamos em casa e no trabalho?

Espaços sem complexidade:

Será que a solução seria criar espaços na vida que sejam livres de complexidade, nos quais, ao menos de vez em quando, pudéssemos nos sentir equilibrados e menos estressados?

A ideia não é tão louca quanto parece. Muitos de nós provavelmente já participamos de atividades cujo principal benefício é a sensação de simplicidade gerada, ainda que fugaz. Se você pratica ioga ou meditação, vai entender o que estou dizendo.

Psicólogos se referem a isso ao poder da plena consciência, o que também pode ser entendido como viver o momento presente e não sobrecarregar o cérebro com muitas outras coisas.

Aceitar a verdadeira simplicidade no cotidiano nem sempre é algo simples, mas também não é impossível. E há maneiras de criarmos mais áreas livres de complexidade. Aqui estão algumas ideias que podem ajudar:

Resista a verificar seu e-mail constantemente:

A única maneira de fazer isso é saindo do programa de e-mail que você utiliza. A tentação de verificar cada nova mensagem que entra é muito grande. Determine um período no qual você ficará desconectado. Comece com 20 minutos e tente chegar a duas horas ou mais.

Se não conseguir fazer isso, o problema pode não ser a quantidade de tarefas pendentes, mas talvez um possível vício por e-mail. Lembre-se: os telefones ainda funcionam, então fechar a caixa de entrada não é a mesma coisa que se trancar em um mosteiro.

Reaja menos:

Muitos chefes passam a maior parte do dia apagando incêndios, reagindo ao que está acontecendo, em vez de se dedicar mais a controlar os eventos. É possível quebrar esse ritmo introduzindo um “intervalo para reflexão” de 15 minutos no maior número de dias possível.

Esse será o seu momento para pensar – algo cada vez mais raro no nosso mundo non-stop.

Tente refletir sobre o que você poderia fazer melhor, o que poderia realizar de maneira diferente e até no que você não deveria executar. Aproveite esse tempo para ser mais proativo em vez de reativo.

A sensação de controle que vem com a reflexão vai compensar na forma de estresse reduzido.

Use seus recursos:

Imagine se você pudesse, num passe de mágica, criar uma equipe de pessoas para ajudá-lo em vez de ser você a fazer tudo. Uma boa notícia para que tem um cargo de chefia: provavelmente já existem pessoas se reportando a você.

Os melhores chefes são os grandes distribuidores de tarefas. Se esse é o seu caso, aproveite.

Se não, entenda que os princípios de delegar são bem simples. Estabeleça metas claras. Prepare as pessoas para assumirem mais responsabilidades. Peça para que elas prestem contas. Oriente-as. Você saberá se está no caminho certo quando se sentir confiante para ter seus intervalos de reflexão todos os dias.

Todas essas sugestões trarão um resultado que vale mais do que qualquer outro: elas criam tempo.

E mais tempo traz mais controle e menos estresse.

A simplicidade é um desses raros momentos em que o velho ditado de que “menos é mais” realmente faz sentido.

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A luta contra a corrupção empreendedora

Posted by HWBlog em 01/03/2015

negociação 2O Brasil é um país de corruptos? Após anos pesquisando e sendo professor de empreendedores que atuam em economias emergentes de todo o planeta, posso afirmar categoricamente que nós brasileiros não somos mais corruptos ou menos corruptos do que os cidadãos da grande maioria dos países do mundo.

Da Argentina à China, passando por África, Oriente Médio e Leste Europeu, a realidade é que a maioria dos países do mundo convive com práticas entendidas como corruptas pelos que defendemos maior ética nas relações pessoais e comerciais.

Reconto uma história vivida por um destes alunos: “Num pequeno país do Leste Europeu, uma família tradicional controlava há mais de cem anos um dos principais comércios da principal avenida da capital. Com a abertura do mercado nos anos 1990, rapidamente um concorrente se instalou num endereço próximo, vendendo produtos similares a preços mais competitivos. Após poucas semanas, seus fundadores foram assassinados. Jamais descobriram os autores.”

Como você acha que a esmagadora maioria da opinião pública local reagiu? “Obviamente”, apoiando os assassinatos. Acontece que, para aqueles cidadãos, acostumados com um determinado modo de vida, a consequência pela ousadia daqueles empreendedores “sem escrúpulos” foi “mais do que merecida”. O exemplo demonstra como conceitos aparentemente simples, como o que “é certo” e o que “é errado” podem ser desafiados pela complexidade da vida humana em sociedade.

No curioso sistema capitalista moderno, em vias de globalização, a concorrência e a inovação alheia devem estar sempre no radar do empresário, mas a reação deveria ser apenas através do próprio mercado.

A realidade, porém, é que grande parte dos empreendedores de sucesso, em boa parte do mundo, é levada a corromper ou ser corrompida, em maior ou em menor grau, durante sua trajetória de sucesso. Como em becos aparentemente sem saída, mesmo os mais éticos, religiosos ou preocupados com a lisura e os efeitos de seus atos, terminam aceitando uma realidade que lhes leva não apenas a corromper, mas também a desfalcar ou subornar terceiros, contaminar biomas, sonegar impostos e fraudar, contrabandear ou piratear procedimentos ou produtos.

É precisamente assim que abrimos nossos olhos para um dos maiores tabus da economia moderna, que glorifica o empreendedor “a todo custo” mas não lhe dá a oportunidade de ser ouvido ou aconselhado em questões como estas, tão difíceis e delicadas para a continuidade de seu negócio.

