PrimeWork (Ano VII)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Enfim, o Brasil tem seu mercado de startups

Posted by HWBlog em 16/01/2012

Empresas que buscam a inovação ganham fôlego no país graças à convergência de capital financeiro e humano

O currículo de Reinaldo Normand é invejável. Aos 36 anos, formado pela FGV e pela Universidade de Stanford, comandou operações de empresas nos Estados Unidos, México, China e Japão. Sua atual empreitada, contudo, acontece no Brasil. Ele comanda a 2Mundos, uma empresa recém-fundada de jogos sociais, gênero que se popularizou e faturou milhões de dólares na internet a partir do sucesso de títulos como FarmVille e CityVille. Para iniciar o negócio – que  inclui boa dose de risco –, obteve financiamento de um consórcio de investidores americanos e brasileiros, em um montante mantido por contrato sob sigilo. “O Brasil criou um mercado interno que não existia. Temos um setor de tecnologia em plena expansão.”

O que se vê enfim surgir no Brasil são as chamadas startups – empresas que buscam a inovação em seu segmento e operam com uma lógica de experimentação rápida, segundo a qual apenas ideias que logo se mostram promissoras recebem mais investimentos.

Até recentemente, empreendedores e investidores brasileiros e estrangeiros (levariam seus negócios e dinheiro para o Vale do Silício, região ao sul de São Francisco, na Califórnia, que concentra o maior número de startups.

Hoje, eles colaboram para testar e colocar de pé projetos em solo nacional. É o que comprova um estudo da Fundação Getúlio Vargas: entre 2005 e 2008, apenas 300 milhões de dólares foram dirigidos a empresas de inovação, valor que deve saltar para 750 milhões de dólares em 2011.

Ainda é uma cifra minúscula se comparada ao que atraem os negócios nascentes do Vale do Silício (entre 2009 e 2011, cerca de 40 bilhões de dólares), mas trata-se de um número maiúsculo quando se lembra que esse setor praticamente inexistia no país há alguns anos. “Hoje, podemos dizer que há espaço para negócios inovadores no Brasil”, diz o argentino Hernan Kazah, cofundador do Mercado Livre e também investidor.

A razão da aurora das startups no Brasil está bem definida: confluência de capital financeiro e humano.

A expansão econômica vivida pelo país nos anos recentes foi determinante para alargar a base de potenciais consumidores dos serviços digitais. São especialmente significativos os avanços do número de brasileiros com acesso à rede e do volume do e-commerce, que, neste ano, devem chegar, respectivamente a 78,5 milhões de pessoas e 19 bilhões de reais.

Com mais consumidores à vista, cresce o interesse de investidores: startups ligadas a e-commerce e games são as que mais atraem atenção (e recursos). “O interesse pelo Brasil no exterior é impressionante. O país é visto como a China no passado, que atraía todas as atenções e enormes investimentos”, diz a investidora brasileira Bedy Yang, de 33 anos.

Ela tem exercido um papel fundamental no desenvolvimento de novos negócios, fazendo a ponte entre investidores americanos e empreendedores brasileiros. Os investimentos são provenientes da 500 Startups, fundo americano que aplica entre 10.000 e 250.000 dólares em companhias em estágio inicial.

Para a escolha dos afortunados que receberão os aportes, Bedy criou a plataforma on-line Brazil Innovators, que já garimpou dez startups brasileiras: as empresas receberam dinheiro para tocar o negócio e seu gestores são levados ao Vale do Sílicio para uma imersão no ambiente de alta competitividade, empreendedorismo e inovação.

É o caso dos serviços Descomplica, que oferece aulas em vídeo para vestibulandos, Conta Azul, que desenvolveu uma solução de contabilidade on-line para empresas, e Rota dos Concursos, um banco digital de simulados. Após a primeira rodada de investimentos, os resultados são apurados: os melhores empreendimentos recebem mais recursos; os mal-sucedidos são descartados. São as regras do jogo.

A outra razão a impulsionar as startups é humana: acúmulo de conhecimento. Uma das condições indispensáveis ao aparecimento e à expansão do Vale do Silício americano foi – além do capital de risco – a amigável parceria entre empreendedores e centros universitários de excelência, caso de Stanford e da Universidade da California.

