PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Roube essa ideia

Posted by HWBlog em 11/03/2013

Roube esta ideiaO Oscar de melhor diretor para o filme “A Vida de Pi” me fez pensar em um velho tema quando falamos de inovação. Aparentemente, o autor do livro em que o filme é baseado roubou a ideia do escritor brasileiro Moacyr Scliar. Após uma resposta mal educada dizendo que sequer tinha lido o autor e referindo-se ao brasileiro como um “escritor menor”, Yann Martel, autor de A Vida de Pi fez um agradinho citando o brasileiro no prefácio de seu livro.

O filme continua sendo um trabalho fantástico. Uma boa história nas mãos de um brilhante diretor. A discussão sobre a cópia do texto, apesar de mexer com nossos brios nacionalistas, diminui o autor pela sua reação, mas não diminui a obra.

Um velho ditado diz que se eu tenho uma maçã e te dou a maçã, você sai andando com uma maçã e eu fico sem nada. Se você tem uma ideia e a “dá” para mim, nós dois saímos com uma ideia

Acusações de roubo de ideias são tão antigas quanto a história das ideias em si. Há brigas famosas, como a de Isac Newton com Leibniz sobre quem teria inventado o cálculo. Outras mais próximas de nós, como a eterna ofensa dos brasileiros quando lembram que em outros lugares do mundo Santos Dummont não é considerado o “pai” da aviação.

No mundo acadêmico, a preocupação com cópias (os chamados plágios) virou algo quase que obrigatória, com instituições investindo em sistemas e treinamentos de professores para pegar alunos “roubando” conteúdo da Internet.

E então eu lembro do velho ditado que diz que se eu tenho uma maçã e te dou a maçã, você sai andando com uma maçã e eu fico sem nada. Se você tem uma ideia e “dá” ela para mim, nós dois saímos com uma ideia.

Talvez, ao invés de perguntar se Scliar foi realmente plagiado em “As Aventuras de Pi”, seja melhor perguntar por que, em um país tão grande e populoso, tão poucos autores atingem público internacional suficiente para serem copiados. Por que, se Santos Dummont é o pai da aviação, menos de um século depois eram os Russos e Norte Americanos que se lançavam à corrida espacial lançando satélites e colocando pessoas na Lua. Perguntar não se Newton ou Leibniz inventaram o cálculo, mas como ao longo da história algumas pessoas parecem ser altamente produtivas, enquanto a maioria de nós desaparece sem merecer uma nota de rodapé nos livros de história? Leibniz, afinal, era um grande matemático sem precisar inventar o cálculo. Newton, além de ser considerado um dos maiores cientistas que o mundo já viu, chegou à conclusão que a melhor forma de evitar a falsificação de moedas era gravar riscos em suas laterais – inovação que pessoas do mundo inteiro ainda carregam no bolso em suas moedas.

No mundo acadêmico, perguntar não “se” o aluno copiou a resposta, mas que educação é essa em que as respostas podem ser encontradas na Internet? Pior, que sistema é esse que espera que alunos memorizem fatos que hoje estão livremente disponíveis, ao invés de aprender a buscar e utilizar conhecimento, aprendendo a identificar o que é relevante e o que não é, e o valor de citar suas fontes, não para provar que leu ou homenagear outros autores, mas como forma de mostrar ao leitor de onde veio o raciocínio apresentado?

A verdade é que toda ideia, toda inovação precisa vir de algum lugar. Existe uma imagem de que grandes ideias nascem na cabeça de alguns “gênios” como se uma lâmpada acendesse. É uma imagem completamente errada. Toda grande ideia foi inspirada por outra ideia. A história da humanidade é baseada em melhorias, pessoas aprendendo algo, tomando ideias emprestadas e propondo suas próprias versões de algo que outros já criaram.

Uma história famosa, daquelas que só o mundo real é capaz de produzir, merece ser contada: Steve Jobs, tendo lançado pela Apple o primeiro computador estilo “desktop” (com gráficos, como hoje é natural), confrontou Bill Gates, fundador da Microsoft por ele estar copiando a ideia para o Windows. Bill Gates deu uma resposta que ficou famosa: “Me parece Steve, que nós dois tínhamos um vizinho rico chamado Xerox, e eu entrei na casa dele para roubar a televisão, mas você já a tinha roubado.”

Quem inventou a metáfora de “mesa de trabalho” para computadores não foi a Apple nem a Microsoft. Foi a Xerox, que por sua vez copiou o modo como as pessoas organizavam suas mesas no escritório antes do computador ser inventado.

