PrimeWork (Ano IX)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Para de se enganar: sucesso pede autoconhecimento

Posted by HWBlog em 16/10/2013

robert-steven-kaplanO professor de Harvard Robert Steven Kaplan diz que o sucesso depende de um processo corajoso de conhecimento pessoal

Robert Steven Kaplan tornou-se professor da escola de negócios de Harvard em 2005, depois de uma carreira de mais de 20 anos em Wall Street — a maior parte do tempo como alto executivo do banco Goldman Sachs, de onde saiu como vice-presidente do conselho (não confundir com o professor homônimo, criador da metodologia Balanced Scorecard).

Mesmo com um grande repertório em gestão de investimentos, na academia ele enveredou pela linha de estudos do comportamento profissional. Em seus livros, Kaplan trata da investigação profunda que os profissionais devem fazer em suas fontes de motivação — que, segundo ele, não são investigadas e por isso as pessoas não crescem. É nesse ponto que entra a experiência do mercado financeiro.

Como orientador de carreira, Kaplan não amacia. “Executivos bem-sucedidos devem ser capazes de listar seus pontos fortes e fracos”, diz. Em entrevista, o professor fala sobre seu novo livro, What You’re Really Meant to Do (“O que você realmente deve fazer”, em tradução livre), que será lançado em maio nos Estados Unidos. E ele promete ir fundo na busca dos interesses profissionais.

P:As pessoas realmente buscam conhecer a si mesmas?

R:Todos nós, e aqui me incluo, temos “pontos cegos”, ou seja, características pessoais das quais não temos conhecimento, mas que são evidentes para quem nos observa. Os profissionais estão em diferentes estágios do processo de conhecimento íntimo.

Nunca conheci alguém que não precisasse de ajuda ou conselho para se desenvolver. Uma pessoa pode prescindir de ajuda durante algum tempo, mas em algum momento certamente precisará conversar. A situação é a seguinte: se você não precisa de conselho, não está produzindo nada. Está parado, não está crescendo.

P:Essa busca é um processo constante, certo?

R:É importante dizer que não são somente as pessoas que mudam. O mundo também está em transformação. A natureza das empresas e das indústrias muda. E você também muda: pode assumir novas responsabilidades, por exemplo. A busca do potencial único é certamente um processo constante.

Uma situação muito comum é encontrar uma pessoa que trabalha há dez anos no mesmo lugar e simplesmente deixa de gostar da empresa, do trabalho. A pergunta é: por quê? Ouço bastante esse tipo de queixa: “Eu costumava amar meu emprego, hoje detesto”. O que aconteceu? O emprego mudou ou é o profissional que está diferente?

P:Com qual frequência devemos revisitar o que sabemos sobre nós?

R:Não há um tempo certo, mas claro que não pode ser algo feito a cada segundo. Meu livro fala em atualizações regulares de seus pontos fortes e fracos, de suas paixões, de quem você é, o que você ama, qual o seu caráter, seu tipo de liderança. Essas são perguntas que as pessoas devem se fazer de tempos em tempos. O livro é como um roteiro — você não precisa consultá-lo sempre, mas deve pegá-lo de vez em quando para ter certeza de que sabe para onde está indo.

P:O senhor acha que as pessoas dedicam a energia necessária a essa investigação?

R:Se você é cínico, tem complexo de vítima ou acha que o mundo é muito injusto, terá muita dificuldade em tentar qualquer caminho diferente daquele que está trilhando. Esse tipo de mentalidade negativa coloca o profissional em um ciclo de insatisfação. Lido com pessoas que são cínicas ou que acreditam que a Justiça não funciona o tempo todo. Percebo o quanto isso é improdutivo.

Nos Estados Unidos, quando se fala em imposto, por exemplo, há quem acredite que nada funcionará, que o governo está sempre prejudicando a população. É difícil encontrar uma solução quando se adota um padrão de comportamento destrutivo. Entendo que as pessoas recorrem a ele para se proteger. Elas já foram prejudicadas e não querem passar por isso novamente. Só que, no fim das contas, acabam prejudicando a elas mesmas.

P:De acordo com o livro, esse tipo de mentalidade está relacionado a experiências negativas que persistem na memória e prejudicam o desempenho. Isso é comum no trabalho?

