PrimeWork (Ano IX)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Brasil é o melhor dos mundos existentes, diz sociólogo Domenico De Masi

Posted by HWBlog em 19/03/2013

domenico di masiPara o sociólogo italiano Domenico De Masi, “o Brasil não é o melhor dos mundos possíveis, mas é o melhor dos mundos existentes”.

“Depois de copiar o modelo europeu por 450 anos e o modelo americano por 50, agora que ambos estão em crise e ainda não há um novo para substituí-lo, chegou a hora de o Brasil propor um modelo para o mundo”, diz De Masi.

De Masi desembarca no país para participar da primeira edição do “Refletir Brasil – Diálogo com a Brasilidade”, em Paraty, de 20 a 22 de março. O evento reunirá intelectuais e lideranças em mesas temáticas sobre cultura, educação, economia, criatividade e sustentabilidade.

Na obra, o autor defende a redução das jornadas de trabalho e a flexibilização do tempo livre, em um contexto mais adequado à globalização e à sociedade pós-industrial.

Desde então, tem se dedicado à análise da organização da cultura de trabalho criativo na vida contemporânea e a estudos comparativos sobre a herança de diferentes modelos de vida no mundo –do indiano, chinês ou japonês, ao muçulmano, judaico, católico ou protestante.

BRASIL

O Brasil ainda hoje é menos conhecido e valorizado do que merece. O Brasil é quase tão grande como a China, mas é uma democracia. O Brasil é quase três vezes maior que a Índia, tem quase o mesmo número de etnias e de religiões, mas vive em paz interna e em paz com os países limítrofes. O Brasil é quatro vezes maior que a zona do Euro, mas tem um único governo e fala uma única língua. O Brasil é o país onde há mais católicos, mas onde a população vive da forma mais pagã. O Brasil é o único país no mundo onde a cultura ainda mantém características de solidariedade, sensualidade, alegria e receptividade.

DESAFIOS

A força de um país não está apenas no seu crescimento econômico, mas principalmente na sua capacidade de distribuir igualmente a riqueza, o trabalho, o poder, o saber, as oportunidades e as proteções. Os desafios aqui são o analfabetismo, a violência e a desigualdade. É realizar esta redistribuição mais igualitariamente em comparação a outros países e manter a melhor relação entre economia e felicidade.

ITÁLIA

A Itália, depois de ter durante dois mil anos elaborado, praticado e oferecido um modelo clássico, renascentista, barroco, agora está cansada e não consegue projetar o futuro. A decadência é autodestrutiva. Depois de ter tentado se suicidar com Mussolini, agora a Itália vivencia um suicídio cômico com Berlusconi e Grillo.

EUROPA

Não acredito de modo nenhum que a Europa –e principalmente o pensamento europeu– tenham perdido importância no cenário intelectual e, muito menos, econômico. A zona do Euro tem uma renda média per capita de US$ 36.600 [o Brasil é de US$ 10.700]. Na Europa há os países escandinavos com os melhores “welfare” [bem-estar social] do mundo; tem Luxemburgo, Suíça e Alemanha, com os maiores PIBs per capita; a Itália e a Alemanha com maior esperança média de vida.

A Europa é o continente mais escolarizado e com melhores pesquisas científicas. A zona do euro está em primeiro lugar no comércio internacional, no rendimento de serviços, nas reservas auríferas e financeiras, tem um quarto de todo o comércio internacional.

Dos dez países no mundo com o índice mais alto de democracia, sete são europeus; daqueles com maior criatividade econômica, cinco são europeus; com o mais alto índice de capacidade tecnológica, oito são europeus; com mais turistas estrangeiros, cinco são europeus; com a maior extensão de banda larga, sete são europeus; com os museus mais frequentados, seis são europeus.

Na Europa cada país tem seu clima, seu modelo de vida, sua cultura. Mas a moeda é única, os cidadãos e as mercadorias podem viajar livremente de um país ao outro. Tudo justifica a hipótese de que em 2020 a Europa dos 27 será o maior bloco econômico do mundo, com a melhor qualidade de vida.

