PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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A Inadimplência cresce apesar da queda do juro

Posted by HWBlog em 28/05/2012

Os juros para o tomador final de crédito caíram em abril e continuam caindo em maio, assim como os bancos reduziram também os spreads, calculados pela diferença entre as taxas de captação e de aplicação dos recursos. Apesar dessas duas boas notícias, a inadimplência cresceu, sobretudo nos financiamentos para a aquisição de veículos, e o crédito teve expansão bastante modesta em abril comparado a março.

Segundo informações divulgadas pelo Banco Central (BC), na sexta-feira, o estoque de crédito aumentou 1,2%. A concessão de crédito livre teve queda de 3,7% em abril sobre o mês anterior, ou crescimento de cerca de 0,3%, segundo dados deflacionados e dessazonalizados pela LCA Consultores.

Indicadores relativos aos primeiros nove dias úteis de maio não apontam aumento relevante no estoque de crédito. Em relação ao fluxo, as informações do BC revelam que houve um acréscimo de 0,3% na média diária das concessões, em comparação com idêntico período de abril. Para as pessoas físicas, ocorreu uma queda de 4,1% na média diária e para as empresas houve crescimento de 3,8%.

Assim, a performance do crédito como instrumento de expansão da demanda neste ano ainda está fraca: em janeiro houve queda de 0,2% no saldo; em fevereiro um crescimento de 0,4%; em março a expansão foi de 1,9%; e, em abril, de 1,2%.

As famílias estão com 22,3% de suas rendas comprometidas com o pagamento de dívidas, o percentual mais elevado desde outubro do ano passado (22,42%). O endividamento, ainda segundo dados do Banco Central, bateu recorde em março, alcançando 42,95%. Em março do ano passado, o endividamento das famílias (índice calculado pela razão entre o saldo das dívidas assumidas e a renda em 12 meses) era de 40,14%.

A inadimplência (medida pelos atrasos superiores a 90 dias) das pessoas físicas atingiu 7,6% em abril, taxa 1,5 ponto percentual superior à de abril do ano passado. No caso das empresas, a taxa de inadimplência continua estável em 4,1% em abril.

O saldo dos financiamentos para compra de veículos ficou praticamente estagnado em abril, fechando o mês em R$ 178,08 bilhões, crescimento, portanto, de apenas 0,3% em relação a março. O crédito para automóveis travou por causa da crescente inadimplência que atingiu 5,9% no fim de abril, nível recorde, segundo o Banco Central.

Os indicadores de inadimplência e de endividamento das famílias podem implicar uma expansão limitada do crédito, apesar dos esforços do governo que, nos últimos dois meses, armou uma ofensiva: colocou os bancos públicos para reduzir juros e ofertar mais crédito na economia; entrou num embate com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) para que os bancos privados façam o mesmo; reduziu o IOF sobre operações de crédito de 2,5% para 1,5% na semana passada; e direcionou R$ 18 bilhões de uso do depósito compulsório para compra de carteiras de pequenos bancos para o financiamento de automóveis; além de toda a queda da taxa básica de juros (Selic).

Os bancos federais, que na crise global de 2008/2009 foram agressivos na concessão de crédito e elevaram substancialmente sua participação no mercado, continuam ampliando seus espaços. Em abril, essas instituições respondiam por 44,21% do crédito contratado pela economia. Em abril do ano passado, essa participação era menor, de 41,83%.

É compreensível a preocupação do governo com o “empoçamento” do crédito desde janeiro deste ano e inegável a importância da redução das taxas de juros e dos elevadíssimos spreads, que representam ao fim das contas a margem de lucro do sistema bancário.

É legítimo supor que, mesmo com elevadas taxas de inadimplência e endividamento das famílias, as medidas de estímulo do governo vão produzir alguma expansão do crédito. Mas não parece prudente contar com o aquecimento do consumo como principal motor para a sustentação do crescimento da economia.

Há problemas tanto pelo lado da demanda quanto pela ótica da oferta, que não devem ser menosprezados. Se os tomadores estão endividados e os bancos registram a alta da inadimplência nos seus balanços, a cautela recomendaria aguardar um recuo da taxa de inadimplência antes de tentar acelerar a concessão de novos empréstimos.

Valor News: Author

Haroldo Wittitz: Editor and Publisher

The Default grows despite drop in interest

Interest for the final borrower credit fell in April and continue to fall in May, as banks have also reduced the spreads, calculated by the difference between the rates of uptake and application of resources. Despite these two good news, bad debt grew, especially in financing for the acquisition of vehicles, and credit expansion was modest in April compared to March.

According to information released by the Central Bank (BC), on Friday, the stock of credit grew 1.2%. The granting of free credit fell by 3.7% in April over the previous month, or growth of about 0.3%, according to seasonally adjusted and deflated by the LCA Consultores.

Indicators for the first nine days in May did not show significant increase in the stock of credit. In relation to the flow, the information of BC reveals that there was an increase of 0.3% in average daily concessions, compared with same period in April. For individuals, there was a decrease of 4.1% on average daily and business growth was 3.8%.

Thus, the performance of credit as an instrument of demand expansion this year is still weak: in January there was a decrease of 0.2% in the balance, in February grew 0.4%, in March the increase was 1.9% and, in April, 1.2%.

Families are with 22.3% of their income committed to debt payments, the highest percentage since October last year (22.42%). The debt, still according to Central Bank data, hit record in March, reaching 42.95%. In March last year, household debt (index calculated by dividing the balance of debts incurred and income in 12 months) was 40.14%.

The default rate (as measured by delayed more than 90 days) of individuals reached 7.6% in April, a rate 1.5 percentage point higher than in April last year. For enterprises, the default rate remains stable at 4.1% in April.

The balance of financing for the purchase of vehicles remained virtually stagnant in April, closing the month at U.S. $ 178.08 billion, growth, therefore, only 0.3% compared to March. Credit for car crashed because of rising default rates reaching 5.9% in late April, a record level, according to Central Bank.

Default indicators and household indebtedness may involve a limited expansion of credit, despite the efforts of government in the last two months, an armed attack: put public banks to reduce interest rates and offering more credit in the economy and entered in a collision with the Brazilian Federation of Banks (Febraban) so that private banks do the same; reduced the IOF on credit from 2.5% to 1.5% last week, and $ 18 billion directed to use the reserve requirement for the purchase of portfolios of small banks for car financing, in addition to any fall in the basic interest rate (Selic).

The federal banks, which in the global crisis of 2008/2009 were aggressive in lending and substantially increased its market share, continue expanding their spaces. In April, these institutions accounted for 44.21% of loans contracted by the economy. In April last year, this share was lower, 41.83%.

Understandably the government’s concern with the “pooling” of credit since January this year and the undeniable importance of reducing interest rates and huge spreads, which represent the end of the day the profit of the banking system.

It is reasonable to assume that even with high default rates and household debt, the government’s stimulus measures will produce some expansion of credit. But it seems prudent to have the heating consumption as the main driver for sustaining economic growth.

There are problems on both the demand and the perspective of supply, which should not be overlooked. If borrowers are indebted banks and record the high default rate on their balance sheets, caution would recommend waiting for a decline in the rate of default before trying to expedite the granting of new loans.

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