PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Como conquistar a crescente classe C

Posted by HWBlog em 28/03/2012

Uma pesquisa realizada pela empresa Cetelem BGN, do grupo BNP Paribas, aponta que 54% da população brasileira em 2011 pertenciam à classe C. Há pouco mais de cinco anos, 51% estavam nas classes D/E, demonstrando um avanço significativo na mobilidade social brasileira. Outro resultado interessante se refere à renda disponível, a qual teve um aumento de 50%, passando de R$ 243 para R$ 363. Este considerável montante de recursos nas mãos da classe C apresenta inúmeras oportunidades de negócios a quem se dispuser a compreendê-la.

Para avaliar os impactos desta nova classe, recorro à teoria de Maslow, a qual apresenta forte aderência com este movimento de ascensão. Segundo o psicólogo americano, as motivações dos seres humanos são classificadas em necessidades: básicas, segurança, sociais, auto-estima e auto-realização, representadas pela figura de uma pirâmide. Segundo a analogia, um ser humano subiria um degrau à medida que satisfizesse o anterior. Comecemos nossa escalada, sendo que para fins deste artigo, substituirei as “necessidades sociais” pelo componente “status”.

Básicas: até o advento do plano real, o país convivia com taxas de inflação que corroíam o pagamento durante o mês. O valor recebido no 5° dia útil competia com os marcadores de preço nos supermercado. Como o fim da inflação, aqueles que até então não podiam proteger suas economias com aplicações financeiras, perceberam que sobravam dias dentro do salário. Com algum dinheiro, passaram a comer melhor, satisfazendo suas necessidades básicas. Não por acaso, o frango e o iogurte ficaram conhecidos como símbolos do plano real. Ter carne à mesa deixava de ser luxo, assim como extravagâncias como sobremesa eram agora permitidas. Basta uma volta em um supermercado para verificar a diversidade de novos produtos. Sem mais ter que lidar com a fome, é hora de saciar o próximo nível de necessidades.

Segurança: um teto seguro para morar e preferencialmente próprio é a próxima etapa a ser atingida. Apesar da mídia apontar o boom imobiliário através do número de lançamento de novos imóveis, nunca se vendeu tanto material de construção como nos últimos tempos. Os conhecidos puxadinhos movimentam os finais de semana das lojas de construção. Dê uma volta pelas periferias e comprove o número de caixas d’água azuis sobre as lajes. Para quem tiver a chance ou curiosidade de adentrar em uma destas residências, muitas vezes inacabadas por fora, verá cômodos bem acabados, em geral com pisos frios e azulejos cobrindo todas as paredes.

Status: agradeça a classe C caso tenha uma televisão de tela plana em sua casa. Os preços em queda são consequência da economia de escala devido ao aumento exponencial das vendas. Móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos compõem este degrau. Os grandes feirões realizados nos primeiros dias do ano são um reflexo da euforia, nos quais clientes são capazes de enfrentar madrugadas para aproveitar as grandes ofertas. A estabilidade financeira, o pleno emprego e o acesso ao crédito fizeram a festa de empresas como as Casas Bahia, a qual soube captar como poucas, esta janela de oportunidade. Ter acesso a bens até então inacessíveis não tem preço. Imagine o orgulho em ter o fogão, a geladeira e o televisor iguais ou melhores que o da patroa. O setor de serviços também tem se beneficiado. Inúmeras cadeias de fast food tem se especializado neste nicho de mercado, em especial a rede de comidas árabes Habib´s, oferecendo produtos de qualidade com preços competitivos.

Autoestima: que tal poder viajar de avião, fazer um cruzeiro, ir para o exterior, mesmo que seja para visitar a Casa Rosada, ou quem sabe até comprar o primeiro veículo com prestações a perder de vista? São aspirações que alguns integrantes da classe C já podem vislumbrar. Para quem já tem casa, comida, roupa lavada e um pouco de luxo, é hora de massagear o ego, experimentando novas sensações. Este setor tem também seu campeão de vendas, a CVC, agência fundada no ABC para viagens tipo bate-volta. Cuidar da saúde também começa a fazer parte das preocupações. Coletas de sangue, ressonâncias e aparelhos dentários, anteriormente restritos às bocas das classes A e B, brilham hoje reluzentes em atendentes, garçonetes e frentistas. Grandes laboratórios têm estendido seus horários de atendimento para poder dar conta da demanda crescente.

Autorealização: enganado está quem pensa que esta nova classe preocupa-se apenas com o consumo imediato. Um grande número de famílias já destina parte de seu apertado orçamento para a educação de sua prole. Curso de línguas, computação, ensino técnico, fundamental, médio e até faculdade. A competição, a educação à distância e a maior demanda por cursos fez explodir o número de vagas em universidades, derrubando os preços das mensalidades. Em sua grande maioria com pouca escolaridade, estes novos núcleos familiares querem não apenas garantir o caminho percorrido, mas permitir as futuras gerações que ascendam ainda mais a pirâmide social.