FUTURO

Daqui a dez anos a população mundial será um bilhão maior do que a de hoje. Um cidadão em cada três terá mais de 60 anos. Informática, engenharia genética e nanotecnologias serão os setores tecnológicos mais importantes. Poderemos levar no bolso todas as músicas, os filmes, os livros, a arte e a cultura do mundo. O PIB per capita no mundo será de US$ 15.000 –contra os atuais US$ 8.000.

Tele-aprenderemos, tele-trabalharemos, tele-amaremos e tele-divertiremo-nos. O trabalho ocupará apenas um décimo de toda a vida dos trabalhadores. As mulheres estarão no centro do sistema social. O mundo será mais rico, mas continuará desigual. A estética dos objetos e a cortesia nos serviços interessarão mais do que sua evidente perfeição técnica. A homologação global prevalecerá sobre a identidade local.

EXEMPLOS

Há iniciativas empresariais e governamentais atuais na América Latina que considero exemplares e dialogam com o futuro. Como o projeto Abreu na Venezuela (de educação e formação musical da população), as escolas primárias para crianças pobres em Foz de Iguaçu e a Escola Bolshoi de dança em Joinville.

TEORIA…

Hoje, a força de trabalho é composta apenas por um terço de operários, outro terço de trabalhadores intelectuais em funções executivas (bancário, recepcionista etc.) e um último terço de funcionários com atividades criativas (jornalista, profissional liberal, cientista etc.).

Se o trabalho for repetitivo, cansativo, chato, de subordinação, reduz-se a uma escravidão, a uma tortura, a um castigo bíblico. Nesse caso, a única defesa consiste em trabalhar o menos possível, pelo menor número de anos possível.

Mas se, em vez disso, for uma atividade intelectual e criativa –que corresponde à nossa vocação e ao nosso profissionalismo–, então ocupa toda nossa inteligência e satisfaz nossas necessidades de auto-realização. Nesse caso confunde-se o trabalho com o estudo e com o lazer, transformando o trabalho em ócio criativo.

Na vida pós-industrial, organizada para produzir principalmente ideias, não existe trabalho e não existe horário. Existe apenas ócio criativo, que dura 24 horas, mesmo quando se dorme e se produz ideias sonhando.

…E PRÁTICA

As empresas ainda não se deram conta deste novo momento global. A oferta de trabalho diminui e a procura por trabalho cresce, mas as empresas não reduzem a carga horária. Poderíamos trabalhar todos e pouco, mas alguns trabalham dez horas por dia enquanto seus filhos estão desempregados.

As tecnologias da informação possibilitam o tele-trabalho, mas todos continuam a trabalhar nas empresas. A produção de ideias precisa de autonomia e de liberdade, mas as empresas tornam-se cada vez mais burocráticas. As distâncias culturais entre os chefes e os funcionários diminuem, mas as das faixas salariais aumentam. As empresas pregam colaboração, mas estimulam competitividade.

– Domenico De Masi, sociólogo

Brazil is the best of all worlds exist, says sociologist Domenico De Masi

For the Italian sociologist Domenico De Masi, “Brazil is not the best of all possible worlds, but it is the best of all worlds exist.”

“After copying the European model for 450 years and for 50 U.S. model, now that both are in crisis and there is no new one to replace it, it’s time for Brazil to propose a model for the world,” says De Masi .

De Masi arrives in the country to participate in the first edition of “Reflect Brazil – Dialogue with the Brazilianness” in Paraty, 20-22 March. The event will bring together intellectuals and leaders in thematic tables on culture, education, economy, creativity and sustainability.

In the book, the author advocates the reduction of working hours and flexibility of free time in a more appropriate context of globalization and post-industrial society.

Since then it has been dedicated to the analysis of the organization’s culture of creative work in contemporary life and comparative studies on the inheritance of different models of life in the world – Indian, Chinese or Japanese, the Muslim, Jewish, Catholic or Protestant.

