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Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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As startups descobriram o custo Brasil — e não estão contentes

Posted by HWBlog em 04/04/2013

startup 2As startups descobriram o custo Brasil — e não estão contentes

Burocracia, altos custos e desaceleração econômica levaram fundos a reavaliar investimentos em empresas brasileiras. Com isso, startups promissoras que precisam de novas rodadas de capital podem morrer na praia

Nem bem começou a ganhar velocidade e o setor de novos negócios da internet brasileira já faz sua primeira pausa para reavaliação. Investidores e empreendedores, muitos deles estrangeiros, descobriram o custo Brasil e os diversos entraves que impedem as empresas de prosperar rapidamente – e não estão contentes. O fim da “exuberância irracional” que tomou conta do mercado em 2010 e despejou dinheiro fácil sobre cerca de 900 empreendimentos inovadores até o final do ano passado significa que, nos próximos meses, muitas startups vão fechar. Outras terão de brigar com muito mais ferocidade pelos aportes que as levem a próximo estágio de desenvolvimento.

Para conseguir financiar seu plano de negócios, uma startup precisa, em média, de cinco rodadas de investimento. As primeiras são feitas pelos chamados investidores-anjo ou fundos especializados em capital semente. Se a empresa recém-criada consegue sobreviver à fase inicial e começa a operar, pode tentar rodadas de captação mais audaciosas com fundos de venture capital. Ao se tornar lucrativa, é a vez de buscar os fundos de private equity. Pode-se dizer que o negócio deu certo quando a companhia estiver pronta para estrear na bolsa de valores, como ocorreu com a desenvolvedora de software Senior Solution, que captou 62,1 milhões de reais em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ocorrida no início de março. Contudo, poucas startups brasileiras devem alcançar esse patamar nos próximos anos. Investidores ouvidos pelo site de VEJA foram categóricos: muitas empresas promissoras correm o risco de deixar de existir por falta de investimentos nas segunda e terceira rodadas. É o ‘voo de galinha’ da economia se replicando no meio empresarial – e, mais grave, perto daqueles que criam inovação.

Valores inflacionados – Um dos problemas do mercado brasileiro teve início no momento de euforia, sobretudo em 2010, quando a economia estava superaquecida e cresceu 7,5%. Com o grande fluxo de capital trazido ao país à época, as startups que nasciam foram superavaliadas por investidores. “Houve uma excitação com o Brasil que levou a uma inflação de preço das empresas. Do dia para a noite, qualquer conversa começava com o valor mínimo de 1 milhão de dólares”, afirma Danilo Amaral, da Trindade Investimentos, que fez aportes no blog Startupi e no site de consultas médicas Boaconsulta.com.

Em 2010, as startups brasileiras receberam investimentos de 6,1 bilhões de dólares, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Já em 2012, ano de forte desaceleração econômica, poucos investidores estavam interessados em fazer novos aportes. A FGV ainda não tem dados oficiais sobre o ano passado, mas estudos preliminares feitos pela Associação Brasileira das Startups (AB Startups) apontam para investimentos de 850 milhões de dólares. “Ao investir numa empresa com valor superdimensionado, você referenda um preço que não necessariamente condiz com o que a empresa pode entregar”, explica Amaral.

Custo Brasil – A repentina cautela dos investidores não teria efeitos tão devastadores, não fosse o fato de boa parte do capital inicial das empresas ter se perdido no buraco negro do custo Brasil. Tanto os investidores quanto os próprios empreendedores subestimaram o poder destrutivo dessa máquina de ineficiência que tritura o dinheiro de empresários, investidores e da população. “O Brasil é um mercado incrível. Mas a burocracia e os custos estão impedindo que aconteça a inovação”, diz José Marin, fundador da empresa de investimentos espanhola IG Expansión, que controla a operação do site de viagens Expedia na América Latina. Marin falou sobre as dificuldades de financiamento de startups brasileiras durante o Founders Forum, importante evento do qual é idealizador e que reuniu investidores e empreendedores do mundo todo no Rio de Janeiro, no início de março. Marin e os demais organizadores do evento se preparam para enviar uma carta à presidente Dilma Rousseff na qual devem sugerir melhorias regulatórias e de infraestrutura para que o ambiente de negócios das startups possa, de fato, florescer no Brasil.