De Stanford, vale lembrar, saíram Larry Page e Sergey Brin, os criadores do Google, gigante que já foi startup. A dupla inventora do  célebre algoritmo que organiza buscas de conteúdos na internet já reconheceu que, sem os milhares de PhDs com quem conviveram na universidade, o Google provavelmente não existiria. No Brasil, é claro, a parceria entre empreendedores e centros de pesquisa também tem sido vital.

Um dos locais onde o casamento se dá de forma produtiva é a  região de Campinas, interior de São Paulo.

Lá, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ajuda a dar vida a empreendimentos que nascem nas cercanias e que buscam introduzir inovação.

Um estudo feito há três anos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia identificou ainda outros seis pólos que compartilham a mesma prática: induzem inovação tecnológica. Juntos, eles faturavam 4 bilhões de dólares e abrigavam 3.700 PhDs, divididos em 1.000 empresas de tecnologia. Para isso, a parceria com universidades locais, de Santa Catarina a Campina Grande, é fundamental.

Os empreendedores estrangeiros que apostam no Brasil:

1- Davis Smith, dos Estados Unidos (Baby.com.br)

Smith, de 33 anos, cresceu nos Estados Unidos, mas passou a adolescência em países da América Latina. Antes de abrir sua empresa no Brasil, investiu no site PoolTables.com, uma loja on-line de mesas de bilhar que rapidamente se tornou a maior varejista americana do setor. Depois de vender a companhia, escolheu o Brasil como seu próximo destino. “Decidi vir para cá por causa das oportunidades. A economia está crescendo muito rápido e o e-commerce está explodindo, enquanto os Estados Unidos encaram uma crise”, diz o executivo. Smith e seu sócio, Kimball Thomas, de 32 anos, são donos do site Baby.com.br, loja digital que vende produtos para bebês e gestantes. Receberam aportes que somam 8 milhões de reais e fecharam uma parceria de peso junto ao público consumidor: a apresentadora da Rede Globo Angélica.

2- Ricardo Ferreira, de Portugal (Pandora Experiências)

Ferreira, de 27 anos, nasceu em Portugal e vive no Brasil há três. Ele veio para o país como porta-voz de um serviço português on-line chamado A Vida é Bela, que vende “experiências”: o usuário compra uma “caixinha” de aventuras na internet e desfruta de um pacote turístico montado a partir de roteiros radicais. O Pandora é, portanto, uma versão do site português. “Percebi que o Brasil tinha um grande potencial e exigia maior dedicação. Por isso, decidi abrir um negócio aqui”, diz. O Pandora, que está no ar há seis meses, possui 12 funcionários fixos. No início, contou com um empurrão de um investidor, mas o aporte se mostrou bem-sucedido: a expectativa de faturamento para 2012 é de 8 milhões de reais. 

3- Max Reichel, da Alemanha (Oppa.com.br)

Reichel tem 29 anos, passou pela conceituada Harvard Business School e atuou como consultor da McKinsey. Ele usou a experiência de mercado para atrair recursos para abrir uma loja de móveis on-line, que promete oferecer peças exclusivas a preços competitivos. O momento é oportuno, acredita o alemão. “Os brasileiros estão mudando e ganhando mais confiança. E essas mudanças se refletem na economia e demais setores da vida do país”, diz. Para ele, mais difícil do que aprender a falar o português ou mapear as oportunidades de trabalho é vencer a burocracia brasileira para abrir o negócio. “Levei seis semanas para conseguir juntar todos os papéis exigidos para a locação”, diz. “Foi a tarefa mais árdua.”.

