PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Coolhunters, caçadores estratégicos: entenda a arte de antever o futuro

Posted by HWBlog em 15/06/2012

O que verdadeiramente nos motiva é a possibilidade de antever, antecipar, escapar dos grilhões da linearidade da percepção temporal conscientes de que o futuro, em muitos dos seus aspecto gerais, já foi determinado pelo passado e pode ser intuído no presente

“Coolhunting”, numa tradução literal, é a caçada de coisas “cool”. Não existe um termo em português que corresponda exatamente ao sentido da palavra “cool” nesse contexto. “Cool”, cuja tradução formal mais próxima seria “fresco” ou “agradavelmente frio”, é também usado como gíria para representar coisas “legais”. Na expressão “cool hunting” a palavra se refere àqueles itens que são admirados e desejados por representarem o espírito de uma época (zeitgeist).

Coolhunting é a atividade de buscar identificar, antecipadamente, aquilo que será admirado e desejado num futuro próximo. Quem abraça essa atividade é chamado de “coolhunter”. Seu trabalho consiste em fazer uma leitura da sociedade no momento atual e identificar as linhas de força que atuam sobre ela, particularmente no que se refere a desejos, necessidades e aspirações, observando as variáveis econômicas, tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, com o objetivo de formular hipóteses comportamentais.

O coolhunter desenvolve a habilidade de perceber, antes da maioria das pessoas, o que vai acontecer. De eleger, entre os inúmeros possíveis cenários, aquele que irá se concretizar. O “pensamento antecipativo” é, necessariamente, não linear e holístico. A quantidade de informações captadas e processadas pelo nosso cérebro é muito maior do que temos consciência. Um coolhunter busca informações, mas trabalha com a “intuição”, ou seja, desenvolve a capacidade de deixar “aflorar” seu processamento não consciente. A antevisão do futuro é noética, se apoia na intuição.

Nos processos intuitivos, o raciocínio é inconsciente e involuntário. Não se submete aos dogmas da ciência. Um insight intuitivo pode estar em contradição com todas as informações fidedignas disponíveis, simplesmente porque somos capazes de captar e elaborar, inconscientemente, outras informações que não são percebidas conscientemente.

A atividade ganhou seu nome e popularidade durante a década de 1990, associada ao mundo da moda. Derivou para outros setores econômicos, quase sempre como suporte às áreas de Marketing fornecendo “insights” para inovação (renovação ou lançamento de novos produtos).

Recentemente, começa a ganhar espaço no planejamento estratégico de grandes corporações, estimulada pela velocidade das mudanças. Num cenário tecnológico/econômico/social dinâmico como o que vivemos hoje, identificar tendências e antecipar-se aos concorrentes passou a ser uma questão de sobrevivência.

Entretanto, nas empresas em geral e, particularmente, nas grandes corporações, a sobrecarga de trabalho mantém os executivos permanentemente ocupados com o presente, com pouco ou nenhum espaço para pensar livremente sobre o futuro.

É aí que surge o espaço para a atividade de coolhunting. Os insights oferecidos pelo coolhunter direcionam os esforços de inovação da empresa, maximizando a probabilidade de retorno sobre os investimentos.

Não existem cursos específicos para formação de coolhunters, embora seja mais comum que os profissionais oriundos da área das ciências humanas escolham essa atividade.

Alguns traços de personalidade tendem a facilitar o exercício da atividade. Curiosidade, raciocínio analógico e analítico, flexibilidade de pensamento, autoconfiança e facilidade de comunicação costumam ser características comuns aos coolhunters. Mas também existem pessoas com características bastantes distintas destas que são naturalmente “antecipativas”, que “flutuam” sobre a linha do tempo e percebem além do momento.

Minha recomendação pessoal para quem deseja desenvolver suas habilidades de perceber tendências é ampliar seu leque de experiências de vida, seu círculo social, suas áreas de interesse e, principalmente, romper paradigmas e livrar-se de condicionamentos. A rigidez de pensamento é o principal fator limitante para quem pretende antecipar tendências sociais.