O custo Brasil feriu as startups desde o início. A demora na abertura de empresas (o Brasil está em 130º lugar no ranking do Banco Mundial nesse quesito), o alto custo e a escassez da mão de obra especializada, os preços inflados do setor imobiliário para a abertura de escritórios e a logística deficitária surpreenderam não só investidores estrangeiros acostumados com a velocidade do Vale do Silício, como também os empreendedores inexperientes. “O Brasil ganhou mais destaque do que merecia. E é mais difícil operar no país do que deveria ser. Contratar, demitir, incorporar e criar a companhia são coisas que tomam um tempo inacreditável de uma empresa e custam caro”, diz Fabrice Grinda, fundador da OLX e investidor do e-commerce Shoes4you. “No longo prazo, há muito potencial para as startups no país, mas, no momento, as coisas estão difíceis”, afirma.

O investidor reconhece o ‘boom’ dos anos de 2009 e 2010 – mas acredita que, depois da ressaca, o Brasil voltou ao patamar desconcertante dos velhos tempos: o de ‘país do futuro’. O futuro, para ele, deve ocorrer dentro de três a quatro anos. “A regulação precisa avançar, sobretudo para a questão do e-commerce. E os impostos precisam ser mais simples. O investidor não se preocupa necessariamente com a alta carga tributária, e sim com a sua complexidade“, afirma.

Nem tudo está perdido – A opinião unânime entre os investidores ouvidos pelo site de VEJA é a de que muitas empresas consideradas promissoras não conseguirão sobreviver à falta de capital em 2013. Mas nem tudo está perdido. Segmentos como educação, redes sociais, agregadores de compras e soluções B2B apresentam boas perspectivas porque não dependem de logística – um custo que consome as margens de lucro das empresas. Segundo Anderson Thees, do fundo Redpoint e.Ventures Brazil, que é ligado ao fundo de mesmo nome no Vale do Silício, o período de ajustes será positivo para selecionar quais são as melhores empresas geridas pelos melhores empreendedores. “Não há espaço para todas. Esse soluço do mercado é necessário para fazer essa seleção”, diz, reiterando que até mesmo o dinheiro escasso é algo positivo. “A falta de capital para novas rodadas é um grande problema? É. Mas é um problema bom. Antigamente não havia capital nem para a primeira rodada”.

Situação de ajuste semelhante à brasileira ocorreu na China no final dos anos 1990, quando houve o ‘boom’ das startups de internet. A ressaca veio logo depois, em 2001. E, apenas em 2004, os investimentos no país asiático voltaram a fluir. Kevin Efrusy, sócio do Accel Partners, um dos mais poderosos fundos de venture capital do Vale do Silício (dono de uma carteira de investimentos de 12 bilhões de dólares), afirma que não deverá reduzir o apetite de seus fundos por empresas brasileiras este ano. Ele acredita tratar-se de um período comum de adaptação, como na China, que acontece depois de um salto de euforia. Efrusy vê o Brasil ainda como um mercado interessante no curto prazo, a despeito de todos os entraves para se fazer negócios no país. “Esse ajuste é saudável e dá ao mercado tempo para digerir o que as startups estão fazendo. Quando os casos de sucesso finalmente emergirem, o dinheiro voltará”, afirma

– Ana Clara Costa

Startups discovered cost Brazil – and are not happy

Bureaucracy, high costs and economic slowdown led to reassess investment funds in Brazilian companies. With this promising startups that need further rounds of capital may die on the beach

No sooner began to gain speed and new business sector of the Brazilian Internet now makes its first pause for reassessment. Investors and entrepreneurs, many of them foreigners, Brazil discovered the cost and the various barriers that prevent companies to prosper quickly – and they are not happy. The end of “irrational exuberance” that has gripped the market in 2010 and poured money easy on about 900 innovative enterprises by the end of last year means that in the coming months, many startups will close. Others will have to fight with more ferocity by the contributions that lead to the next stage of development.

To get finance its business plan, a startup needs, on average, five rounds of investment. The former are made by so-called angel investors or funds specializing in seed capital. If the newly established company can survive the initial phase and begins to operate, you can try to capture most audacious rounds with venture capital funds. By becoming profitable, it is time to seek funds from private equity. One can say that the business worked when the company is ready to debut on the stock market, as occurred with the software developer Senior Solution, which raised 62.1 million dollars in its initial public offering (IPO, its acronym in English) held in early March. However, few Brazilian startups should reach that level in the coming years. Investors heard by SEE site were categorical: many promising companies run the risk of ceasing to exist due to lack of investment in the second and third rounds. It is the ‘flight Chicken’ economy is replicating in the business – and, worse, those who create near innovation.

