PrimeWork (Ano IX)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Como transformar projetos em resultados?

Posted by HWBlog em 10/11/2012

Como transformar projetos em resultados?

“A única forma de você implementar a inovação é através de projetos. E se você não gerenciá-los, eles não vão ser bem implantados e não vão gerar a vantagem competitiva que você precisa”, afirma especialista

Em plena expansão, o Brasil tem hoje em andamento uma série de grandes empreendimentos de infraestrutura, como a ferrovia Transnordestina, a transposição do Rio São Francisco, os estádios da Copa e outras obras de infraestrutura necessárias para o evento, portos, estradas. E tudo isso parte (ou, pelo menos, deveria partir!) de um projeto, algo que estabeleça uma disciplina para que tudo seja feita da forma mais otimizada possível. Na prática, é verdade, as coisas não funcionam bem assim. Mas precisam funcionar. E para que funcionem, gerenciar bem os projetos é um dos passos mais importantes, algo que vale para esses casos citados acima, mas também para o dia a dia das empresas.

O brasileiro Ricardo Vargas, que preside o Project Management Institute (PMI), explica o que, de fato, é o gerenciamento de projetos, sua importância e como ele pode ser decisivo para o cotidiano do mundo corporativo e o desenvolvimento do Brasil.

O que é, de fato, o gerenciamento de projetos?

O gerenciamento de projetos, nada mais é do que uma técnica e um modelo que serve para você administrar projetos. E o que é um projeto? O projeto, nada mais é do que algo temporário e único. Talvez a melhor forma de você entender o conceito de gerenciamento de projetos, é entendê-lo através da comparação com a rotina. O que é uma rotina? Uma rotina é algo que você faz repetidas vezes, e por repetir daquela forma, você se torna mais rápido, mais hábil, mais preciso e etc. O que é o projeto? O projeto é o oposto da rotina. O projeto é aquilo que você não faz todo dia, é aquilo que você não tem habilidade específica e por isso precisa de um esforço gerencial diferenciado. Você precisa trabalhar de uma forma diferente, você precisa entender os riscos, o escopo, os prazos. Gerenciamento de projetos é o que? É uma disciplina, onde as melhores práticas pra que você administre bem os seus projetos são estabelecidas. Então essa disciplina começa a fazer parte das organizações.

Qual a importância dessa atividade para as empresas?

As empresas hoje estão infinitamente mais voltadas pra projetos do que para rotinas. Então a importância dessa atividade é crucial pra que ela consiga administrar seus novos empreendimentos. Então a importância dessa atividade para as empresas é permitir com que a empresa alcance um novo patamar de competividade através da inovação. E a única forma de você implementar a inovação é através de projetos. E se você não gerenciá-los, esses projetos não vão ser bem implantados, não vão produzir inovação e não vão gerar a vantagem competitiva que você precisa.

Várias obras de grande porte estão em andamento no Brasil e outras devem vir por aí. Historicamente, entretanto, esses são processos muito lentos, sofrem com corrupção, serviços mal feitos entre outras coisas. Falta capacidade ao poder público para gerenciar projetos de grande porte?

Eu queria até ser mais amplo. Eu acho que falta uma capacidade geral, não só do poder público, do governo, mas também das organizações, instituições, em gerenciar atividades extremamente complexas, grandes. Por quê? Hoje temos um problema com a falta de talento, a falta de profissionais qualificados. E isso não é um problema exclusivo do Brasil, isso é um problema mundial. Hoje nós temos um problema de falta de talentos muito grande, um problema de aumento da complexidade, dos riscos, dinâmica de mercado. Ou seja, o mercado está variando e está sofrendo alterações de uma forma muito mais dinâmica, então isso tem aumentado enormemente a complexidade do que se tem feito. Você envolve muitos fornecedores, muitos parceiros, muitas entidades, e com isso a transparência pode estar comprometida, abrir espaço pra atividades ilícitas. Então isso tudo gera um cenário muito mais complexo do que o cenário tradicional que nós estamos costumados, por isso o desafio, e por isso que obras de grande porte precisam de um gerenciamento de projetos extremamente efetivo, competente e presente.