Caçar tendências é uma atividade milenar. Grandes artistas, inventores, filósofos e, principalmente, escritores de ficção (William Gibson é um bom exemplo) sempre estiveram à frente de seu tempo apontando tendências.

A denominação foi cunhada por volta do início dos anos 90 e em função do leve estigma de “pouco científica” em setores mais tradicionais da economia, não se tornou muito popular, apesar da atividade em si ter ganhado relevância. Os setores relacionados com moda (vestuário, artigos esportivos, perfumaria e cosmética) seguem sendo os que mais utilizam coolhunters.

Nem sempre os “coolhunters” adotam essa denominação. Muitos arquitetos, designers, profissionais de marketing e consultores estratégicos atuam como coolhunters sem utilizar esse “título”. Os principais profissionais costumam ser conhecidos (com ou sem o título) pelos players dos setores em que atuam. E alguns são “descobertos” ou “garimpados” em seminários, congressos, através de suas publicações ou, simplesmente, durante conversas formais ou informais por executivos “antenados”, capazes de identificar o “frescor” do pensamento e aproveitar os insights oferecidos por mentes antecipativas.

Sem considerar os profissionais de nicho, a primeira “coolhunter’ a conquistar fama mundial foi Faith Popcorn, CEO de sua empresa Brain Reserve, através das predições apontadas em seu livro “Relatório Popcorn” (1991).

Uma das empresas globais mais conhecidas da atualidade neste setor é a TrendWatching. Um exemplo brasileiro de profissional independente dedicada a essa atividade é Luciana Stein, sócia da Trend Room e representante da TrendWatching no nosso país. A BOX1824, fundada em 2003 por três jovens de Curitiba, também navega nesse cenário.

A grande dificuldade desta profissão é o estabelecimento de um vínculo de confiança numa habilidade pouco usual e sem fundamento “científico”. Cool hunters e futurologistas que assumem esse “rótulo” tendem a ser percebidos como versões profissionais de astrólogos e cartomantes. Não por acaso, adotam outras denominações para sua atividade (consultoria, assessoria especializada) ou desenham procedimentos que oferecem explicações racionais aceitáveis para as previsões.

Quando o profissional se torna conhecido e reconhecido num determinado setor, costuma ser muito bem remunerado.

O caminho mais fácil para iniciar a trajetória de collhunter é trabalhar como analista em empresas de consultoria estratégica ou de pesquisa de mercado.

Trata-se de uma profissão instigante e desafiadora, e de extrema importância estratégica. Mas quem escolher seguir esse caminho deve estar preparado para desbravar um mercado profissional ainda em formação.