BRAZIL

The Brazil today is less known and appreciated than it deserves. Brazil is almost as large as China, but it is a democracy. Brazil is almost three times larger than India, has almost the same number of ethnicities and religions, but live in peace within and peace with neighboring countries. Brazil is four times higher than the Eurozone, but has only one government and speak one language. Brazil is the country with the most Catholics, but where the population lives in the most pagan. Brazil is the only country in the world where culture still retains characteristics of solidarity, sensuality, joy and openness.

CHALLENGES

The strength of a nation lies not only in its economic growth, but mainly in its ability to evenly distribute the wealth, work, power, knowledge, opportunities and protections. The challenges here are illiteracy, violence and inequality. You accomplish this redistribution more equally compared to other countries and maintain the best relationship between economics and happiness.

ITALY

Italy, after two thousand years developed, practiced and offered a classic, renaissance, baroque, is now tired and can not project the future. The decay is self-destructive. Having attempted suicide with Mussolini, Italy now experiences a suicide comic with Berlusconi and Grillo.

EUROPA

I do not believe in any way that Europe – and especially European thought – have lost importance in the intellectual scene and much less economical. The Euro zone has an average per capita income of U.S. $ 36,600 [Brazil is U.S. $ 10,700]. In Europe there are the Scandinavian countries with the best “welfare” [welfare] of the world, has Luxembourg, Switzerland and Germany, with the highest per capita GDPs, Italy and Germany with a higher life expectancy.

Europe is the continent most educated and best scientific research. The eurozone is in first place in international trade in services revenue, reserves and financial auriferous, has a quarter of all international trade.

Of the ten countries in the world with the highest index of democracy, seven are European; those with greater economic creativity, five are European, with the highest rate of technological capacity, eight are European, with more foreign tourists, five are European, with the greatest extent of broadband, seven are European, with the most frequented museums, six are European.

In Europe each country has its climate, its way of life, their culture. But the single currency is, citizens and goods can travel freely from one country to another. Everything justifies the assumption that in 2020 the EU-27 will be the largest economic bloc in the world, with the best quality of life.

FUTURE

In ten years the world’s population will be a billion greater than today. A citizen of every three will have more than 60 years. Computing, genetic engineering and nanotechnology will be the most important technological sectors. We carry in your pocket all the music, movies, books, art and culture of the world. The GDP per capita in the world is $ 15,000 – compared to the current $ 8,000.

Tele-learn, tele-work, tele-and tele-divertiremo will love us. The work will occupy only one-tenth of all workers’ lives. Women are at the center of the social system. The world will be richer, but still uneven. The aesthetics of the objects and complimentary services will interest more than its obvious technical perfection. The overall approval supersedes the local identity.

EXAMPLES

There are business and government initiatives in Latin America today who consider exemplary and dialogue with the future. As the project Abreu in Venezuela (musical education and training of the population), primary schools for poor children in Foz do Iguaçu and the Bolshoi School of Dance in Joinville.

THEORY …

Today’s workforce is composed of only one third of workers, another third of knowledge workers in executive functions (banking, receptionist etc.) And a last third of employees with creative activities (journalist, professional, scientist etc..).

If the work is repetitive, boring, boring, subordination, reduces to a slavery, to torture, to a biblical punishment. In this case, the only protection is to work as little as possible at the lowest possible number of years.

But if, instead, is an intellectual and creative activity – which corresponds to our vocation and our professionalism – then occupies all our intelligence and fulfills our needs for self-actualization. In this case the work is confused with study and leisure, transforming work in creative leisure.

In life post-industrial, organized mainly to produce ideas, there is no work and there is no time. There is only creative leisure, which lasts 24 hours, even when sleeping and dreaming occurs ideas.

PRACTICE AND …

The companies have not yet realized this new global moment. The labor supply decreases and demand for labor grows, but firms do not reduce the workload. We could all work and little, but some work ten hours a day while their children are unemployed.

Information technologies enable teleworking, but all continue to work in companies. The production of accurate ideas of autonomy and freedom, but companies become increasingly bureaucratic. The cultural distance between bosses and employees decrease, but increase the salary ranges. Companies preach collaboration, but stimulate competitiveness.

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