E quanto às empresas brasileiras: de modo geral, elas gerenciam bem seus projetos?

Eu queria dizer que de modo geral elas não gerenciam bem seus projetos. Porque quando você gerencia bem, efetivamente, com resultado, você cresce de forma exponencial. E claro que algumas empresas brasileiras estão fazendo isso muito bem. Mas o que a gente vê no mundo, como um todo, é um desenvolvimento mediano desses projetos, por isso que eu volto a dizer e repito: se as empresas começarem a pensar nisso e investirem mais na gestão de projetos, essas empresas vão conseguir um sucesso muito maior. Então, queremos dizer que nós não estamos atrás, mas também não somos líderes e pioneiros nessa área.

Quais as principais características de um projeto bem gerenciado?

Um projeto bem gerenciado tem, na verdade, duas coisas que ele atende. A primeira coisa é quando a gente fala em gestão do projeto. Ele cumpre prazos, escopo do que tem que ser feito, cumpre orçamento, é administrado dentro um de patamar tolerável de risco. Agora, além disso tudo, nós temos que falar também dentro desse conceito de projeto, do conceito de gestão de portfólio: aquele projeto tem um business case viável, inteligente e realista. Porque não adianta eu realizar bem no prazo e no orçamento aquilo que não tem nada a ver e não reflete a realidade organizacional. Por exemplo, o que adianta hoje eu ser o melhor fabricante do mundo de disco de vinil se disco de vinil não vende? Eu preciso entender até quando eu consigo agregar e produzir valor em cima desse cenário. Então o projeto bem gerenciado é aquele que não só cumpre prazo e orçamento, como entrega o benefício previsto e esperado.

Simão Mairins, jornalista

How to turn projects into results?

“The only way you could implement innovation is through projects. And if you do not manage them, they will not be well established and will not generate the competitive advantage you need,” says expert

Booming, Brazil currently has underway a number of major infrastructure projects such as railway Transnordestina, transposition of the São Francisco River, the World Cup stadiums and other infrastructure needed for the event, ports, roads. And all this part (or at least should go!) Of a project, something that establishes a discipline for everything to be made as optimized as possible. In practice, it is true, things do not work so well. But they need to work. And for that work, manage projects well is one of the most important steps, which applies to those cases cited above, but also for day to day business.

The Brazilian Ricardo Vargas, who chairs the Project Management Institute (PMI), explains that, in fact, is the project management, its importance and how it can be decisive for the everyday corporate world and the development of Brazil.

What is, in fact, the project management?

Project management is nothing more than a technique and a style that suits you manage projects. And what is a project? The project is nothing more than a temporary and unique. Perhaps the best way for you to understand the concept of project management is to understand it by comparing with the routine. What is a routine? A routine is something you do over and over again, and repeat like that, you become faster, more skilled, more precise and more. What is the project? The project is the opposite of routine. The project is not what you do every day, is that you do not have specific skills and therefore need a different managerial effort. You need to work in a different way, you need to understand the risks, scope, deadlines. Project management is what? It is a discipline where the best practices for you to manage your projects are well established. So this discipline becomes part of organizations.

What is the importance of this activity for the companies?

Companies today are infinitely more devoted to projects than for routines. So the importance of this activity is crucial for her to be able to manage their new ventures. So the importance of this activity for companies is to allow the company to reach a new level of competitiveness through innovation. And the only way you implement innovation is through projects. And if you do not manage them, these projects will not be implemented well, will not produce innovation and will not generate the competitive advantage you need.

Several major works are in progress in Brazil and others should come around. Historically, however, these processes are very slow, suffer from corruption, misdeeds services among other things. Lack capacity to manage public power for large projects?

I wanted to be broader. I think we lack a general ability, not only from the government, the government, but also the organizations, institutions, activities in managing highly complex, large. Why? Today we have a problem with the lack of talent, lack of qualified professionals. And that’s not a problem exclusive to Brazil, this is a worldwide problem. Today we have a problem of lack of talent too large, a problem of increasing complexity, risk, market dynamics. That is, the market is changing and is undergoing changes in a much more dynamic, so this has greatly increased the complexity of what has been done. You involves many suppliers, many partners, many entities, and with that transparency may be compromised, open space for illicit activities. So all this raises a far more complex than the traditional scenario that we are accustomed, so the challenge, so that major works need a project management extremely effective, competent and present.