Inflated values ​​- One of the problems of the Brazilian market began at the moment of euphoria, especially in 2010, when the economy was overheated and grew 7.5%. With the large influx of capital brought into the country at the time, the startups that were born were overvalued by investors. “There was an excitement with Brazil leading to a price inflation of companies. From day to night, any conversation began with the minimum of 1 million dollars, “says Danilo Amaral, Trinity Investments, who made contributions in Startupi blog and site of medical Boaconsulta.com.

In 2010, the Brazilian startups received investments of 6.1 billion dollars, according to the Getulio Vargas Foundation (FGV). Already in 2012, a year of strong economic downturn, few investors were interested in making new investments. The FGV has no official data on the past year, but preliminary studies made by the Brazilian Association of Startups (AB Startups) point to investments of 850 million dollars. “By investing in a company with oversized value, you referenda a price not necessarily consistent with what the company can deliver,” said Amaral.

Cost Brazil – A sudden caution investors would not have such devastating effects if not for the fact that much of the initial capital of the company have been lost in the black hole of Brazil cost. Both investors and the entrepreneurs themselves underestimated the destructive power of this machine that grinds inefficiency money from entrepreneurs, investors and the general public. “Brazil is an incredible market. But bureaucracy and costs are impeding innovation to happen, “says Jose Marin, founder of IG Expansion Spanish investments, which controls the operation of the travel site Expedia Latin America. Marin spoke about the difficulties of financing Brazilian startups during the Founders Forum, a major event that is conceived and brought together investors and entrepreneurs from around the world in Rio de Janeiro, in early March. Marin and the other event organizers are preparing to send a letter to President Dilma Rousseff in which improvements should suggest regulatory and infrastructure environment for the business of startups can indeed flourish in Brazil.

The cost Brazil wounded startups from scratch. The delay in starting a business (Brazil is in 130 th place in the ranking of the World Bank in this regard), the high cost and shortage of skilled labor, the inflated prices of real estate for the opening of offices and logistics deficit surprised not only foreign investors accustomed to the speed of Silicon Valley, as well as inexperienced entrepreneurs. “Brazil has gained more prominence than it deserved. And it is more difficult to operate in the country than it should be. Hire, fire, incorporate and create the company are things that take a while for a company unbelievable and expensive, “says Fabrice Grinda, founder of OLX and investor in e-commerce Shoes4you. “In the long term, there is much potential for startups in the country, but at the moment things are tough,” he says.

The investor recognizes the boom years of 2009 and 2010 – but believes that, after the hangover, Brazil returned to the level confusing the old days: the ‘country of the future’. The future, to him, must occur within three to four years. “The regulation needs to move forward, especially to the issue of e-commerce. And taxes need to be simpler. The investor is not concerned necessarily with a high tax burden, but with its complexity, “he says.

All is not lost – The unanimous opinion among investors heard by SEE site is that many companies considered promising not survive the lack of capital in 2013. But all is not lost. Segments such as education, social networking, shopping aggregators and B2B solutions have good prospects because they do not depend on logistics – a cost that consumes the profit margins of companies. According to Anderson Thees, background Redpoint e.Ventures Brazil, which is attached to the bottom of the same name in Silicon Valley, the adjustment period will be positive to select which companies are best managed by the best entrepreneurs. “There is room for all. This hiccup market is needed to make this selection, “he says, reiterating that even the little money is a good thing. “The lack of capital for new rounds is a big problem? It is. But it’s a good problem. Previously there was no capital for the first round. ”

Situation similar to the Brazilian adjustment occurred in China in the late 1990s, when there was a boom of internet startups. The hangover came soon after, in 2001. And only in 2004, investments in the Asian country flowing again. Kevin Efrusy, partner at Accel Partners, one of the most powerful venture capital funds in Silicon Valley (owner of an investment portfolio of $ 12 billion), says that should not reduce the appetite of their funds by Brazilian companies this year. He believes it is a common period of adaptation, as in China, what happens after a jump of euphoria. Efrusy still sees Brazil as an attractive market in the short term, in spite of all obstacles to doing business in the country. “This adjustment is healthy and gives the market time to digest what startups are doing. When the cases finally emerge successful, the money will come back, “said

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