Flávio Ferrari: Author

Haroldo Wittitz: Editor and Publisher

Coolhunters, hunters strategic: to understand the art of anticipating the future

What really motivates us is the ability to predict, anticipate, to escape the shackles of linearity of time perception aware that the future in many of its general aspect, has been determined by the past and can be sensed in this “Coolhunting”, a literal translation, is the hunt of things “cool.” There is a Portuguese term that exactly matches the sense of the word “cool” in this context. “Cool,” whose formal translation closest would be “cool” or “pleasantly cool” is also used as slang to represent “cool” things. In the expression “cool hunting” the word refers to those items that are admired and desired because they represent the spirit of an age (Zeitgeist). Coolhunting is the activity of seeking to identify in advance what will be admired and desired in the near future. Whoever embraces this activity is called “coolhunter.” Your job is to do a reading society at present and identify the lines of force acting on it, particularly as regards the wants, needs and aspirations, noting the economic, technological, cultural, political and environmental, with the goal of behavioral hypotheses. The coolhunter develops the ability to perceive, before most people, what will happen. To choose among the many possible scenarios, one that will be realized. The “anticipatory thinking” is necessarily nonlinear and holistic. The amount of information received and processed by the brain is much larger than we are aware. A coolhunter seeking information, but works with “intuition,” ie, develops the ability to leave “emerge” unconscious processing. Anticipating the future is noetic, relies on intuition. In the intuitive processes, the reasoning is unconscious and involuntary. It does not submit to the dogmas of science. An intuitive insight can be in contradiction with all reliable information available, simply because we are able to capture and develop unconsciously, other information that is not consciously perceived. The activity has earned its name and popularity during the 1990s, associated with the fashion world. Drifted to other economic sectors, often as support to the areas of Marketing providing “insights” for innovation (renewal or new product launches). Recently been gaining ground in the strategic planning of large corporations, encouraged by the speed of change. In a scenario technological / economic / social dynamic as what we have today, identify trends and anticipate the competitors has become a matter of survival. However, businesses in general and particularly in large corporations, the workload keeps executives constantly busy with this, with little or no space to think freely about the future. It appears then that the space for the activity of coolhunting. The insights offered by coolhunter direct the company’s innovation efforts, maximizing the probability of return on investment. There are no specific courses for training Coolhunters, although it is common for professionals from the human sciences choose this activity. Some personality traits tend to facilitate the exercise of the activity. Curiosity, analogical reasoning and analytical flexibility of thought, confidence and ease of communication tend to be common features Coolhunters. But there are also plenty of people with distinct features that are naturally these “forward”, that “float” on the timeline and perceive beyond the moment. My personal recommendation for anyone wanting to develop their abilities to perceive trends is to expand its range of life experiences, his social circle, and their areas of interest mainly to break paradigms and get rid of conditioning. The rigidity of thought is the main limiting factor for those who want to anticipate social trends. Hunting is an activity millennial trends. Great artists, inventors, philosophers, and especially fiction writers (William Gibson is a good example) have always been ahead of his time pointing out tendencies. The name was coined by the early ’90s and as a function of the mild stigma of “unscientific” in more traditional sectors of the economy, it became very popular, despite the activity itself have gained relevance. The fashion-related industries (clothing, sporting goods, perfumes and cosmetics) are still the most used Coolhunters. Not always the “Coolhunters” adopt that name. Many architects, designers, marketers and consultants act as strategic Coolhunters without using the “title”. The key professionals are commonly referred to (with or without the title) by players of the sectors where they operate. And some are “discovered” or “mined” in seminars, conferences, through its publications, or just during formal or informal conversations with executives “tuned”, able to identify the “freshness” of thought and take advantage of the insights offered by minds looking. Without considering the professional niche, the first “coolhunter ‘gaining worldwide fame was Faith Popcorn, CEO of her company Brain Reserve, through the predictions outlined in his book” Popcorn Report “(1991). One of the best-known global companies in this industry today is the Trendwatching. A Brazilian example of independent professional dedicated to this activity is Luciana Stein, a partner of Trend Trendwatching Room and representative of our country. The BOX1824, founded in 2003 by three young people from Curitiba, also browsing this scenario. The difficulty of this profession is to establish a bond of trust a skill unusual and unfounded “scientific.” Cool hunters and futurologists who take this “label” tend to be perceived as professional versions of astrologers and fortune tellers. Not coincidentally, they adopt other names for your business (consulting, expert advice) or draw procedures acceptable offer rational explanations for the forecasts. When the work becomes known and recognized in a particular industry, usually very well paid. The easiest way to start the path coolhunter is working as an analyst in strategic consulting firms or market research. This is an exciting and challenging profession, and of extreme strategic importance. But those who choose to follow this path should be prepared to brave a market still in professional training.

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2 Respostas to “Coolhunters, caçadores estratégicos: entenda a arte de antever o futuro”

  1. Kristin said

    Proceed the superb piece of work, I read few blog articles during this site while i think that your chosen blog is real interesting and seems to have sets
    of good information.

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