What about Brazilian companies: generally well they manage their projects?

I wanted to say that in general they do not manage their projects well. Because when you manage well, actually, with the result, you grow exponentially. Of course, some Brazilian companies are doing it very well. But what we see in the world as a whole, the median is a development of these projects, so I say again and again: if companies start to think about it and invest more in project management, these companies will get a much greater success. Then, we mean that we are not behind, but neither are leaders and pioneers in this area.

What are the main characteristics of a well-managed project?

A well-managed project is actually two things he meets. The first thing is when we talk about project management. He meets deadlines, scope of what has to be done, fulfills budget is administered within a tolerable level of risk. Now, beyond all this, we have to talk also within this design concept, the concept of portfolio management: the project has a business case viable, intelligent and realistic. Because no good I perform well within the budget and what has nothing to do and does not reflect the organizational reality. For example, what good today I be the best manufacturer in the world of vinyl is vinyl does not sell? I need to understand where I can add value and produce upon that scenario. Then the well-managed project is one that not only meets deadline and budget, as the delivery schedule and expected benefit.

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O mundo sustentável não começa pela elite

Posted by HWBlog em 10/11/2012

O mundo sustentável não começa pela elite

O especialista em sustentabilidade, Stuart Hart, defende que a introdução de tecnologias verdes comece na base da pirâmide

Desde que a sustentabilidade ambiental passou a ser uma das preocupações das empresas, muitos recursos têm sido investidos para o desenvolvimento de tecnologias limpas. Esse esforço inovador, no entanto, resulta em poucos ganhos efetivos e significativos para a preservação do meio-ambiente.

Segundo Stuart Hart, um dos palestrantes de sustentabilidade corporativa mais importantes do mundo, isso acontece porque os produtos e serviços que são criados a partir dessas iniciativas sustentáveis são pensados apenas para a elite da população e quase nunca são viáveis entre os mais pobres. Em sua participação na HSM Expo Management 2012, Hart defendeu a introdução de tecnologias verdes a partir da base da pirâmide social.

“O desafio para o mundo nos próximos cinco anos é promover a convergência entre tecnologia limpa e as iniciativas que são criadas para a população mais pobre, na base da pirâmide. Chamo a isso de salto verde”, declarou Hart. “Como acontece em momentos de disruptura econômica, acredito que há grandes oportunidades para serem exploradas nesse sentido.”

Hart trouxe o exemplo da Tsinghua Solar, que conseguiu sucesso no mercado chinês ao comercializar aquecedores solares para a população mais pobre. “No início, o produto foi rejeitado pela população mais rica. Desesperada, a empresa fez alguns ajustes no produto e tentou vendê-lo nas cidades mais pobres. Sem querer, acabaram descobrindo um grande mercado.”

O palestrante ainda ressaltou que o desenvolvimento de iniciativas sustentáveis para a população mais pobre não obedece à mesma lógica da criação de produtos tradicionais. “É preciso desenvolver uma proposta de valor muito mais ampla do que apenas ter foco no produto. A empresa precisa encontrar mais benefícios do que a simples venda de produto.”, disse o norte-americano, que arrematou: “Não adianta querer criar algo no laboratório e depois usar o marketing para tentar vender para os pobres. Se o objetivo da empresa é criar um produto verde para tirar dinheiro dos pobres, a iniciativa já está fracassada.”

Cocriação

Segundo Hart, é muito difícil criar produtos para os mais pobres porque sabemos muito pouco sobre as verdadeiras necessidades desse grupo. “Precisamos ser humildes e admitir que não sabemos como fazer isso corretamente”, explicou Hart.  As empresas acostumaram-se a desenvolver produtos para a elite, criando necessidades em mercados já existentes. No entanto, para atingir a população da base da pirâmide, é preciso aprender a criar mercados a partir de necessidades já existentes.