P:Se você me der mil pessoas, lhe darei mil narrativas diferentes. A mais comum é “não sou bom o suficiente” e suas variações. Mesmo se as pessoas que convivem com o profissional o consideram incrível, a narrativa persiste. Isso leva profissionais a cometer erros graves.

As situações de pessoas que perdem a cabeça, que não cooperam e que são imprevisíveis, em muitos casos, não acontecem porque são babacas. Elas ocorrem por causa de insegurança, porque querem se proteger. Cada pessoa tem sua própria narrativa negativa. Não há quem não a tenha. O segredo é ter consciência de que ela existe e entender como afeta seu comportamento. Livrar-se dela não é possível. Mas saber que ela existe e não ser prisioneiro dela, sim.

R:O senhor diz que devemos buscar uma definição própria para o sucesso. Como fazer isso diante dos modelos que a sociedade impõe?

R:O livro é justamente sobre isso. É preciso entender pontos fortes e fracos e quais são suas paixões para definir o conceito próprio de sucesso. É um processo que demanda muito trabalho. A pressão dos colegas é muito forte. O roteiro que proponho não vai fazer com que o profissional fique blindado a essa pressão.

Além de conhecer suas qualidades e defeitos, ele deve entender por que se sente vulnerável à pressão social. Talvez falte autoconfiança. Ou então haja questões não resolvidas com os pais, o que leva o sujeito a tentar agradar os outros. Esse entendimento aumenta a determinação.

P:Em termos práticos, quais estratégias um profissional pode adotar para se conhecer?

R:Um bom exemplo é pensar em um momento durante a vida em que se sentiu melhor. O que você estava fazendo? Por que gosta tanto desse momento? Talvez você estivesse trabalhando com esportes, com crianças ou simplesmente escrevendo. Quais tarefas estava desempenhando? Por que você era tão bom nessas tarefas? É apenas um exemplo de exercício simples, que força a pensar sobre o passado.

Quando as pessoas fazem isso, percebem que gostam de trabalhar com gente ou com vendas, por exemplo. Mais: percebem que não pensavam a respeito disso havia anos. Na sequência, minha pergunta é: por que não trabalhar em uma empresa que ofereça esse tipo de trabalho?

O importante é fazer algo além de pensar. Há o cérebro e o coração.

Em outras palavras, pensar no que sentimos é fundamental.

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O trabalho do futuro é portátil

Posted by HWBlog em 16/10/2013

home-office-trabalhar-de-casaEspecialistas em trabalho apontam tendências para as relações profissionais, o escritório e até as cidades. Saiba como isso mudará seu dia a dia

O escritório está se adaptando a um novo tipo de trabalho, no qual comunicação, criatividade e inovação são tão importantes quanto eficiência. “Esses ambientes refletem a compreensão de que um bom lugar para trabalhar precisa proporcionar conforto e qualidade de vida para que o profissional renda o máximo”, diz o inglês Philip Ross, CEO da UnWork, consultoria de inovação no trabalho.

É assim que ele enxerga a vida profissional nos próximos anos. As novas tecnologias também permitem a superação de barreiras de tempo e espaço. O lugar de trabalho deixa de ser a sede da empresa para ser qualquer ponto da cidade — a sala de casa, um café ou um galpão de trabalho coletivo.

Essas transformações criam novos hábitos: com quem trabalhar, o que fazer no tempo livre ou onde se encontar para uma reunião. As cidades também são reconfiguradas de acordo com as mudanças. “Trabalho é algo que se faz, não um lugar para onde se vai”, diz o arquiteto André Brik, de Curitiba, autor do livro Trabalho Portátil, e um dos especialistas que traçaram o mapa do trabalho do futuro que você confere a seguir.

Dentro do escritório

Escritório mais flexível
As empresas caminham para expedientes mais fexíveis. Mesmo indústrias baseadas em turnos, como Bosch e Volvo, já adotam horários alternativos. As hierarquias também passarão a ser mais moldáveis. Em vez de linhas de comando rígidas, os funcionários se organizarão em redes colaborativas. “Liberdade passa a ser uma condição para trabalhar bem”, diz Tennyson Pinheiro, da consultoria Live/Work, de São Paulo.