Lembre-se, caro leitor: ideias não são televisões. A ironia é que quanto mais compartilhada é uma ideia, mais valor ela toma ao longo do tempo. Imagine onde estaríamos se os monitores com gráficos estivessem até hoje escondidos em algum porão na Xerox como estavam quando Steve e Bill passaram por lá?

Se você mostrou uma grande ideia para o mundo, é justo que seja reconhecido por ela. Se sua empresa lançou um grande produto ou serviço, é justo que ganhe dinheiro. Autores, músicos, artistas e empresas devem sim receber pelas suas inovações. Uma vez que você comprou um livro, deu ao autor o retorno que ele espera pelo trabalho, as ideias ali passam a também ser suas. E você pode usá-las como e quando quiser.

Então, por favor, roube essa ideia.

– Fábio Zugman, consultor de empresas

Steal this idea

An old adage says that if I have an apple and give you the apple, you walks away with an apple and I get nothing. If you have an idea and “gives” to me, we both came out with an idea

The Oscar for best director for the film “The Life of Pi” made me think of an old theme when it comes to innovation. Apparently, the author of the book on which the film is based on the idea stole the Brazilian writer Moacyr Scliar. After a rude response saying that even the author had read and referring to the Brazilian as a “minor writer,” Yann Martel, author of Life of Pi made a agradinho citing the Brazilian in the preface to his book.

The film remains a fantastic job. A good story in the hands of a brilliant director. The discussion on the copy of the text, despite tinkering with our mettle nationalists, lessens the author for his reaction, but does not diminish the work.

An old adage says that if I have an apple and give you the apple, you walks away with an apple and I get nothing. If you have an idea and “gives” to me, we both came out with an idea

Accusations of theft ideas are as old as the history of ideas itself. There are famous fights, like Isaac Newton with Leibniz over who had invented the calculus. Other closest to us, as the eternal offense of Brazilians remember that when elsewhere in the world not Santos Dumont is considered the “father” of aviation.

In academia, the concern with copies (called plagiarism) has become something almost mandatory, with institutions investing in systems and training of teachers to catch students “stealing” content from the Internet.

And then I remember the old saying that if I have an apple and give you the apple, you walks away with an apple and I get nothing. If you have an idea and “give” it to me, we both came out with an idea.

Perhaps, instead of asking whether Scliar was actually plagiarized from “The Adventures of Pi”, is better to ask why, in a country as large and populous as few authors achieve international audience enough to be copied. Why, if Santos Dumont is the father of aviation, less than a century later were the Russians and North Americans who launched the space race by launching satellites and putting people on the moon Ask not whether Newton or Leibniz invented calculus, but as the Throughout history some people seem to be highly productive, while most of us disappears without merit a footnote in the history books? Leibniz, after all, was a great mathematician without inventing calculus. Newton, in addition to being considered one of the greatest scientists the world has ever seen, came to the conclusion that the best way to avoid counterfeit coin was writing risks in their side – innovation that people around the world still carry coins in their pocket.

In the academic world, ask not “if” the student copied the answer, but that education is one in which the answers can be found on the Internet? Worse, it is this system that expects students to memorize facts that are now freely available, rather than learn to seek and use knowledge, learning to identify what is relevant and what is not, and the value of citing their sources, not to prove you read or honor others, but as a way to show the reader where did the reasoning presented?

The truth is that every idea, every innovation has to come from somewhere. There is a picture of that great ideas are born in the head of some “geniuses” like a lamp ignited. It is a completely wrong picture. Every great idea was inspired by another idea. The history of mankind is based on improvements, people learning something, taking borrowed ideas and proposing their own version of something that others have created.

A famous story, the kind that only the real world is capable of producing, deserves to be told: Steve Jobs, Apple has launched the first computer style “desktop” (with graphics, as today is natural), confronted Bill Gates, founder of Microsoft that he was copying the idea for Windows. Bill Gates gave a response that became famous: “It seems Steve, we both had a rich neighbor named Xerox and I walked into his house to steal the TV, but you had already stolen.”

Who invented the metaphor of “desktop” computer was not Apple or Microsoft. It was Xerox, which in turn copied the way people organized their desks in the office before the computer was invented.

Remember, dear reader: ideas are not flat. The irony is that the more an idea is shared, it takes more value over time. Imagine where we would be if the monitors with graphics were so far hidden in some basement at Xerox as they were when Steve and Bill went through there?

If you showed a great idea for the world’s fair to be recognized for it. If your company has launched a great product or service, it is fair to earn money. Authors, musicians, artists and companies should rather receive for their innovations. Once you’ve bought a book, gave the author the return he expects the work, the ideas are there to be yours too. And you can use them as and when you want.

So please steal this idea.

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