PrimeWork (Ano IX)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Crie valor compartilhado

Posted by HWBlog em 07/11/2012

Crie valor compartilhado

Michael Porter, professor de Harvard, aborda o desafio de inverter a lógica do capitalismo e pensar no social visando a inovação

Michael Porter trouxe para os brasileiros reunidos na HSM ExpoManagement 2012 algo que soa como paradoxo: o desafio das empresas se reconectarem com a sociedade sem perder seu objetivo, que é gerar lucro. Ele começou sua palestra pedindo que a plateia pensasse sobre suas aspirações e em como a cara do Brasil poderia ser mudada.

Professor da Harvard Business School, considerado a maior autoridade mundial em estratégia competitiva, Porter enfatiza que as empresas estão às vésperas de uma nova geração do pensamento da gestão. “As novas ideias não vêm das tecnologias e nem da indústria financeira. Elas vêm do reconhecimento crescente das questões sociais.”

Ele recorda que se costumava pensar em aspectos econômicos e evitar questões sociais e alerta para o fato de as empresas exercerem impacto incrível também nessa esfera. “A área social será a maior geradora de inovação nos próximos 20 ou 30 anos. A inovação na administração não virá mais da economia”, afirma.

Na visão do estrategista, o capitalismo é mágico: é o maior gerador de riquezas de um país. As empresas, nesse sentido, têm poder de transformar a comunidade a sua volta. Porém, para isso, é necessário ir além da filantropia e da responsabilidade social. Porter alerta: “O governo não tem eficiência organizacional para lidar com os problemas sociais, de saúde, de moradia e de tantas outras naturezas. Ainda estamos num período em que existem questões enormes em várias partes do mundo. Porém, nós, como empresas, não temos participado. Temos cuidado de nossos negócios e deixado tudo o mais de fora. Precisamos de uma comunidade saudável e, por isso, temos de contribuir para a comunidade de nosso entorno”.

Valor compartilhado: o grande salto

Porter reforça que as empresas precisam dar um salto e abordar a questão social de forma diferente, para que o impacto seja realmente grande, um salto que ele denomina ‘valor compartilhado’. Trata-se da forma de afetar diretamente as questões sociais com o modelo de negócio. Um modelo que gere lucro, mas que atue diretamente no foco dos problemas sociais.

“O valor compartilhado cria seus próprios recursos e leva à eficiência. É a empresa atuando como empresa, porém tentando solucionar um problema social. Esse movimento é o oposto da doação. É a criação de valor empresarial neutro”, explica.

O estrategista ainda esclarece como criar valor compartilhado, como no caso dos pequenos produtores rurais e a indústria de alimentos. Ele cita como exemplo a Nestlé, que mudou seu posicionamento de empresa de alimentos para empresa de nutrição.

O pequeno produtor sofre pela baixa remuneração em toda a cadeia de valor. Para solucionar este problema, a indústria alimentícia poderia mudar a forma de comprar matéria-prima, negociando direto com o produtor, oferecendo orientação de tecnologias novas, ou seja, oferecendo apoio e parceria comercial. Com isso, a produtividade, a qualidade, o preço e a renda também aumentariam.

“Nosso instinto é ser generoso e ético, mas o que precisamos entender é que nosso impacto é mais forte no capitalismo. No entanto, hoje, esta palavra parece um palavrão, e os empresários ainda são vistos como vilões”, observa o palestrante, para quem a ação voltada para o valor compartilhado contribui para que as comunidades sejam mais sustentáveis. “Criamos, assim, um ciclo positivo de oportunidade verdadeiramente empresarial. Não é só tirar a carteira e fazer a doação. É dar um passo adiante”, reforça.

Para dar esse salto, é preciso deixar para trás a teoria neoclássica criada por economistas e expandir a perspectiva. “Precisamos abandonar a ideia de externalidade e entender que, quando há um problema social, ele afeta o custo, a produtividade e a empresa como um todo. As maiores necessidades não são as convencionais que fomos treinados a atender, mas sim as de nutrição, saúde, meio ambiente e outras que achávamos que seriam problema de outra empresa”, comenta.

