PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Errados por princípio

Posted by HWBlog em 24/11/2012

Errados por princípio

Respeitado pesquisador do comportamento do consumidor, Dan Ariely mostrou como podemos ser irracionais nas decisões

Depois de longo período de internação em hospital, Dan Ariely, um dos economistas comportamentais mais aclamados do mundo, começou a questionar o senso comum, que diz que as pessoas tendem a ser racionais ao tomarem decisões. Algumas conclusões a que chegou após décadas estudando o assunto foram apresentadas na palestra de encerramento das atividades do auditório principal da HSM ExpoManagement 2012.

Um dos pontos defendidos por Ariely é que a intuição pode nos iludir. Ele explorou essa ideia usando o exemplo de sua fase de restabelecimento de um acidente: ele teve 70% de seu corpo queimado devido à explosão de uma bomba. Diariamente, discutia com as enfermeiras que o assistiam: elas diziam que o melhor era arrancar rapidamente as bandagens que cobriam as queimaduras, enquanto ele estava convicto de que o processo deveria ser mais lento para lhe dar tempo para respirar.

A partir desse questionamento, Ariely construiu sua carreira. Hoje, é professor emérito da Duke University. Sua especialidade é o estudo do comportamento irracional, o que está nos best-sellers Previsivelmente irracional e Positivamente irracional.

Além de terem certeza absoluta de que seu comportamento estava certo, as enfermeiras também diziam que o paciente não deveria se intrometer no tratamento. Depois de deixar o hospital, suas pesquisas comprovaram que as enfermeiras estavam erradas de várias maneiras.

Em primeiro lugar, demorar mais para tirar a bandagem pode aumentar um pouco a dor, mas não na mesma proporção de aumentar realmente a intensidade da dor, o que acontecia se o curativo fosse desfeito rapidamente. Da mesma forma, conhecer a progressão da dor é fundamental. A percepção de uma dor que aumenta é pior do que de uma que diminui. “No meu caso, elas sempre faziam do pé para a cabeça, que era a pior progressão”, afirmou.

Segundo Ariely, elas confiavam em sua intuição, mas estavam totalmente erradas. Para comprovar que a intuição pode falhar, o professor apresentou vários exemplos de ilusões de ótica. “Nosso sentido mais desenvolvido é a visão, mas precisamos saber que há que se considerar o ambiente. Tendemos a ver com o cérebro, e vemos o que temos expectativa de que aconteça. Com isso, não vemos o que realmente está acontecendo.”

O fator ambiental e a força do hábito

Outra conclusão a que chegou em suas pesquisas: na maioria das vezes, não importa muito a decisão em si, mas o ambiente em que as pessoas tomam a decisão. “Se tivermos o poder de controlar o ambiente, controlamos a decisão”, afirmou. “Conforme as decisões se tornam mais complicadas, menos ações tomamos. Acabamos deixando os outros tomarem a decisão por nós.”

Se o consumidor é colocado diante de alguma métrica no momento da escolha, a disposição mental também muda. Quando um valor ou montante em dinheiro entra na questão, a pessoa dá mais atenção à pergunta. “Você é o que mede”, salientou.

Como o ser humano é uma criatura de hábitos, suas primeiras escolhas também tendem a ser repetidas. “As pessoas assumem que foram sensatas e lógicas e tendem a repetir suas decisões”, disse.

As conclusões não são muito favoráveis ao ser humano como espécie, mas oferecem bons insights para o comportamento do consumidor. O estudioso afirma que, ao contrário do que garante o senso comum, as pessoas não sabem o que querem.

Para ele, o grande representante do consumidor médio é mesmo Homer Simpson, o personagem de animação que representa um pai de família de classe média que acaba sempre tomando o caminho mais fácil. “Se assumirmos que as pessoas são assim, vai ser mais fácil construir coisas para o mundo”, ponderou o palestrante.

Na conclusão de sua palestra, Ariely propôs ao público reunido no Transamérica Expo Center, em São Paulo, que duvidem sempre da própria intuição, baseando suas decisões em experimentações.

Dan Ariely, professor de psicologia e economia comportamental

Wrong in principle

Respected researcher of consumer behavior, Dan Ariely shows how we can be irrational decisions

After a long period of stay in hospital, Dan Ariely, a behavioral economist most acclaimed in the world, began to question the common sense, which says that people tend to be rational when making decisions. Some conclusions reached after decades studying the subject were presented at the closing lecture of the activities of the main auditorium of the HSM Expomanagement 2012.

One of the points made by Ariely is that intuition can mislead us. He explored this idea using the example of their stage of recovery from an accident: he had 70% of his body burned due to a bomb blast. Daily, argued with the nurses who assisted: they said it was best to quickly pluck the bandages covering the burns while he was convinced that the process should be slower to give you time to breathe.

From this question, Ariely built his career. Today, is professor emeritus at Duke University. His specialty is the study of irrational behavior, which is the bestselling Positively Predictably irrational and unreasonable.

Besides having absolute certainty that his behavior was right, the nurses also said that the patient should not meddle in treatment. After leaving the hospital, his research showed that nurses were wrong in several ways.

First, take longer to take the bandage may increase a little pain, but not in proportion to really increase the intensity of pain, what happens if the bandage was undone quickly. Likewise, knowing the progression of pain is crucial. The perception of pain that increases is worse than that of a decreases. “In my case, they always did the foot to the head, which was the worst progression,” he said.

According to Ariely, they relied on their intuition, but they were totally wrong. To prove that intuition may fail, the teacher presented several examples of optical illusions. “Our sense is more developed vision, but we must know that we have to consider the environment. We tend to do with the brain, and we see what we expect to happen. With this, we do not see what is really happening. ”

The environmental factor and the force of habit

Another conclusion reached in their research: in most cases, does not matter much the decision itself, but the environment in which people make the decision. “If we have the power to control the environment, control the decision,” he said. “As decisions become more complicated, unless we take action. We just let others make the decision for us. ”

If the consumer is placed in front of some metric of choice at the moment, the mindset also changes. When a value or amount of money goes into the question, the person pays more attention to the question. “You are what you measure,” he said.

Because the human being is a creature of habit, your first choices also tend to be repeated. “People assume they were sensible and logical and tend to repeat their decisions,” he said.

The conclusions are not very favorable to humans as a species, but offer good insights into consumer behavior. The scholar said that, contrary to common sense ensures that people do not know what they want.

For him, the great representative of the average consumer is even Homer Simpson, the animated character that represents a family of middle class that has just always taking the easy way out. “If we assume that people are just going to be easier to build things for the world,” mused the speaker.

At the conclusion of his lecture, Ariely offered to the public gathered at the Transamerica Expo Center in Sao Paulo, who always doubt their own intuition, basing their decisions on trials.

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