Enfim, as oportunidades trazidas por esta nova classe estão em praticamente todos os setores, sejam eles produtores de bens ou serviços. Aos micros e pequenos empresários, atenção às etapas da pirâmide na qual se encontram seus clientes. Por terem vindo de baixo, dão muito valor ao seu suado dinheirinho, pesquisando e buscando as melhores alternativas, tanto em preço quanto em qualidade.

Outra dica é facilitar o pagamento, uma vez que em muitos casos costumam pesar o valor da parcela, verificando se cabem em sua renda disponível. Capriche também no atendimento, já que costumam retribuir com fidelidade aos que lhe tratam com respeito. Por mais banal que pareça a compra, seja um jantar em um restaurante de fast food ou a compra de um simples aparelho de som, dê sempre a máxima atenção possível. Talvez estes simples atos sejam a realização de um sonho ou a comemoração de uma grande conquista, tal como a ascensão para a nova classe C. Boa sorte e bons negócios!

Marcos Morita: Author

Haroldo Wittitz: Editor and Publisher

How to win the Class C
A survey by BGN company Cetelem, BNP Paribas Group, points out that 54% of the population in 2011 belonged to class C. Just over five years, 51% were in classes D / E, showing a significant improvement in social mobility in Brazil. Another interesting result refers to disposable income, which increased by 50%, from R $ 243 to $ 363. This considerable amount of resources in the hands of the class C presents numerous business opportunities to those willing to understand it.
To assess the impacts of this new class, I resort to Maslow’s theory, which has a strong grip with this upward movement. According to the American psychologist, the motivations of human needs are classified into: basic, safety, social, self-esteem and self-realization, represented by the figure of a pyramid. According to the analogy, a human would increase as one step satisfy the above. We begin our climb, and for purposes of this article substituirei the “social needs” for component “status”.
Basic: until the advent of the real plan, the country lived with inflation rates that eroded the payment during the month. The amount received on the 5th working day competing with markers in the supermarket price. As the end of inflation, those who previously could not protect their economies from financial investments, realized that remained within days of salary. With some money, started to eat better, satisfying their basic needs. Not coincidentally, chicken and yogurt became known as symbols of the real plan. Have meat on the table ceased to be luxury, and extravagance were now allowed as a dessert. Just a walk in a supermarket to see the diversity of new products. No more having to deal with hunger, it’s time to satisfy the next level of needs.
Security: secure a roof to live and own preference is the next step to be achieved. Despite the media point the housing boom through the release number of new properties, never sold as much as building material in recent times. The known puxadinhos move the weekends building shops. Take a tour of the suburbs and check the number of blue water tanks on the flagstones. For those who have the chance or curiosity of entering one of these homes, often unfinished on the outside, you will see well-finished rooms, usually with hard floors and tiles covering all the walls.
Status: thank the class C if you have a flat screen television in your home. The falling prices are a result of economies of scale due to the exponential increase in sales. Furniture, appliances and electronics make this step. Large feirões performed in the early days of the year are a reflection of euphoria, in which customers are able to tackle mornings to take advantage of great deals. Financial stability, full employment and access to credit have a party companies like Casas Bahia, which few knew how to capture this window of opportunity. Having access to hitherto inaccessible assets is priceless. Imagine the pride in having the stove, refrigerator and TV equal to or better than the boss. The service sector has also benefited. Several fast food chains has been specializing in this niche market, especially the network of Arab food Habib’s, offering quality products at competitive prices.
Self-esteem: how about being able to travel by plane, take a cruise, go abroad, even to visit the Casa Rosada, or maybe even buy the first vehicle to benefit out of sight? These are aspirations that some members of the class C can already envision. If you already have a house, food, laundry and a little luxury, it’s time to massage your ego, experiencing new sensations. This sector also has its best-selling, CVC, founded the agency in ABC type for travel-back hits. Health care also becomes part of the concerns. Blood samples, resonances and dental appliances, previously restricted to the mouths of classes A and B, gleaming shine today in attendants, waitresses and attendants. Large laboratories have extended their opening hours in order to cope with the growing demand.
Autorealização: is mistaken who thinks that this new class is concerned only with the immediate consumption. A large number of families already donates part of its tight budget for the education of their offspring. Language course, computer science, technical education, primary, secondary and even college. The competition, distance education and increased demand for courses exploded the number of places at universities, dropping the price of tuition. Mostly poorly educated, these new households want to ensure not only the path, but allow future generations to further ascend the social ladder.
Finally, the opportunities brought by this new class are almost all sectors, be they producers of goods or services. To micro and small entrepreneurs, attention to the steps of the pyramid where are your customers. By coming from below, give much value to your hard earned money by researching and seeking the best alternatives, both in price and quality.
Another tip is to facilitate the payment, since in many cases tend to weigh the value of the parcel, making sure that they fit in their disposable income. Caprice also in attendance, as they usually reciprocate with loyalty to those who treat you with respect. As banal as it may seem a purchase is a dinner at a fast food restaurant or buy a simple stereo, always give the maximum attention possible. Perhaps these simple acts are the realization of a dream or celebrating a great achievement, such as the rise for the new class C. Good luck and good business!

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