PrimeWork (Ano IX)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Archive for 12 de janeiro de 2012

Claro como o dia: Como a certeza da morte mudou a minha vida

Posted by HWBlog em 12/01/2012

Sou um rato de livraria. Certo dia em uma livraria procurando um bom queijo me deparei com este livro e resolvi ler a última página:

“No dia 24 de maio de 2005, Eugene O´Kelly entrou no consultório de seu médico com um calendário lotado e planos para uma vida toda em sua cabeça. Seis dias depois ele deixava o cargo de CEO da KPMG. Seus planos de toda uma vida minguaram em 100 dias, deixando-lhe somente tempo suficiente para dizer adeus”

Comprei o livro, fui para casa,  e li esse pequeno livro maravilhoso em uma só tarde. E não tenho vergonha em admitir que chorei.

O livro relata os detalhes dos três meses e meio entre o diagnóstico de um câncer terminal no cérebro de O´Kelly e sua morte. Sua escrita melancólica, mas, ao mesmo tempo, extraordináriamente esperançosa, narra o livro e nos lembra de que devemos acolher os momentos frágeis e fugidos de nossa vida, o tempo que temos com nossa família, amigos e até mesmo conosco. O´Kelly é muito honesto em relação a seus medos. Contudo, o que na verdade me tocou foi seu estilo de escrever, simples, mas profundo. Por exemplo, leia a seguinte passagem:

“Morrer é uma empreitada difícil. Os últimos detalhes. A burocracia, os serviços de advogado. Todas as coisas que são chatas e elouquecedoras sobre a vida quando tudo está indo bem. É claro, as outras coisas que acontecem quando se está morrendo, a parte física e a imensa parte emocional, podem ser inacreditavelmente horríveis. Mas se a burocracia é suficiente para aquebrantar o espírito, e é, o que mais sobra?”

O impacto dessas poucas frases continua a me tocar, não importa quantas vezes eu as leia. Ele poderia escrever qualquer coisa: a venda da casa ou sobre os planos para uma próxima viagem. Mas ficou claro que ele falava sobre a coragem, sobre deixar a vida da maneira certa.

Imagine que você é o CEO de uma das maiores empresas de auditoria, onde começou a carreira como assistente de contabilidade em 1973. Você tem apenas 53 anos e ainda tem muito o que viver, ou, pelo meos, um plano de aposentadoria tentador. Mas aí você fica sabendo que tem um câncer no cérebro e que não pode ser operado. É o fim de uma vida que você havia planejado. Chasing Daylight mexe com a gente porque somos humanos. Quem lê esse livro tem a percepção única do que se passa na mente de um homem ciente de que vai morrer. Mesmo sendo parte da condição humana, quando chega de forma prematura, a morte é algo que assusta.

“Fui abençoado. Disseram que eu tinha três meses de vida”

Eu estava preocupado se o autor contaria uma história sobre a iluminação mística ou, como muitas memórias de fim de vida, passasse o livro falando de seus arrependimentos, passagens sentimentais demais sobre a filha mais nova e a família querida. Não que não haja espaço para coisas desse tipo, mas essas são líricas que escutamos em canções, e não era essa a natureza de O´Kelly. Quando descobriu a seriedade da doença, fez o que foi treinado para fazer como contador, elaborou listas: “01 – deixar o emprego, 02 – escolher um protocolo médico que me permita…, 03 – tornar o tempo que me resta a melhor fase de minha vida, e, na medida do possível, torná-lo um período bom também para todosos afetados por essa situação”. Em seguida, criou uma lista de coisas a fazer em seus últimos dias: “Deixar assuntos legais e financeiros em ordem. Criar (mas também estar aberto a) grandes momentos, momentos perfeitos. Começar a fazer a transição para o próximo estado. Planejar o funeral”. Enfim, um contador até o fim.

O título do livro vem da rotina de O´Kelly jogar golfe com a esposa depois de chegar em casa do trabalho, jogando durante todo o verão, em busca da luz do dia. O amor de sua família é imenso e o final do livro é muito comovente.  Sua esposa escreveu o último capítulo, contando como ele morreu. Ela também corrigiu seus escritos dos últimos dias desde que o tumor começou a se espalhar e fazendo a realidade dele ser outra.

Chasing Daylight é uma confirmação eloquente de que nossa vida e as pessoas que dela participam são alegrias temporárias, mas o tempo que passamos desfrutando nunca é perdido. Se conseguirmos vencer nossos medos, até mesmo o de enfrentar o fim de nossa vida e de deixar aqueles que amamos, podemos conseguir qualquer coisa. Esse é um dos meus livros favoritos, e continuará a ser por muito tempo. Insito e recomendo que o leiam: esse livro mudará a sua vida.

Chasing Daylight: How My Forthcoming Death Transformed My Life de Eugene O´Kelly (MacGraw-Hill) ou na edição em português Claro como o Dia: Como a certeza da morte mudou a minha vida de Eugene O´Kelly (Nova Fronteira)

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