Quase nenhum governo ou escola de negócios possui canais para tratar do assunto, como se o assunto não existisse ou fosse pequeno demais para merecer atenção.

É verdade que manuais de conduta têm sido escrito, leis tem sido aperfeiçoadas e até as polícias têm sido treinadas para melhor identificar crimes econômicos. E mesmo culturalmente, nota-se que temos passado a aceitar menos, ou pelo menos a questionar mais, estas práticas que geram efeitos de longo prazo perversos para a sociedade.

Mas o número de soluções propostas ainda é irrisório, levando-se em consideração a seriedade do tema. Aqueles que ousam “tocar na ferida”, seja internamente, como membros de grandes organizações, seja a nível individual, como fundadores de novas empresas, trabalham com um alvo certo: a promoção crescente da transparência nas decisões e atos do dia-a-dia, através do uso de novas tecnologias.

É assim que sites ou aplicativos premiados, como o indiano “I paid a bribe” (do inglês “Eu paguei um suborno”), têm impulsionado uma reação ainda silenciosa mas potencialmente robusta para amenizar esta complexa relação entre cidadãos, governos e negócios.

Em “I paid a bribe”, denúncias anônimas em massa são contabilizadas ao vivo, com local e nome onde subornos foram pagos, fornecendo evidências de que algo num determinado processo ou organização não está sendo realizado com a transparência necessária.

Gostaria de acreditar que isso é apenas o começo de uma série de soluções que serão propostas e implementadas pela sociedade, incluindo empresas e governos para mitigar os enormes prejuízos causados pela corrupção.

Por Newton Campos

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Aprendendo a impressionar positivamente

Posted by HWBlog em 09/10/2014

MERITOCRACIADo ponto de vista do sucesso profissional, eu diria que há duas lições importantes que podemos extrair de tudo isso. A primeira é: a intuição é uma ferramenta importantíssima. Quanto mais apurada ela for, mais bem-sucedidos seremos. Tornar a intuição mais aguçada equivale a confiar mais em si mesmo, a ouvir sua voz interior, que o conecta a seus instintos mais profundos.

A segunda lição nos ensina que as primeiras impressões podem estar erradas, mas elas deixam sua marca, mesmo assim. Portanto, não perca tempo tentando provar a uma pessoa que ela se enganou a seu respeito. Em vez disso, preocupe-se em causar uma boa impressão desde o início.
Poucas coisas são mais difíceis e desgastantes do que tentar convencer alguém de que a primeira impressão dela a seu respeito estava errada. E há um bom motivo para isso. Diversos estudos indicam que as impressões iniciais são muito mais poderosas do que poderíamos imaginar, pois estão ligadas a um mecanismo de defesa e proteção que o ser humano desenvolveu para que pudesse sobreviver como espécie.

Assim, em vez de tentar lutar contra isso, uma pessoa orientada para o sucesso preocupa-se em causar uma boa impressão logo de cara. Mesmo porque, às vezes, essa impressão inicial que alguém registra a seu respeito pode ser sua única chance. Como você poderia convencer um funcionário de recursos humanos – que, por algum motivo, teve uma impressão desfavorável a seu respeito durante uma entrevista para emprego – de que ele está errado e que você é a pessoa certa para o cargo? Ou como convencer um investidor que não simpatizou com você de que o seu projeto é excelente? Como eu poderia tentar convencer Donald Trump de que seus instintos estavam equivocados se não tivesse surgido nenhuma empatia entre nós quando ele me disse “você tem três minutos para me vender a sua ideia”?

O principal problema de se aventurar nessas missões impossíveis — ou quase impossíveis — é que, muitas vezes, nem ao menos percebemos que causamos uma impressão desfavorável, e muito menos os motivos pelos quais isso aconteceu. Pensamos: “Mas meu projeto era perfeito!” ou “eu tinha todas as qualificações necessárias para aquele cargo”, ou, ainda, “com certeza eu estava pronto para aquela promoção”, sem nos darmos conta de que o problema é mais complexo. Antes mesmo que nossos projetos, ideias, méritos e qualificações sejam avaliados, nossa personalidade já o foi. Conforme vimos, essa avaliação é feita pelo inconsciente adaptador e, como tal, é rápida, instintiva e acontece no exato instante em que duas pessoas se encontram pela primeira vez. E se, por alguma razão, formos reprovados nessa avaliação, é bem pouco provável que consigamos passar com sucesso para a segunda fase, que é a avaliação de nossos projetos, ideias, méritos e qualificações.

A boa notícia é que você pode — e deve — ter mais controle sobre a primeira impressão que você provoca em alguém. Prova disso é a existência de empresas como a Hurry Date e a First Impressions e, é claro, as experiências de empresários como eu próprio — afinal, consegui vender minha ideia a Donald Trump após os três minutos que ele me concedeu — e muitos outros que continuam abrindo canais para transformar suas ideias em negócios bem-sucedidos.

Ao lerem estas linhas, muitos dirão: “Mas eu não sou carismático, não nasci com uma personalidade ‘magnética’”. É verdade que algumas pessoas parecem ter o “dom” de causar uma impressão favorável naturalmente, sem esforço algum. Contudo, isso ocorre porque elas desenvolveram a habilidade de lidar com uma série de fatores que contribuem para transmitir uma imagem favorável. Esses fatores vão desde o autoconhecimento até a intuição aguçada, passando pela comunicação verbal e não-verbal, pela capacidade de criar empatia, de transmitir confiança, de saber ouvir e de demonstrar interesse genuíno pelo outro, e assim por diante. E se essas pessoas conseguem, você também pode conseguir.

por Ricardo Bellino

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