PrimeWork (Ano IX)

Liderança, Atitude, Desafios, Ações e Conquistas para o Empreendedor Moderno

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    O Mundo todo celebra uma grande capacidade humana de empreender.

    Do mesmo modo que é vibrante, a estrada do empreendedor é repleta de obstáculos. Quer para abrir ou fazer crescer um negócio próprio, quer para avançar propositivamente dentro de uma corporação.

    Nesse sentido este blog busca preencher com informações, entrevistas e cases de sucesso pessoal e corporativo as muitas lacunas que se abrem quando surge o tema da iniciativa pessoal dos negócios.

    Esperamos que este blog, possa de alguma forma contribuir para o crescimento dos empreendedores.

    Haroldo Wittitz, Editor and Publisher

    The whole world celebrates a great human capacity to undertake.

    Similarly that is vibrant, the way to entrepreneurship is fraught with obstacles. Want to open or grow a business, want to move forward with proposals within a corporation.

    In this sense seeks to fill this blog with information, interviews and success stories of the many personal and corporate loopholes that open when the subject arises from the personal initiative of business.

    We hope this blog, can somehow contribute to the growth of entrepreneurs.

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Se você não tem uma boa historia para contar, invente uma

Posted by HWBlog em 03/02/2011

Cabe principalmente ao marketing ajudar a identificar, inventar, organizar e contar as histórias que formam as marcas. Rolim Amaro que o diga…

Marketing é a arte de contar histórias. Atrás de toda empresa de sucesso sempre tem uma boa história. O que é que vocês pensam que o Comandante Rolim fazia quando se dispunha a ficar ao lado das escadas dos seus aviões, recebendo os passageiros da TAM nas horas de maior movimento no aeroporto de Congonhas? Ora, inventando histórias para a sua empresa. Ele era um hábil criador e contador de histórias. Inventou o “fale com o presidente”, o tapete vermelho, instalou salas de espera especiais com música ao vivo, espaço para idosos e deficientes, cafeteira para atenuar as esperas de embarque etc. Com isso ajudava a formar e fortalecer a marca da sua empresa. Ele sabia como ninguém que é a soma de pequenas histórias que formam a grande história de uma marca.

Cabe, principalmente ao marketing, ajudar a identificar, inventar, organizar e contar as histórias que formam as marcas. É este alinhavo dos fatos ao longo da linha de comunicação que dará a sedimentação da marca e o posicionamento na mente dos nossos clientes. A comunicação tem que “deixar rastro” ao longo do tempo e para que isso possa acontecer devemos ter cuidado com a linguagem: coerência, consistência e pertinência sempre. É preciso saber se manter na linha de comunicação contando histórias diferentes, mas que somadas digam uma única coisa, a história da empresa. A comunicação se processa na sedimentação, tudo precisa de elaborado com inteligência.

Li recentemente que o grande boxeador Cassius Klay – Mohamad Ali -, no início da sua carreira, foi visitado por um jornalista da Revista Life, uma das maiores revistas do seu tempo. A publicação da entrevista seria fatal para a carreira do pugilista iniciante, pois a exposição na mídia nacional iria ajudar a colocá-lo entre os grandes. O lutador percebeu que a entrevista não estava rendendo o esperado e que o jornalista não escreveria nada sobre ele. Esperto, inventou na hora que para adquirir resistência treinava boxe no fundo da piscina. O jornalista mostrou-se interessado e ele amarrou pesos no corpo e se atirou na água. E, para espanto do entrevistador, lá no fundo fazia jabs, swings e ganchos. Na outra semana estava na capa da Life e deu início a uma das mais belas carreiras do esporte. E enquanto pôde foi inventando histórias ao seu respeito. Ele se alimentava da mídia e a mídia se alimentava dele.

Inventar histórias é bom para a marca, mas elas não podem parecer falsas. O público percebe na hora a sua segunda intenção. Políticos experientes sabem bem disso, inventam e estimulam boas histórias sobre seus trabalhos. Um velho político mineiro chegou a dizer: “não importa o fato, mas sim a versão do fato”. Quer político mais habilidoso em criar fatos do que o Jânio Quadros?

Você pode falar dos seus produtos e como foram criados, das dificuldades do pioneirismo, como tudo começou e dos fatos mais pitorescos. Uma vez identificados, reforce-os, colocando emoção neles. Por exemplo, na empresa O Boticário, há uma deliciosa e verídica história: o Miguel Krisgner, fundador da empresa, foi estimulado por um amigo a comprar do apresentador Silvio Santos os frascos de perfumes que o mesmo mantinha em elevado estoque num barracão do SBT. O apresentador ia lançar uma linha de perfumes, desistiu e não sabia mais o que fazer com os frascos. O Miguel chegou em boa hora e arrematou tudo e por um preço baixo, pois a emissora precisava desocupar o espaço para montar um cenário de novela. Miguel, na saída, ainda perguntou se poderia levar também o molde dos frascos. – “Leve tudo”, falaram os diretores do SBT. Miguel voltou a Curitiba e teve dificuldades para armazenar tantos frascos, usou até as garagens dos amigos. Nascia ali um dos maiores sucessos da perfumaria nacional, o frasco era no formato ânfora, marca registrada do Boticário e o primeiro perfume a ocupá-lo foi o Acqua Fresca, cujas vendas, em enorme quantidade, deram, início ao sucesso da empresa.

Quanto mais refinada a história, melhor. É a sutileza da montagem da sua estrutura narrativa que vai pegar as pessoas. Na Bienal do Mercosul em 2003 teve uma história que deve ser comentada. Ela não tem nada a ver com o ambiente empresarial, mas serve como exemplo: foi dada à artista americana Rachel Bernick a possibilidade de fazer uma instalação. E o que ela fez? Havia ouvido falar que quando o sábio Humboldt visitou a Venezuela há 200 anos encontrou uma tribo de índios que havia dizimado outra e como troféu de guerra trouxeram para a aldeia os papagaios da tribo exterminada. Estes papagaios repetiam as palavras aprendidas da tribo morta. Humboldt com a ajuda de um indígena, escreveu a onomatopéia das aves. A artista, com a autorização do Ibama, coletou aves na floresta e ensinou-as a repetir o idioma Maypure, o da tribo morta. Colocou-os em um grande viveiro, envolto em papel translúcido, onde você podia ver a silhueta de palmeiras e papagaios. E eles repetiam para nós, no presente, as palavras de uma tribo extinta há 200 anos. Isso é criar uma boa história. Está aí um desafio para você: qual é a sua história? Qual é a história da sua empresa

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