Para abrir espaço na base da pirâmide, a chave está no envolvimento legítimo da empresa com o público em questão, afirma Hart. Segundo ele, muitas empresas enviam seus funcionários para conviver em comunidades carentes durante um período para compreender as reais necessidades das pessoas em cada local. “Por que algumas iniciativas funcionam muito bem e outras não? É muito difícil descobrir. Creio que o desenvolvimento de produto para esse público deve ser como uma obra aberta. A empresas cria algo e convida a comunidade a dar sua contribuição”.

São estes os caminhos mostrados por Hart para que as empresas possam desenvolver produtos verdes para a população mais pobre:

•Envolver-se com grupos marginalizados em parcerias mútuas de negócios.

•Estabelecer relações de confiança duradouras com comunidades na base da pirâmide.

•Conciliar criativamente as tecnologias da empresa com as habilidades das comunidades na base da pirâmide por meio de um processo de cocriação.

•Desenvolver o modelo de negócio a partir do zero.

Sobre a dificuldade de se desenvolver uma tecnologia limpa, Hart deixou uma valiosa sugestão: “Existem diversas tecnologias limpas que foram criadas dentro das universidades, mas não foram levadas ao mercado. porque trariam rupturas para os atuais modelos de negócio. As empresas podem trazer estas inovações para o mercado”. O palestrante também fez referência à BoP Global, uma rede mundial de instituições que trabalham com o propósito de levar tecnologias limpas para a base da pirâmide.

Stuart Hart, fundador e presidente do programa Enterprise for Sustainable World.

The sustainable world does not begin by elite

The sustainability expert, Stuart Hart argues that the introduction of green technologies start at the base of the pyramid

Since environmental sustainability has become one of the concerns of businesses, many resources have been invested into the development of clean technologies. This innovative effort, however, results in few gains effective and significant for the preservation of the environment.

According to Stuart Hart, one of the speakers corporate sustainability world’s most important, this is because the products and services that are created from these sustainable initiatives are designed just for the elite of the population and are almost never viable among the poorest. In its participation in HSM Expo Management 2012, Hart defended the introduction of green technologies from the base of the social pyramid.

“The challenge for the world in the next five years is to promote the convergence of cleantech and initiatives that are designed for the poorest, at the base of the pyramid. I call it green jump, “said Hart. “As happens in times of economic disruption, I believe there are great opportunities to be explored in this regard.”

Hart brought the example of Tsinghua Solar, which achieved success in the Chinese market to commercialize solar heaters for the poorest. “At first the product was rejected by the population richer. Desperate, the company made some adjustments on the product and tried to sell it in the poorest cities. Unwittingly, they discovered a big market. ”

The speaker also stressed that the development of sustainable initiatives for the poorest population does not follow the same logic of creating traditional products. “We must develop a value proposition much broader than just to focus on the product. The company needs to find more benefits than simply selling product. “Said the American, who scooped” No use trying to create something in the lab and then use marketing to try to sell to the poor. If the company’s goal is to create a green product to take money from the poor, the initiative already failed. ”

Cocreation

According to Hart, it is very difficult to create products for the poorest because we know very little about the real needs of this group. “We must be humble and admit that we do not know how to do it properly,” said Hart. Companies accustomed to develop products for the elite, creating needs in existing markets. However, to reach the population base of the pyramid, we must learn to create markets from existing needs.

To make room on the base of the pyramid, the key is involvement in legitimate business with the public concerned, says Hart. According to him, many companies send their employees to live in poor communities for a period to understand the real needs of people at each site. “For some initiatives that work very well and others not? It is very difficult to find. I think the product development for this audience should be like an open work. The company creates something and invites the community to make a contribution. ”

These are the paths shown by Hart to enable companies to develop green products for the poorest:

• Engaging with marginalized groups in mutual business partnerships.

• Establish lasting relationships of trust with communities at the base of the pyramid.

• Reconciling creatively technologies company with the skills of the communities at the base of the pyramid through a process of co-creation.

• Develop the business model from scratch.

About the difficulty of developing a clean technology, Hart made a valuable suggestion: “There are several clean technologies that have been created within universities, but were not brought to the market. why bring disruption to existing business models. Companies can bring these innovations to market. ” The speaker also referred to the BoP Global, a worldwide network of institutions working with the purpose of bringing clean technologies to the base of the pyramid.

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