As pessoas trabalham de maneira diferente de acordo com sua personalidade, humor e necessidades. Cafés, salas silenciosas, espaços de reunião e lugares ao ar livre passam a ser locais de produção. Na sede do site de comparação de preços

Buscapé, em São Paulo, há redes onde os funcionários podem trabalhar. No Google, também em São Paulo, um dos espaços preferidos é o terraço com vista.

Rodízio de mesas
Os profissionais não precisarão ir todos os dias ao escritório. Portanto, em vez de ser lugares fixos, as estações de trabalho serão ocupadas de maneira rotativa, o que economiza espaço e energia. Na Philips do Brasil isso já acontece. Lá, 80% dos funcionários mesclam trabalho remoto com presencial. Na Cisco, ninguém tem lugar fixo e há três vezes mais funcionários do que mesas — dois terços trabalham remotamente.

Tecnologia tudo em um
Em vez de um computador no trabalho e outro em casa, as pessoas terão apenas um equipamento. Um único telefone recebe as ligações pessoais e as profissionais. O aparelho Pligg, lançado no começo do ano por uma startup gaúcha, oferece um número fixo, mas dispensa linha telefônica, pois é usado via computador conectado à internet (apenas 28 Kbps de banda) e já tem 10.000 usuários.

Na cidade

Gestão de transporte
As empresas se envolverão com a gestão dos problemas de transporte urbano. Em 2013, o Banco Mundial desenvolveu um Projeto Piloto de Mobilidade com empresas de São Paulo, como Toyota, Hotel Hilton e WTC, que buscaram soluções como ônibus fretado, caronas, uso de bicicleta e horários alternativos de expediente. Em alguns estados americanos há leis que preveem esse tipo de responsabilidade para as empresas.
Sem precisar se deslocar até a empresa, o profissional ganhará tempo para trabalhar mais ou dedicar-se a outras esferas da vida. Pode, em tese, até trocar a noite pelo dia, criando seu turno da maneira que quiser.

O site Freelancer.com, que une profissionais autônomos e clientes, tem mais de 9 milhões de trabalhadores cadastrados no mundo todo. Por meio dele, você pode morar no Brasil e desenvolver um projeto para uma empresa na China.

Tecnologia como serviço público
A estrutura tecnológica se tornará uma questão pública porque o acesso à rede de qualquer ponto da cidade passará a ser fundamental para o trabalho. Seul, capital da Coreia do Sul, terá até 2015 uma rede Wi-Fi que cobrirá toda a cidade.
A prefeitura da capital coreana oferece 30.000 serviços públicos online, sendo que 17.000 deles permitem reservas e marcações de horário.

Empresa distribuída
Em vez de ocupar um prédio inteiro, as empresas manterão uma pequena sede e montarão centros espalhados pela cidade. O funcionário não precisará atravessar a cidade para trabalhar.

Nos Estados Unidos há incentivo fiscal para empresas que se distribuem pela cidade. São Paulo estuda adotar uma medida semelhante. “Pode sair mais barato do que investir em metrô”, diz Silvio Meira, do Cesar, de Recife.

A interação social continuará sendo parte do trabalho. Portanto, frequentar escritórios de coworking, onde diversos profissionais se encontram, vem a ser vantajoso. Segundo pesquisa do site Movebla, 59,3% dos brasileiros que frequentam os mais de 100 espaços de trabalho coletivo do país estão lá pela interação com outros profissionais. Mais da metade dessas pessoas trocou o trabalho em casa pelo hub.

Vida de bairro
Em cidades que comportam empresas distribuídas em diversos centros e prédios, as pessoas poderão desfrutar mais da cidade em si. Passeios diurnos e almoço com a família não serão raros.

“O trabalho moldou o espaço urbano como um lugar em que as pessoas transitam, mas não vivem”, diz Natália Garcia, criadora do site Cidades para Pessoas. “Mas já há movimentação em busca de mudar isso”, diz.

Sem horário de pico
O trânsito diminuirá e as cidades se tornarão menos barulhentas e menos poluídas, pois a maior parte das emissões de carbono urbanas atualmente vem do transporte e dos prédios. Pode ser a solução para os horários de pico de A B-Society, que busca unir pessoas que gostariam de institucionalizar um horário alternativo de vida, está presente em mais de 50 países.

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