4- Brian Requarth, dos Estados Unidos (VivaReal.com.br)    

O americano de 31 anos, que há poucos meses estabeleceu moradia em São Paulo, nasceu na Califórnia e sempre nutriu gosto pela cultura brasileira. Ao perceber a expansão da economia e o crescente interesse de investidores, decidiu trazer para o país o negócio que já dava frutos nos Estados Unidos, Colômbia e México: um site de venda e locação de imóveis. Entre os diferenciais do serviço estão dois recursos: um portal exclusivo para estrangeiros e uma conexão com perfis do Facebook. “Vim ao Brasil pela primeira vez em 2001. Havia terminado um curso na Argentina, onde conheci meu atual sócio, o brasileiro Diego Simon, e passei alguns dias entre Rio, Salvador e Foz do Iguaçu. Naquela época pensei: vou fazer alguma coisa por aqui”, conta. Em 2007, o executivo voltou para estudar o mercado e, dois anos depois, criar a versão brasileira do empreendimento. “No início, os investidores nem queriam saber do Brasil. Agora, eles dedicam grande atenção ao assunto”, diz Requarth.

5- Peter Ostroke, dos Estados Unidos (Olook.com.br)   

O americano Ostroske, de 29 anos, teve contato com os investidores da brasileira Monashees enquanto fazia seu MBA na Universidade da Pensilvânia. Foi cofundador de uma companhia de trajes esportivos nos Estados Unidos, a Old Harbor Outfitters, e logo enxergou no Brasil oportunidades no setor de e-commerce. Chegou há cinco meses ao país sem falar uma palavra de português, mas com muita vontade de apostar no mercado local. Criou uma loja on-line chamada Olook, cujo principal objetivo é oferecer produtos customizados, produzidos por uma equipe de estilistas, de acordo com a personalidade do usuário. “O Brasil é uma escolha natural. Há muitas similaridades com os Estados Unidos”, diz o executivo. A exemplo de outros empreendedores estrangeiros, Ostroske também tropeçou na burocracia brasileira. “Se você não conhece os processos, os procedimentos não são claros e tomam muito tempo. Nos Estados Unidos, ao contrário, você consegue abrir uma empresa em dois dias”, diz.

 6- Pieter Lekkerkerk, da Holanda (EscolherSeguro.com.br)

Nascido na Holanda, Lekkerkerk, de 36 anos, está no Brasil há quatro anos e meio. Veio para o país como funcionário da empresa de consultoria McKinsey, mas não demorou muito para identificar oportunidades na área de seguros. Saiu da companhia onde trabalhava e decidiu criar o seu próprio empreendimento, uma corretora on-line, que permite ao usuário fazer cotações e receber orçamentos de cinco seguradoras diferentes no período máximo de 24 horas. “O resto do mundo está em crise e obviamente a região se torna mais atrativa para os empreendedores. O Brasil está se tornando uma nação de classe média e estamos testemunhando a transformação do país de produtores em um país de consumidores”, diz.

Para seguir avançando, o Brasil terá de aprimorar essa união ainda tímida inovação tecnológica e gestão empresarial ousada. “Estamos conversando com algumas escolas de administração renomadas do país, como USP, Fundação Getulio Vargas e Unicamp. A ideia é criar parcerias e programas para fomentar o empreendedorismo no Brasil através de eventos e incentivos. Os alunos precisam de espelhos e casos de sucesso fazem com que eles se sintam motivados a buscar investimento para seus projetos”, diz Bedy. Outro ponto considerado fundamental é o desenvolvimento de uma cultura que aceita o risco, e na qual erros eventuais são valorizados como experiência. “Se tiver de escolher entre duas boas ideias, provavelmente vou preferir aquela cujo dono já se arriscou antes, mesmo que o empreendimento tenha fracassado”

Por ora, a troca entre brasileiros e estrangeiros é o caminho mais curto para a inovação. É a estratégia de Marco Vanossi, de 24 anos, inventor de uma tecnologia de reconhecimento de imagem para aplicativos para smartphones. Agora, ele tenta fazer disso um negócio, com ajuda de investimentos brasileiros e americanos. Isso exige que o jovem inovador divida seu tempo entre os dois países. “Passo metade do tempo aqui e a outra metade lá”, diz. Mais do que dinheiro, ele recorre ao Vale do Silício para aprender como a cultura da inovação e do empreendedorismo podem fazê-lo ir mais longe. “Lá, trabalhamos em um escritório no sistema de coworking, onde diferentes empresas trocam experiências visando aprimorar o produto final de cada um. É uma verdadeira lição.”

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