As empresas que mudarem sua mentalidade descobrirão muitas oportunidades. Primeiro, pensando em como o produto e o serviço podem atender as necessidades sociais e, depois, mudando a perspectiva da própria empresa. “Precisamos de novos modelos de negócios e de diferentes cadeias de suprimentos. Essas serão as empresas que crescerão, porque o próprio consumidor está saturado dos modelos tradicionais. Tenho 110% de certeza de que esse é o caminho”, assegura Porter. Ele conclui: “As grandes estratégias do futuro terão um único componente: um núcleo de valor compartilhado.”

Michael Porter, professor de Harvard

Create shared value

Michael Porter, a Harvard professor, discusses the challenge of reversing the logic of capitalism and the social order thinking innovation

Michael Porter brought Brazilians gathered in HSM 2012 Expomanagement something that sounds like paradox: the challenge for companies to reconnect with society without losing your goal, which is to generate profit. He began his speech by asking the audience to think about their aspirations and how the face of Brazil could be changed.

Professor at Harvard Business School, considered the world’s leading authority on competitive strategy, Porter emphasizes that businesses are on the eve of a new generation of management thought. “New ideas do not come from the technology nor financial industry. They come from the growing recognition of social issues. ”

He recalls that they used to think of the economic and social issues and avoid alert to the fact that companies also exert incredible impact in this sphere. “The social sector is the largest generator of innovation over the next 20 or 30 years. The innovation in the management of the economy will not come, “he says.

In view of the strategist, capitalism is magical: it is the largest generator of wealth of a country. Companies in this sense have power to turn the community around them. But for this it is necessary to go beyond philanthropy and social responsibility. Porter warns: “The government has no organizational efficiency to deal with social problems, health, housing and many other types. We are still in a period where there are huge issues in various parts of the world. However, we, as businesses, we have participated. We care of our business and left everything else out. We need a healthy community and therefore we have to contribute to the community around us. ”

Shared value: the great leap

Porter emphasizes that companies need to take a leap and tackle social differently, so the impact is really big, a jump he calls ‘shared value’. This is the form of social issues directly affect the business model. A model that generates profit, but to act directly in the focus of social problems.

“The shared value creates its own resources and leads to efficiency. Is the company acting as a company, but trying to solve a social problem. This movement is the opposite of giving. It is the creation of business value neutral, “he explains.

The strategist also explains how to create shared value, as in the case of small farmers and the food industry. He cites Nestlé, which changed its positioning food company to nutrition company.

The small farmer suffers from low pay across the value chain. To solve this problem, the food industry could change the way you buy raw materials, negotiating directly with the producer, offering guidance to new technologies, ie, offering support and business partnership. Thus, productivity, quality, price and income also increase.

“Our instinct is to be generous and ethical, but what we must understand is that our impact is stronger in capitalism. However, today, it seems a curse word, and entrepreneurs are still seen as villains, “says the speaker, for whom action-oriented shared value helps to make communities more sustainable. “We’ve created thus a positive cycle of truly entrepreneurial opportunity. Not just take the wallet and make a donation. It is a step forward, “he stresses.

To make this leap, we must leave behind the neoclassical theory created by economists and expand perspective. “We need to abandon the idea of ​​externality and understand that when there is a social problem, it affects the cost, productivity and business as a whole. The greatest needs are not the standard we were trained to meet, but the nutrition, health, environment and other problem that we thought would be of another company, “he says.

Companies that change their mindset will discover many opportunities. First, thinking about how the product and service can meet social needs, and then changing the perspective of the company itself. “We need new business models and different supply chains. These are companies that will grow, because the consumer himself is saturated traditional models. I’m 110% sure that this is the way, “says Porter. He concludes: “The major strategies of the future will have a single component: a core of shared value.”

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